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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Com gol de Toloi, Goiás bate CRB e quebra série de sete jogos sem vitória

Quebrar uma sequência de sete jogos sem vencer é sempre um motivo para se comemorar, mas a torcida esmeraldina não saiu tão satisfeita do Serra Dourada na noite desta sexta-feira. O Goiás venceu o CRB-AL por 1 a 0, em partida válida pela quarta rodada da Série B, conquistou seu primeiro triunfo na Segundona, voltou a triunfar após mais de um mês, mas não convenceu.
Com bom volume de jogo, principalmente na segunda etapa, e vários gols desperdiçados, o Esmeraldino teve que contar com um gol do zagueiro Rafael Toloi no primeiro tempo - em lance duvidoso - para conquistar os três pontos. O time alagoano, por sua vez, conheceu sua terceira derrota em quatro jogos na Série B. O confronto teve público de 3.172 pagantes, com renda de R$ 33.300.
O Goiás deixou a zona de rebaixamento e pulou para a 11ª colocação, com quatro pontos, mas não deve permanecer nesta posição ao término da rodada. O time goiano volta a campo na próxima terça-feira, contra o Paraná, novamente no Serra Dourada, em jogo remarcado da segunda rodada. O CRB é o 16º, com os mesmos três pontos conquistados. O Galo volta a campo no sábado, dia 9, contra o Atlético-PR, no estádio Rei Pelé, em Maceió.
Rafael Tolói comemora gol do Goiás sobre o CRB (Foto: Carlos Costa / Ag. Estado)Rafael Toloi comemora o gol que deu a vitória do Goiás sobre o CRB (Foto: Carlos Costa / Ag. Estado)
Toloi salva o Goiás
Para quem estava pressionado a quebrar a sequência de sete jogos sem vencer, a postura inicial do Goiás no Serra Dourada não agradou aos torcedores que foram ao Serra Dourada. A partida começou equilibrada, com as duas equipes priorizando a troca de passes, e o CRB tentando encaixar os contra-ataques. O Alviverde goiano, por sua vez, não tinha a agressividade que se esperava do mandante da partida.
O time de Enderson Moreira até assustou aos quatro minutos com um chute de fora da área de Ramon, mas logo os alagoanos ficaram à vontade em campo. Aproveitando a falta de criatividade dos esmeraldinos, o CRB começou a ter mais a posse de bola, e investia nas bolas alçadas na área e nas jogadas individuais de Wanderley pela direita.
Mas foi em um lance despretensioso que a equipe visitante quase abriu o placar. Aos 28 minutos, o goleiro Anderson soltou um balão que foi parar nos pés de Preto, que apareceu livre na área e chutou cruzado, mas Pedro Henrique fez a defesa. Foi o suficiente para que o Goiás acordasse na partida e abrisse o placar. Mas não com um lance que indicasse a mudança de comportamento da equipe.
Aos 31 minutos, David cobrou escanteio que foi desviado por Ricardo Goulart. A bola caiu nos pés de Ramon – em posição duvidosa –, que a rifou. Iarley pegou a sobra e tocou de lado, e Rafael Toloi apenas empurrou para as redes. Gol e alívio esmeraldino. A situação do Goiás poderia ficar ainda melhor para a segunda etapa se Iarley e Ramon não tivessem desperdiçado suas chances. O atacante cabeceou com perigo após cruzamento de Egídio, e o meia colocou a bola na trave ao tentar cruzar da direita.
Pressão esmeraldina
Goiás x CRB Série B (Foto: Wildes Barbosa/O Popular) A sonolência que parecia imperar no primeiro tempo demorou apenas alguns segundos para ir embora na etapa derradeira. Logo no primeiro minuto de jogo, Iarley recebeu ótimo passe de Ricardo Goulart, limpou para a perna esquerda e chutou colocado no canto direito de Anderson, mas a bola foi para fora. Foi o sinal de que o Goiás teria outra postura. E assim foi. O Esmeraldino pressionou por todos os lados, e o CRB se acuou totalmente.
Amaral sobe para disputar a bola
(Foto: Wildes Barbosa/O Popular)
Os alagoanos tentavam apenas com chutes de fora da área e contra-ataques esporádicos, sem sucesso, sem ameaçar Pedro Henrique. A verdadeira blitz esmeraldina começou a partir dos dez minutos, quando Iarley novamente desperdiçou uma chance ao tentar de letra em um cruzamento de Vítor. No minuto seguinte foi a vez de David arriscar de longe, e Anderson fazer uma ótima defesa. O Esmeraldino tentava de todas as formas. Se as jogadas trabalhadas e os chutes de longe não funcionavam, a saída foi arriscar nos cruzamentos. Aos 15 minutos, Amaral aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou com perigo.
Foi apenas o começo da pressão alviverde que duraria até o fim da partida. O Goiás tinha o total controlo, mas a eficiência não esteve do lado alviverde na segunda etapa. Mesmo em lances despretensiosos, como o cruzamento de Egídio aos 24 minutos, quando a bola bateu na trave. O time goiano manteve o volume de jogo e seguia desperdiçando chances. A mais clara delas veio aos 26, quando Ramon pintou pela esquerda, cruzou, e Ricardo Goulart, livre, cabeceou para fora.
Os minutos finais reservariam ainda mais emoções. O CRB resolveu tentar reagir e assustou os esmeraldinos em alguns lances, especialmente em um chute de Jadílson. Mas a noite não era dos alagoanos. O time visitante ainda teria o volante Gercimar expulso aos 48 e veria David colocar a bola na trave de Anderson no último minuto de jogo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ceará e Goiás empatam e seguem em má fase na Série B

Ceará e Goiás buscavam a primeira vitória na Série B do Brasileirão, mas deixaram o estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, frustrados. Com o empate em 2 a 2, na noite nesta terça-feira, os dois times somaram seu primeiro ponto na competição, mas permanecem na zona de rebaixamento. Ramon e Iarley marcaram para os visitantes, que chegaram a abrir dois gols de vantagem. Rafael Toloi, contra, e Régis balançaram as redes para o Vozão.
O resultado é pior para o Ceará, que já fez três partidas no torneio e volta a campo no próximo sábado, contra o Guarani, em Campinas. O Goiás fará sua estreia em casa diante do CBR, na próxima sexta-feira, no Serra Dourada. Na próxima semana, a equipe esmeraldina jogará novamente em Goiânia, contra o Paraná, em jogo adiado da segunda rodada.
Quando o árbitro Ítalo Medeiros de Azevedo (RN) apitou o início do jogo entre Ceará e Goiás, os visitantes pareciam se sentir em casa. À vontade no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, o Goiás buscava a primeira vitória na Segundona sem se preocupar com a pressão da torcida do Vozão. O time goiano estava leve em campo e não demorou a abrir o placar. Logo aos seis minutos, Rychely fez boa jogada com Iarley, que chutou cruzado. Fenando Henrique rebateu dentro da área, e Ramon apareceu livre para balançar as redes: 1 a 0 Goiás.
Ceará x Goiás, pela 3ª rodada do Brasileirão (Foto: Natinho Rodrigues/Ag. Diário)Iarley disputa jogada pelo alto (Foto: Natinho Rodrigues/Ag. Diário)
O Ceará, que vinha de duas derrotas, logo tentou igualar o marcador para não transformar o apoio das arquibancadas em vaias. Falta de vontade não era o problema, mas o anfitrião estava desorganizado em campo, tentava levar perigo apenas em jogadas isoladas, como cruzamentos ou chutes de longa distância. Melhor para o Goiás. Ramon fazia boa partida e aparecia na área cearense como elemento surpresa, levando muito perigo ao goleiro adversário.
Aos 14 minutos, Fernando Henrique levou a melhor e evitou que o cruzamento de Egidio chegasse a Ramon. Porém, o jogador saiu da área para criar a jogada do segundo gol. Na intermediária, recebeu a bola com total liberdade e arriscou. Oportunista, Iarley desviou na meia-lua e ampliou o marcador: 2 a 0 Goiás.
O clima no estádio já era totalmente desfavorável ao Ceará. Terminar a primeira etapa com dois gols de desvantagem não estava no script. O Vozão levou perigo com Rogerinho. O meia fez boa jogada e arriscou de longe. Harlei fez a defesa sem dar rebotes.
‘Ajudinha’ de Rafael Toloi
Ceará x Goiás, pela 3ª rodada do Brasileirão (Foto: Natinho Rodrigues/Ag. Diário)Atacante Lima quase marca de cabeça no 1º tempo
(Foto: Natinho Rodrigues/Ag. Diário)
Aos 32 minutos, o Ceará cresceu no jogo em um lance mais do que curioso. Lima fez jogada pela ponta direita e chutou cruzado. A bola ainda desviou em Ernando antes de Rafael Toloi protagonizar uma jogada que o deixaria com vergonha imediatamente. O zagueiro tentou afastar a bola, mas chutou para o fundo de suas próprias redes, fazendo gol contra: 2 a 1. O zagueiro esmeraldino não acreditou no lance, deitou no gramado com as mãos na cabeça e foi consolado pelos companheiros.
O Goiás iniciava então a missão de não deixar o adversário se empolgar. Não deu certo. A equipe visitante até ameaçou com Rychely, aos 40 minutos, mas depois foi pressionada até o fim da primeira etapa. O lateral-direito Apodi, que corria muito em campo, mas sem eficiência, passou a ser perigoso. Em um belo lance, o jogador superou Egídio com facilidade e cruzou. Lima cabeceou no canto, e Harlei fez grande defesa. Antes do apito, o Vozão ainda chegou em outra finalização de Lima pelo alto.
Pressão e empate do Ceará
Precisando de pelo menos um gol para conquistar seu primeiro ponto na Série B do Campeonato Brasileiro, o Ceará partiu pra cima no segundo tempo. A equipe da casa tinha outro motivo para pressionar. Lesionado, o experiente goleiro Harlei, de 40 anos, sentiu uma contratura muscular e nem voltou a campo na etapa final. A missão de segurar a vitória do Goiás estava nas mãos de Pedro Henrique, de 25 anos.
A pressão surtiu efeito aos 25 minutos. Se Mota não tinha aparecido como artilheiro, o atacante fez a função de garçom. Ele encontrou o volante Régis, que apareceu como elemento surpresa e ficou livre, cara a cara com o goleiro do Goiás. Pedro Henrique chegou a tocar na bola, mas não evitou o gol de empate após chute forte, no centro do gol: 2 a 2.Logo aos seis minutos, o goleiro fez boa defesa após jogada de Rogerinho. Aos 13, Reina, que substituiu Márcio Careca, fez grande jogada individual, rolou para o centro da área, mas Rogerinho isolou. Três minutos depois, Tinga saiu na cara do gol, mas finalizou à direita de Pedro Henrique. O Goiás parecia assustado. A equipe estava acuada não só pela vantagem no marcador, mas também pela boa partida que o Ceará fazia na volta do intervalo.
Os Goiás só ameaçou o rival aos 38 minutos, com Vítor, que soltou uma bomba da entrada da área. Fernando Henrique fez grande defesa. Aos 42, após confusão na área esmeraldina, Rogerinho quase fez o gol da virada cearense.
Rogerinho e Thiago Mendes, Ceará x Goias (Foto: LC Moreira / Futura Press)Rogerinho disputa lance com Thiago Mendes (Foto: LC Moreira / Futura Press)

sábado, 19 de maio de 2012

De mão cheia: América-RN atropela Goiás e faz 5 a 2 na estreia da Série B

O receio de jogar em um estádio acuado, desconhecido, com campo pequeno, e diante de um adversário focado apenas na Série B do Campeonato Brasileiro já era motivo de preocupação no Goiás. O vento e a chuva forte que caiu na cidade de Goianinha-RN foram outros fatores que atrapalharam o time goiano, mas o pior, sem dúvida, foi a atuação na estreia da Segundona. O América-RN, que voltava à Série B, não tinha nada a ver com isso. Com facilidade, a equipe potiguar fez 5 a 2 no irreconhecível adversário.
O gol marcado por Júnior Viçosa aos três minutos do primeiro tempo até deu a impressão de que o Goiás manteria a boa fase. Enderson Moreira poupou jogadores e escalou cinco reservas em campo. Um deles foi Júnior Viçosa, que recebeu passe de Ricardo Goulart e abriu o placar para o Verdão após ganhar na dividida dos zagueiros rivais. Aos 14, o goleiro do América-RN, Dida, ainda evitou o segundo gol do time esmeraldino em cobrança de falta de Thiago Humberto. Mas este foi o último susto dos donos da casa na etapa inicial.
Quando Júnior Xuxa empatou a partida aos 20 minutos, o meia do América-RN praticamente iniciou uma nova partida. O jogador recebeu ótimo passe de Wanderson e chutou cruzado, sem chances para Harlei: 1 a 1. O gol animou os donos da casa e parece ter deixado a zaga esmeraldina atordoada. O atacante Isac recebeu lançamento da intermediária, saiu na cara do gol e teve frieza de atacante. Ele driblou o goleiro do Goiás e fez 2 a 1 para o América-RN.
Preocupado com a imensidão do vexame, o técnico Enderson Moreira substituiu o meia Thiago Humberto pelo zagueiro Wallinson ainda na primeira etapa para tentar reforçar a marcação. Pouco adiantou. Logo aos cinco minutos da etapa final, Lúcio Curió recebeu mais um bom passe após contra-ataque pela esquerda. Livre de marcação, ele só teve o trabalho de deslocar Harlei e ampliar a goleada: 5 a 1. Aos 24, Netinho ainda cobrou falta no travessão e quase descontou. O Verdão balançou as redes aos 40, em cobrança de pênalti. Rafael Toloi cobrou no canto direito e marcou: 5 a 2.Os potiguares passaram então a controlar o jogo e abusar, com extrema eficiência, dos contra-ataques. Aos 34, Isac recebeu novo lançamento entre os zagueiros do Goiás. O atacante invadiu a área e tocou com categoria na saída de Harlei: 3 a 1. Antes de marcar o quarto gol, o time da casa ainda acertou a trave de Harlei. Mas aos 38 minutos, foi a vez de Lúcio Curió sair na cara do gol e balançar as redes: 4 a 1.
O Goiás volta a campo na próxima quarta-feira, contra o São Paulo, no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Na Série B, o time goiano só joga no dia 29, contra o Ceará, fora de casa. A partida contra o Paraná, pela segunda rodada, foi adiada para o dia 5 de junho. O América-RN recebe o Avaí, também no dia 29, e pela terceira rodada. O jogo da equipe potiguar da segunda rodada é outro que foi adiado, já que o adversário, Vitória, segue na Copa do Brasil.
 
AMÉRICA-RN 5 X 2 GOIÁS
Dida; Norberto, Cléber, Edson Rocha e Wanderson; Ricardo Baiano, Nata, Fabinho e Júnior Xuxa; Isac e Lúcio.Harlei; Vítor, Ernando, Rafael Toloi e Bruno Collaço; Marcos Paulo, Thiago Mendes, Thiago Humberto e Ricardo Goulart; Júnior Viçosa e Rychely.
Técnico: Roberto FernandesTécnico: Enderson Moreira
Gols: Isac (2), Lúcio Curió (2) e Júnior Xuxa (América-RN); Júnior Viçosa (Goiás)
Cartões Amarelos: Cléber, Nara, JúnIor Xuxa, Lúcio Curió, Isac e Soares (América-RN); Harlei, Rafael Toloi e Netinho (Goiás)
Local: Estádio Nazarenão, em Goianinha-RN. Competição: Série B do Campeonato Brasileiro. Árbitro: Francisco de Assis Almeida Filho (CE). Assistententes: Arnaldo Rodrigues de Souza (CE) e Marcos da Silva Brígido (CE)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

São Paulo faz lição de casa, bate o Goiás e leva vantagem confortável

O São Paulo deu um passo importante rumo à semifinal da Copa do Brasil, torneio que a equipe nunca conquistou e que dá ao vencedor uma vaga na Taça Libertadores da América de 2013. Na fria noite desta quarta-feira no Morumbi, a equipe soube se aproveitar do fator casa e bateu o Goiás por 2 a 0 - os gols foram marcados pelo lateral-direito Douglas e por Luis Fabiano, que chegou a 21 na história do torneio, igualando a marca de França como maior artilheiro do Tricolor na competição.
Com o placar conquistado, o São Paulo leva boa vantagem para o jogo da volta, quarta-feira, no Serra Dourada. O time pode perder por um gol de diferença - ou até por dois, desde que balance as redes do adversário. Para os esmeraldinos, um triunfo por 2 a 0 levará a decisão para os pênaltis. Para garantir a vaga nos 90 minutos, será necessário vencer por três gols de diferença.
São Paulo x Goias, Luis Fabiano (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Os dois times, momentaneamente, deixarão a Copa do Brasil de lado neste fim de semana. O Tricolor estreia no Campeonato Brasileiro contra o Botafogo, domingo, às 16h (de Brasília), no Engenhão. Um dia antes, o Goiás fará sua primeira partida na Série B também fora de casa, contra o América-RN, em Natal.
O primeiro tempo do Morumbi pode ser dividido em duas partes. Até os 31 minutos, quando Luis Fabiano fez 1 a 0, o São Paulo repetiu suas últimas atuações, com pouca eficiência coletiva e só levando perigo quando as individualidades apareciam. Mesmo com a entrada de Jadson no meio-campo, o time pecou pela falta de criatividade, principalmente pela lentidão mostrada em alguns lances para tentar fugir da forte marcação do Goiás.Luis Fabiano aparece e desafoga o Tricolor no primeiro tempo
A impressão inicial, porém, tinha sido a melhor possível. Com dez segundos, Lucas roubou uma bola no meio-campo, arrancou, passou por três marcadores e tocou para Luis Fabiano, que perdeu grande chance. No entanto, com o passar do tempo, a equipe diminuiu o ritmo e voltou a mostrar as mesmas dificuldades das partidas anteriores.
O Goiás, por sua vez, passou a jogar no erro do São Paulo. Thiago Humberto tinha espaço para jogar no meio-campo, principalmente após Denilson receber o cartão amarelo que o tira do decisivo duelo em Goiânia, na próxima semana. Mas os atacantes Júnior Viçosa e Ricardo Goulart não conseguiam levar perigo ao gol defendido por Denis, que se atrapalhou em um cruzamento de Egídio aos 26.
Aos 31, saiu o gol que mudou a partida. Lucas avançou pelo meio e deu passe açucarado para Luis Fabiano, que, ao seu estilo, avançou livre e, na saída de Harlei, tocou com categoria, no canto direito, para fazer 1 a 0. A partir daí, a equipe cresceu muito em campo. Lucas, em dois lances, aos 34 e 39, só não marcou porque parou em Harlei, que fez belas defesas. O time tricolor, com a vantagem parcial, saiu aplaudido do gramado no primeiro tempo.
São Paulo x Goias (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Douglas, do São Paulo, disputa com Júnior Viçosa, do Goiás (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Douglas faz golaço, e Goiás dá trabalho no segundo tempo
O Goiás voltou com uma alteração para o segundo tempo: Ernando no lugar de Amaral. A etapa complementar começou como havia terminado a inicial, com o São Paulo controlando a partida, e o rival assustado, sem saber se saía ao ataque para buscar o empate ou se segurava a derrota mínima. O Tricolor, à vontade, precisou de apenas seis minutos para aumentar a vantagem, com Douglas, que aproveitou sobra e, de fora da área, acertou um belo chute, no ângulo esquerdo de Harlei. Oitavo reforço do clube no ano, contratado justamente do Goiás, onde jogou por 11 anos, o lateral-direito marcou pela primeira vez com a camisa são-paulina.
A partir daí, o jogo ganhou em emoção. Com 2 a 0 contra, não restou outra alternativa ao time comandado por Enderson Moreira a não ser partir para o ataque, o que deixava espaço de sobra para o Tricolor tentar o contragolpe. Aos nove, Denis, no puro reflexo, defendeu cabeçada de Ricardo Goulart. Aos 15, o goleiro trabalhou de novo, desta vez em lance de Thiago Humberto. O São Paulo respondeu na sequência com Douglas, que bateu de pé esquerdo de fora da área e obrigou Harlei a fazer grande defesa. Aos 19, Thiago Humberto, de falta, acertou o travessão tricolor.
Para dar novo ritmo ao time, Leão resolveu mexer aos 25, com Maicon na vaga do apagado Jadson. No Goiás, David entrou no lugar de Ramon. O jogo, que estava tranquilo, começou a se complicar para o Tricolor, que não conseguia mais controlar o jogo. A bola batia no ataque e voltava. Maicon entrou muito mal, completamente sem ritmo.
Aos 41, Leão colocou Rafinha no lugar de Lucas para dar velocidade na frente. Mas o time, àquela altura, apenas se defendia. Aos 43, em lance confuso na área do Goiás, Rafael Tolói evitou o terceiro gol do São Paulo, que depois soube garantir a cômoda vantagem até o fim.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Goiás é campeão Goiano

O maior campeão do estado voltou a comemorar. Depois de três anos, o Goiás está no topo do futebol goiano e comemora seu 23º título. E não foi uma conquista qualquer. Acostumado a disputar a Série A do Campeonato Brasileiro, o Verdão viu o rival Atlético-GO tomar seu espaço no cenário nacional e ainda conquistar dois títulos goianos seguidos. Mas neste domingo, o empate por 1 a 1 foi suficiente para que o Esmeraldino fosse campeão.
Dono da melhor campanha, o Goiás tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais. O público pagante foi de 32.387 pessoas, a maioria esmeraldina. A renda foi de R$ 522.789,00.
Na primeira vez que subiu para o ataque, o Dragão foi fulminante. Aos sete minutos, Bida lançou Diogo Campos na área, mas o atacante não conseguiu finalizar na saída de Harlei. Na sobra, Rafael Cruz cruzou na medida para Bida, entre os zagueiros alviverdes, testar firme para o fundo das redes. O gol calou a maioria esmeraldina que estava nas arquibancadas, mas não apagou o ímpeto da equipe.Como prometido, o Goiás não se apegou à vantagem que tinha. Os primeiros minutos da decisão deram a impressão de que o Atlético-GO era a equipe que jogava pelo empate. Os esmeraldinos eram mais incisivos, com maior posse de bola e se mantinham mais no campo de ataque. Egídio era bastante acionado pela esquerda. Mas a equipe de Enderson Moreira tinha dificuldades para encontrar espaços. E deixava espaços. E o Atlético-GO aproveitou.
Goias, Taça de Campeão (Foto: André Costa / Agência Estado)Jogadores esmeraldinos comemoram a conquista do Goianão (Foto: André Costa / Agência Estado)
O Goiás era refém de sua falta de criatividade. Felipe Amorim, nas investidas pela esquerda, era a principal arma da equipe. Mas tal opção ficou inválida quando o jovem atacante alviverde sentiu um problema na coxa direita e saiu de campo aos prantos para a entrada de Thiago Humberto. Enquanto isso, o Dragão continuava esperto nos contra-golpes, principalmente na velocidade de Felipe e Diogo Campos.
Mas a segunda metade do primeiro tempo teve mais lances efetivos do lado verde. O Goiás resolveu insistir em suas principais armas: a bola aérea e a bola parada. E assim conseguiu assustar os rubro-negros. Primeiro aos 26 minutos, quando Egídio apareceu pela esquerda e cruzou para Ricardo Goulart fazer um leve desvio para a defesa do jovem Roberto. O mais perto que o Verde chegou ao empate foi aos 43 minutos, quando Egídio soltou a bomba da intermediária em cobrança de falta, e acertou a trave direita de Roberto.
Goiás x Atlético-GO, final, Goianão (Foto: Weimer Carvalho/O Popular)Ricardo Goulart disputa a bola com Pituca
(Foto: Weimer Carvalho/O Popular)
Pressão e título
Precisando do empate para voltar a ser campeão, o Goiás partiu com tudo no início do segundo tempo. O meia Ricardo Goulart não esperou sequer uma volta do cronômetro para exigir bela defesa do goleiro Roberto. Aos 28 segundos, o jogador passou por três adversários, chutou de fora da área, e o arqueiro rubro-negro defendeu bem, no canto esquerdo. A pressão continuou logo depois, com Thiago Humberto, que chutou desequilibrado dentro da área.
A pressão continuou aos quatro minutos. Com 38 anos, Iarley parecia um garoto ao arrancar pela intermediária de ataque, driblar adversários e chegar perto do gol. Porém, na hora da finalização o atacante ficou sem jeito e chutou fraco, de esquerda. O Esmeraldino não desistiu do ataque, mas ao contrário dos minutos iniciais do segundo tempo, quando criou boas oportunidades, passou a explorar apenas os chutes de longa distância, sem perigo ao gol atleticano.
O Dragão estava mais recuado em campo. No intervalo, Adilson Batista havia substituído o atacante Diogo Campos pelo lateral-esquerdo Paulinho. Ernandes foi para o meio-campo. Embora tenha ficado compacto, o Rubro-Negro ficou sem força de ataque. Bida e Elias, que foram muito participativos na etapa inicial, ficaram apagados. Felipe não aparecia.
Ramon comemora o gol do Goiás contra o Atlético-GO (Foto: Agência Futurapress)Ramon comemora o gol decisivo na final
(Foto: Agência Futurapress)
Aos 22 minutos, o autor do gol, Bida, sentiu a coxa e pediu substituição. Adilson Batista promoveu a entrada do atacante Juninho em campo. Era a aposta na velocidade e, mais do que nunca, no contra-ataque. O cenário era o mesmo. O Goiás jogava no campo do adversário, que estava fechado. Aos 24, mais um chute de fora da área. Desta vez Amaral levou perigo a Roberto.
Gol de campeão
A pressão surtiu efeito quatro minutos depois, com um golaço, um gol de campeão. Rafael Toloi, em uma de suas características mais marcantes, lançou do meio-campo para Ramon. O meia aproveitou a queda de Paulo Henrique, entrou pelo meio da zaga atleticana e fez uma pintura de gol. Ele dominou de peito, girou e chutou de primeira, com a perna esquerda, sem chances para Roberto: 1 a 1.
Tentando usar o último fôlego no Goianão, o Atlético-GO foi para cima, mas sem organização. O cenário piorou após a expulsão de Rafael Cruz, aos 44. O lateral entrou de forma violenta em Ricardo Goulart e recebeu cartão vermelho de forma direta. Nos acrésscimos, o Goiás administrou sua vantagem e levantou o canecoImediatamente, o técnico Adilson Batista chamou o atacante William, que entrou na vaga de Felipe. Mas a troca de um atacante pelo outro não surtiu muito efeito. Embora estivesse sendo campeão com o empate, o Goiás quase ampliou o marcador com Ricardo Goulart, que tirou tinta da trave aos 38 minutos. Somente depois dos 40 minutos o Dragão foi para o desespero.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Palmeiras, Goiás, Grêmio e Coxa decidem em casa nas quartas de final

Palmeiras, Grêmio, Coritiba e Goiás vão decidir em casa as quatro vagas nas semifinais da Copa do Brasil. A CBF sorteou na tarde desta quinta-feira a ordem dos mandos de campo dos confrontos das quartas de final da Copa do Brasil. Por causa do jogo do Corinthians contra o Vasco na Taça Libertadores, os mandos de campo de São Paulo e Palmeiras foram decididos em um sorteio casado, para que não houvesse acúmulo de jogos em uma mesma cidade. O mesmo aconteceu com a dupla de clubes do Paraná, Atlético-PR e Coritiba. As datas e horários dos jogos só serão divulgados pela CBF nesta sexta-feira.
Veja como ficou a ordem dos confrontos:
Jogos de ida (16 e 17/05/2012):
Atlético-PR x Palmeiras - Durival Britto
Portuguesa/Bahia x Grêmio - Canindé ou Pituaçu
São Paulo/Ponte Preta x Goiás - Morumbi ou Moisés Lucarelli
Vitória x Coritiba - Barradão
Jogos de volta (23 e 24/05/2012):
Palmeiras x Atlético-PR - a confirmar
Grêmio x Portuguesa/Bahia - Olímpico
Goiás x São Paulo/Ponte Preta - Serra Dourada
Coritiba x Vitória - Couto Pereira





domingo, 6 de maio de 2012

Equilíbrio: Atlético-GO e Goiás ficam no 2 a 2 e deixam decisão em aberto

Pituca disputa bola com Egídio: jogo de bastante marcação
Após 20 rodadas, apenas um ponto separava as duas melhores equipes do Goianão 2012. Com tamanho equilíbrio, após o primeiro jogo da final não seria surpreendente tal diferença continuar. Foi o que aconteceu. Em jogo truncado, com nove cartões amarelos, com poucos lances dignos de uma decisão, e para um público de 18.345 torcedores, Atlético-GO e Goiás empataram por 2 a 2 no estádio Serra Dourada, nos primeiros 90 minutos da grande final do Estadual.
O Goiás, principalmente na segunda etapa, mostrou que a partida diante do Atlético-MG na última quinta-feira desgastou a equipe. O Dragão, com três importantes desfalques, incluindo o goleiro Márcio, não conseguiu ter o mesmo volume de jogo que teve nos dois duelos contra o Crac. O artilheiro esmeraldino Ricardo Goulart e o volante Amaral fizeram os gols da equipe alviverde. Bida e Elias marcaram para o Atlético-GO.
Com o resultado, o Esmeraldino será campeão goiano no próximo domingo com apenas um empate. Quem vencer o confronto leva o caneco. Os 90 minutos finais da finalíssima serão no próximo domingo, às 16h, no estádio Serra Dourada. As duas equipes tem a semana livre para treinar.
Antes mesmo de a bola rolar a torcida rubro-negra levou um susto. O Dragão não pôde contar com Marino e Marcão, que já eram dúvida para o clássico e foram vetados. Porém, os atleticanos não contavam com a perda do goleiro e capitão Márcio. O jogador sentiu um desconforto muscular no último treino de preparação para a final e também foi desfalque. Coube a Roberto, que ainda não havia atuado em 2012, defender o gol do Atlético-GO.
O técnico Adilson Batista ainda surpreendeu ao deixar Elias no banco de reservas. Nos primeiros cinco minutos, o Dragão, com um meio-campo reforçado e apenas Felipe como atacante de ofício, até conseguiu controlar a posse de bola. Porém, Roberto começou a ter trabalho logo em seguida. Felipe Amorim, herói da classificação esmeraldina na Copa do Brasil, quase repetiu o lance do gol feito contra o Galo na última quinta-feira. Depois de fintar a marcação de Gilson, o atacante chutou no canto esquerdo de Roberto, que espalmou para escanteio.
Fim do perigo? Nem pensar. As jogadas de bola parada são ponto forte do Goiás de Enderson Moreira. O treinador do Atlético-GO sabia disso e havia treinado várias vezes este tipo de jogada durante a semana. Mas o gol do time esmeraldino saiu de um escanteio até certo ponto inusitado. Egídio cobrou mal, a meia altura, e a bola passou por vários jogadores até chegar nos pés do artilheiro Ricardo Goulart, que chutou forte, de primeira, sem chances para Roberto: Goiás 1 a 0.
A vantagem do Verdão estava ampliada. Como fez melhor campanha na primeira fase, a equipe esmeraldina poderá ser campeã até mesmo com vitória e derrota pela mesma diferença de gols. Ciente do problema, o Atlético-GO não se abateu muito com o gol sofrido e fez um bom primeiro tempo. O time demorou a se encontrar no ataque, já que Felipe saía muito da área, o que deixava o Rubro-Negro sem muitas opções. A primeira chance ocorreu com Gilson, em uma cabeçada da área aos 18 minutos. Três minutos depois, Bida cobrou falta da entrada da área, e Harlei fez boa defesa.
Com a vitória parcial, o Goiás parecia esperar o adversário e usar outra arma letal: o contra-ataque. Porém faltava também o passe final para que as jogadas se concretizassem. Aos 30 minutos, o Dragão chegou ao empate com dois atletas importantes. Ernandes, que jogou no meio-campo, deu belo cruzamento para Bida, que dominou com categoria dentro da área e chutou forte, no fundo das redes: 1 a 1.
Após o empate, o primeiro tempo se encaminhou para o final sem grandes emoções. O Goiás teve boa oportunidade de fazer o segundo com Rafael Toloi aos 47 minutos. Após contra-ataque puxado por Felipe Amorim, o zagueiro apareceu como elemento surpresa e chutou rente à trave.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Goiás não se intimida com pressão e mantém escrita sobre o Atlético-MG

Goiás marcou o gol nos últimos minutos do jogo

O roteiro mais uma vez foi de drama para o Atlético-MG, assim como em outros capítulos de sua história. Com dois gols antes dos 30 minutos do primeiro tempo, o time igualou a disputa com o Goiás somando a partida do Serra Dourada e dava a impressão de que iria passar com facilidade pelo Goiás. Mas o esmeraldino colocou a bola no chão, segurou os nervos no lugar e não se intimidou com a pressão da torcida atleticana, que fazia do Independência um verdadeiro caldeirão, já que o alvinegro não atuava em BH há quase dois anos. Com um gol no fim, o time do centro-oeste calou o Independência e levou para Goiânia a vaga na próxima fase da Copa do Brasil.
O placar final foi de 2 a 1, gols de Neto Berola e Mancini, para o Galo, contra o da classificação de Felipe Amorim, já aos 40 do segundo tempo. Com a vaga garantida, o esmeraldino manteve a escrita de nunca ter sido eliminado pelo time mineiro em mata-matas. Agora são quatro triunfos verdes na Copa do Brasil (em 1989, 1990, 2001 e 2012), e mais dois na Copa Sul-Americana (em 2004 e 2009).
Nas quartas de final, o Goiás agora aguarda o vencedor de São Paulo e Ponte Preta. A Macaca venceu na ida, em casa, por 1 a 0. Mas antes da competição nacional, o time do centro-oeste volta suas atenções para o Campeonato Goiano. Domingo, o time faz a primeira decisão do estadual contra o Atlético-GO, às 16h (de Brasília), no Serra Dourada. No mesmo dia e horário, o Atlético-MG também faz a primeira partida da decisão estadual contra o América-MG, novamente no Independência.
Uma atmosfera mágica. Depois de quase dois anos longe dos gramados de Belo Horizonte, a torcida estava em êxtase. Nem tanto pelo futebol apresentado pelo Atlético-MG nos últimos jogos, mas pelo sonho realizado de o time jogar em casa num autêntico caldeirão.
A missão era difícil, mas metade do caminho foi percorrido logo aos seis minutos, com a aposta do técnico Cuca. Neto Berola, que substituiu Guilherme, contundido, recebeu belo lançamento de Marcos Rocha, e em condição duvidosa só teve o trabalho de tocar na saída de Harlei.
Delírio nas arquibancadas do novo Independência. O barulho ensurdecedor da torcida atleticana parecia que havia deixado o time do Goiás atordoado. Com a proposta de se defender e sair nos contra-ataque, o time esmeraldino não conseguia conectar as jogadas na frente.
O Galo seguia perdendo grandes chances com Berola e André. Mas o autor do gol teve que deixar o campo mais cedo. Berola sentiu uma fisgada na coxa direita e deu lugar a Escudero. E foi o argentino o protagonista do lance do pênalti. Ele foi puxado por Peter na área, o meia Mancini cobrou no meio do gol para levar a torcida à loucura e empatar a série.
Depois do segundo gol, o Goiás acertou o posicionamento e passou a levar perigo ao time da casa. O meia Ramon teve duas chances de acabar com a alegria atleticana, mas finalizou mal na primeira e parou nas mãos de Giovanni na segunda.
Com o equilíbrio nas ações ofensivas, coube ao árbitro Márcio Chagas da Silva roubar a cena numa situação inusitada. Réver recuou bola para Giovanni com o peito, mas o árbitro, de forma equivocada, deu toque de mão e amarelou o defensor. Chamado pelo assistente Altemir Hausmann e pelo quarto árbitro Emerson de Almeida Ferreira, Márcio voltou atrás e anulou todo o lance, dando bola ao chão. A decisão foi comemorada como um gol pela torcida do Galo, já que a falta levaria grande perigo.
 Depois do lance inusitado o Goiás ainda teve a chance de diminuir antes do fim da primeira etapa. Thiago Mendes recebeu ótimo passe e na cara de Giovanni tentou tocar por cobertura, a la Messi. Porém, faltou muita categoria ao jogador do esmeraldino que tocou nas mãos do arqueiro.
Gol no fim e escrita mantida
O segundo tempo começou com a substituição de Richarlyson por Triguinho. Apesar de ser um lateral por outro, o substituto tem características mais defensivas. Mas a mudança não mudou o estilo do Atlético-MG, que aos 3 minutos teve outro jogo anulado. André se aproveitou de rebote de Harlei, e também em condição duvidosa mandou para as redes. O auxiliar já havia parado o lance.
Mas diferentemente do primeiro tempo, o Goiás não ficou acuado em seu campo e chegou com perigo duas vezes seguidas. Na primeira, o experiente Iarley invadiu a área, mas bateu cruzado para fora. Em seguida, Felipe Amorim cruza da direita e a bola sobra limpa para o artilheiro Ricardo Goulart. O centroavante tem tempo para ajeitar o corpo, mas consegue mandar por cima do gol chance cristalina.
Os gols perdidos provocaram reação de Enderson Moreira, que aos 15 minutos fez duas substituições de uma vez. Saíram Iarley e Peter para as entradas de Wallison e Vítor. Estranhamente, mesmo com o resultado adverso, o comandante do esmeraldino colocou dois jogadores de defesa. Na saída, o experiente Iarley mostrou descontentamento com a substituição.
Mas ao contrário do que se poderia imaginar, as alterações deram mais poder ofensivo ao Goiás, que passou a incomodar a defesa e o goleiro Giovanni, que até com o rosto evitou um gol certo. Preocupado com o que via, Cuca resolveu fazer sua última alteração e tirou o meia Mancini para colocar o volante Serginho.
Com as alterações, o jogo se equilibrou, mas o Goiás levava mais perigo ao gol de Giovanni. Numa cabeça, Rafael Toloi quase marcou. Mas um minuto depois a bola encontrou as redes de Giovanni. Felipe Amorim se aproveitou de falha de Triguinho, ainda driblou o lateral e bateu rasteiro, no canto de Giovanni, que deixou a bola passar entre ele e a trave, aos 40 do segundo tempo. Com um gol fora, o esmeraldino garantiu a classificação para as quartas de final com o placar agregado.
Completamente atordoado, o Atlético-MG tocou a bola e tentou pressionar, mas nem a torcida ajudava, já que a cada toque na bola a vaia era grande. Fim de jogo e drama atleticano no retorno ao Independência e a Belo Horizonte.

domingo, 29 de abril de 2012

Um, dois, três: Goiás bate Vila por 3 a 0 e se classifica para final do Goianão

Patric finaliza de cabeça dentro da área esmeraldina
A visível superioridade de Goiás e Atlético-GO, que lideraram de forma isolada toda fase de classificação do Campeonato Goiano, ficou ainda mais evidente nas semifinais. Depois que o Dragão humilhou o Crac ao vencer por 8 a 0, neste domingo foi a vez do Verdão fazer 3 a 0 no Tigre e selar sua vaga na decisão. Ricardo Goulart, Amaral e Rafael Toloi marcaram para a equipe esmeraldina já no segundo tempo.
Nos dois próximos domingos, o Goiás tentará acabar com a recente hegemonia do Atlético-GO, que busca o tricampeonato goiano. Como fez melhor campanha, o Goiás jogará por dois resultados iguais para ser campeão. Já o Vila Nova se despede do Goianão de forma melancólica. O Colorado termina na quarta colocação geral e mais uma vez fica fora da Copa do Brasil, competição a qual não disputa desde 2006. O Tigre volta a campo no dia 27 de maio, contra o Oeste-SP, na estreia da Série C do Campeonato Brasileiro.
Como o Vila Nova precisava da vitória por dois gols de diferença, o jogo foi aberto. O Tigre tentava agredir o adversário, mas tinha dificuldades para criar jogadas com muitos jogadores no campo de ataque. A primeira boa chance colorada ocorreu aos quatro minutos, quando Rondinelly cobrou falta, Patric subiu mais alto e cabeceou para fora. Após este lance, foram poucas as vezes em que o Colorado conseguiu levar perigo sem ser em lances isolados.
O primeiro deles foi aos 14. Patric recebeu passe em profundidade de Jorginho, ganhou de Valmir Lucas na corrida e chutou com perigo. Pouco tempo depois, Rafael Carioca puxou contra-ataque e tocou para Marion. O atacante tocou para Rondinelly, que chutou em cima dos zagueiros do Goiás.
O time esmeraldino não estava morto em campo. Ao contrário, até dominava a posse de bola, mas errava no último passe. Assim como o rival, o Verdão abusava dos cruzamentos para a grande área. Mas a partir dos 30 minutos, o cenário mudou. Por muito pouco o Goiás não foi para os vestiários em vantagem. Aos 34, Thiago Humberto aproveitou vacilo da defesa colorada, chutou de fora da área e Júlio César defendeu com dificuldades, espalmando para o meio do gol.
Três minutos depois, foi a vez de César Gaúcho perder a bola no campo de defesa. Ramon, oportunista, invadiu a área do Vila Nova e chutou forte. Júlio César operou um verdadeiro milagre. No rebote, Ricardo Goulart ainda tentou abrir o placar, mas chutou nas redes pelo lado de fora. O bombardeio continuou até o último lance do primeiro tempo. Em falta na entrada da área, Egídio chutou forte. Júlio César desviou e a bola explodiu no travessão.

Verdão classificado


No segundo tempo, antes que o Vila Nova se lançasse ao ataque de forma desesperada, o Goiás conseguiu impor sua superioridade e confirmar sua classificação à final sem maiores riscos. Mesmo em vantagem, o Verdão foi para cima e quase abriu o placar com Egídio, aos seis minutos.
Poucos segundo depois, Ricardo Goulart recebeu lançamento de Ramon, contou com a queda de César Gaúcho e ficou livre dentro da área. Com calma, o artilheiro do time na temporada escolheu o canto esquerdo de Júlio César, colocou com precisão no ângulo e balançou as redes: 1 a 0. Como poderia perder até por um gol de diferença, a equipe comanda por Enderson Moreira ficou ainda mais tranquila.
Sem conseguir articular as jogadas de ataque, o Vila Nova não teve forças para buscar pelo menos um gol e ainda viu seu maior rival ampliar o placar. Aos 21, Amaral aproveitou cruzamento de Ricardo Goulart e fez 2 a 0. Dez minutos depois, em contra-ataque mortal, Felipe Amorim cruzou rasteiro para o zagueiro Rafael Toloi, que apareceu como elemento surpresa dentro da área e apenas completou para o fundo das redes: 3 a 0 Goiás.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Goiás quebra invencibilidade do Galo no ano e garante boa vantagem

O Goiás mostrou que é um adversário indigesto do Atlético-MG na Copa do Brasil. Depois de já ter eliminado o time alvinegro em três oportunidades na competição, o time esmeraldino encaminhou bem a classificação ao vencer por 2 a 0, no Serra Dourada, no jogo de ida das oitavas de final.
Depois de 14 partidas de invencibilidade na temporada, o time mineiro conheceu a primeira derrota em 2012. Os gols do Goiás foram Rafael Tolói e Ricardo Goulart, um em cada tempo. Na quinta-feira do próximo dia 3, o Galo terá que vencer por três gols de diferença para se classificar. O Goiás passa às quartas mesmo com uma derrota por dois gols de diferença, desde que marque pelo menos um gol no Independência. Vitória mineira por 2 a 0 levará a decisão para os pênaltis.
Mas antes, os dois times dão um tempo na Copa do Brasil e voltam suas atenções para os respectivos campeonatos estaduais. O Galo mineiro joga no sábado, às 18h30m (de Brasília), na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, contra o Tupi. O alvinegro precisa apenas de um empate para chegar à grande final. Já o Esmeraldino joga no domingo contra o Vila Nova, às 16h, novamente no Serra Dourada. O time pode até perder por um gol de diferença que se classifica para a finalíssima.
O técnico Cuca teve que poupar o meia Bernard no início do jogo. Com fadiga muscular, o jogador ficou no banco de reservas como opção, e Escudero foi o escolhido para atuar ao lado de Danilinho na armação. Fillipe Soutto ganhou uma chance na equipe na vaga de Guilherme e atuou com a camisa 10, apesar de ser volante de origem.
Com os problemas do adversário, o Goiás chegou ao gol logo aos 11 minutos, depois de falta marcada pelo árbitro sergipano Cláudio Francisco Lima, de Luiz Eduardo sobre Iarley. Na cobrança, Egídio mandou na trave e a bola sobrou para Rafael Tolói empurrar para as redes.
O Atlético-MG não se intimidou e teve chance de empatar com André, em cabeçada após escanteio, mas o veterano Harlei mostrou porque segue como ídolo da torcida esmeraldina e fez brilhante defesa. E no reflexo, tirou com o pé bola que sobrava na pequena área.
Goiás x Atlético-MG (Foto: Weimer Carvalho / VIPCOMM )Iarley incomodou a defesa do Galo enquanto esteve em campo (Foto: Weimer Carvalho / VIPCOMM )
Mas aos poucos, o Galo foi demonstrando um problema que dificultava as ações ofensivas: a falta de articulação no meio-campo. O Goiás tocava a bola, e com o placar a seu favor, apostava nos contra-ataques. Só que os excessivos erros de passes das duas equipes fizeram com que os primeiros 45 minutos terminassem com a vantagem mínima para os donos da casa.
O Galo voltou para o segundo tempo com Bernard no lugar de Fillipe Soutto. O técnico Cuca viu que a equipe necessitava de velocidade, já que agrediu pouco o Goiás na primeira etapa.
Já Enderson Moreira não mudou o esquema inicial, com os três meias e Iarley na frente. E foi novamente o Goiás que marcou. Após falha grotesca de Richarlyson que ao tentar sair jogando perdeu a bola para Peter, Ricardo Goulart só completou o cruzamento vindo da direita, logo aos cinco minutos.
Com o gol, Cuca foi para o tudo ou nada. Colocou Neto Berola no lugar de Marcos Rocha. O Galo melhorou com as mudanças e passou a agredir mais o gol de Harlei, e chegou a marcar duas vezes, porém a arbitragem assinalou corretamente impedimento de André e toque de mão de Escudero.
Com a melhora alvinegra, Enderson tirou Iarley, cansado, e colocou Felipe Amorim. Cuca, na sua última alteração, colocou Mancini no lugar de Escudero. Mas a reação alvinegra foi interrompida com a expulsão do jovem Bernard. Em menos de cinco minutos, ele fez duas faltas e foi para o vestiário mais cedo. Com a desvantagem numérica e no placar, o Galo seguia errando muitos passes e o Goiás na espreita, pronto para marcar o terceiro em contra-golpe.
Apesar dos pedidos da torcida por mais um gol, o Esmeraldino preferiu cadenciar o jogo sem sofrer grandes perigos na defesa, mas também sem agredir o adversário, que acabou reconhecendo a primeira derrota do ano no Serra Dourada.

domingo, 22 de abril de 2012

Ricardo Goulart faz no início e coloca o Goiás em vantagem diante do Vila

Uma falha e um lance de oportunismo nos primeiros segundos de jogo podem que podem significar a classificação esmeraldina. Com um gol de Ricardo Goulart logo no início do clássico, o Goiás venceu o Vila Nova por 1 a 0 no primeiro clássico das semifinais do Goianão, e aumenta a vantagem que já tinha e vai para o segundo jogo confortável para tentar passar à final do Estadual.
No 'clássico da paz', pouco mais de 13 mil torcedores compareceram ao Serra Dourada, em sua maioria vestidos de branco, e viram um clássico com poucos lances dignos de um jogo que é considerado o de maior rivalidade do Centro-Oeste. Com o resultado, o Esmeraldino agora pode perder por um gol de diferença que estará na final do Goianão. Ao Vila Nova, que contou com o artilheiro Patric, que era dúvida no jogo, mas pouco fez no clássico, resta vencer por dois gols de diferença no próximo confronto, que será no dia 29, às 16h, no estádio Serra Dourada.
O Goiás iniciou o clássico disposto a apagar logo a impressão deixada no último clássico. Logo no primeiro ataque esmeraldino, o jovem Ricardo Goulart, que retornara ao time após cumprir suspensão, mostrou porque é um dos principais jogadores do atual elenco alviverde. Após lançamento de Rafael Toloi do campo de defesa, César Gaúcho não alcançou a bola, Romário falhou na marcação, e Júlio César saiu mal. Tantos erros não seriam perdoados pelo jovem meia-atacante esmeraldino, que aproveitou a sobra e estufou as redes: 1 a 0 Goiás.Os minutos seguintes foram confirmando o domínio alviverde. O Esmeraldino acuava o Tigre, e trocava passes em busca de espaços na defesa colorada. Por muitas vezes conseguia a penetração, principalmente pela direita, com Iarley e Ricardo Goulart, mas a finalização não ocorria com qualidade. Mas o time de Enderson Moreira só voltou a assustar na bola parada. Aos 19 minutos, Egídio colocou a bola na área e Amaral testou para quase fazer o gol.
O Vila Nova encontrava dificuldades para ficar com a posse de bola e insistia na velocidade de Marion pela esquerda, e nos lançamentos diretos para Patric, que não tinham sucesso. O resultado eram os espaços deixados em seu campo de defesa, que só não foi ainda mais prejudicial ao Colorado porque Marcos Paulo, aos 26 minutos, chutou uma bola para fora ao receber passe de Iarley.
A equipe alvirrubra só começou a encaixar o seu jogo nos minutos finais da primeira etapa, e principalmente quando Rondinelly apareceu para a partida. O meia passou a cair mais pela esquerda e teve pelo menos duas ótimas chances para o empate. Na melhor delas, aos 45 minutos, o jovem dominou na meia-lua, puxou para a perna esquerda e chutou forte, mas Amaral tirou em cima da linha e evitou o empate.
As duas equipes demoraram a embalar na volta do intervalo. Mas quando entraram na partida, o jogo teve seus momentos dignos de um clássico que é considerado o maior do Centro-Oeste. O Goiás seguiu com mais facilidade para manter a posse de bola, e aproveitando os espaços deixados pela defesa colorada. Aos 9 minutos, o Esmeraldino protagonizou o lance mais polêmico do jogo, que renderá reclamações por toda a semana.
Ricardo Goulart apareceu pela direita, cruzou na saída de Júlio César, e Marcos Paulo escorou para o gol. O auxiliar anulou o tento alegando impedimento, mas o volante estava em posição legal. A resposta colorada veio logo no lance seguinte. Rafael Carioca recebeu pela esquerda, cruzou na área, e Nêgo ficou com a bola em ótimas condições para empatar, mas Harlei fez a defesa.
A partida seguiu com contornos favoráveis ao Alviverde. Felipe Amorim entrou no decorrer da segunda etapa e colocou mais velocidade no jogo. Com Rondinelly apagado, o Vila Nova pouco criou. O meia colorado saiu vaiado aos 25 minutos para a entrada de Diego, mas a postura do Tigre pouco se alterou.
O Alvirrubro só assustou nos minutos finais, com um chute forte de Marion, e aos 42 minutos, quando Patric foi derrubado na área, para reclamação geral dos vilanovenses. Quando André Luiz Castro já colocava o apito na boca para apitar o fim da partida, David recebeu a bola pelo lado direito da área e chutou forte, e viu Júlio César realizar a mais bela defesa da partida, que manteve acesas as esperanças coloradas de classificação.

 
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