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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Boca Juniors vence o Fluminense por 1 a 0

Apesar da derrota por 1 a 0 para o Boca Juniors, o prejuízo até que não foi grande. Já com os desfalques de Fred, Deco, Wellington Nem, Diguinho e Valencia, todos se recuperando de lesão, o Fluminense ainda perdeu Carlinhos, expulso aos 34 minutos do primeiro tempo. Com um jogador a menos, contou com uma atuação inspirada de Diego Cavalieri, autor de duas defesas cinematográficas. Os argentinos suaram para conseguir o resultado na Bombonera, na partida de ida das quartas de final da Taça Libertadores, e tiraram o zero do placar no início da segunda etapa, com Mouche.
Durante e após a partida, os tricolores reclamaram muito da arbitragem do colombiano José Buitrago, sobretudo de um pênalti não marcado no fim do primeiro tempo, quando Roncaglia pôs o braço na bola dentro da área. Também houve queixas quanto à expulsão de Carlinhos e à não expulsão de Schiavi, que agrediu Marcos Junior e Bruno.
O cartão vermelho para o seu lateral-esquerdo obrigou o Flu, após um início promissor na partida, a adotar uma postura defensiva. Foram apenas quatro conclusões a gol, três delas de fora da área, contra 11 do adversário. 
Para conseguir a classificação para a semifinal, o Fluminense precisará ganhar por dois gols de diferença no Engenhão, na próxima quarta-feira (às 19h30m). Se fizer 1 a 0, a decisão será nos pênaltis. Qualquer outra vitória por um gol de diferença não será suficiente, por causa do critério de gols fora de casa. 
A princípio, o adversário do vencedor deste confronto será Libertad-PAR ou Universidad de Chile. No entanto, se o Tricolor se classificar, e o Santos, não, o rival do time carioca será Vasco ou Corinthians. Caso Boca e Vélez Sarsfield se classifiquem, eles terão obrigatoriamente que medir forças na semifinal. O regulamento da Conmebol indica que, se dois times do mesmo país chegam à semi, precisam se enfrentar.
Quem esperava uma blitz do Boca no início da partida se enganou redondamente. O time da casa parecia querer estudar o seu adversário, que entrou com personalidade em campo, tomando as iniciativas de ataque. O Fluminense, que na fase de grupos venceu o Boca por 2 a 1 na Bombonera e foi derrotado por 2 a 0 no Engenhão, mostrava-se mais perigoso e quase marcou aos 12 minutos. Após tentativa de passe de cabeça de Wagner, Jean aproveitou recuo fraco de Erviti e se antecipou a Orión. A bola passou raspando a trave direita do goleiro. Um minuto depois, Rafael Moura por pouco não alcançou na pequena área um cruzamento rasteiro de Rafael Sobis.
Timidamente, a equipe da casa ia ao ataque e só conseguiu uma boa chance, aos 16, numa cobrança de falta feita por Riquelme da direita que Roncaglia completou, pressionado. Diego Cavalieri salvou com o pé direito para escanteio. O lance animou o Boca, que logo em seguida teve nova chance em chute de Roncaglia, que Cavalieri não segurou, e Cvitanich quase completou. A blitz demorou, mas chegou: aos 21, Cvitanich perdeu outra grande chance cabeceando livre, no meio da zaga tricolor, por cima.
Cavalieri e Cvitanich , Boca Juniors x Fluminense (Foto: Agência AFP)Cavalieri, o destaque do jogo, observa Cvitanich reclamar da arbitragem (Foto: Agência AFP)
A partir daí, a partida ganhou a configuração que se esperava desde o princípio: a equipe argentina em cima e a brasileira entrincheirada, esperando o momento certo para contra-atacar. O Boca tinha dificuldades para se infiltrar, mas ganhou um presente aos 34: Carlinhos, que já havia recebido cartão amarelo, meteu o braço esquerdo na bola, ganhou o segundo e foi expulso de campo pelo árbitro colombiano José Buitrago.
Abel pôs imediatamente Thiago Carleto para aquecer, mas, em dúvida sobre quem tiraria, demorou a recompor o seu lado esquerdo, justamente por onde o time da casa criava suas melhores jogadas. Foi por ali que Mouche bateu de virada de dentro da área, obrigando Cavalieri a fazer difícil defesa, aos 40. Enquanto o técnico do Flu pensava, Wagner jogava (mal) improvisado na lateral esquerda.
O Boca martelava, e aos 43 teve duas chances seguidas: a primeira em chute de fora da área de Riquelme, e logo depois com Schiavi, que completou cruzamento da direita dentro da área e viu Cavalieri defender milagrosamente. O Flu só respirou um pouco no finzinho do primeiro tempo e reclamou de pênalti de Roncaglia, que saltou de costas na pequena área com o braço direito esticado para impedir uma possível cabeçada de Anderson. A bola tocou no braço do argentino, mas o árbitro deu escanteio e logo depois deu fim ao primeiro tempo.
Na volta para o segundo tempo, finalmente Abel pôs Carleto para jogar, no lugar de Sobis. Já Julio César Falcioni substituiu o volante Erbes pelo atacante Nicolás Blandi. Embora o Boca não tenha iniciado com uma pressão forte, logo aos seis minutos chegou ao gol: Cvitanich lançou Mouche, que na área, pelo lado esquerdo, bateu cruzado e pôs a bola no canto esquerdo de Cavalieri. O lance levantou a torcida, incluindo três espectadores ilustres: Carlitos Tevez (atacante do Manchester City), Martín Palermo e Abbondanzieri (ambos já aposentados), todos com passagem marcante pelo Boca.
A saída para o Flu passou a ser se defender com um forte bloqueio no meio do campo e tentar partir para os contragolpes com velocidade. Porém, só a primeira parte era razoavelmente bem feita, pois pouco conseguia sair do setor defensivo. Aos 20, Riquelme achou Mouche no meio da zaga do Flu, perto da pequena área, mas em vez de tocar para Blandi, que estava de frente para o gol, tentou o chute de virada e acertou Gum. Logo depois, Marcos Junior, a opção de velocidade para os contra-ataques, entrou no lugar de Rafael Moura.
Pablo Mouche, Boca Juniors x Fluminense (Foto: Agência EFE)Com Abel ao fundo, Mouche comemora o gol da vitória do Boca sobre o Flu (Foto: Agência EFE)
Mal o garoto entrou, levou uma braçada no rosto de Schiavi, que logo depois pisou no braço direito de Bruno, caído no gramado. Tudo isso sem receber um cartão amarelo sequer. O ímpeto do time argentino arrefecera, e o Tricolor pôde se aventurar no ataque. No entanto, aos 29, numa cobrança de falta feita por Mouche com um lançamento na área, a zaga do Flu tentou colocar o ataque adversário em impedimento. Mas Schiavi veio de trás e chutou de primeira. Mais uma vez Cavalieri salvou.
Logo em seguida, Anderson deu dois trancos com o braço direito em Mouche na linha de fundo, gerando desentendimento entre os jogadores e demonstrando bem o clima de guerra que já imperava em campo. O Boca ameaçava chegar ao segundo, e Abel resolveu segurar a derrota pelo placar mínimo: pôs o zagueiro Digão no lugar de Thiago Neves, aos 39.
A pressão era grande, mas o Boca parecia nervoso e pouco conseguia criar. Riquelme ainda deu um chute perigoso, aos 44, mas o Flu conseguiu até segurar a bola no seu ataque no fim da partida e um placar, que se não é bom, porque afinal foi derrotado, diante das circunstâncias é bem razoável e deixa o time com possibilidades claras de chegar à semifinal.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Torcida do Boca Juniors faz fila dobrando quarteirão

Boca Juniors x Fluminense - Bombonera (Foto: Bruno Marinho)A torcida do Boca Juniors enfrenta grandes filas no lado de fora da Bombonera na véspera do confronto com o Fluminense, nesta quinta-feira, pelas quartas de final da Copa Santander Libertadores. Cerca de 2 mil torcedores buscaram os últimos 5 mil ingressos para a partida.
A previsão, de acordo com os funcionários do clube xeneize, é que a casa do Boca receba nesta quinta-feira o melhor público na temporada deste ano. A capacidade da Bombonera é de 57 mil torcedores e 50 mil ingressos foram colocados à venda.
Já os tricolores que ainda procuram ingressos, poderão comprá-los nesta quinta-feira na capital argentina, das 14h ás 16h, em local ainda a ser definido.
Dentro do estádio, funcionários deram os últimos retoques no gramado. O Fluminense, assim como na partida da fase de grupos, não fez treino de reconhecimento na Bombonera. Os jogadores trabalharam no campo do centro de treinamento Casa Amarilla. Quando chegaram, foram recebidos por alguns gritos pouco amistosos da torcida xeneize no lado de fora da Bombonera.
Gramado da Bombonera está impecável (Foto: Bruno Marinho)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fluminense vence o Botafogo e volta a ser campeão carioca

Que semana para o Fluminense! Para o bem: goleada no primeiro jogo da decisão estadual, depois classificação às quartas de final da Libertadores, depois título carioca. E que semana para o Botafogo! Para o mal: derrota no primeiro jogo da decisão estadual, depois eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil, depois perda do título carioca. O time tricolor, com vitória por 1 a 0 neste domingo de chuva, no Engenhão, iluminou um período de júbilo para a equipe de Abel Braga e obscureceu os tempos de trevas para o rival. Pela 31ª vez no Campeonato Carioca, “vence o Fluminense”, como diz o hino do clube.
A vitória por 4 a 1 no primeiro jogo, na semana passada, foi celebrada com mais um triunfo. Rafael Moura, substituto de Fred, lesionado, completou boa jogada de Carlinhos no segundo tempo para deixar certo aquilo que já era provável. O Botafogo atacou mais, criou mais chances, foi mais incisivo, mas não soube fazer o gol. Para os tricolores, foi um título relativamente tranquilo.
O semestre do Fluminense, que já é bom, pode ficar melhor. Na quinta-feira, o campeão carioca encara o Boca Juniors, na Bombonera, no primeiro jogo das quartas de final da Libertadores. Para o Botafogo, resta a preparação para o Campeonato Brasileiro. A estreia é no próximo domingo, contra o São Paulo, de novo no Engenhão.
Rafael Moura, Botafogo x Fluminense (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Rafael Moura comemora: é dele o gol do título do Fluminense (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
O Botafogo foi a campo sem aquelas amarras com que os temores por derrota costumam prender o futebol. Afinal, entre pouco perdido e muito perdido, a diferença é mínima. Para quem havia levado 4 a 1 no primeiro jogo, não tinha muito papo para jogar fora: era atacar, fazer o primeiro gol, depois o segundo, depois o terceiro.
A necessidade alvinegra abriu as portas do jogo. Desde o primeiro milésimo de segundo, a partida ficou desenhada com clareza: Botafogo atacando, Fluminense respondendo. Os primeiros minutos foram frenéticos. Mesmo muito desfalcado (Marcelo Mattos, Andrezinho, Antônio Carlos e Lucas não jogaram), o time de Oswaldo de Oliveira soube agredir. Elkeson, de cabeça, mandou para fora. Loco Abreu, de perna direita, perdeu chance clara. E repetiu a dose, assim como Elkeson se repetiria com chutes de longe.
Atacar não era tudo. O Botafogo ainda precisava criar barreiras defensivas contra um time talentoso no ataque. E soube fazer, dentro dos limites impostos por um jogo em que ceder espaços era necessidade. Márcio Azevedo esteve bem na esquerda. Jadson soube cuidar de Deco. Rafael Sobis e seu xará, Moura, foram acossados.
Mas, claro, o Fluminense também teve chances. Rafael Moura perdeu gol quase feito. Anderson, de surpresa, apareceu pela esquerda e tocou para o centroavante, no apogeu da liberdade, sem ninguém em volta, bater colocado. Jefferson caiu bem e defendeu. Chutes de longe de Rafael Sobis e cabeceio de Gum foram outras possibilidades criadas pelos tricolores.
Mas a supremacia esteve com o Botafogo. A posse de bola foi alvinegra: 58% contra 42% na primeira etapa. O time de Oswaldo finalizou o dobro que seu adversário: seis contra três. E usou muito mais as jogadas de linha de fundo: quatro contra uma. Como reflexo, o Fluminense teve três contra-ataques, e o oponente, apenas um.
O jogo também teve lances polêmicos. As duas equipes pediram pênaltis. O Fluminense reclamou de falta de Gabriel em Rafael Sobis, e o Botafogo gritou por toque de mão de Gum. Os tricolores ainda lamentaram perder Deco. Com lesão muscular, o meia foi substituído por Wagner ainda na etapa inicial e preocupa para o jogo contra o Boca.
Fluminense Campeão Carioca, Fluminense x Botafogo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Jogadores posam com a taça de campeão carioca no campo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Até os 17 minutos do segundo tempo, até aquele instante decisivo em que a bola foi dividida por duas chuteiras, ambas tricolores, e entrou no gol de Jefferson, o Botafogo havia criado três chances de gol. Todas em vão. Com Herrera no lugar de Elkeson, a ideia era criar um time ainda mais agudo. De onde pouco se esperava, pouco nasceu. O argentino teve um chute fraco, de longe, antecedido por pancada na trave de Márcio Azevedo e por conclusão pouco ameaçadora de Fellype Gabriel.
Mas houve o lance dos 17 minutos. Houve aquele momento decisivo. Carlinhos, pela esquerda, mandou uma pancada na direção da pequena área. Ali, duas chuteiras, aquelas duas tricolores, disputaram a bola. E ambas se deram bem. Um pouco por causa de Thiago Neves, outro tanto por causa de Rafael Moura, o Fluminense fez o gol. Gol de centroavante. Gol de título.
O Botafogo precisava de quatro gols em 30 minutos para ser campeão. Impossível. A entrada de Vitinho no lugar de Loco Abreu foi um último gesto de quem esperava um milagre que santo nenhum poderia atender.
O Fluminense cozinhou o jogo. Chances se tornaram artigo raro para o Botafogo, que ainda perdeu Maicosuel, expulso após levar o segundo amarelo. Abel Braga mandou a campo seu filho, Fábio, pela primeira vez campeão como profissional. E viu seu time criar mais alternativas do que o rival.
A torcida tricolor teve tempo de sobra para comemorar no Engenhão, casa do rival. Gritou que é campeã. Entoou "olés". Direito dela. Que semana para o Fluminense! 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Com estiramento de grau 2, Fred está fora de jogos contra Bota e Boca

Um dia após comemorar a classificação na Libertadores, o Fluminense teve uma notícia ruim. Substituído na vitória por 2 a 1 sobre o Inter, Fred teve diagnosticado nesta sexta-feira um estiramento de grau 2 na coxa direita, lesão que o tirará da final do Campeonato Carioca, contra o Botafogo, e da partida de ida pelas quartas de final do torneio continental, contra o Boca Juniors, na quinta-feira. Mesmo a participação no jogo de volta, na quinta-feira seguinte, ainda não está confirmada.
- Fred saiu com muita dor no músculo posterior da coxa, e foi feito exame de imagem que mostra estiramento de grau 2 na coxa direita. Ele entra em tratamento e está muito motivado, mas não tem a menor condição de jogar nos próximos dias. Não vamos trabalhar em cima de prazos, porque a motivação é determinante em termos de recuperação - afirmou o médico Victor Favilla.
Fred chega ao treino do Fluminense (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)Com lesão na coxa, Fred desfalcará Flu nos dois próximos jogos (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)
Embora o departamento médico não dê prazos, o tempo mínimo de recuperação para estiramento de grau 2 costuma variar entre 15 e 20 dias. Wellington Nem, que teve o mesmo tipo de lesão, mas no bíceps da coxa, deixou o campo na partida contra o Arsenal-ARG, no dia 18 de abril. Já se recuperou de dores, mas ainda trabalha com as equipes de preparação física e fisioterapia.
Valencia, que se queixou de dor após a partida contra o Inter, acompanhará Fred na lista de desfalques para os jogos contra Botafogo e Boca Juniors. Teve estiramento de grau 1 na panturrilha esquerda e já começou tratamento. Os dois não estiveram presentes na conversa de cerca de dez minutos com o técnico Abrel Braga, na reapresentação nas Laranjeiras, nesta sexta-feira.
- É uma perda muito grande. Quando ele joga, os zagueiros das equipes adversárias ficam com certo receio, pela qualidade que tem dentro da área. Mas quem substituir vai buscar fazer o que o Fred faz - afirmou.Leandro Euzébio, autor do primeiro gol sobre o Inter, lamentou a ausência de Fred, autor do segundo gol e substituído por Rafael Moura aos 25 minutos do segundo tempo.
Fred Fluminense x Internacional (Foto: Bia Figueiredo / Futura Press)Fred deixa o campo contra o Inter, para dar lugar a Rafael Moura (Foto: Bia Figueiredo / Futura Press)
A vitória por 4 a 1 sobre o Botafogo deixou o Fluminense perto do título carioca, já que pode até perder por dois gols de diferença. Se for derrotado por três, haverá disputa de pênaltis. Para ser campeão nos 90 minutos, o time de General Severiano precisa golear por quatro ou mais gols de diferença.

TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA: Análise dos confrontos das quartas de final



Veja a tabela da Libertadores
Veja notícias da Libertadores


A Taça Libertadores da América vai pegar fogo a partir das quartas de finais. Grandes jogos, grandes rivalidades e muito mais.
Vamos fazer então uma projeção para estes jogos:


Corinthians x Vasco da Gama





O Campeão brasileiro vai enfrentar o Vice. Corinthians e Vasco farão um confronto muito equilibrado, o Timão tem a vantagem por jogar em casa a segunda partida, mas o Vasco tem um verdadeiro caldeirão chamado São Januário e tem que usar isto ao seu favor.
Na comparação time a time, chego a conclusão que a equipe carioca é mais experiente, e tem um meio campo com mais qualidade técnica do que o dos paulitas.
Mas o Corinthians tem um time muito organizado, bem montado, um grande técnico e uma torcida apaixonada.
Não tem como palpitar nesta partida, talvez o jogo mais equilibrado da Libertadores até agora.


Santos x Vélez





A velha rivalidade entre Brasil e argentina deve ser o fator mais tenso do jogo. O Vélez tem história, tem tradição, uma boa equipe que joga junto a muito tempo, mas o Santos é o melhor time do continente.
O Santos tem um dos melhores jogadores do Mundo (Neymar), outros craques (como Ganso) e um grande treinador.
O Peixe é o claro favorito do confronto, mas terá que respeitar o time argentino.


Fluminense x Boca Juniors





Outra grande rivalidade, e um jogo entre 2 candidatos ao título, nos confrontos da fase de grupos o Fluminense venceu por 2 a 1 na Bombonera e o Boca venceu por 2 a 0 no Engenhão.
O tricolor tem um ótimo time do meio pra frente, pois sua defesa é fraca. O Boca é um equipe equilibrada, um time forte, copero, acostumado a esse tipo de competição.
Por tudo isso, infelizmente aposto na classificação do Boca Juniors.


Universidad do Chile x Libertad


   vs  


La U é a grande favorita do confronto? Talvez ... pelo seu histórico recente de títulos mas o Libertad tem um time forte e todo ano está sempre chegando as fases decisivas de Libertadores ou Copa Sul Americana, outro jogo equilibrado, aposto no Libertad.




por @pfglr Paulo Felipe --> Colunista FOI FOI ESPORTES

Flu vira sobre o Inter e se classifica

Numa partida que teve todas emoções de um grande clássico, o Fluminense derrotou de virada o Inter, por 2 a 1, nesta quinta-feira, no Engenhão, e se classificou para as quartas de final da Taça Libertadores. Todos os gols foram feitos no primeiro tempo: Leandro Damião abriu o marcador para o Colorado, e Leandro Euzébio e Fred, ambos de cabeça, fizeram os do Tricolor. O próximo adversário será o Boca Juniors, que eliminou o Unión Española, do Chile.
Inter abre o placar, cria chances, mas leva a virada
A primeira partida das quartas será na próxima quinta-feira, na Bombonera. O time argentino já enfrentou o Flu duas vezes na primeira fase da competição deste ano. O Tricolor venceu na Argentina, por 2 a 1, e o Boca fez 2 a 0 no Rio.
A partida começou com cara de Libertadores: muitas jogadas ríspidas de lado a lado, com e sem a bola. Fred deu um tapa no rosto de Índio fora do lance de jogo, e pouco tempo depois, aos 9 minutos, Rodrigo Moledo deu uma entrada violentíssima em Carlinhos na ponta esquerda, mas o árbitro Wilson Seneme só deu cartão amarelo para o zagueiro do Inter. A equipe colorada procurava ter mais a posse de bola e impedia os avanços tricolores, com ótima marcação no meio de campo. E era mais perigoso no ataque, onde Leandro Damião era o alvo das jogadas ofensivas do time gaúcho. Aos 4, o atacante teve boa chance, mas chutou mal. No entanto, aos 13, ele recebeu de Oscar, girou e acertou um belo chute da meia-lua, acertando o canto esquerdo de Diego Cavalieri, que se esticou todo, mas não alcançou a bola: Inter 1 a 0.
Rafael Sobis Fluminense x Internacional (Foto: Ricardo Ayres / Photocâmera)Rafael Sobis domina a bola no peito diante de Nei (Foto: Ricardo Ayres / Photocâmera)
A situação do Flu ficou complicada, porque a partir desse gol qualquer empate era favorável ao adversário. No entanto, o Tricolor reagiu rápido: Thiago Neves cobrou falta da meia-direita, na altura da intermediária, e Leandro Euzébio se antecipou a Fred para, de cabeça, igualar o marcador. A partida ficou mais aberta e os times se preocuparam menos com a pancadaria e mais em buscar o gol.
O Inter continuava sendo o mais objetivo em campo e, aos 29, Oscar recebeu ótimo passe de Tinga, mas livre diante de Cavalieri pegou mal de pé esquerdo e chutou por cima da baliza, desperdiçando ótima oportunidade. O Flu tinha imensas dificuldades de ameaçar o Colorado e, para piorar, na defesa Gum cometia falhas seguidas. Numa delas, entregou a bola dentro da área nos pés de Dátolo, que bateu forte, mas o goleiro tricolor salvou, aos 34. Pela esquerda, explorando os avanços do lateral Fabrício, e no meio da zaga tricolor com bom toque de bola de Tinga, Oscar e Leandro Damião, o Inter ficava mais perto do segundo.
Mas em jogo entre grandes nunca se pode cochilar. Mesmo não se apresentando bem, o Flu conseguia esporadicamente criar situações de gol, como num chute de Rafael Sobis, que tocou no ferro que segura a rede, no ângulo direito de Muriel, aos 38. E chegou à virada novamente em cobrança de falta: aos 45, após Fabrício derrubar Thiago Neves perto da área, na meia-direita, o camisa 7 tricolor cobrou na cabeça de Fred, que pôs a bola por cima de Muriel e saiu para comemorar com a torcida o placar que passou a interessar ao Tricolor.
Etapa final
Apesar da vantagem, o Fluminense voltou para a segunda etapa com uma postura mais ofensiva. E a imprudência dos defensores colorados de fazer faltas próximas à sua área continuou. Logo no início, Thiago Neves cobrou uma infração da direita procurando a cabeça de Gum, mas Muriel desta vez pôde sair e socar a bola para impedir novo gol tricolor.
O Inter não retornou com a mesma qualidade do primeiro tempo, precipitando-se muito no passes, principalmente os argentinos Dátolo e Guiñazu. Mas tinha de atacar para chegar ao empate, resultado que já lhe bastaria para ficar com a vaga. Muito pouco foi criado pelo Colorado, por isso o técnico Dorival Júnior resolveu substituir Dátolo por Jajá. O atacante entrou aos 15 e um minuto depois sofreu falta de Deco na meia-lua. Uma ótima chance, mas Nei cobrou muito mal, na barreira.
Porém, agora o Tricolor é que era mais perigoso em campo. Tanto que quase chegou ao terceiro em cabeçada de Fred, aos 19. Por outro lado, o time gaúcho não conseguia concluir suas jogadas ofensivas, sempre errando o último passe. Aos 25, má notícia para a torcida do Flu: Fred pôs a mão na coxa direita e teve de sair, sendo substituído por Rafael Moura.
Vendo seu time com pouca efetividade no ataque, Dorival tirou o volante Guiñazu e pôs o atacante Dagoberto. O risco seria enfraquecer a marcação no meio, o destaque colorado na etapa inicial, mas não havia muito jeito. O problema é que Tinga parecia cansado, pouco ajudava no combate e na frente, e as faltas perigosas para o Flu continuavam a ser feitas pela defesa colorada. Aos 29, Thiago Neves desta vez cobrou direto e acertou a trave esquerda de Muriel.
Aos 34, Dorival tirou Tinga e pôs outro atacante, Jô. Nesta altura o Inter tinha Damião, Dagoberto, Jajá e Jô na frente e passou a jogar na base do abafa para tentar o gol salvador. Aos 38, Jajá lançou bem Dagoberto, que esticou  perna esquerda para dar um toque por cima de Cavalieri. Por muito pouco, a bola não entrou. Nos contra-ataques, o Tricolor podia matar o jogo. Pensando nisso, Abel mandou o jovem Marcos Junior no lugar de Sobis.
A dramaticidade comum aos grandes jogos se fez presente no Engenhão. A torcida do Flu tomou um susto imenso aos 41 em chute de Damião, que passou raspando o travessão. A pressão colorada era facilitada, porque o meio de campo tricolor não conseguia jogar. Abel se desesperava na beira do campo pedindo ao time para segurar a bola no ataque. Dentro do campo a presa era toda do Colorado, que também pouco jogava pelo meio, com muitas bolas alçadas para a área adversária. Mas não resolveu, e o Flu ficou com a vaga.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Novelletto confirma liberação de Oscar para enfrentar o Fluminense

Oscar Internacional (Foto: Thiago Lima / Globoesporte.com)Oscar poderá ser utilizado por Dorival Júnior (Foto:
Thiago Lima / Globoesporte.com)
O tão esperado ofício com o aval da CBF para Oscar atuar contra o Fluminense já está com a Federação Gaúcha de Futebol. O presidente Francisco Novelletto confirmou que recebeu a nova notificação, que não permite qualquer dúvida sobre a utilização do meia pelo Inter. Com isso, o camisa 16 está apto para ajudar o time de Dorival Júnior a buscar uma vaga às quartas de final da Libertadores nesta quinta-feira, às 22h, no Engenhão.

- Estou com o email e ele diz que o Oscar está habilitado para jogar no Inter - afirmou o dirigente em entrevista à Rádio Gaúcha.

No novo ofício, solicitado pela Conmebol, a entidade brasileira garantiu que "Oscar está regularmente inscrito como jogador do Inter para disputar qualquer partida". O próprio Novelletto reconheceu que o primeiro email emitido pela CBF, enviado na última terça-feira, não esclarecia a situação do camisa 16.

O conteúdo dava margem a diferentes interpretações. Se por um lado a CBF dizia que havia inscrito o jogador como atleta do Inter, por outro afirmava que mantinha contrato em vigor com o São Paulo. O próprio presidente do Inter, Giovanni Luigi, admitiu que o documento da CBF era dúbio e não garantia a escalação de Oscar.

Com o novo ofício, a tranquilidade retornou ao Beira-Rio. O vice de futebol, Luís Anápio Gomes, que ouvia o dirigente da FGF na Gaúcha, não escondeu o alívio com o comunicado:

- Foi reestabelecida a justiça que nós buscávamos.
E não apenas o dirigente. Os companheiros também vibraram com a notícia:
- O Oscar é tranquilo demais. Ele tem tudo para ajudar a gente – afirmou Damião.
- Ele vai jogar? O Oscar é um grande jogador, de muita qualidade. Ele merece – comentou Nei.
Entenda o caso
Em 2009, Oscar entrou na Justiça contra o São Paulo alegando que, quando tinha 16 anos, foi coagido pela diretoria tricolor a assinar um contrato com validade de três temporadas, o que é proibido pela Fifa. O jogador ganhou o julgamento em primeira instância e, com uma liminar a seu favor, virou dono de seus direitos federativos. Porém, o clube paulista conseguiu recorrer da decisão e cassar a liminar.
Desde então, Oscar e São Paulo travam uma batalha judicial há cerca de seis meses, com infrutíferas tentativas de acordo. Em junho de 2010, o meia conseguiu sua liberação e assinou com o Internacional, clube que pagou € 3 milhões (R$ 7,2 milhões) por 50% dos seus direitos federativos. Mas uma decisão da 16ª Vara do Trabalho de São Paulo devolveu o vínculo do atleta ao Tricolor do Morumbi.
Depois de 47 dias, Oscar teve seu contrato reativado na CBF e voltou a jogar pelo Inter no último final de semana, graças a um habeas corpus concedido pelo ministro relator, Guilherme Caputo Bastos. Mas a história ainda está longe de terminar. Na última segunda-feira, o advogado do São Paulo entrou com um recurso no Tribunal Superior do Trabalho em Brasília para tentar cassar o habeas corpus. Ele será julgado na terça-feira da próxima semana.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fluminense já vendeu metade dos ingressos para a decisão contra o Inter

O Fluminense já vendeu 18 mil ingressos para a decisão contra o Inter, quinta-feira. O que equivale à metade da carga colocada nas bilheterias. Para alguns setores do Engenhão, não há mais lugar, casos do Sul (a R$ 10) e do Leste Inferior (R$ 40). Restam poucas entradas para o setor leste superior (R$ 50), que com o Oeste Superior é o mais caro.
A goleada de 4 a 1 sobre o Botafogo alvoroçou os torcedores, já que até domingo haviam sido vendidos 11 mil ingressos para a partida da Libertadores. Desde sábado, a venda foi aberta para a torcida em geral.
O Fluminense oferece também pacotes para torcedores do Rio e de outras cidades. Para quem mora na cidade, ele inclui traslado de ida e volta ao estádio, bebidas e ingresso. Tudo por R$ 190 (sócio paga R$ 170). Para quem é de fora do Rio, o pacote inclui hospedagem e custa R$ 420 (sócio paga R$ 370).
O Fluminense comemora a movimentação intensa nas bilheterias. Os clubes do Rio encontram dificuldades em lotar o Engenhão. O estádio está localizado no bairro de Engenho de Dentro, longe do centro do Rio e com poucos espaços para estacionamento em seu entorno.
O Inter já comercializou 700 do lote de 1,2 mil ingressos que recebeu do Fluminense. A venda se encerra hoje. A bilheteria C do Beira-Rio funciona das 10h às 18h. O valor é único, R$ 90.

Carlinhos enaltece atuação do Flu e já mira o Inter: "Será mais um jogo difícil"

O Fluminense conseguiu um resultado bastante expressivo contra o Botafogo ao derrotar o rival por 4 a 1, na primeira partida da final do Campeonato Estadual. 
Com ótima apresentação no segundo tempo e uma ajuda do lateral-direito alvinegro Lucas, expulso, o time marcou três gols nos 45 minutos finais. O lateral-esquerdo Carlinhos exaltou a postura da equipe, mas mostrou cautela em relação a decisão do próximo domingo.
— Tivemos uma tarde muito feliz e fizemos um resultado elástico, principalmente em um clássico. Quando ficamos com um a mais, conseguimos marcar um gol logo após a expulsão e acredito que isso desestabilizou um pouco o time deles, que deixou um pouco mais de espaço. Nos aproveitamos disso para definir o marcador. Conseguimos uma vantagem considerável, mas ainda não tem nada decidido. Do outro lado está uma das maiores equipes do Brasil e precisaremos ter outra grande exibição para garantir o título — afirmou o camisa 6, que garantiu que já o time já "virou a chave" e pensa na próxima partida decisiva: o Flu recebe o Inter, quinta-feira, pela partida de volta das oitavas de final da Copa Libertadores. No primeiro jogo, em Porto Alegre, empate por 0 a 0.
— O Inter é uma grande equipe e está em uma situação semelhante à nossa, em meio a uma decisão de estadual. Será mais um jogo difícil, assim como foi em Porto Alegre, e precisamos vencer para avançar. Por isso, esperamos mais um jogo pesado, de muita marcação e as duas equipes buscando o gol. Vamos trabalhar forte para chegar na melhor condição possível no jogo e sair de campo classificado para as quartas de final — finalizou.
Com o resultado sobre o Alvinegro, o Tricolor das Laranjeiras pode perder até por dois gols de diferença na segunda final, no próximo domingo, que mesmo assim levantará o caneco de campeão carioca de 2012.

domingo, 6 de maio de 2012

Quarteto desequilibra, Flu goleia o Botafogo e fica com a mão na taça

Fred, autor do primeiro gol do Flu, é celebrado pelos companheiros

Faz diferença numa decisão de campeonato quando o craque do time, o protagonista, aparece para definir. Faz uma diferença absurda quando todos os principais jogadores vivem um dia iluminado, praticamente perfeito. Fred, Deco, Thiago Neves e Rafael Sobis. O quarteto ofensivo do Fluminense deixou o time muito perto do título carioca neste domingo. No primeiro jogo da final contra o Botafogo, no Engenhão, todos se destacaram. Decidiram, desequilibraram. Resultado: vitória tricolor por 4 a 1, de virada. Fred fez um golaço de bicicleta, Deco e Thiago organizaram os ataques, e Sobis, sempre destaque em decisões, fez dois. O garoto Marcos Junior, de 18 anos, fechou a goleada. O volante Renato marcou o único gol alvinegro.

O Botafogo, que também tem um quarteto de qualidade, emperrou nos primeiros 90 minutos da decisão. Maicosuel, Fellype Gabriel, Elkeson e Loco Abreu pouco fizeram. O time de Oswaldo de Oliveira jogou sem criatividade e ficou com um jogador a menos desde os 11 minutos do segundo tempo, quando o lateral-direito Lucas foi expulso. Para ter chance de ficar com o título, o Alvinegro terá de vencer o segundo jogo por três gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis.

A invencibilidade alvinegra na temporada, que durava 23 partidas, está derrubada. É a primeira vez no ano que o time sofre mais de dois gols. O Fluminense vence o Botafogo no Engenhão pela primeira vez. Até este domingo, eram três derrotas e seis empates. A exibição de gala do Flu foi vista por 28.182 pessoas (sendo 23 mil pagantes, com renda de R$ 732.015,00).

As equipes voltam a se enfrentar no domingo que vem, às 16h (de Brasília), no Engenhão. Antes, porém, terão compromissos no meio de semana. Na quarta-feira, o Botafogo disputa o jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Vitória, no Engenhão, às 19h30m. Na primeira partida, semana passada, empate por 1 a 1 no Barradão.

A decisão do Fluminense também será nas oitavas de final, só que da Libertadores. Na quinta, no Engenhão, o Tricolor recebe o Inter, às 22h. Na ida, em Porto Alegre, empate sem gols.

Demorou. Foram 37 longos anos sem que Fluminens e Botafogo decidissem o Campeonato Carioca. Da última vez, em 1975, a conquista foi tricolor. Oito minutos. Foi o tempo que o Alvinegro precisou para abrir o placar neste domingo. Um primeiro tempo de superioridade da equipe de Abel Braga, apesar de o time de Oswaldo de Oliveira ter começado melhor.
Não chegou a ser uma blitz alvinegra, mas ao tomar a iniciativa logo cedo o Botafogo conseguiu o gol. Fellype Gabriel entrou na área pelo lado esquerdo e buscou Loco Abreu no cruzamento. A zaga afastou para a entrada da área, e Renato estava por ali. O chute de primeira do volante, de volta após lesão, passou no meio das pernas de Carlinhos e foi parar no cantinho direito de Diego Cavalieri: 1 a 0.
O Fluminense só despertou a partir dali. Com a marcação do Botafogo concentrada nas laterias, o Tricolor jogou pelo meio e tentou chutes de média distância. Carlinhos parou em Jefferson, e Jean errou o alvo. Até a parada técnica, houve equilíbrio na posse de bola, mas o Flu finalizava mais: quatro contra uma do Bota, a do gol.
A pausa fez bem aos tricolores. Thiago Neves, Deco e Rafael Sobis cresceram na final e pouco a pouco conseguiram fugir da marcação. Em jogada individual, Thiago partiu para cima de Fábio Ferreira, se livrou do zagueiro e bateu de esquerda. Jefferson pegou, aos 23. O Botafogo se defendia e esperava a chance de encaixar o contra-ataque, só que ela não apareceu. Maicosuel, Fellype Gabriel e Elkeson não criaram e as tentativas de buscar Loco Abreu na área fracassaram.
A persistência tricolor deu resultado. Depois que Elkeson perdeu a posse de bola, Carlinhos cruzou da esquerda, Thiago Neves escorou de cabeça quase para a pequena área, e Fred acertou uma linda bicicleta, aos 43: 1 a 1. Gol de artilheiro, de talento, de decisão. Foi a décima finalização do Fluminense no primeiro tempo. O Alvinegro teve apenas duas.
- Só acordamos depois que sofremos o gol. Aí melhoramos a posse de bola, conseguimos criar. Foi um dos meus gols mais bonitos e também pela importância de ser uma final.

As emoções também começaram cedo no segundo tempo. O Botafogo resolveu voltar a jogar após o intervalo e foi ao ataque. A primeira boa chance foi alvinegra, aos seis minutos. Maicosuel cobrou falta para a área, Loco Abreu desviou de cabeça, e Diego Cavalieri defendeu. O uruguaio reclamou muito de pênalti por ter sido agarrado por Leandro Euzébio. A arbitragem julgou o lance como normal. 

Pouco depois, aos 11, Oswaldo de Oliveira perdeu o lateral-direito Lucas. Ele fez falta em Thiago Neves para cortar um contra-ataque, recebeu o segundo amarelo e o vermelho do árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos. No lance seguinte, o gol da virada. Deco, em tarde inspirada, tabelou com Sobis e deixou o atacante na cara do gol com um toque de muita categoria. Iluminado em decisões desde os tempos de Inter, o atacante bateu de esquerda para marcar o segundo do Tricolor.      

Maicosuel passou a tentar algumas jogadas de velocidade pela direita, mas sem sucesso. Elkeson e Fellype Gabriel erraram passes, não conseguram fugir da marcação e nada criaram. Bem diferente dos protagonistas do Fluminense. Depois de Deco, foi a vez de Thiago Neves aparecer. Aos, 20, o camisa 7 deu um passe preciso para Sobis. Livre na frente do gol, ele driblou Jefferson, por pouco não perdeu o ângulo, mas conseguiu se recuperar e fazer o terceiro: 3 a 1.

Oswaldo fez mudanças no ataque depois da parada técnica. Loco Abreu e Elkeson saíram para as entradas de Herrera e Caio. Nada mudou. Era um time limitado, sem qualquer inspiração. O técnico, aliás, foi vaiado e chamado de burro pelos torcedores quando sacou o uruguaio. Elkeson, muito mal no jogo, também ouviu vaias ao deixar o gramado. O zagueiro Antônio Carlos teve chance de diminuir, mas Diego Cavalieri defendeu a cabeçada perigosa.

Abel lançou Marcos Junior no lugar de Thiago Neves. Após mais uma linda jogada ofensiva do Fluminense, com participação de Deco, Sobis e Fred, o garoto ficou na frente de Jefferson para consolidar a vitória maiúscula e transformar a virada em goleada. Festa tricolor no Engenhão sob gritos de "olé" e título praticamente na mão.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Grêmio procura Fluminense por Wagner; Gabriel pode ser envolvido no negócio




por: Futnet

Fluminense e Grêmio podem efetuar, nas próximas semanas, uma troca de jogadores. Enquanto o Tricolor das Laranjeiras busca um lateral-direito - a equipe conta somente com Bruno e o jovem Wallace para a posição -, o Tricolor Gaúcho encontra deficiências no setor de criação. Nesse contexto, existe a possibilidade de que as duas equipes resolvam suas carências mediante a troca do meia Wagner pelo lateral-direito Gabriel.

Wagner, de 27 anos, foi contratado pelo Fluminense no início desta temporada com status de titular, credenciado pela boa passagem pelo Cruzeiro, clube pelo qual atuou de 2004 a 2009. No entanto, o jogador não conseguiu repetir as boas exibições da época da Raposa e, com a chegada de Thiago Neves, foi relegado à condição de reserva.

Gabriel, de 30 anos, está no Grêmio desde 2010. O lateral já teve duas passagens pelo Fluminense. A primeira foi em 2005, quando conquistou o Campeonato Carioca. A segunda veio em 2007 e durou um ano, tendo o jogador integrado a equipe vice-campeã da Libertadores da América de 2008.

Um dos principais entraves para que a negociação ocorra foi o alto investimento realizado pelo Fluminense na contratação de Wagner. O Tricolor, por intermédio de sua patrocinadora, Unimed, investiu US$ 2,8 milhões (R$ 5,3 milhões) para contratar o meio-campista junto ao Gaziantepspor, da Turquia.
 

sábado, 28 de abril de 2012

Flu derrota o Volta Redonda e levanta a sua segunda taça em 2012

Agora, o Flu, que na semifinal havia eliminado o Macaé, com uma virtoria de 2 a 0,  volta as suas atenções para a final do Campeonato Carioca. No dia 6 de maio, domingo, faz a primeira partida da decisão contra o campeão da Taça Rio, que será conhecido neste domingo na partida entre Vasco e Botafogo. Além disso, terá um confronto decisivo contra o Inter, nas oitavas de final da Libertadores, dia 10 de maio, no Engenhão.
Primeiro tempo morno
O Fluminense começou buscando o gol com mais vontade e aos sete quase marcou em cruzamento da direita de Wallace, que Matheus Carvalho por pouco não conseguiu completar de cabeça na pequena área. Na sequência da jogada Jean chutou forte da meia-lua, em cima do goleiro João Gabriel, que escorou a bola para impedir que ela entrasse. Quatro minutos depois, Lazini perdeu chance clara, completamente livre na área, ao tocar por cima do gol cruzamento da esquerda de Thiago Carleto.
O Volta Redonda, com 13 jogadores que participaram do Campeonato Carioca fora do elenco, entrou em campo para só ir à frente na boa. Mas foi difícil encaixar algum ataque importante. Como o Tricolor não criava mais nenhuma boa oportunidade, Fábio, filho do técnico Abel Braga, resolveu tentar sozinho e foi fazendo fila até entrar na área e quase sem ângulo, diante de João Gabriel, chutar de pé canhoto para fora, aos 27. Mas foi só na primeira etapa, que teve em seus últimos minutos o Voltaço mais presente no setor ofensivo, mas sem chegar perto do gol.
fabio fluminense gol volta redonda (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)
Flu marca no início e no fim e ainda perde pênalti
O segundo tempo começou de forma semelhante à etapa inicial, mas com uma diferença: o Fluminense conseguiu abrir o marcador. Wagner cobrou escanteio pela direita, e Fábio no primeiro pau, de cabeça, colocou a bola na rede e foi cumprimentar seu pai, que comandava a equipe à beira do gramado. O gol não acomodou o Tricolor, que passou a buscar o segundo.
Porém, a melhor chance só veio aos 26, com Araújo, que havia substituído Samuel um minuto antes. O atacante pegou um rebote na meia-lua e tentou colocar, mas a bola passou à esquerda de João Gabriel e foi para fora. O Voltaço não exibia qualquer poder de reação, até que Joabe, que entrara pouco antes no lugar de Sampson, acertou o travessão em belo chute de fora da área, aos 33.
O susto deixou o Tricolor em alerta e num contra-ataque, aos 34, Marcos Júnior tomou a bola de Róbson, mas sozinho diante de João Gabriel, depois de uma firula, acertou o pé direito do goleiro. No rebote, Wagner foi derrubado na área. Pênalti que Lanzini, péssimo em campo desde o início, desperdiçou: João Gabriel defendeu bem no seu canto direito.
lanzini fluminense volta redonda (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)
O goleiro do Voltaço ainda impediu outro gol do Flu em mais duas oportunidades, em uma bomba de Carleto de fora da área, aos 41, e em chute colocado de Araújo, à queima-roupa, aos 42. Apesar da boa atuação, João Gabriel não conseguiu evitar o Tricolor chegase ao segundo, garantisse a vitória e mais um troféu para a sua coleção. Araújo recebeu na área, driblou o arqueiro e tocou para a rede, aos 47. A pequena torcida tricolor presente ao estádio do Bangu não resistiu e gritou: "É campeão, é campeão".
Times:

Fluminense: Ricardo Berna, Wallace, Digão, Fábio e Thiago Carleto; Valencia, Jean, Lanzini e Wagner (Lucas); Matheus Carvalho (Marcos Júnior) e Samuel (Araújo).
Volta Redonda: João Gabriel, Rodrigo, Robson, Marcelo e Tiago Costa; Botineli, Gláuber, Luiz Henrique (Nandinho) e Sampson (Joabe); Vinícius e Jhonnattann.

Zagueiro Márcio Rosário deve acertar com o Naútico






Substituído por Matheus Carvalho na lista de jogadores selecionados pelo técnico Abel Braga para disputar a segunda fase da Taça Libertadores, o zagueiro Márcio Rosário não está mais nos planos da diretoria tricolor.
Com propostas de Ponte Preta e Náutico, o jogador está sendo negociado para o Campeonato Brasileiro (o vínculo contratual com o Fluminense está próximo do fim). A tendência, segundo informações apuradas pelo repórter da Super Rádio TUPI, Marcos Martins, é que o defensor assine com o clube nordestino.

 
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