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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Santos vence o Guarani e conquista o tricampeonato paulista

Quem hoje ouve dos pais e avós relatos sobre o Santos de Pelé terá a obrigação de, no futuro, contar aos filhos e netos histórias do Santos de Neymar. História que ganhou novo capítulo neste 13 de maio de 2012, quando o Santos de Neymar venceu por 4 a 2 o Guarani e conquistou o tricampeonato paulista consecutivo. Feito que ninguém havia sido capaz de alcançar desde o Santos de Pelé, em 1967, 68 e 69.
A equipe pisou o gramado do Morumbi já campeã. Só uma catastrófica derrota por três gols de diferença levaria a decisão para os pênaltis. As pouco mais de 53 mil pessoas na arquibancada já comemoravam. Faltou o churrasco para dar o tom de jogo festivo. Com o Peixe na contagem regressiva para o título e o Bugre descompromissado, a pelada se instaurou no Morumbi.
Início com um gol a cada quatro minutos: Alan Kardec, Fabinho, Neymar e Bruno Mendes. No primeiro quarto do jogo, o placar já mostrava 2 a 2. Outras tantas chances foram desperdiçadas. Espaço de sobra para dribles e arrancadas. Jogo único, motivado por circunstâncias raras. O Guarani na final sem nada a perder e o Santos numa espécie de "relaxamento" antes de decidir vaga na semi da Libertadores contra o Vélez (ARG), em desafio bem mais árduo.
Santos poster campeão paulista (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
No fim, cada um no seu lugar. O Santos, com o brilho dos craques, no alto do pódio, a taça de seu 20º estadual. E como cresce o acervo do Alvinegro Praiano...  O Guarani, orgulhoso de não estar mais em destaque por atrasos de salário ou risco de perder seu estádio, e sim por uma campanha digna de aplausos. De ter sido o melhor entre os times comuns do estado. Esse Santos não é comum...
O que responderia o técnico Vadão se lhe perguntassem: "O que você prefere? Enfrentar Neymar aceso e dez jogadores apagados, ou o contrário?". Em 45 minutos, o craque voltou a mostrar que pode resolver quase sozinho. Ou melhor, em um minuto...
Seus olhos enxergam mais do que os dos outros. E seus pés são capazes de obedecer o que os olhos vêem e o coração sente. Assim, ele deixou Elano na cara do gol. E Elano deixou Alan Kardec mais do que na cara, quase dentro do gol, para abrir o placar.
Neymar estava aceso. Fez o lateral Bruno Peres deslizar pelo gramado do Morumbi, deixou Kardec novamente em condição de marcar, puxou contra-ataques... E quando o Guarani já havia empatado, e Paulo César de Oliveira considerou intencional o toque de mão de Fábio Bahia na área, o atacante ignorou a catimba de Domingos e do goleiro Emerson para recolocar o Peixe em vantagem. Manteve a calma, beijou a bola e atendeu seu pedido: ser colocada no ângulo.
Seus companheiros já pareciam querer antecipar a festa. Rafael soltou bola fácil nos pés do esperto Fabinho, que marcou o primeiro. Elano perdeu a bola, Durval furou e Bruno Mendes empatou de novo. Vacilos fatais contra um Bugre que exalava respeito à sua história e sua torcida. De um time que poderia ter vencido no primeiro tempo. Bruno Mendes e Medina ficaram livres à frente de Rafael, mas o goleiro da Seleção Olímpica se redimiu do erro.
Muricy Ramalho inquieto. Ganso desaparecido. Torcida ainda certa do título, mas à espera da vitória com a qual está tão bem acostumada pela equipe. Assim terminou a etapa inicial.
Neymar, final Santos x Guarani (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Neymar brilhou novamente e fez dois gols na decisão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Segundo tempo com mais cara de final. Equipes desgastadas, precavidas e chances de gol raras. A cada minuto no relógio, o torcedor alargava o sorriso e ensaiava as dancinhas para acompanhar Neymar e companhia na celebração do título. E o Guarani, apesar das ordens de Vadão para avançar, substituia o ímpeto de tentar o milagre de três gols pelo orgulho de voltar a figurar numa final de Campeonato Paulista.
O ritmo de jogo era ditado pelos santistas e a ordem de Muricy Ramalho muito clara: manter a posse de bola, que até então ficara mais com o adversário. Parecia atormentar a cabeça dos bugrinos a impressão de que o último fio de esperança ficou nas chances perdidas dentro da grande área, no primeiro tempo.
Alan Kardec Santos André Leone Guarani (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Bugre brigou até onde deu e segurou 2 a 2 por um
tempo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Quem queria ver o duelo entre Neymar e Domingos foi atendido. E ambos foram fiéis ao que esperavam deles. Primeiro o zagueiro, malandro, deixou sua mão acertar o rosto do atacante. Depois deu o famoso chega pra lá na costela do rival. Por fim, não aliviou no embate corporal e deixou Neymar no chão.
É preciso fazer justiça a Domingos. Não foi maldoso, não foi desleal. Fez um belo campeonato. E é preciso fazer justiça a Neymar, que também respondeu da forma que melhor lhe cabe. Iniciando a jogada, posicionando-se na área enquanto Juan driblava e rolava para trás, recebendo e batendo com força, convicção e talento: o gol número 108 com a camisa do Santos. O vigésimo no Paulistão: artilheiro da competição. O 27º gol em 24 jogos em 2012. Alan Kardec, nos acréscimos, ainda pedalou antes de driblar Emerson, fazer o chamado "gol do título" e levar ao delírio a maior parte dos 53.749 pagantes no Morumbi.
Ao contrário da década de 1960, privilegiados são os futuros pais que terão fotos e vídeos mil para mostrar aos herdeiros uma equipe que faz história a cada semana. Que faz história ao respeitar ídolos como Léo, que entrou em campo só para ser homenageado. Que faz história ao manter no futebol brasileiro o gênio Neymar, a quem a Europa pensou que levaria quando bem entendesse. Que faz história ao tornar ainda maior um Muricy Ramalho que já era enorme com seu currículo repleto de conquistas.
"Campeão absoluto deste ano", diz o hino. Ano do centenário. "Tricampeão, tricampeão!!!" Grito que ecoa no estado de São Paulo depois de 43 anos. Um domingo histórico.
Torcida do Santos, Santos x Guarani (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Torcida do Santos faz a festa no Morumbi (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

domingo, 6 de maio de 2012

Neymar e Ganso 'compõem' juntos, e Santos bate Guarani na primeira final

Neymar escapa de Domingos e parte para cima do Guarani
Pode parecer estranho, mas a mistura de pagode com música clássica faz bem para os ouvidos. Principalmente para os santistas. E com Neymar no pandeiro e Ganso na batuta, a equipe da Vila Belmiro deu um enorme passo para a conquista do Paulistão neste domingo. Com gols de seus craques, venceu o Guarani por 3 a 0.
Resultado suficiente para que os mais de 40 mil santistas presentes no estádio do Morumbi cantassem com otimismo “Vamos ser tri, Santos”. Campeão estadual em 2010, contra o Santo André, e no ano passado, diante do Corinthians, o Santos de Neymar e Ganso está bem perto de levar o caneco pela terceira vez seguida.
Para evitar a conquista do Peixe, o Guarani precisa vencer por quatro gols de diferença no próximo domingo, às 16h, novamente no estádio do Morumbi. Ou então, na pior das hipóteses, ganhar por três gols e levar a decisão para os pênaltis. De qualquer maneira, a missão é muito complicada.
No jogo deste domingo, o espírito da ousadia e da alegria de Neymar contagiaram também o mais pacato Ganso. Mas vale lembrar também da coragem do Bugre, representada na entrega do zagueiro Domingos, revelado pelo Santos e que teve uma tarefa muito ingrata nesta primeira decisão.
- Eu agradeço ao Santos por tudo que conquistei na vida. Mas hoje eu tenho que marcar o melhor jogador do mundo, o Neymar – brincou Domingos antes do jogo.
Tarefa praticamente impossível. Há algum tempo já. Neste domingo, com os dois gols marcados, Neymar chegou a 104 com a camisa do Santos e igualou Serginho Chulapa. Na comemoração, aliás, ele imitou o eterno artilheiro do Peixe ao sair correndo de maneira meio atrapalhada e se jogando no chão na sequência.
- Espero que venha mais. Estou trabalhando muito todos os dias para melhorar os números e os titulos - resumiu o camisa 11.
Com o título paulista bem encaminhado, o Santos volta a campo pela Taça Libertadores da América na próxima quinta-feira, às 19h30m, no estádio do Pacaembu, para encarar o Bolívar, pelas oitavas de final. No primeiro jogo, os bolivianos venceram por 2 a 1. Assim, vitória por 1 a 0 classifica o Peixe.
Assim que o ônibus da delegação santista estacionou no Morumbi, a expectativa no saguão do estádio era, claro, pela descida de Neymar. Só que a demora do craque do Peixe para sair do veículo aumentou esse clima, fazendo parecer que por aquela porta apareceria um pop star, pronto para dar espetáculo. Era mais ou menos isso.
Bastou Neymar aparecer para que um batalhão de microfones tentasse alcançar a sua boca. Mas a pergunta que ele ouviu (e respondeu) foi uma que já se tornou rotina: “o que você está escutando?”. Com o fone nos ouvidos e o boné meio de lado, bem ao seu estilo, ele respondeu: “Ousadia e Alegria, do Thiaguinho”.
Amigo do pagodeiro, Neymar conhece bem a música. A trata como um lema. E o Guarani percebeu isso logo no primeiro minuto. Como se ainda estivesse ouvindo o trecho “se der espaço, eu pedalo e vou para cima”, o camisa 11 fez fila na zaga do Bugre e só foi parado com falta. Na cobrança, Elano acertou o travessão.
Tivesse aquela bola balançado as redes, o Guarani poderia estar entregue logo de cara. Mas o travessão salvou o time de Campinas e encorajou os comandados do técnico Vadão. Com forte marcação e rápido contra-ataque, o Bugre, em termos gerais, fez um primeiro tempo melhor do que o Santos.
Chegou pelo meio, pelas laterais, com toque de bola... enfim, aproveitou seus momentos com certa ousadia. O problema é que faltou pontaria, como aos 16 minutos, quando Medina recebeu cruzamento livre na grande área e bateu para fora. É difícil criar chances contra esse Santos. Portanto, não dá para desperdiçar.
Elano (dir) teve boa atuação e ainda acertou bola na trave
Aos poucos, o destino foi traçando um melhor caminho para o Santos, muito embora Adriano tivesse levado cartão amarelo e ficado fora da grande final. Aos 21 minutos, Neto, machucado, deu lugar a André Leone, no Guarani. A forte marcação foi ficando mais frouxa e os contra-ataques sumindo.
Voltou a campo, então, o lado musical do Santos. Mas o pagode deu lugar à orquestra. Neymar chamou o jogo, arrancou pela esquerda e rolou para área. Arouca dividiu com um zagueiro e a bola sobrou para Ganso bater colocado: 1 a 0. Na comemoração, o maestro regeu a torcida.
Do lado do Guarani, o regente era mais “punk”. Domingos, no melhor estilo zagueirão, deu um abraço apertado em Neymar antes de começar o jogo. Sério em todos os lances, o defensor cometeu pênalti em Alan Kardec, mas o juiz não deu nada. O bugrino, então, reclamou com o atacante: “levanta, levanta!”.
Obviamente, a diferença técnica do Santos para o Guarani é grande. Mas o time de Campinas não chegou à decisão do Paulistão à toa. Caminhou muito na base da coragem e do entrosamento. Suficientes para deixar o Peixe atento e preocupado com uma reação por parte do time do interior.
E para deixar claro isso, Bruno Recife avançou pela esquerda logo com um minuto e bateu forte de perna esquerda. A bola acertou a trave esquerda de Aranha. Só que o exército de talentos do Peixe parece ser à prova de sustos. O time tem o espírito de Neymar, que costuma dizer que quanto mais apanha mais quer jogar.
Assim, com Ganso inspirado por um golaço no primeiro tempo, o Santos partiu para o ataque sob a batuta do seu maestro. Teve uma ótima chance, aliás, em cobrança de falta de Elano, aos seis minutos. O meia, acompanhado do camisa 10 na bola parada, bateu colocado e viu Emerson executar linda defesa.
Muito seguro em campo, o Peixe evitou acelerar demais a partida. Talvez por ter na quinta-feira um jogo decisivo com o Bolívar, pela Libertadores da América. No banco de reservas, porém, os treinadores não se pouparam. Eufórico, Muricy gritava com a equipe. Preocupado, Vadão tentava recuperar o contra-ataque.
Só que quem teve a jogada foi o Santos. Letal! Aos 20 minutos, Juan acertou um belo passe para Ganso. O camisa 10 tentou driblar o goleiro, mas Emerson conseguiu bater com a mão esquerda na bola. Seria heróico não tivesse ali tão perto o craque Neymar, que completou para o fundo do gol: 2 a 0.
O craque santista voltou a brilhar aos 46 minutos, quando ele recebeu na área, matou no peito, tirou dois marcadores e chutou para o gol. Na comemoração do seu gol de número 104 com a camisa do Santos, ele imitou Serginho Chulapa, comemorando com os braços soltos e depois caindo no chão. Ele igualou o artilheiro do Peixe.
Um placar desse em uma primeira partida de decisão de Paulistão pode dar a falsa impressão de que o Guarani foi presa fácil ao Santos. É verdade que o Bugre não foi dos adversários mais complicados neste domingo, mas foi corajoso. Só que coragem é muito pouco para tentar parar o Peixe de Neymar, Ganso e cia.
Quando um dos dois resolvem jogar bem já é um pesadelo para os rivais. Imagine então no dia em que ambos decidem se inspirar? Foi o caso deste domingo. Aí resta ao santista comemorar a mistura do pagode com a música clássica. E a torcedor bugrino, o consolo de dormir ao som desse ótimo “barulho” do futebol brasileiro.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sem Rafael, Aranha será titular do Santos na final do Campeonato Paulista

Rafael pode ficar fora da final do Paulistão
O técnico Muricy Ramalho não poderá contar com o goleiro Rafael para a final do Paulistão, entre Santos e Guarani, neste domingo, no Morumbi. O arqueiro santista ainda se recupera de uma distensão no ligamento colatera medial do joelho direito e, às vésperas da decisão, ainda não fez sequer um treinamento com bola. Sendo assim, será substituído por Aranha.
O goleiro titular do Peixe já está praticamente curado, anda sem dificuldades, mas ainda sente dores quando faz alguns movimentos. Com isso, visando preservá-lo para o importante duelo contra o Bolívar, na quinta-feira, pela Libertadores, a comissão técnica o preservará contra o Bugre.
Rafael se lesionou na semifinal da competição, no último domingo, contra o São Paulo, e, desde então, tem feito apenas tratamento médico. O goleiro sentiu o problema durante o primeiro tempo da partida no Morumbi, permaneceu em campo, mas foi substituído aos 10 minutos da segunda etapa pelo próprio Aranha.
Além de Rafael, Muricy também não sabe se contará com o volante Henrique. Ele ainda se recupera de uma lesão no joelho direito que o tirou das últimas duas partidas e é dúvida. Nesta sexta, Henrique foi a campo, como no dia anterior, fez trabalho físico com uma proteção no lugar lesionado e ainda não sabe se substituirá Fucile.
O lateral-direito uruguaio está novamente vetado. Ele torceu o pé esquerdo na penúltima rodada da primeira fase do Paulista, contra a Catanduvense, e segue em recuperação.
Em entrevista coletiva, o técnico Muricy Ramalho disse que ainda aguarda definição sobre Rafael e Henrique, mas o certo é de que não terá seus jogadores em plenas condições, pela falta de treinamentos específicos nesta semana.
- Eles ainda têm chances. Temos de ir com calma até a hora do jogo para recuperar os jogadores - afirmou Muricy.
Caso o problema na direita persista, uma solução para Muricy seria improvisar Adriano, já que Maranhão, que vinha atuando na posição, está suspenso. Com isso, Ibson poderia compor o meio de campo, mas o problema é que ele já está negociado com o Flamengo. Por outro lado, a saída seria a entrada de Bruno Rodrigo, mudando o esquema para 3-5-2.

Guarani apresenta primeiros reforços para a disputa da Série B

Chiquinho, Clebinho e Jackson
O Guarani segue com o planejamento visando o restante da temporada. Na final do Campeonato Paulista, a diretoria apresentou na tarde desta quinta-feira os três primeiros reforços para o Brasileiro da Série B, que começa no próximo dia 18. O lateral-direito Chiquinho, o volante Jackson e o atacante Clebinho chegaram ao clube.
O quarto que seria apresentado era o volante Ademir Sopa. Por conta de uma lesão, o jogador vai vestir a camisa do Guarani somente quando estiver recuperado do problema, o que deve ocorrer entre 50 e 60 dias.
Roberto Constantino falou sobre a situação do jogador que estava no Linense na disputa do último Paulistão.
“Conversamos com o Ademir Sopa sobre essa lesão. Ele está contratado, porém, será apresentado somente após ser liberado pelo departamento médico do Guarani conforme um pedido seu”, disse Constantino, diretor de futebol.
Já Chiquinho estava no Catanduvense, enquanto que Clebinho defendeu o Botafogo-SP no Paulistão. Já o volante Jackson chega após defender o Criciúma, no Campeonato Catarinense.
“Quando eu estava saindo do Criciúma, o Douglas (goleiro, ex-Guarani) estava chegando chegando por lá e me passou muito sobre como é o Guarani”, afirmou Jackson.

Blefe? Oziel e Fumagalli desfalcam Guarani na final contra Santos

Fumagalli não jogará a final
Campinas, SP, 03 (AFI) – Problema ou blefe? Dois dos principais jogadores do Guarani, o lateral-direito Oziel e o meia Fumagalli não participaram do treino desta quinta-feira e foram vetados pelo médico do Guarani José Eduardo Bassul. O meio-campista já está descartado para os dois jogos contra o Santos, enquanto o ala está fora da final do Campeonato Paulista Chevrolet contra o Santos, domingo, às 16 horas, no Morumbi.
"O Fumagalli infelizmente já está descartado para as duas partidas. A princípio, o Oziel está fora do primeiro jogo. Mas ainda vamos acompanhar a evolução de seu quadro para saber se ele terá condições de atuar no segundo jogo", explicou Bassul.

O caso mais grave é do camisa 10 bugrino. Fumagalli sofre há algum tempo com uma lesão no tornozelo esquerdo, que o tirou durante o dérbi do último domingo. Comenta-se que o jogador possa sofrer uma cirurgia no local. Neste caso, poderia ficar ainda mais tempo afastado dos gramados.

A contusão de Oziel é menos preocupante. Durante um aquecimento no vestiário, na terça-feira, o jogador sentiu dores na panturrilha esquerda. Chegou-se a especular que a dúvida em sua escalação seria apenas um blefe, mas as palavras do médico contrariam tal fato.

Caso os desfalques sejam confirmados, o mais cotado para assumir a lateral direita é Medina, grande heroi do dérbi. Para a vaga de Fumagalli, a briga deveria ficar entre o volante Willian Favoni e o meia Bruno Neves.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Santos favorito, Guarani sonha

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Então vamos combinar que o Santos já é tricampeão paulista. Difícil imaginar que o Guarani possa tirar o sono de Muricy Ramalho e de seus jogadores. A diferença técnica é gritante, sem falar em Neymar – um ser que caiu de outro planeta para revirar o futebol de ponta cabeça.
O Guarani só tem uma chance: as ideias de Vadão. O treinador armou o time de Campinas pensando no ataque com a marca da velocidade em seus extremos – Bruno Mendes, combinando com o lateral Oziel, na direita, e Fabinho na ponta-esquerda. Dois aríetes com alto poder destrutivo nas defesas inimigas.
Se Vadão encontrar uma solução para amenizar os efeitos do furacão Neymar e explorar os fracos laterais santistas usando Bruno e Fabinho, pode sonhar com a taça. É fundamental fazer a diferença em Campinas, no primeiro jogo da decisão. Em 11 partidas no seu estádio nesse Paulistão, o Guarani venceu 10 e perdeu apenas um. Adivinhe de quem? Do Santos, por 2 a 0.
Agora zera tudo. O Guarani de Vadão é um time veloz, que decide os jogos com uma faísca. O Santos de Muricy é um guardião de seus essências e, sobretudo, um oportunista do extraordinário talento de Neymar.

domingo, 29 de abril de 2012

Com dois de 'curinga', Guarani bate Ponte no dérbi e pega Santos na final

fabio bahia guarani gol ponte preta (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)Bugrinos comemoram gol de Fábio Bahia: Guarani está na decisão
O representante de Campinas na decisão do Campeonato Paulista veste verde e branco. Mas, ao contrário do que esperavam os pouco mais de 13 mil bugrinos que estiveram neste noite de domingo no Brinco de Ouro, a classificação à final não passou pelos pés do maestro Fumagalli. Machucado e substituído ainda no primeiro tempo, o camisa 10 deu lugar ao reserva Medina, que, em minutos, passou de desacreditado à herói da classificação. Com um gol de Fábio Bahia e dois do lateral, o Guarani derrotou a Ponte Preta por 3 a 1, de virada, e decide o título estadual contra o Santos.
Esta será a segunda final de Paulista da história do Guarani, que, em 1988, perdeu para o Corinthians, no Brinco de Ouro, gol marcado por Viola na prorrogação. Depois de vencer o Palmeiras no Brasileiro de 1978 e ser derrotado por São Paulo (Brasileiro de 1986) e Corinthians, o Bugre fecha o "ciclo" de finais ante os grandes contra o Santos, que neste domingo passou pelo São Paulo.

A vaga na final coroa o momento de 'ressureição' do Bugre. Na temporada passada, o time quase caiu para a Série C do Brasileiro. Os jogadores ficaram sete meses sem receber salários. Houva cassação do mandato do então presidente e, no início deste ano, Oswaldo Alvarez foi contratado com a missão de montar um time às pressas. Deu certo. Desde o início do estadual, o Bugre esteve  nas primeiras colocações. Fechou a primeira fase em quarto, à frente do Palmeiras, e voltou a brilhar contra o Verdão, nas quartas, ao vencer por 3 a 2.
Nos próximos dois finais de semana, o time de Oswaldo Alvarez tentará o primeiro título paulista de sua história. A Federação Paulista de Futebol anunciará na quarta-feira os locais dos duelos - o Peixe sugere duas partidas no Pacaembu, mas o Guarani fará de tudo para mandar a primeira em Campinas. Na primeira fase, curiosamente, o Peixe foi o único a vencer o Guarani no Brinco: 2 a 0, gols de Arouca e Ibson. A vitória no dérbi também deixa o time alviverde ainda mais em vantagem sobre o arquirrival. Em 189 clássicos, o Guarani tem 66 vitórias e a Ponte, 60 - houve ainda 62 empates e um resultado desconhecido, justamente no primeiro encontro entre os times, em 24 de março de 1912.
Se o Guarani tem motivos de sobra para festejar - o time quebrou o jejum de dois anos sem vencer um dérbi e mantém a invencibilidade do técnico Oswaldo Alvarez no clássico -, o mesmo não acontece com a Ponte Preta. Empolgada após passar pelo Corinthians no Pacaembu, a Macaca perde a chance de alcançar sua quinta decisão de Paulista.
Lance do jogo entre Guarani e Ponte Preta (Foto: Gustavo Tilio/ Globoesporte.com)
Oziel e Renato Cajá disputam bola no clássico de
domingo
Eliminada nas semifinais após passar pelo Corinthians nas quartas, a Ponte agora foca suas atenções na disputa da Copa do Brasil, onde pegará o São Paulo nos dias 2 e 10 de maio, pelas oitavas de final. No Brasileiro, o time estreia dia 20 de maio, contra o Atlético-MG, em Campinas.
 
Bugre perde Fumagalli, mas manda no jogoO nervosismo tomou conta das equipes nos minutos iniciais da partida. Mais tenso do que o adversário, pelo fato de ter a maior parte da torcida, o Guarani errou muitos passes entre a defesa e o meio-campo, proporcionando perigo à Ponte. Logo no primeiro minuto, Roger recebeu na área e tentou o chute, mas a bola, prensada por Domingos, ficou fácil para Emerson.
Já mais calmo, o Guarani naturalmente tomou conta da partida. Aproveitando que Éwerton Páscoa vigiava todos os passos de Renato Cajá, o Bugre passou a incomodar, especialmente nas costas de Guilherme e Uendel. Oziel pela direita e Fabinho pela esquerda infernizaram a defesa alvinegra. A esperança alviverde era nas bolas altas.
Aos 17 minutos, Fumagalli lançou Fabinho em profundidade. O atacante passou como quis por Guilherme, perdeu a hora do chuta e rolou para Fumagalli, que, de primeira, arriscou o chute. A bola saiu pela linha de fundo. Em seguida, a melhor chance do Guarani. Novamente Fabinho foi acionado pela ponta esquerda e cruzou para Fábio Bahia, que, de cabeça, tocou para Bruno Mendes livre na área. Bruno Fuso saiu bem do gol e evitou a abertura do placar.
O Bugre controlava a partida e dava sinais de que poderia fazer o primeiro gol a qualquer instante, mas a história da partida mudou aos 28 minutos. Fumagalli tentou jogada pela direita e caiu no gramado. Com dores no tornozelo esquerdo, o camisa 10 e principal esperança do time pediu substituição. Saiu chorando de campo e deu lugar a Medina.

Ponte acorda, faz o primeiro e desespera o Guarani

Sem seu principal articulador, o Bugre caiu de produção. Não havia quem parasse a bola no meio-campo ou lançasse Fabinho em velocidade. Melhor para a Ponte Preta, que, logo após de tomar um susto em cabeçada de Domingos, abriu o placar. Renato Cajá se livrou da “sombra” Éwerton Páscoa e deixou Caio livre na área. O meia passou por Domingos e bateu no canto direito de Emerson.
Caio comemora gol da Ponte Preta no dérbi (Foto: Gustavo Tilio/ Globoesporte.com) 
Caio comemora gol da Ponte Preta no dérbi: meia abre o placar
Se o desespero já começava a tomar conta das arquibancadas da torcida mandante, a sensação aumentou com o gol. A bola parecia queimar nos pés dos jogadores bugrinos, que se renderam ao nervosismo. Com a cabeça no lugar, a Macaca quase ampliou em cabeçada de Roger, aos 42 minutos. No último lance, Fabinho quase empatou para o Guarani, mas Bruno e a zaga pontepretana afastaram o perigo.
 
Guarani volta bem do intervalo e põe fogo no jogo

A volta para o segundo tempo animou novamente os torcedores do Guarani. Mesmo sem alterações, o time voltou completamente diferente para a etapa final e, aproveitando uma bobeira de Rodrigo Pimpão, empatou logo aos oito minutos. Danilo Sacramento disparou como um foguete pelo lado esquerdo e serviu Fabinho, que cruzou. A zaga da Ponte cortou mal e, na sobra, Fábio Bahia bateu no contrapé de Bruno.
A partir daí o Brinco de Ouro deixou o silêncio do primeiro tempo para virar um caldeirão. Se o Guarani mostrava excesso de vontade, a Ponte beirava a sonolência. Por isso, a virada quase saiu aos nove. Danilo Sacramento bateu de canhota e Bruno espalmou. Na sobra, Fabinho tentou chutar entre o goleiro e a trave. A bola explodiu no pau.
Responsável indireto pelo gol de empate do Guarani, Pimpão deixou o campo aos 11 minutos para a entrada de Gerson. A substituição de Kleina visava povoar o meio-campo e aumentar a marcação em Danilo Sacramento. A estratégia pouco funcionou. O camisa 8 do Guarani seguiu perigoso e, ao lado de Fabinho, tornou-se o atleta mais acionado em campo.
medina guarani gol ponte preta (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)
Medina chora ao marcar gol: lateral decide o dérbi
roger ponte preta guarani (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)
Roger disputa bola no alto: atacante tem atuação
apagada
Medina vira herói e garante Guarani na decisão do título

O segundo gol bugrino estava cada vez mais maduro e o bate-rebate na área da Ponte aos 19 minutos mostrou como seria a partida. Empolgado pelo apoio da torcida, o time de Vadão sufocou a Macaca em sua área e só não marcou porque a defesa afastou a bola de todos os jeitos. Era preciso mudar para sonhar com a vaga na final. Por isso, Gilson Kleina tirou o cansado Caio e apostou em Enrico, que havia sido titular no dérbi da primeira fase.
Nem deu tempo de o meia mostrar serviço. Assim que pisou no gramado, o Guarani puxou contra-ataque. Nome do jogo, Fabinho lançou Danilo em profundidade nas costas de Uendel pela esquerda. De direita, o meia rolou para Medina, que bateu de primeira no contrapé de Bruno e pôs o Bugre pela primeira vez em vantagem no marcador.
A virada acirrou os ânimos do clássico. Se os jogadores já se estranhavam em campo, tudo ficou multiplicado assim que Medina pôs a bola na rede. A Ponte, de centrada no primeiro tempo, perdeu toda a tranquilidade e passou a errar passes fáceis e dar espaço ao Guarani, que quase fez o terceiro aos 29. Neto cabeceou e Bruno fez ótima defesa.
As participações de Bruno foram bem mais frequentes do que as de Emerson, e tudo graças a Fabinho. Depois de decidir nas quartas contra o Palmeiras, o atacante se recuperou da expulsão no dérbi da primeira fase em grande estilo. Do outro lado, Roger foi poucas vezes acionado e Renato Cajá muito bem marcado por Éwerton Páscoa. Mas cabia a outro decidir o clássico.
Aos 41 minutos, Danilo Sacramento encontrou Oziel livre pela direita. O lateral ergueu a cabeça e cruzou na medida para Medina. O baixinho subiu entre os gigantes da zaga da Ponte e desviou no canto direito. Bruno Fuso até tentou tocar nele, mas não impediu o terceiro gol bugrino, para a explosão do Brinco de Ouro.
fabio bahia guarani gol ponte preta (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)

Com três gols de Neymar, Santos vence o São Paulo e está na final

"Quem foi que falou que eu não sou um moleque atrevido?". A voz do sambista Jorge Aragão ecoou no saguão do Morumbi quando Neymar desceu do ônibus e caminhou para o vestiário. O craque ouvia e se inspirava. Tanta gente boa em campo, mas ninguém com seu poder de decisão. A vitória do Santos por 3 a 1 sobre o São Paulo, que resultou na a classificação para a final do Campeonato Paulista, tem o carimbo de Neymar.
De um Neymar centenário. Mais que centenário. O gol 100, de pênalti, teve comemoração discreta. Sem dancinhas, sem tchu, sem tcha... Seriedade de um clássico muito bem jogado pelas equipes. No gol 101, homenagem a Juary, atacante dos anos 70 e 80 que viu sua marca ser exterminada pelo gol 102, marcado com a colaboração de Denis e festejado, aí sim, com o gingado da certeza da vaga.
"Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou". O verso da música também explica o Santos, na decisão pelo quarto ano consecutivo. Explica Neymar, que já chegou longe e parece não ter limites. E explica o São Paulo, que chegou aonde podia. Com bons jogadores, mas frágil defensivamente durante todo Paulistão, foi eliminado com boa atuação, mas sem um moleque tão atrevido assim.
paulo miranda são paulo alan kardec santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
O Santos vai a Campinas no próximo domingo para abrir a decisão contra Guarani ou Ponte Preta, que se enfrentam às 18h30 no Brinco de Ouro. Ao São Paulo, resta a Copa do Brasil. Na próxima quarta-feira, no Moisés Lucarelli, o time fará o primeiro jogo das oitavas de final contra a Ponte.
Gol logo no início
O São Paulo finalizou mais (7 a 5), levantou mais bolas (11 a 2), teve mais escanteios (4 a 0), e provou que quantidade não é qualidade. O Santos precisou de pouco tempo e poucos toques na bola. Cada um em sua especialidade. Adriano roubou a bola, Neymar clareou a jogada, Arouca avançou e tocou para Alan Kardec ser derrubado por um estabanado Paulo Miranda, que manteve a regularidade de falhas da primeira fase. De azul, de pênalti, aos três minutos, Neymar fez o 118º da carreira, somando gols por Santos e Seleção Brasileira.
Quando o melhor time do país, dos garotos craques, abre o placar tão cedo, a impressão de domínio e goleada é inevitável. Engano de quem pensou que o Tricolor fosse se acuar. Trocou passes com velocidade no meio, usou bem Cortez pela esquerda, mas esbarrou na trave após cabeçada de Paulo Miranda e na dificuldade quase comovente de Willian José em dominar a bola.
Campo aberto, cheio de espaços, ótimo para quem sabe jogar. Novamente em poucos toques, Ganso e Neymar deram de canela na teórica superioridade são-paulina, e de chapa, mostraram a verdade na prática. Aos 31, o meia dominou e lançou para o atacante, que deixou Paulo Miranda para trás e tocou na saída de Denis.
denis são paulo edu dracena santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Edu Dracena, Paulo Miranda e Denis disputam pelo alto (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
São Paulo presiona, Denis falha, Peixe mata o jogo
No clássico da fase de classificação, Rodrigo Caio havia tomado cartão amarelo no primeiro tempo, não saiu, e foi expulso no segundo. Emerson Leão aprendeu a lição. Dessa vez, tirou o amarelado Piris e colocou justamente Rodrigo Caio para marcar Neymar. A outra substituição foi tradicional: Fernandinho no lugar de Jadson.
Pobre do torcedor que se atrasou no banheiro ou na pipoca no intervalo. Não viu Paulo Miranda dar joelhada na bola e perder gol incrível. Não viu Neymar (sim, é verdade!) acertar a trave com Denis deitado no chão. Não viu o gol anulado de Alan Kardec, após falta de Edu Dracena em Paulo Miranda.Talvez não tenha visto Willian José, após bela jogada de Lucas, chutar por cima. Mas teve tempo de ver o centroavante se redimir. Impedido, recebeu de Casemiro, ajeitou para o pé esquerdo e bateu firme. Vacilo do bandeira, festa nas arquibancadas do Morumbi.
A pressão esfriou. O Santos, mesmo tendo que trocar Rafael, lesionado, por Aranha, equilibrou a posse de bola, a torcida passou a gritar mais baixo e Neymar teve ajuda inesperada para, pela terceira vez em 2012, fazer três gols num jogo. Ajuda de Denis, que deixou a barba crescer para impor respeito. Não impôs. As mãos fraquejaram no chute do craque e todos passaram a esperar o apito final. A expulsão de Cícero em falta sobre o camisa 11 só serviu para dar tempero à sua atuação.
Faltam dois jogos para o Santos conquistar o tricampeonato paulista consecutivo, fato que não se repete com ninguém desde 1969, quando o time da Vila levantou a taça pela terceira vez. Contra o tabu, há Ganso, há o vencedor Muricy Ramalho e, acima de todos, há Neymar.
neymar santos são paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Neymar faz tripleta e garante o Santos na final (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

sábado, 28 de abril de 2012

Provável titular no San-São, Willian José agradece apoio da torcida

Willian José São Paulo (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)Com dez gols marcados no Paulistão, Willian José
deve voltar ao time (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)
Leão tem algumas opções para armar o São Paulo que enfrenta o Santos neste domingo. Com a suspensão de Luis Fabiano, que recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Bragantino, no último fim de semana, o treiador terá de mexer no ataque. Willian José é o nome mais cotado para ficar com a vaga. E ele já mostrou que tem condições para substituir o camisa 9. No início da temporada, enquanto Fabuloso estava afastado por problemas musculares na coxa direita, o atacante foi o titular.
Willian é o vice-artilheiro do São Paulo nesta temporada, com dez gols. À frente dele, apenas Luis Fabiano, que marcou onze vezes. No Paulistão, porém, o maior goleador é o reserva, já que todos os seus gols foram marcados na competição estadual.
– Fico muito feliz com o apoio da torcida. Desde o jogo contra a Portuguesa, quando o jogo estava 1 a 1, eles gritaram o meu nome e eu fiquei feliz demais. Espero substituir o Luis mais uma vez e ir bem para levar o São Paulo para a final – ressaltou o são-paulino.
– O jogador fica com a confiança maior quando a torcida está ao seu lado, para fazer uma jogada, arriscar um chute bom. Vou procurar fazer de tudo para ir bem e ajudar o meu time.
Willian José ainda briga por uma marca importante no Campeonato Paulista. Atualmente, ele é o terceiro colocado na tabela de artilharia da competição. Hernanes, do Mogi Mirim, e Neymar, ambos com 13 gols, lideram. Atrás está Giancarlo, do Bragantino, com 12. Levando em consideração a média de cada um, o são-paulino só perde para o santista - um gol por partida contra 0,8. E eles estarão frente a frente na tarde deste domingo.
– Sabemos que a equipe do Santos tem muito potencial e, por isso, não podemos vacilar. Temos de aproveitar todas as oportunidades que aparecerem.

Na véspera do clássico, Muricy realiza treino fechado e faz mistério

Neymar machucado treino Santos (Foto: Marcelo Hazan / Globoesporte.com)Neymar é a esperança do Peixe para a semifinal
(Foto: Marcelo Hazan / Globoesporte.com)
O Santos realizou neste sábado o último treino antes do clássico contra o São Paulo, que será disputado no domingo, às 16h, no Morumbi, pela semifinal do Campeonato Paulista. O técnico do Peixe, Muricy Ramalho, optou por realizar parte da atividade fechada à imprensa e manteve o mistério sobre a escalação da equipe.
Os repórteres só tiveram acesso ao CT Rei Pelé após 30 minutos, ao final do treino tático. Pelo que pode ser observado, o comandante santista testou uma formação com três zagueiros e sem o atacante Borges. O esquema tático lembrou o mesmo utilizado pela equipe na semifinal contra o Tricolor, no estadual do ano passado quando, no intervalo da partida, Muricy sacou Zé Eduardo para a entrada de Bruno Aguiar.
Os jogadores ainda fizeram um rápido aquecimento no meio do campo e, após isso, houve o tradicional rachão, em campo reduzido. Destaque para Neymar, que aplicou um belo chapéu em Arouca. Ao final das atividades, Elano, Neymar treinaram cobranças de falta e pênaltis.
Ausências
Fora dos treinos durante toda a semana, Fucile e Henrique não apareceram em campo. Os atletas seguem realizando tratamento e são dúvidas para o clássico. O lateral-direito uruguaio se recupera de uma entorse no tornozelo. Já o volante está com um edema no ligamento do joelho direito.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Sem acordo, Denilson fica no São Paulo só até junho

O volante Denilson não permanecerá no São Paulo após o encerramento do seu contrato de empréstimo, no dia 30 de junho. Apesar do interesse do jogador em permanecer no clube paulista, o Arsenal não concordou em prorrogar a sua permanência no futebol brasileiro. Assim, o jogador retornará ao clube inglês para defendê-lo na temporada 2012/2013 do futebol europeu.
"Gostaria de ficar mais seis meses, porém esta decisão coube ao Arsenal com quem tenho contrato. Não estarei infeliz em Londres, pois retorno a um dos maiores clubes do mundo", explicou o jogador, que foi revelado pelas categorias de base do São Paulo e retornou ao clube no ano passado após cinco temporadas no Arsenal.
Com seu futuro decidido, Denilson espera deixar o São Paulo após conquistar os títulos da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista."Tivemos uma série invicta, jogando bem e podendo ser campeão da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista. Nestes dois meses que me restam no Brasil, quero ganhar ambos os títulos pelo meu clube de coração. Acho que desta forma sairei com o dever cumprido comigo mesmo e com a torcida, que sempre me apoiou", disse.
Denilson disputou sua primeira partida pelo São Paulo em 2005, quando tinha apenas 17 anos. No total, ele já participou de 57 jogos pelo clube. Já no Arsenal, o volante disputou 153 confrontos.

domingo, 22 de abril de 2012

América-MG abre 3 a 0, mas bobeia no fim e sofre dois gols do Cruzeiro

Gabriel comemora o primeiro gol do América-MG

O América-MG conquistou a sua centésima vitória sobre o Cruzeiro, justamente no mês em que completa 100 anos, e saiu na frente do rival na luta por uma vaga na decisão do Campeonato Mineiro. O triunfo, no entanto, teve gosto um pouco amargo. O Coelho abriu 3 a 0 com certa facilidade, mas nos minutos finais permitiu a reação do adversário, que marcou dois gols e diminuiu a boa vantagem que o adversário havia construído - poderia perder por dois gols de diferença. No próximo domingo, às 16h (de Brasília), novamente na Arena do Jacaré, o América-MG joga pelo empate, e a Raposa garante a classificação se vencer por um gol de diferença.O jogo foi muito bom, bastante disputado e com vários lances onde a boa técnica dos dois times prevaleceu. O primeiro tempo foi equilibrado, mas o Coelho conseguiu terminar na frente. Na segunda etapa, porém, o time americano deslanchou na partida, marcou mais duas vezes e ainda perdeu um pênalti. Quando a fatura parecia estar liquidada, os comandados de Vágner Mancini reagiram e fizeram dois gols que os mantêm vivos na disputa.
O jogo começou num ritmo alucinante, com os dois times jogando em alta velocidade, buscando o gol e fazendo o melhor jogo do Campeonato Mineiro até então. O Cruzeiro parecia não sentir a falta do craque do time, o argentino Montillo. Elber, seu substituto, não sentiu a responsabilidade e comandou as ações ofensivas da equipe. Os dois atacantes, Anselmo Ramon e Walter, criavam alternativas para os meias e chegavam às laterais do campo para tabelar com os laterais.
No América-MG, o destaque era Moisés. O volante conseguia boas arrancadas e excelentes jogadas de aproximação com Alessandro e Fábio Júnior. Rodriguinho também estava bem na partida, usando sua habilidade para achar espaços na defesa do Cruzeiro.
O primeiro gol de um jogo repleto de alternativas saiu numa jogada de bola parada. E foi do América-MG. O lateral Pará lançou na área, a zaga do Cruzeiro cochilou e Gabriel apareceu sozinho, cara a cara com Fábio, para empurrar a bola para as redes, de cabeça.
Atrás no placar, o Cruzeiro continuou atacando e criando boas chances, principalmente com a disposição de Anselmo Ramon. O América-MG, agora tendo o contra-ataque a favor, seguia perigoso. Nos minutos finais do primeiro tempo, a Raposa montou uma grande blitz, com boas jogadas de Roger, Everton e Walter, mas a vitória parcial do Coelho seguiu com o time para o vestiário.
O América-MG voltou para o segundo tempo como um rolo compressor. A bola mal rolou e o Coelho ampliou o placar. Rodriguinho ganhou dividida de Victorino e, da entrada da área, soltou a bomba, sem chances de defesa para Fábio, fazendo 2 a 0, aos 30 segundos. Golaço. Antes que o relógio marcasse sete minutos da etapa final, o Coelho perdeu duas chances claras para ampliar. Aos cinco, Fábio defendeu pênalti cobrado por Fábio Júnior. Dois minutos depois, Alessandro carimbou a trave do Cruzeiro, num lance em que o goleiro da Raposa já estava batido.
Vendo que seu time era completamente dominado em campo, Vágner Mancini mandou Amaral e Fábio Lopes para o jogo, tirando Marcos e Walter. O Cruzeiro passou a dominar o jogo territorialmente, mas o compacto sistema defensivo do América-MG não permitia que a Raposa criasse chances concretas de gol.
Com isso, o América-MG foi, aos poucos, saindo do campo de defesa e criando perigosos contragolpes. Foi assim que saiu o terceiro gol. Bruno Meneghel avançou pela ponta esquerda e cruzou para Alessandro desviar, de cabeça, de frente com o goleiro Fábio. A torcida americana fazia a festa na Arena do Jacaré, comemorando uma vitória justa e emblemática, no ano em que comemora 100 anos. Mas a festa parece ter contagiado o rival, que nos minutos finais conseguiu reagir.
Primeiro, Roger resolveu arriscar de fora da área. Neneca deu rebote num chute que parecia defensável, e Bobô, que havia acabado de entrar, completou para as redes. De forma tímida, a festa passava para o lado azul do estádio. E se um gol já deixava o duelo em aberto, Roger tratou de colocar mais lenha na fogueira. Após cruzamento da esquerda, a defesa do Coelho não conseguiu afastar, o meia dominou, limpou e bateu forte para vencer o goleiro: 3 a 2 e expectativa de um grande jogo no próximo domingo.

 
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