Mostrando postagens com marcador CAMPEONATO CARIOCA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CAMPEONATO CARIOCA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fla espera aval de Joel para fechar com meia do Frizão


Na busca por reforços para a disputa do Campeonato Brasileiro a partir do próximo dia 19, quando enfrenta o Sport, o Flamengo estuda a contratação do meia Jorge Luiz, do Friburguense. O técnico Joel Santana solicitou o envio do material do atleta, providenciado há alguns dias pelo gerente de futebol do Frizão, José Eduardo Siqueira. O comandante dará o parecer à diretoria rubro-negra nos próximos dias.
- Na quarta-feira, estarei junto com o jogador na Gávea para uma reunião com Coutinho (Vice de futebol do Fla), afim de definir os últimos detalhes. Dando tudo certo, os exames médicos serão feitos logo em seguida - afirmou o dirigente, que também responde pelo jogador.

Siqueira disse que caso tudo ocorra como o planejado, o anúncio oficial por parte do Flamengo deve acontecer até o final de semana.
- O anúncio pode ocorrer até o final de semana. O Friburguense tem o interesse de fazer o negócio. É uma grande vitrine ter os nossos jogadores nos principais clubes do Brasil. No caso do Jorge Luiz, mandamos o material há alguns dias - finalizou Siqueira.

domingo, 6 de maio de 2012

Quarteto desequilibra, Flu goleia o Botafogo e fica com a mão na taça

Fred, autor do primeiro gol do Flu, é celebrado pelos companheiros

Faz diferença numa decisão de campeonato quando o craque do time, o protagonista, aparece para definir. Faz uma diferença absurda quando todos os principais jogadores vivem um dia iluminado, praticamente perfeito. Fred, Deco, Thiago Neves e Rafael Sobis. O quarteto ofensivo do Fluminense deixou o time muito perto do título carioca neste domingo. No primeiro jogo da final contra o Botafogo, no Engenhão, todos se destacaram. Decidiram, desequilibraram. Resultado: vitória tricolor por 4 a 1, de virada. Fred fez um golaço de bicicleta, Deco e Thiago organizaram os ataques, e Sobis, sempre destaque em decisões, fez dois. O garoto Marcos Junior, de 18 anos, fechou a goleada. O volante Renato marcou o único gol alvinegro.

O Botafogo, que também tem um quarteto de qualidade, emperrou nos primeiros 90 minutos da decisão. Maicosuel, Fellype Gabriel, Elkeson e Loco Abreu pouco fizeram. O time de Oswaldo de Oliveira jogou sem criatividade e ficou com um jogador a menos desde os 11 minutos do segundo tempo, quando o lateral-direito Lucas foi expulso. Para ter chance de ficar com o título, o Alvinegro terá de vencer o segundo jogo por três gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis.

A invencibilidade alvinegra na temporada, que durava 23 partidas, está derrubada. É a primeira vez no ano que o time sofre mais de dois gols. O Fluminense vence o Botafogo no Engenhão pela primeira vez. Até este domingo, eram três derrotas e seis empates. A exibição de gala do Flu foi vista por 28.182 pessoas (sendo 23 mil pagantes, com renda de R$ 732.015,00).

As equipes voltam a se enfrentar no domingo que vem, às 16h (de Brasília), no Engenhão. Antes, porém, terão compromissos no meio de semana. Na quarta-feira, o Botafogo disputa o jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Vitória, no Engenhão, às 19h30m. Na primeira partida, semana passada, empate por 1 a 1 no Barradão.

A decisão do Fluminense também será nas oitavas de final, só que da Libertadores. Na quinta, no Engenhão, o Tricolor recebe o Inter, às 22h. Na ida, em Porto Alegre, empate sem gols.

Demorou. Foram 37 longos anos sem que Fluminens e Botafogo decidissem o Campeonato Carioca. Da última vez, em 1975, a conquista foi tricolor. Oito minutos. Foi o tempo que o Alvinegro precisou para abrir o placar neste domingo. Um primeiro tempo de superioridade da equipe de Abel Braga, apesar de o time de Oswaldo de Oliveira ter começado melhor.
Não chegou a ser uma blitz alvinegra, mas ao tomar a iniciativa logo cedo o Botafogo conseguiu o gol. Fellype Gabriel entrou na área pelo lado esquerdo e buscou Loco Abreu no cruzamento. A zaga afastou para a entrada da área, e Renato estava por ali. O chute de primeira do volante, de volta após lesão, passou no meio das pernas de Carlinhos e foi parar no cantinho direito de Diego Cavalieri: 1 a 0.
O Fluminense só despertou a partir dali. Com a marcação do Botafogo concentrada nas laterias, o Tricolor jogou pelo meio e tentou chutes de média distância. Carlinhos parou em Jefferson, e Jean errou o alvo. Até a parada técnica, houve equilíbrio na posse de bola, mas o Flu finalizava mais: quatro contra uma do Bota, a do gol.
A pausa fez bem aos tricolores. Thiago Neves, Deco e Rafael Sobis cresceram na final e pouco a pouco conseguiram fugir da marcação. Em jogada individual, Thiago partiu para cima de Fábio Ferreira, se livrou do zagueiro e bateu de esquerda. Jefferson pegou, aos 23. O Botafogo se defendia e esperava a chance de encaixar o contra-ataque, só que ela não apareceu. Maicosuel, Fellype Gabriel e Elkeson não criaram e as tentativas de buscar Loco Abreu na área fracassaram.
A persistência tricolor deu resultado. Depois que Elkeson perdeu a posse de bola, Carlinhos cruzou da esquerda, Thiago Neves escorou de cabeça quase para a pequena área, e Fred acertou uma linda bicicleta, aos 43: 1 a 1. Gol de artilheiro, de talento, de decisão. Foi a décima finalização do Fluminense no primeiro tempo. O Alvinegro teve apenas duas.
- Só acordamos depois que sofremos o gol. Aí melhoramos a posse de bola, conseguimos criar. Foi um dos meus gols mais bonitos e também pela importância de ser uma final.

As emoções também começaram cedo no segundo tempo. O Botafogo resolveu voltar a jogar após o intervalo e foi ao ataque. A primeira boa chance foi alvinegra, aos seis minutos. Maicosuel cobrou falta para a área, Loco Abreu desviou de cabeça, e Diego Cavalieri defendeu. O uruguaio reclamou muito de pênalti por ter sido agarrado por Leandro Euzébio. A arbitragem julgou o lance como normal. 

Pouco depois, aos 11, Oswaldo de Oliveira perdeu o lateral-direito Lucas. Ele fez falta em Thiago Neves para cortar um contra-ataque, recebeu o segundo amarelo e o vermelho do árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos. No lance seguinte, o gol da virada. Deco, em tarde inspirada, tabelou com Sobis e deixou o atacante na cara do gol com um toque de muita categoria. Iluminado em decisões desde os tempos de Inter, o atacante bateu de esquerda para marcar o segundo do Tricolor.      

Maicosuel passou a tentar algumas jogadas de velocidade pela direita, mas sem sucesso. Elkeson e Fellype Gabriel erraram passes, não conseguram fugir da marcação e nada criaram. Bem diferente dos protagonistas do Fluminense. Depois de Deco, foi a vez de Thiago Neves aparecer. Aos, 20, o camisa 7 deu um passe preciso para Sobis. Livre na frente do gol, ele driblou Jefferson, por pouco não perdeu o ângulo, mas conseguiu se recuperar e fazer o terceiro: 3 a 1.

Oswaldo fez mudanças no ataque depois da parada técnica. Loco Abreu e Elkeson saíram para as entradas de Herrera e Caio. Nada mudou. Era um time limitado, sem qualquer inspiração. O técnico, aliás, foi vaiado e chamado de burro pelos torcedores quando sacou o uruguaio. Elkeson, muito mal no jogo, também ouviu vaias ao deixar o gramado. O zagueiro Antônio Carlos teve chance de diminuir, mas Diego Cavalieri defendeu a cabeçada perigosa.

Abel lançou Marcos Junior no lugar de Thiago Neves. Após mais uma linda jogada ofensiva do Fluminense, com participação de Deco, Sobis e Fred, o garoto ficou na frente de Jefferson para consolidar a vitória maiúscula e transformar a virada em goleada. Festa tricolor no Engenhão sob gritos de "olé" e título praticamente na mão.

domingo, 29 de abril de 2012

Botafogo vence o Vasco e está na final do Campeonato Carioca

É coisa de louco chegar a maio invicto, ganhar a Taça Rio com um atropelo sobre o Vasco, ir à decisão do Campeonato Carioca com sobras. É coisa de Loco. De Loco Abreu. Com dois gols do uruguaio, o Botafogo venceu o Vasco por 3 a 1 neste domingo, no Engenhão, e conquistou o segundo turno do Estadual - primeira taça erguida pelo clube no estádio. Maicosuel fez o outro. Carlos Alberto descontou.
O Alvinegro agora encara o Fluminense, campeão da Taça Guanabara, na finalíssima do Rio de Janeiro. Ao Vasco, resta remoer o jejum. Os cruz-maltinos não vencem o Estadual desde 2003. Desde então, só ganharam um turno, na temporada seguinte.
Botafogo e Fluminense reeditam a semifinal do primeiro turno, único momento de derrota do Alvinegro em 2012. Após empate por 1 a 1 no tempo normal, os tricolores ganharam nos pênaltis, por 4 a 3. Os dois jogos da final são nos próximos domingos, no Engenhão. As equipes não decidem o Estadual desde 1975 – quando a final teve um triangular, também com a presença do Vasco.
loco abreu botafogo gol vasco (Foto: Fernando Soutello / Agif)Coisa de Loco: Botafogo ganha com dois gols do goleador (Foto: Fernando Soutello / Agif)
Enlouquecido
Loco Abreu acorda antes dos zagueiros do Vasco. E também vai dormir depois deles. Quando o primeiro tempo mal despertava, lá estava o uruguaio deixando sua primeira marca; quando o primeiro tempo se espreguiçava rumo ao final, lá estava o uruguaio fazendo mais um. A vitória parcial do Botafogo foi responsabilidade, em grande parte, do centroavante cabeludo. E culpa, em outra fatia gorda, dos bocejos da zaga do Vasco.
A diferença em relação ao clássico com o Flamengo é que, desta vez, o Vasco não soube reagir ao gol levado precocemente. E isso por causa da competência do Botafogo. O quinteto de meio, teoricamente ofensivo, com apenas um volante daqueles de carteirinha, soube congestionar as saídas do adversário para o ataque. Felipe foi a única válvula de escape, buscando Eder Luis para tabelamentos, enquanto Alecsandro aguardava bolas que não chegavam nunca.A ausência de Dedé voltou a ser um golpe duro para o Vasco. É uma zaga com ele e outra radicalmente diferente, para pior, sem ele. A exemplo do que aconteceu no domingo passado, na vitória de 3 a 2 sobre o Flamengo, a equipe cruz-maltina foi vazada muito cedo. Com três minutos, a bola saiu pela lateral e foi rapidamente reposta por uma gandula. Maicosuel logo cobrou para Márcio Azevedo, que prontamente acionou Loco Abreu. Era moleza. Ele deu um toque leve na bola para colocar o Botafogo na frente, completando uma corrida de 90 metros, de uma área até a outra, e dando sucesso a uma jogada muito treinada por Oswaldo.
Até a metade do primeiro tempo, o Botafogo esteve mais inclinado a ampliar do que o Vasco esteve de empatar. A zaga cruz-maltina falhou muito. Aos 20 minutos, houve um lance emblemático. Após cruzamento para a área, Fábio Ferreira desviou de cabeça e Loco Abreu completou, acossado apenas pelo goleiro Fernando Prass, que conseguiu defender. A situação seria repetida mais tarde. Com um final bem diferente.
O Vasco deu sinais de vida depois da parada técnica. Tentou com Alecsandro – muito mal, de canela. Arriscou com Eder Luis, duas vezes, ambas para fora. Ameaçou em cobranças de falta, com Fellipe Bastos e Diego Souza. E nada...
Do outro lado, Loco Abreu estava de olhos bem abertos. Era o último giro dos ponteiros no primeiro tempo. Elkeson alçou a bola na área, Fábio Ferreira desviou de cabeça e o uruguaio completou, em um repeteco daquele lance ocorrido 25 minutos antes. O Botafogo, enlouquecido com seu camisa 13, fechava o primeiro tempo com 2 a 0.

Confirmação
A largada do segundo tempo deu o aviso de que o Vasco buscaria a reação. Aviso falso. Com Juninho Pernambucano no lugar de Alecsandro e Allan na vaga de Felipe, o time comandado por Cristóvão Borges ameaçou. Fellipe Bastos acertou pancada no travessão. Eder Luis chutou com perigo. A pressão era prenúncio de gol. Do Botafogo...
Aos nove minutos, o zagueiro Antônio Carlos, do campo de defesa, se posicionou para cobrar uma falta ofensiva do Vasco. Parecia mais um daqueles chutões despretensiosos. Não era. A bola sobrevoou o campo e foi na direção de Maicosuel. Fagner, na marcação, ficou a ver navios. Foi encoberto pela bola, que caiu nos pés do meia alvinegro, disposta a encontrar a rede. O Mago avançou na direção da área e desviou de Prass. Era o terceiro gol do Glorioso. Era o fim até para o Vasco, tão acostumado a viradas.
A entrada de Carlos Alberto foi a última cartada do Vasco. E uma das poucas ações de sucesso da equipe da Colina no clássico. O jogador entrou bem, tabelou com Rodolfo e fez, aos 35 minutos, o único gol vascaíno.
Naquele momento, o Botafogo já cozinhava o relógio em água morna. O Glorioso foi com tranquilidade para a final. E invicto. E com um centroavante enlouquecido.
 

sábado, 28 de abril de 2012

Flu derrota o Volta Redonda e levanta a sua segunda taça em 2012

Agora, o Flu, que na semifinal havia eliminado o Macaé, com uma virtoria de 2 a 0,  volta as suas atenções para a final do Campeonato Carioca. No dia 6 de maio, domingo, faz a primeira partida da decisão contra o campeão da Taça Rio, que será conhecido neste domingo na partida entre Vasco e Botafogo. Além disso, terá um confronto decisivo contra o Inter, nas oitavas de final da Libertadores, dia 10 de maio, no Engenhão.
Primeiro tempo morno
O Fluminense começou buscando o gol com mais vontade e aos sete quase marcou em cruzamento da direita de Wallace, que Matheus Carvalho por pouco não conseguiu completar de cabeça na pequena área. Na sequência da jogada Jean chutou forte da meia-lua, em cima do goleiro João Gabriel, que escorou a bola para impedir que ela entrasse. Quatro minutos depois, Lazini perdeu chance clara, completamente livre na área, ao tocar por cima do gol cruzamento da esquerda de Thiago Carleto.
O Volta Redonda, com 13 jogadores que participaram do Campeonato Carioca fora do elenco, entrou em campo para só ir à frente na boa. Mas foi difícil encaixar algum ataque importante. Como o Tricolor não criava mais nenhuma boa oportunidade, Fábio, filho do técnico Abel Braga, resolveu tentar sozinho e foi fazendo fila até entrar na área e quase sem ângulo, diante de João Gabriel, chutar de pé canhoto para fora, aos 27. Mas foi só na primeira etapa, que teve em seus últimos minutos o Voltaço mais presente no setor ofensivo, mas sem chegar perto do gol.
fabio fluminense gol volta redonda (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)
Flu marca no início e no fim e ainda perde pênalti
O segundo tempo começou de forma semelhante à etapa inicial, mas com uma diferença: o Fluminense conseguiu abrir o marcador. Wagner cobrou escanteio pela direita, e Fábio no primeiro pau, de cabeça, colocou a bola na rede e foi cumprimentar seu pai, que comandava a equipe à beira do gramado. O gol não acomodou o Tricolor, que passou a buscar o segundo.
Porém, a melhor chance só veio aos 26, com Araújo, que havia substituído Samuel um minuto antes. O atacante pegou um rebote na meia-lua e tentou colocar, mas a bola passou à esquerda de João Gabriel e foi para fora. O Voltaço não exibia qualquer poder de reação, até que Joabe, que entrara pouco antes no lugar de Sampson, acertou o travessão em belo chute de fora da área, aos 33.
O susto deixou o Tricolor em alerta e num contra-ataque, aos 34, Marcos Júnior tomou a bola de Róbson, mas sozinho diante de João Gabriel, depois de uma firula, acertou o pé direito do goleiro. No rebote, Wagner foi derrubado na área. Pênalti que Lanzini, péssimo em campo desde o início, desperdiçou: João Gabriel defendeu bem no seu canto direito.
lanzini fluminense volta redonda (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)
O goleiro do Voltaço ainda impediu outro gol do Flu em mais duas oportunidades, em uma bomba de Carleto de fora da área, aos 41, e em chute colocado de Araújo, à queima-roupa, aos 42. Apesar da boa atuação, João Gabriel não conseguiu evitar o Tricolor chegase ao segundo, garantisse a vitória e mais um troféu para a sua coleção. Araújo recebeu na área, driblou o arqueiro e tocou para a rede, aos 47. A pequena torcida tricolor presente ao estádio do Bangu não resistiu e gritou: "É campeão, é campeão".
Times:

Fluminense: Ricardo Berna, Wallace, Digão, Fábio e Thiago Carleto; Valencia, Jean, Lanzini e Wagner (Lucas); Matheus Carvalho (Marcos Júnior) e Samuel (Araújo).
Volta Redonda: João Gabriel, Rodrigo, Robson, Marcelo e Tiago Costa; Botineli, Gláuber, Luiz Henrique (Nandinho) e Sampson (Joabe); Vinícius e Jhonnattann.

Estilo ponderado une os diferentes técnicos da final da Taça Rio

Encaixados no grupo dos treinadores que costumam poupar as cordas vocais e que raramente causam atrito, Oswaldo de Oliveira e Cristóvão Borges, à distância, são bem parecidos em seu modo de trabalhar, na própria personalidade e na origem das trajetórias. No entanto, basta um olhar mais apurado para identificar que, à medida que detalham a mudança das características ao longo das respectivas carreiras, os finalistas da Taça Rio também trilharam caminhos inversos.
Ao revisitar suas memórias, o comandante do Botafogo assume que o perfil light nem sempre fez parte de seu dia a dia. Após a saída de Vanderlei Luxemburgo, em 1999, deixou de ser auxiliar, assumiu o Corinthians e se viu diante de um turbilhão de cobranças às quais não estava acostumado. E vez por outra agia com a emoção, se deixando levar com facilidade. Somente com a experiência adquirida é que se acalmou e passou a ser apontado como um sereno e inabalável.
montagem Cristovão Borges Vasco Oswaldo de Oliveira Botafogo (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)Cristóvão e Oswaldo orientam os times com estilos parecidos (Foto: Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM)
- A questão da ansiedade é o ponto principal para mim. Comecei numa situação especial, num timaço, com assédio grande. Aquilo mexeu comigo, foi tudo emocionante demais. Eu tinha mais de vinte anos de futebol, mas como preparador físico. E já dizia que minha vida seria um antes e depois daqueles momentos. Mas com o tempo fui me habituando a ver as coisas com naturalidade, mesmo nas circunstâncias difíceis e importantes - analisou Oswaldo, que não acredita mais em preconceito e acusações de falta de pulso por ser diferente da maioria.
Meu trabalho tem um pouco o meu retrato, é da minha natureza. Não posso entrar em qualquer jogo ou em qualquer dificuldade e ficar transtornado. Tem que passar isso (tranquilidade). Mas a equipe ser aguerrida tem a ver com aquilo que conversamos na intimidade"
Cristóvão Borges
- Existem outras maneiras de se comportar, é difícil falar sobre isso, porque há quem pense de outra forma e tem que existir respeito por todos. Meu caminho é o da ponderação, do papo, do trabalho ao longo da semana para não precisar mudar tudo durante o jogo, me desesperando. Mas não abro mão de erguer a voz quando necessário - reforça o alvinegro, invicto nas 21 partidas que esteve no banco de reservas, na temporada, contra quatro derrotas do rival.
Há quase oito meses como técnico do Vasco – desde que Ricardo Gomes sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) –, Cristóvão Borges mostrou mudanças em sua atitude durante as partidas. Inicialmente contido e preocupado apenas em transmitir suas instruções, recentemente passou a gesticular muito, falar mais alto e até mesmo contestar a arbitragem, indicando um toque contrário ao do amadurecimento progressivo do colega. Ainda assim, segue discreto e sem grandes exaltações, até mesmo nos lances mais emocionantes de jogos decisivos.
No dia a dia dos treinamentos, mostra-se tranquilo. Mesmo enfático em suas instruções, não costuma levantar a voz, a não ser para elogiar um movimento ou uma boa jogada. Tanto no gramado quanto no vestiário e na concentração, Cristóvão é adepto da conversa ao pé do ouvido. Gosta de unir o auxílio técnico ao emocional e tem em jogadores como o meia Felipe um confidente. O papo particular também é arma de Oswaldo, muito próximo de Fellype Gabriel, por exemplo. Mas nas atividades a participação é intensa e à base de gritos de incentivo.
Oswaldo de Oliveira no treino do Botafogo com os jogadores (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)Oswaldo deu broncas no grupo no campo, algo
que o colega evita (Foto: Ivo Gonzalez / O Globo)
- Realmente tenho percebido que mudei o comportamento desde que comecei a ficar à beira do campo. Mas muito disso é também pelo fato de o Vasco ter disputado muitos jogos decisivos, que têm uma carga de emoção maior e exigem mais atenção. Algumas pessoas aqui no Vasco dizem que eu me transformo - brinca Cristóvão, que não pretende mudar sua linha geral.
- Meu trabalho tem um pouco o meu retrato, é da minha natureza. Não posso entrar em qualquer jogo ou dificuldade e ficar transtornado. Tem que passar tranquilidade. Mas a equipe ser aguerrida tem a ver com aquilo que conversamos na intimidade - argumenta.
Por fim, Oswaldo - acostumado a liderar as equipes amadoras nas quais era meia-direita - traçou outra diferença que considera primordial entre ele e o colega cruz-maltino - capitão dos times pelos quais passou e integrante da Seleção Brasileira na Copa América de 1989.
- Somos mesmo bastante parecidos. Mas tem um detalhe bem diferente: o Cristóvão jogava muito! - brincou, arrancando gargalhadas na sala de imprensa com sua sinceridade.
Ambos medem forças a partir das 16h deste domingo, no Engenhão, pela final da Taça Rio.
Cristóvão Borges e Felipe treino Vasco (Foto: Iivo Gonzalez / O Globo)Cristóvão e Felipe em particular: mesmo às vezes fora, meia admira o técnico (Foto: Iivo Gonzalez / O Globo
)

domingo, 22 de abril de 2012

Com show de Felipe, Vasco elimina Fla e decide Taça Rio com Botafogo

Felipe faz a diferença no clássico, com dois gols e belos passes
Nos primeiros 20 minutos, houve um massacre do Vasco como há muito não se via no confronto entre as equipes. Só para se ter uma ideia, foram 16 chutes da equipe cruz-maltina, contra nove do Flamengo. Após a parada técnica, os rubro-negros até conseguiram diminuir a pressão - era 13 a 2 em apenas 20 minutos e terminou em 16 a 9 para os cruz-maltinos.
No começo, no entanto, o torcedor rubro-negro viveu uma ilusão. Mas as aparências enganam, e muito. Aos gritos da torcida vascaína de "elliminado!', numa provocação à saída prematura da Libertadores, o Flamengo iniciou sob a pressão de ver o semestre acabar em abril. Mas viu o mundo sorrir novamente no terceiro minuto de jogo. Num contra-ataque iniciado por Ronaldinho, a bola resvalou em Renato Silva e sobrou para Kleberson lançar pelo alto. Vagner Love, bem colocado, matou no peito e bateu de canhota: 1 a 0, euforia da torcida  rubro-negra.
Mas a partir do gol rubro-negro, o primeiro ato da partida acabou. Teve início o segundo, com um gigantesco predomínio vascaíno. Logo no minuto seguinte, o Vasco deu o troco.. Após ótimo passe de Diego Souza, Eder Luis invadiu a área e tocou na saída do goleiro Felipe. Antes de a bola entrar, um milagre: Junior Cesar conseguiu se antecipar e salvar, de perna direita, jogando para escanteio, quase em cima da linha.
O Vasco se agigantou. No meio-campo,. Rômulo, Felipe Bastos, Felipe e Diego Souza pareciam leões em campo. Com marcação forte, ganhavam todas as jogadas e iniciavam com velocidade o ataque. O bombardeio era praticamente de minuto a minuto: continuou com falta cobrada por Felpe Bastos para Rodolfo desperdiçar nova chance, batendo para fora aos nove. Ainda na sequência, Felipe Bastos mandou uma bomba que o goleiro rubro-negro espalmou, e depois cobrou falta para Renato Silva mandar de cabeça na trave, aos 10
Se o meio-campo do Vasco seguia compacto, com bom auxílio dos laterais, principalmente Fágner -  que desperdiçou nova oportunidade aos 12 -,  e a sintonia de Eder Luís e Alecsandro no ataque, o do Flamengo deixava a marcação frouxa. Muralha, a surpresa de Joel Santana no início do jogo - o treinador anunciara Rômulo mas mudou de ideia momentos antes da partida -, fazia sua pior partida no Flamengo. Luiz Antônio parecia também sentir a pressão de jogo decisivo. Kleberson tentava, sozinho, livrar o time do sufoco, já que Ronaldinho nada acertava. 
Do lado vascaíno, as estrelas subiam de produção. E foi dos pés de Felipe que saiu o gol de empate. Aos 13 minutos, o camisa 6 bateu de canhota, de fora da área. O xará, Felipe, o goleiro, bateu roupa. Eder Luis chegou e tocou para as redes. O gol fazia justiça. No minuto seguinte, por pouco o meia não repetiu a dose.
A nova chance desperdiçada por Eder Luis aos 18 foi a última do Vasco antes da parada técnica. O Flamengo até melhorou um pouco o posicionamento. Mas com Junior Cesar e Léo Moura apáticos no apoio ao ataque e lentos na defesa,  restava ao time um Kleberson intenso e um Love sem boa ajuda de Deivid mas sempre perigoso - ele já havia desperdiçado  boa chance.
O time rubro-negro melhorou pouca coisa. Luiz Antônio e Welinton assustaram Fernando Prass. Em boa jogada iniciada por Kleberson, Ronaldinho, aos 39, quase marcou o segundo. Mas ficou aí a tentativa de reação rubro-negra. Do outro lado, Felipe estava inspirado. Tudo bem que contou com a colaboração de Junior Cesar. O lateral afastou mal de cabeça uma bola. Parou no pé do camisa 6 da entrada da área. O craque bateu de canhota. A bola ainda tocou na trave esquerda antes de entrar, pelo outro lado: era a virada vascaína, aos 40 minutos.
O Flamengo até tentou uma reação. Kleberson, sempre ele, em passe de Vagner Love, quase empatou aos 43 - a bola desviou em Renato Silva -, dando uma esperança aos rubro-negros no segundo tempo. Mas, já com Bottinelli no lugar de Muralha, o Flamengo levou um duro golpe no primeiro minuto da segunda etapa. Num lance duvidoso, o árbitro Marcelo de Lima Henrique marcou pênalti do goleiro Felipe em Alecsandro, quando o atacante tentava driblá-lo. O arqueiro levou o cartão amarelo e depois viu o xará, destaque da partida, botar a bola de um lado e ele do outro, aos 2 minutos, ampliando a vantagem para 3 a 1.
Apesar do terceiro gol sofrido, o Flamengo não se abateu. Àquela altura, o meio-campo já equilibrava a partida, ainda que a zaga deixasse a torcida de cabelos em pé. Mas, aos 7 minutos, Kleberson soltou uma bomba de fora da área, no ângulo, que surpreendeu Fernando Prass, mal colocado, e diminuiu o placar. A equipe voltava a ter esperança. Dois minutos depois, em centro de Léo Moura, um pouco melhor na partida, Ronaldinho esticou a perna mas não alcançou a bola, perdendo a chance do empate.
A partida continuava emocionante. Kleberson, de cabeça, obrigou Prass a boa defesa. O Vasco começava a perder a força no meio-campo. O técnico Cristóvão trocou Alecsandro por Nilton. Pouco depois, tirou Fellipe, destaque do time, para pôr Carlos Alberto. O camisa 6 não saiu nada satisfeito. Joel também mexeu: sacou Luiz Antônio e, curiosamente, Kleberson, destaque da equipe rubro-negra, para lançar Renato Abreu e Negueba.
A partida caiu de rendimento. Já cansado, o Flamengo tentava chegar ao empate. Love e Ronaldinho, este mais aberto pela esquerda e menos apagado, tentavam resolver, mas esbarravam nos erros já de muito antes da partida deste domingo. A falta de fôlego dos principais jogadores era visível.
Do lado do Vasco, Diego Souza também dava sinais de cansaço. A equipe tentava, nos contra-ataques, ampliar. Mas nem um nem outro time balançaram mais as redes. No entanto, ninguém no estádio podia sair reclamando de falta de emoção. E o torcedor cruz-maltino vai fazer a festa por um longo tempo. Afinal, nada melhor do que passar para a decisão e deixar a crise com o grande rival.

sábado, 21 de abril de 2012

Botafogo vence o Bangu por 4 a 2

O uruguaio Loco Abreu foi o grande personagem da primeira semifinal da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca. Neste sábado, no Engenhão, o jogador desperdiçou mais uma cobrança de pênalti, mas marcou três gols e contribuiu de forma decisiva para a vitória de 4 a 2 do Botafogo sobre o Bangu. Maicosuel fez o outro gol botafoguense.

Na final do turno, o time de Oswaldo de Oliveira vai enfrentar o ganhador do clássico entre Vasco e Flamengo. Os rivais entram em campo neste domingo.

O Botafogo foi melhor durante toda a partida, mas teve dificuldade no início. Os alvinegros só abriram o placar na parte final do primeiro tempo, com Loco Abreu, aproveitando desvio em cruzamento. Na etapa final, o uruguaio aumentou a vantagem da equipe após aproveitar falta cobrada na área. O Bangu diminuiu depois que Lucas cabeceou para a própria rede.

No entanto, novamente Loco Abreu, de cabeça, marcou seu terceiro para deixar o time de General Severiano com boa vantagem. Só que o Bangu voltou a diminuir o placar, com Sérgio Junior. No entanto, os banguenes ficaram com um a menos quando Thiago Galhardo foi expulso. Antes do fim, Loco Abreu ainda perdeu um pênalti, mas saiu de campo substituído ovacioando pelos torcedores. Nos acréscimos, Maicosuel deu números finais à semifinal.

O Botafogo começou a partida pressionando o Bangu. Tanto que no primeiro minuto quase abriu o placar no Engenhão. Após escorada de cabeça de Loco Abreu, Andrezinho apareceu dentro da área e chutou colocado. No entanto, o goleiro Willian Alves estava atento e espalmou a bola para fora da área.

Só que depois do lance inicial, o Botafogo passou a ter dificuldade em criar boas jogadas por conta dos muitos erros. Com isso, o Bangu aproveitou para se avnturar ao ataque, mas também não levava perigo a Jefferson. Somente aos 15 minutos, os alvinegros conseguiram chegar próximo do gol. Após cruzamento, Fellype Gabriel apareceu sozinho, mas cabeceou para fora.

A resposta do Bangu veio quatro minutos depois. Em contra-ataque rápido, Renan Oliveira cruzou rasteiro para o meio da área. Thiago Gahhardo apareceu livre, mas finalizou por cima do travessão. O Botafogo não se intimidou e Andrezinho arriscou de longe no lance seguinte. A bola quicou no gramado molhado e obrigou Willian Alves a espalmar para tirar o perigo.

Loco Abreu fez três gols na vitória do Botafogo sobre o Bangu
Loco Abreu fez três gols na vitória do Botafogo sobre o Bangu
Crédito da imagem: Gazeta Press
Depois da parada técnica, o Botafogo voltou melhor e passou a chegar com mais facilidade ao ataque, criando boas chances. Tanto que, aos 27 minutos, em um avanço rápido, Loco Abreu tocou para o meio da área para Fábio Ferreira, que vinha como surpresa. No entanto, o zagueiro finalizou muito mal, por cima do gol de Willian Alves.

De tanto insistir, o Botafogo conseguiu abrir o placar aos 39 minutos. Após cobrança de escanteio, Marcelo Mattos escorou e a bola sobrou para Loco Abreu, livre, só colocar para a rede.

Mesmo depois do gol, os alvinegros seguiram melhores e tentaram marcar o segundo nos minutos finais. No entanto, o Botafogo teve que contentar com a vitória mínima no intervalo.

O segundo tempo iniciou da mesma maneira da etapa inicial. No entanto, desta vez, o Botafogo conseguiu marcar logo com dois minutos. Em falta cobrada na área, Loco Abreu se antecipou ao goleiro Willian Alves e cabeceou para a rede para fazer seu segundo gol na partida.

Quando parecia que a vitória estava garantida, uma falha individual colocou o Bangu de volta no jogo. Aos sete minutos, Thiago Galhardo cruzou, o lateral direito Lucas foi tentar cortar, mas acabou cabeceando errado e colocando para a própria rede.

O gol animou o Bangu, que se arriscou mais no ataque e chegou a desperdiçar boa chance com Gedeílson. No entanto, quem marcou foi o Botafogo, aos 14 minutos. Maicosuel fez belo cruzamento para Loco Abreu, que chegou na velocidade na área e cabeceou sem chance para Willian Alves.

Depois do terceiro gol, o Botafogo diminuiu o ritmo, mas seguia buscando o ataque. O Bangu sentiu o revés, mas em um lance isolado conseguiu diminuir novamente o placar no Engenhão. Aos 25 minutos, Sérgio Junior foi lançado, levou a melhor sobre o goleiro Jefferson e só teve o trabalho de colocar para a rede.

Assim como no primeiro gol banguense, o jogo tomou contornos de dramaticidade. Andrezinho, pelo Botafogo, e Sérgio Junior, pelo Bangu, quase marcaram. Só que aos 30 minutos, o meia Thiago Galhardo recebeu o segundo cartão amarelo e dseixou a equipe da Zona Oeste com um homem a menos. Cinco minutos depois, os alvinegros tiveram a chance de confirmar a vitória. Lucas foi puxado na área e o arbitro marcou pênalti. No entanto, Loco Abreu cobrou para fora e desperdiçou mais uma penalidade na temporada.

O Botafogo seguia dominando a partida e quase ampliou aos 36 minutos. Andrezinho foi lançado, passou pelo goleiro e tocou para gol. Só que a zaga do bangu estava atenta e tirou o que seria o quarto gol alvinegro. Nos minutos finais, o Bangu ainda tentou incomodar, mas viu a equipe de General Severiano fazer o quarto nos acréscimos com Maicosuel para dar números finais ao confronto.



FICHA TÉCNICA:
BANGU 2 X 4 BOTAFOGO

Local: Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ) 
Data: 21 de abril de 2012, sábado 
Horário: 18h30 (de Brasília) 
Árbitro: Eduardo Cordeiro Guimarães (RJ) 
Assistentes: Silbert Sisquim (RJ) e Luiz Regazonne (RJ) 
Renda: R$ 243.000,00 
Público: 15.757 pagantes 
Cartões amarelos: Oliveira, Sérgio Junior, André Barreto, Fernando lopes e Raphael (Bangu); Márcio Azevedo, Fellype Gabriel, Maicosuel e Fábio Ferreira (Botafogo) 
Cartão vermelho: Thiago Galhardo (Bangu) 
GOLS: BANGU: Lucas (contra), aos 7min do segundo tempo; Sérgio Junior, aos 26min do segundo tempo 
BOTAFOGO: Loco Abreu, aos 39min do primeiro tempo e 2 e 14min do segundo tempo ; Maicosuel, aos 46min do segundo tempo

BANGU: Willian Alves, China, Santiago (Fernando Lopes), Raphael e Renan Oliveira; Oliveira (Tiano), André Barreto, Thiago Galhardo e Gabriel Galhardo (Gedeílson); Fabinho e Sérgio Junior 
Técnico: Cleimar Rocha

BOTAFOGO: Jéfferson, Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato (Maicosuel), Fellype Gabriel, Andrezinho e Elkeson (Caio); Loco Abreu (Herrera) 
Técnico: Oswaldo de Oliveira

domingo, 15 de abril de 2012

Bangu foge do rebaixamento e vai as semifinais da Taça Rio

O Bangu fez o serviço completo na tarde deste domingo no estádio do Trabalhador. Para 390 barulhentos pagantes, o time venceu o Resende por 3 a 0, garantiu vaga - como primeiro colocado do Grupo B - nas semifinais da Taça Rio e chutou para o alto a ameaça de rebaixamento à Série B do Carioca. Thiago Galhardo marcou duas vezes e Fernando Lopes fez o outro.
A equipe de Moça Bonita chegou aos 15 pontos e enfrenta no próximo sábado, às 18h30m (horário de Brasília), o Botafogo, segundo lugar na chave A. O jogo será no Engenhão.

A campanha no segundo turno não foi perfeita, mas com quatro vitórias, três empates e uma derrota em oito jogos, o Bangu desbancou o milionário Fluminense e recuperou-se das sete derrotas seguidas da Taça Guanabara. Desde 2002, o tradicional time da zona oeste do Rio não se classificava para as semifinais de um turno do Carioca.
O time visitante começou melhor e - pressionado com os gols rápidos de Fluminense e Vasco nas partidas contra Olaria e Nova Iguaçu, respectivamente - criou duas chances. Melhor em campo, Galhardo cruzou e Mauro não segurou. Na sequência, Oliveira e Renan Oliveira tabelaram e Fabinho cabeceou por cima após receber cruzamento.Além do revés, o Resende corre o risco de perder a vaga para a Série D do Campeonato Brasileiro, que parecia certa com os 25 pontos somados na classificação geral. Mas se o Bangu conquistar a Taça Rio, quem garante lugar na quarta divisão nacional é o Alvirrubro.

RESENDE X BANGU (Foto: Tiago Lima/GLOBOESPORTE.COM)Jogador do Resende conduz a bola
(Foto: Tiago Lima/GLOBOESPORTE.COM)
Destaque do time vermelho e branco na  Taça Rio, Almir não suportou as dores no adutor da coxa direita e pediu para sair aos 21 minutos. Gabriel Galhardo o substituiu.

O Resende cresceu na partida e desperdiçou gol feito. Depois de cruzamento na pequena área, Marcel bateu de primeira e o goleiro Willian Alves pegou no susto. Aos 38, o lance crucial da partida. Souza cruzou, Fabinho chutou e o argentino Facundo Gomez colocou a mão na bola para impedir que ela entrasse. O árbitro assinalou o pênalti e expulsou o zagueiro. Thiago Galhardo bateu no canto direito de Mauro e abriu o placar. 

Nos acréscimos, o Bangu teve duas chances. Primeiro, o zagueiro Santiago cabeceou para fora. Depois, Thiago Galhardo bateu, a zaga desviou e por pouco a bola não parou nas redes.
O Bangu controlou a partida na etapa final e quase não correu riscos. Aos poucos, também passou a criar oportunidades. Thiago Galhardo chutou na trave aos 18. Aos 23, Fernando Lopes fez o segundo. A zaga do Resende se enrolou, Mauro espalmou e a bola sobrou para o camisa 4 na pequena área. Ele bateu forte e marcou.

O terceiro não demorou. Sérgio Junior puxou contra-ataque e tocou para Thiago Galhardo bater cruzado no canto direito de Mauro, aos 29. Dali em diante, os banguenses apenas esperaram o apito final para festejar a vaga e o fim do risco de rebaixamento.

Botafogo empata e vai enfrentar o Bangu nas semifinais



O Botafogo empatou com o Boavista por 1 a 1, em São Januário, neste domingo, e agora vai enfrentar o Bangu na semifinal da Taça Rio. Caio marcou o gol alvinegro, mas Lenny, ex-Flu, empatou o jogo. Loco Abreu ainda perdeu um pênalti quando o Glorioso vencia e chegou à quarta cobrança desperdiçada na temporada. A outra semifinal será entre Flamengo e Vasco.

Já garantido na fase decisiva da Taça Rio, Oswaldo de Oliveira resolveu fazer cinco alterações na equipe. Brinner entrou no lugar de Antônio Carlos, Renan Lemos na vaga de Márcio Azevedo, o recém-promovido Jadson substituiu Marcelo Mattos, Andrezinho ficou no banco e Felipe Menezes foi o principal articulador no meio, além de Caio que fez dupla de ataque com Loco Abreu.
Nos primeiros minutos o Botafogo foi superior. Encurralou o Boavista e quase abriu o placar com Brinner, em boa cabeçada. O Alvinegro acreditou que o gol era questão de tempo, e o time de Saquarema se alertou e melhorou na partida.

Antes da parada técnica, os dois melhores lances da etapa inicial. Romarinho acertou lindo chute no travessão para o Boavista. Fábio Ferreira também carimbou a trave superior, em boa cabeçada. Outras boas chances vieram dos pés de Caio, ou melhor, da cabeça. O Talismã teve duas chances pelo alto. Uma parou no goleiro, e outra jogou por cima.

Vasco vence o Nova Iguaçu e pega o Fla na semifinal

Um Nova Iguaçu aguerrido e um gramado em péssima condições foram os adversários. Mas mesmo sem jogar bem, o Vasco cumpriu seu objetivo e, com uma vitória por 3 a 1, neste domingo, em Moça Bonita, conseguiu a classificação para a semifinal da Taça Rio. Os gols de Romulo e Alecsandro, duas vezes, levaram o time cruz-maltino a terminar a fase de classificação do segundo turno do Campeonato Carioca em segundo lugar do Grupo B. Assim, vai enfrentar o Flamengo, líder do A, no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Engenhão.
A partida marcou a volta de Carlos Alberto ao Vasco, clube que havia defendido pela última vez em 27 de janeiro do ano passado. O meia entrou em campo no intervalo, substituindo Eder Luis. Juninho Pernambucano, que retornou ao time, deixou o campo no intervalo após dor muscular na perna direita. O jogo teve público de 1.697 pagantes (2.060 presentes).
Com uma escalação ofensiva, o Vasco mostrou que estava disposto a sair em vantagem logo no início da partida. O objetivo foi cumprido. A presença de Wiliam Barbio como titular foi justificada aos dois minutos de partida. O atacante fez boa jogada pela ponta esquerda e, já quase na pequena área, chutou. O goleiro Jefferson salvou, mas a bola sobrou para Romulo, que só tocou para a rede: 1 a 0.
romulo vasco x nova iguaçu (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)Romulo, com os braços erguidos, comemora seu gol (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)
Apesar da vantagem, a equipe cruz-maltina tinha dificuldades para construir os lances ofensivos. A péssima condição do gramado de Moça Bonita dificultava o domínio, o toque de bola, e as jogadas individuais em velocidade.
Sem poder de articulação, o Vasco foi aos poucos cedendo terreno ao Nova Iguaçu. Com uma marcação frágil no meio-campo, a equipe de Cristóvão Borges viu o adversário se lançar ao ataque até ter um pênalti marcado a seu favor, após toque de mão de Douglas dentro da área. Zambi bateu aos 32 minutos e empatou a partida. Naquele momento os vascaínos ficavam fora da semifinal, já que o Fluminense vencia o Olaria, e o Bangu empatava com o Resende.
O gol sofrido expôs ainda mais a fragilidade do Vasco na marcação. Ao partir ao ataque, a equipe errava muitos passes e abria espaços para o Nova Iguaçu contra-atacar. E depois de passar sufoco em dois lances, o Vasco acabou por voltar à frente do placar valendo-se do oportunismo de seu centroavante e de uma falha individual do adversário. Aos 39 minutos, Romulo lançou da intermediária para Alecsandro, que se aproveitou do erro de Leandrão para cabecear, encobrindo o goleiro Jefferson: 2 a 1.
Machucados, Juninho e Eder Luis não voltaram para o segundo tempo. Assim, Cristóvão Borges colocou Nilton em campo e também promoveu a reestreia de Carlos Alberto. O meia foi muito festejado pela torcida e aplaudido a cada jogada. Coube a ele fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque, algo que faltou no primeiro tempo. Com a presença de Nilton, Felipe também passou a ter mais liberdade para atacar e rendeu mais.
alecsandro vasco x nova iguaçu (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)Alecsandro, autor do segundo gol do Vasco, tenta dominar a bola (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)
Pressionando o Nova Iguaçu em seu campo de ataque, o Vasco teve mais a posse da bola e a passou a ter o domínio da partida. Isso mesmo ainda errando passes e sem mostrar seu melhor poder de marcação. Wiliam Barbio, descendo pelas duas pontas, levava perigo, enquanto Felipe e Carlos Alberto se alternavam na articulação.

E foi do agora camisa 84 a chance mais clara do Vasco no segundo tempo. Aos 31 minutos, Carlos Alberto teve o gol aberto à sua frente após boa jogada e chutou de pé esquerdo, mas a bola foi para fora. Apesar da lamentação, teve como consolo o apoio dos torcedores vascaínos. O perigo de um empate e da consequente desclassificação existia, mas o alívio veio aos 45, com outro gol de Alecsandro. O camisa 9 recebeu na área um belo lançamento de Romulo, livrou-se de um zagueiro e chutou forte, no canto direito do goleiro para fazer o terceiro e garantir a vaga na semifinal.

 
Design by Wordpress Theme | Bloggerized by Free Blogger Templates | coupon codes