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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Grêmio busca pacotão de reforços, mas descarta contratação de zagueiro

Odone chegou a se emocionar durante a coletiva no Olímpico (Foto: Caetanno Freitas/Globoesporte.com)Odone aposta que o Grêmio consiga uma vaga na
Libertadores de 2013 (Foto: Caetanno
Freitas/Globoesporte.com)
A contratação de Fábio Aurélio não será a última do Grêmio para 2012. Muito pelo contrário. A direção segue atrás de nomes a fim de qualificar ainda mais o grupo de Vanderlei Luxemburgo para a disputa do Brasileirão.
Com a obsessão de começar a “Era Arena do Grêmio” na Libertadores, o presidente Paulo Odone mantém o discurso de deixar o Olímpico com um título importante. Caso não alcance o pentacampeonato da Copa do Brasil (em que o time de Vanderlei Luxemburgo já está nas semifinais), o clube ainda terá a chance do tri do Brasileirão. Para isso, revelou que buscará pelo menos três jogadores para o restante do ano. Virão dois laterais e um atacante. Um meio-campista ainda pode entrar neste pacote:
– Queremos cumprir as metas deste ano. Não queremos ficar apenas entre os cinco primeiros, mas, sim, o título. Nesta mexida de janela, vai ter alguma modificação no Grêmio, teremos ainda mais reforços. O projeto está na cabeça do treinador. Vamos buscar mais um atacante e dois laterais.
Questionado sobre o nome de Eder Luis, atacante do Vasco, o dirigente tricolor enalteceu as qualidades do atleta, colocando-o como uma possível alternativa. Se evita confirmar o camisa 7, Odone garantiu que o homem de frente será de velocidade, assim como é o atleta do técnico Cristóvão Borges, que já marcou 22 gols em 105 partidas pelo clube de São Januário.
Outro setor que receberá reforços é a lateral. Nos dois lados. Mesmo que Luxa já tenha Edílson, Gabriel, Tony e Pará (que está improvisado na esquerda) na direita (Mário Fernandes já foi negociado com o CSKA), virá um quinto nome. Na esquerda, uma alternativa para Fábio Aurélio desembarcará no Olímpico. Julio Cesar, então titular da função, ficará afastado dos gramados por até quatro meses, em decorrência da cirurgia para reconstruir o ligamento colateral medial no joelho esquerdo.
O meio-campo, se ocorrer um negócio de ocasião, pode apresentar uma novidade. Mas Odone descartou qualquer possibilidade de repatriar Lucas, Anderson e Carlos Eduardo. Na zaga, o grupo está fechado:
– Não buscaremos ninguém para a zaga. O Luxemburgo está fazendo uma avaliação dos garotos que nós temos, que estão se consolidando. São jogadores que vão dar muito futuro para o Grêmio.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Com chuva, lama e polêmica, Vasco e Corinthians ficam no zero no Rio

Com muita lama, chuva e um lance polêmico, Vasco e Corinthians empataram por 0 a 0 nesta quarta-feira, em São Januário, pelo primeiro jogo das quartas de final da Libertadores. Os cruz-maltinos, que tiveram dificuldades para penetrar no sólido sistema defensivo do Timão, reclamaram de um gol anulado de Alecsandro no segundo tempo, após a marcação de impedimento. Foi a primeira vez que o time da Colina não fez gol no ano. Já o atual campeão brasileiro segue como único invicto da competição. O jogo teve 17.259 pagantes (20.510 presentes) e uma renda de R$ 911.670,00.
Ao fim da partida, os cariocas reclamaram do árbitro. O presidente Roberto Dinamite puxou o coro.
- Mais uma vez este árbitro e mais uma vez o Corinthians. Está difícil, cada vez mais complicado. Não quero ficar reclamando, mas peço apenas lealdade e igualdade para brigar dentro de campo. Jogamos melhor e merecíamos vencer - declarou o dirigente à Rádio Tupi, em referência ao empate por 2 a 2 entre os dois times, ano passado, pelo Brasileiro. Na ocasião, a equipe carioca teve um gol de Alecsandro corretamente anulado por impedimento.
No próximo duelo, quarta-feira, no Pacaembu, o novo empate sem gols leva a decisão para os pênaltis. Igualdade com gols favorece o time carioca. Quem passar deste confronto vai enfrentar na semifinal quem se classificar de Santos x Vélez Sarfield, cujo primeiro jogo será realizado nesta quinta, na Argentina.
Para Emerson, o resultado não foi o ideal, mas o Corinthians tem a vantagem por jogar em casa e, segundo ele, num campo melhor.
- Não foi aquilo que nós planejamos. A ideia era fazer um gol aqui. Enfim, foi um jogo difícil, com tempo chuvoso e campo pesado, mas agora é decidir em casa, num campo que conhecemos e em melhores condições.
Com o gramado encharcado e enlameado, a partida começou bastante truncada e com muitas faltas. Nos primeiros 25 minutos, a bola ficou parada 50% do tempo. Diante da dificuldade de entrar na defesa adversária, os dois times tentaram arriscar chutes de média e longa distância. Fábio Santos, pelo lado corintiano, e Romulo, pelo vascaíno, assustaram os goleiros.Muita lama e poucas chances de gol
Sem uma referência na frente, o Corinthians apostava na velocidade de Jorge Henrique e nas jogadas individuais de Emerson, mas os dois pouco ameaçavam. Bastante avançado, Alex também tinha dificuldade para passar pela marcação do Vasco. No time cruz-maltino, que tinha mais a iniciativa do jogo, Eder Luis e Fagner, pela direita, eram os que davam mais trabalho para os marcadores.
Jorge Henrique e Diego Souza Corinthians x Vasco (Foto: Livia Villas Boas / Ag. Estado)Jorge Henrique e Diego Souza disputam jogada, e Chicão observa (Foto: Livia Villas Boas / Ag. Estado)
No último lance da primeira etapa, houve a chance mais clara. O corintiano Alessandro recebeu sem marcação pela direita, entrou na área e bateu cruzado. A pontaria é que não foi boa. Até então, as melhores oportunidades foram em bolas paradas com Alex, do Corinthians, e Juninho, do Vasco. Fernando Prass e Cássio, no entanto, fizeram as defesas.

Aos 23 minutos de jogo, uma garrafa plástica foi atirada no gramado. O árbitro Sandro Meira Ricci paralisou o jogo para retirá-la após ser alertado por um dos assistentes.

Vasco tem gol anulado
A segunda etapa começou com mais emoção, principalmente porque o Vasco melhorou e passou a ser mais incisivo nos ataques. Logo no início, Diego Souza deu grande passe para Eder Luis, que recebeu em velocidade e finalizou. O chute de perna esquerda não saiu forte e facilitou a defesa de Cássio. Pouco depois, Juninho chegou na linha de fundo e rolou para trás na direção de Alecsandro, que foi travado por Chicão na hora do chute. Vendo que o time carioca levava perigo pela direita, Tite inverteu o lado de Jorge Henrique, que passou a ajudar na marcação por este setor.
A resposta corintiana veio em forma de blitz. Após tabela com Alex, Jorge Henrique deu um peixinho e só não fez o gol porque Prass salvou. No rebote, Ralf pegou de primeira e Rodolfo colocou o pé no caminho para desviar o trajeto da bola e colocar para fora.
Aos 26, o Vasco balançou a rede, mas não comemorou. Após um cruzamento de Thiago Feltri da esquerda, Diego Souza mandou de cabeça, Alecsandro desviou para o gol e marcou. O assistente Alessandro Rocha Matos assinalou impedimento. O time da casa reclamou que o atacante Emerson daria condição perto da lateral, em lance polêmico. O tira-teima mostrado pela TV Globo apontou impedimento do jogador.
Para dar mais criatividade ao Vasco, o técnico Cristóvão Borges colocou Felipe e Carlos Alberto e tirou Juninho e Diego Souza. Já Tite apostou suas fichas na entrada de Douglas no lugar de Alex. O Vasco continuou mais perigoso e tentou pressionar até o fim. Carlos Alberto teve uma boa oportunidade, mas foi travado na hora de finalizar de frente para o gol. Nilton também esteve perto de marcar e foi atrapalhado pela zaga, mais uma vez o ponto forte do Timão.
Agora, porém os paulistas precisarão marcar para avançar sem depender do sufoco dos pênaltis - empate sem gols é o único resultado que provoca a decisão nas cobranças alternadas. Aos cariocas, basta empatar com gols para chegarem à semifinal.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Grêmio deve fechar a contratação de Diego Souza após participação do Vasco na Libertadores



O meia Diego Souza deve ser mesmo o novo reforço do Grêmio, de acordo com informações o meia do Vasco da Gama já acertou bases salariais e tempo de contrato com os gaúchos.

Agora só resta o Grêmio acertar com o Vasco, o que não seria difícil pela complicada situação financeira do clube carioca. A multa de Diego Souza giraria em torno de 10 milhões de reais que seriam pagos em várias parcelas.

O camisa 10 do clube da Colina atuou no Grêmio em 2007 onde foi um dos destaques do time vice-campeão da Libertadores.

Diego Souza será o quarto reforço do tricolor para o Brasileirão, o clube já anunciou Zé Roberto, Tony e Rondinelly.

Créditos: Grêmio Copero 83

terça-feira, 15 de maio de 2012

Segundo jornalista, Diego Souza estaria perto de fechar com o Grêmio

Por: Blog Bola dividida (Luiz Zini PIres) 
Grêmio e Vasco já conversaram, diálogo em altas esferas. Diego Souza deverá ser gremista depois da Copa Libertadores da América.
Pode ser logo, em duas semanas, caso os cariocas não consigam passar pelo Corinthians na fase de quartas de final, que se inicia amanhã.
O Grêmio vai pagar R$ 15 milhões, parcelados, em várias vezes. O Vasco concorda com o parcelamento
Os dois clubes negam o acerto, mas já existe um ok  para que o negócio seja fechado em breve. O jogador deseja voltar ao Olímpico, ganhará um salário bem superior ao que recebe em São Januário. Ele é o reforço mais próximo do Grêmio no momento.

Retorno de Diego Souza é praticamente impossível, afirma Paulo Odone



O desejo de ter Diego Souza novamente no Estádio Olímpico parece estar se distanciando. Na manhã desta terça-feira, o presidente Paulo Odone declarou que é praticamente impossível o retorno do jogador, uma vez que a multa rescisória de R$ 6 milhões é considerada alta pelo clube. Investidores não teriam interesse em trazer o meia, o que dificultaria ainda mais a transação.
— Muito difícil, tem um contrato com o próprio Vasco que não tem valor de mercado para a gente investir. Um jogador de 28 teria de ser apenas o clube, sem contar com investidores. Isso está fora de nossos limites — revelou o presidente.
Os primeiros contatos para a volta de Diego Souza, que atuou no Grêmio em 2007, já teriam sido mantidos com o vice de futebol José Hamilton Mandarino. O sucesso da investida dependeria do andamento da Libertadores. Caso pare no Corinthians nas quartas de final, o Vasco perderá arrecadação e poderá passar por um processo de desmanche.
Contratações
O interesse no jogador Hernane, do Mogi Mirim, vice-artilheiro do Campeonato Paulista, foi descartado pelo diretor Paulo Pelaipe. Segundo o dirigente, nenhum contato foi feito com o atleta.
— Isso foi um fogo de palha que o jogador plantou durante uma entrevista. Nunca teve nada. Não estamos interessados no jogador — declarou o dirigente.
— Queremos dar opções para o treinador na equipe toda, temos conversado muito com o Luxemburgo e ele quer firmar ainda mais o grupo. Nada que estamos vendo não está afinado com o treinador — completou Paulo Odone.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Anderson Martins, ex-Vasco, pode ser o zagueiro do Inter para o Brasileirão

Anderson Martins quando atuava pelo Vasco
Anderson Martins poderá ser o novo zagueiro do Inter. Parceiro de Dedé no Vasco, na conquista da Copa do Brasil, do ano passado, o jogador de 24 anos foi oferecido ao Beira-Rio e poderá ser repatriado. Anderson Martins está no Al-Jaish, do Catar, cujo campeonato encerrou-se nessa semana.
No Vasco, o destro Anderson Martins jogava pela esquerda. Como a nova contratação é para a vaga de Rodrigo Moledo (cujas últimas atuações foram insatisfatórias), Índio poderia ser deslocado para a direita outra vez.
Bom cabeceador, Anderson Martins marcou quatro gols em 12 jogos no campeonato do Catar. O seu clube foi vice-campeão.

Diego Souza é o alvo do Grêmio para reforçar o meio-campo

O novo sonho: Diego Souza é o alvo do Grêmio para reforçar o meio-campo André Portugal, divulgação/fotocom.net/




Se os planos da direção derem certo, o meio-campo do Grêmio passará por uma profunda modificação para o Brasileirão. Além de Zé Roberto, que já terá condições de participar das primeiras rodadas do campeonato, em face da antecipação da janela de transferências, outro acréscimo cogitado é Diego Souza, do Vasco.
O sucesso da investida depende do andamento da Libertadores. Caso pare no Corinthians nas quartas de final, o Vasco perderá arrecadação e poderá passar por um processo de desmanche. Outro jogador cuja permanência não é certa em São Januário, caso o Vasco não avance na competição, é o atacante Éder Luís.
Os primeiros contatos para a volta de Diego Souza, que atuou no Grêmio em 2007, já foram mantidos com o vice de futebol José Hamilton Mandarino. Diretor-geral (CEO) do Grêmio e com passagem pelo Vasco, Cristiano Koehler diz desconhecer o caso e nega com veemência que tenha partido dele a iniciativa de procurar o dirigente do clube carioca.
Afirma que rumores desse tipo podem desestabilizar o Vasco numa etapa decisiva da Libertadores. Acrescenta que Diego Souza atua hoje em posição mais adiantada dentro de campo, quase como um segundo atacante, onde concorreria com Kleber, que está em fase final de recuperação de cirurgia.
— Sabemos que a multa rescisória de Diego Souza é muito alta. Mas é um jogador que justifica um investimento — comenta outro dirigente, sem esconder seu entusiasmo com a perspectiva da contratação.
Com a entrada de Zé Roberto, Marco Antônio passará para a reserva. Um eventual acerto com Diego Souza abriria uma disputa por vaga entre Souza e Léo Gago. As duas alterações irão acrescentar maior qualidade técnica ao meio-campo. Conforme avaliação feita pelo técnico Vanderlei Luxemburgo na semana passada, hoje o time hoje é pesado, "sem esmero técnico".


Passagens de Diego Souza por clubes brasileiros desde 2007:

No GrêmioTrazido do Benfica, chega ao Grêmio em dezembro de 2006, onde sagra-se campeão gaúcho de 2007 e vai à decisão da Libertadores do mesmo ano, contra o Boca Juniors.
No Palmeiras
Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, faz parte do grupo do Palmeiras que ganha o Campeonato Paulista de 2008. Na temporada seguinte, atuações destacadas pelo Palmeiras o levam a ser convocado por Dunga para o jogo contra a Bolívia, pelas Eliminatórias da Copa da África. Em partida contra o Atlético-MG, marca um gol do meio de campo. É eleito pela CBF o craque do Brasileirão.

No Atlético-MG
Deixa o Palmeiras em maio de 2010, brigado com a torcida. Em junho, por R$ 6,6 milhões, vai para o Atlético-MG, onde chega a trabalhar com Dorival Jr. A trajetória é discreta. 

No Vasco
Em março de 2011 vai para o Vasco, onde ajuda a conquistar a Copa do Brasil. Em setembro, é convocado por Mano Menezes para amistoso contra a Argentina. Termina o ano como vice-campeão brasileiro. 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA: Análise dos confrontos das quartas de final



Veja a tabela da Libertadores
Veja notícias da Libertadores


A Taça Libertadores da América vai pegar fogo a partir das quartas de finais. Grandes jogos, grandes rivalidades e muito mais.
Vamos fazer então uma projeção para estes jogos:


Corinthians x Vasco da Gama





O Campeão brasileiro vai enfrentar o Vice. Corinthians e Vasco farão um confronto muito equilibrado, o Timão tem a vantagem por jogar em casa a segunda partida, mas o Vasco tem um verdadeiro caldeirão chamado São Januário e tem que usar isto ao seu favor.
Na comparação time a time, chego a conclusão que a equipe carioca é mais experiente, e tem um meio campo com mais qualidade técnica do que o dos paulitas.
Mas o Corinthians tem um time muito organizado, bem montado, um grande técnico e uma torcida apaixonada.
Não tem como palpitar nesta partida, talvez o jogo mais equilibrado da Libertadores até agora.


Santos x Vélez





A velha rivalidade entre Brasil e argentina deve ser o fator mais tenso do jogo. O Vélez tem história, tem tradição, uma boa equipe que joga junto a muito tempo, mas o Santos é o melhor time do continente.
O Santos tem um dos melhores jogadores do Mundo (Neymar), outros craques (como Ganso) e um grande treinador.
O Peixe é o claro favorito do confronto, mas terá que respeitar o time argentino.


Fluminense x Boca Juniors





Outra grande rivalidade, e um jogo entre 2 candidatos ao título, nos confrontos da fase de grupos o Fluminense venceu por 2 a 1 na Bombonera e o Boca venceu por 2 a 0 no Engenhão.
O tricolor tem um ótimo time do meio pra frente, pois sua defesa é fraca. O Boca é um equipe equilibrada, um time forte, copero, acostumado a esse tipo de competição.
Por tudo isso, infelizmente aposto na classificação do Boca Juniors.


Universidad do Chile x Libertad


   vs  


La U é a grande favorita do confronto? Talvez ... pelo seu histórico recente de títulos mas o Libertad tem um time forte e todo ano está sempre chegando as fases decisivas de Libertadores ou Copa Sul Americana, outro jogo equilibrado, aposto no Libertad.




por @pfglr Paulo Felipe --> Colunista FOI FOI ESPORTES

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Vasco bate o Lanús nos pênaltis e vai encarar o Corinthians nas quartas

Foi dramático, mas o Vasco conseguiu se classificar para as quartas de final da Libertadores após vencer o Lanús por 5 a 4 nas cobranças de pênaltis, nesta quarta-feira, no La Fortaleza. No tempo normal, o placar foi 2 a 1 para os argentinos, mesmo resultado da vitória cruz-maltina em São Januário. Nas penalidades, Felipe, Juninho, Carlos Alberto, Renato Silva e Alecsandro marcaram os gols. Do lado argentino, Romero perdeu.


A equipe vascaína vai enfrentar nas quartas de final o Corinthians, que eliminou o Emelec. A Conmebol ainda irá divulgar as datas dos confrontos, mas a segunda partida será no Pacaembu.

Durante os 90 minutos, o Vasco viveu altos e baixos. Começou bem, abriu o placar com Nilton e parecia que teria uma noite tranquila, mas levou dois gols na segunda etapa e precisou disputar a vaga na marca da cal.
Bomba de Nilton dá tranquilidade ao Vasco
O técnico Cristóvão Borges optou por escalar uma formação mais defensiva para jogar na casa dos argentinos. Desta forma, Felipe foi o escolhido para ficar no banco de reservas e dar lugar a Nilton. Juninho começou entre os 11. Apesar de o time demonstrar mais dificuldade para sair com qualidade do campo de defesa para o ataque sem o camisa 6, o Vasco controlou bem a partida no início.
E coube ao escolhido de Cristóvão dar tranquilidade ao time. Aos 18 minutos, a zaga do Lanús cortou mal, Juninho pegou o rebote e tocou para Nilton. O volante pegou de primeira uma bomba (97km/h) que foi parar no canto direito do goleiro. Na comemoração, ele não escondeu a emoção e chorou.
- Fiquei quase um ano parado (cirurgia no joelho). Só quem esteve ao meu lado sabe da dificuldade que foi. Minha filha já tem quase um ano e eu não tinha feito um gol para ela ainda. Fui muito feliz no chute de longa distância. É uma emoção muito grande - disse Nilton na saída para o intervalo.
Lanús x Vasco, Comemoração (Foto: EFE)Goleiro do Lanús observa a bomba de Nilton
entrar em seu gol (Foto: EFE)
Apesar da necessidade do Lanús de correr em busca da vitória, o Vasco manteve maior posse de bola do que o adversário (51% ao fim do primeiro tempo) e levava perigo nos contra-ataques. Fagner teve boa chance pelo lado direito, mas se enrolou ao cortar para o meio dentro da área e tentar a finalização de perna esquerda. Diego Souza também teve boa oportunidade. O camisa 10 balançou na frente do marcador e tentou surpreender com um chute colocado no ângulo, mas errou o alvo.
O Lanús pouco criou. Pavone e Camoranesi chegaram a ameaçar, mas Regueiro, que fez o gol em São Januário, novamente foi o mais perigoso. Nas costas de Fagner, o jogador do time argentino desviou de cabeça à direita do gol de Prass. Na primeira etapa, o Vasco finalizou sete vezes, enquanto os donos da casa chutaram seis.

Vasco recua e permite a reação do Lanús
O Lanús voltou do vestiário disposto a ir para o tudo ou nada e adotou uma postura ainda mais ofensiva com a entrada de Teófilo Gutiérrez no lugar de Pizarro. O jeito que o time argentino arrumou foi cruzar bolas na área do Vasco. Renato Silva, Rodolfo e, principalmente, Nilton, iam afastando do jeito que era possível.

Mas o crescimento do Lanús no jogo, que já se refletia na inversão da vantagem da posse de bola (53% para os argentinos), resultou em gol. Aos 15 minutos, Valeri deu bom passe para Pavone, que, dentro da área, se livrou de Prass e mandou para a rede: 1 a 1. No lance, Regueiro puxou a camisa de Renato Silva, mas o árbitro não observou.
A pressão do Lanús ficou ainda maior, e a bola não parava de rondar a área vascaína. Valeri e Gutiérrez tiveram boas chances em bate-rebates dentro da área, mas não conseguiram finalizar adequadamente. Neste momento, o Vasco se limitava a dar chutões na direção de Diego Souza e Eder Luis.
Diante do domínio do Lanús, Cristóvão colocou o volante Allan no lugar de Diego Souza para tentar deixar o meio de campo mais equilibrado. Os argentinos, no entanto, seguiram no ataque e sempre com perigo para a meta de Prass. Quem assustou o adversário pelo lado cruz-maltino foi Juninho em cobrança de falta que o goleiro Marchesín defendeu bem.
Aos 32 minutos, a pressão do Lanús surtiu efeito. Valázquez mandou uma bomba de fora da área, Prass não defendeu e soltou na boa para Gutiérrez, que só empurrou para o fundo do gol. Com a decisão indo para os pênaltis, Cristóvão apostou em Carlos Alberto e Felipe nos lugares de Eder Luis e Diego Souza, mas não havia tempo para muita coisa e disputa foi para as penalidades. Nelas, o Vasco foi perfeito e se classificou.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Vasco vence o Lanús mas leva gol em casa

O Vasco começou com vitória a sua participação nas oitavas de final da Taça Libertadores. Jogando em São Januário, o Cruz-Maltino derrotou o Lanús pelo placar de 2 a 1 na noite desta quarta-feira. Alecsandro e Diego Souza, que marcou após dar um lençol num rival, fizeram os gols do time carioca, com Regueiro descontando para os argentinos na etapa final. Apesar do triunfo, a torcida vascaína ficou na bronca, principalmente com o técnico Cristóvão Borges. Ele passou a ser chamado de burro depois que trocou Felipe por Fellipe Bastos. No fim do jogo, as reclamações foram intensas, e Cristóvão voltou a ser alvo de vaias e xingamentos vindos da arquibancada. Os jogadores, em sinal de solidariedade, esperaram o treinador para, só então, juntos, descerem para os vestiários.
Com o resultado, basta ao Vasco um empate no jogo de volta, na próxima quarta-feira, na Grande Buenos Aires, para ficar com a vaga nas quartas de final. O Lanús, por sua vez, se classifica se vencer por mais de um gol de diferença ou pelo placar de 1 a 0 (gol fora de casa é critério de desempate). Novo 2 a 1, desta vez a favor do Lanús, leva a decisão para os pênaltis. Qualquer outra vitória dos argentinos por um gol de diferença favorece o time brasileiro.
O Vasco começou a partida com uma formação mais ofensiva do que de hábito. De volante com características de marcação, apenas Romulo. Daí para a frente, só habilidade: Juninho, Felipe, Diego Souza e Eder Luis, com Alecsandro como homem de referência na área.
O Lanús, por sua vez, adotou uma postura comum a quem joga fora de casa: fechadinho, o time argentino esperou para sair na boa. Valeri, Regueiro e Pavone formaram o trio ofensivo, com o último sendo o único atacante de fato (os demais voltavam para marcar).
Diego Souza, Vasco x Lanús (Foto: EFE)Diego Souza comemora, em tom de desabafo, após marcar um golaço em São Januário (Foto: EFE)
Empurrado pela torcida, o Vasco tentou criar chances nos minutos iniciais. Juninho, primeiro numa bola levantada que saiu rente ao travessão, depois com um chute colocado, que quase entrou no ângulo, assustou.
O Lanús, porém, foi o dono da primeira chance cristalina de gol. Aos 24, após bobeada da zaga vascaína, Valeri ficou cara a cara com Fernando Prass. O argentino bateu na saída do arqueiro cruz-maltino, que fez um milagre e salvou o Vasco.
O time da casa não demorou a se refazer do susto e abriu o placar logo depois, aos 25. Eder Luis cruzou da direita, e Alecsandro, que estava na mesma linha do último zagueiro na hora do lançamento, completou de coxa, no meio da área. Festa na Colina.
O Vasco seguiu com maior volume de jogo. Embora o Lanús vez por outra assustasse, como em chute de Camoranesi, à direita de Prass, eram os cruz-maltinos que tinham mais a bola (60% ao fim do primeiro tempo). A maior presença em campo foi recompensada com o segundo gol. Aos 41, Diego Souza recebeu na meia-lua, deu um lençol em Braghieri e emendou para a rede. Um golaço. A comemoração do camisa 10 vascaíno foi em tom de desabafo. Com alguns palavrões, ele parecia pedir reconhecimento da torcida. De quebra, botou a camisa cobrindo parte da cabeça e ganhou um cartão amarelo.
Na volta para o segundo tempo, os dois times não fizeram substituições. A única mudança ocorrera pouco antes do fim da etapa inicial, quando Romulo, com um problema muscular, deu lugar a Eduardo Costa no time do Vasco.
Logo no início do segundo tempo, o time da casa levou um susto. Regueiro penetrou pelo lado direito da área e foi derrubado por Fagner. O árbitro uruguaio Roberto Silvera marcou pênalti, mas voltou atrás porque o auxiliar assinalou um duvidoso impedimento do jogador do Lanús.
O Vasco então tratou de apertar o ritmo para tentar não oferecer novas oportunidades ao Lanús. Diego Souza, desta vez na base da trombada, por pouco não conseguiu marcar o terceiro gol, aos 5 minutos. Aos, 12, foi a vez de Juninho, batendo falta, quase marcar. A bola saiu a poucos centímetros do ângulo direito de Marchesín.
Lanús diminui, e Cristóvão vira vilão
O time argentino, porém, tratou de mostrar que não viajou a passeio ao Rio de Janeiro. Aos 17, Regueiro diminuiu a desvantagem. O camisa 10 recebeu um cruzamento de Valeri, no lado esquerdo da área (nas costas de Fagner), dominou e encheu o pé para fazer o primeiro do Lanús.
De imediato, o técnico Cristóvão Borges promoveu a primeira alteração no Vasco: Felipe deu lugar ao volante Fellipe Bastos. A torcida vascaína não poupou o treinador, chamando-o seguidamente de burro por quase dois minutos. No Lanús, ao mesmo tempo, Valeri deu lugar a Romero.
O jogo ficou franco, com as duas equipes buscando o gol. Após falha de Rodolfo, Romero ficou com a bola e serviu Regueiro na área. Por sorte do Vasco, o jogador do Lanús concluiu muito mal. Logo em seguida, foi a vez de Eder Luis ter a chance de marcar. O chute desviou na zaga e foi no cantinho de Marchesín, que fez uma defesa espetacular.
Cristóvão mexeu outra vez no Vasco, aos 25: Diego Souza saiu para a entrada de Carlos Alberto. Logo na sequência, o Lanús também fez alteração: o centroavante Pavone deixou o campo e o também atacante Gutiérrez o substituiu.
O ritmo intenso que dava o tom da partida diminuiu um pouco. Regueiro teve nova chance para o Lanús, mas bateu por cima. Depois, Juninho, de falta, obrigou Marchesín a espalmar para o meio da área. A bola voltou na cabeça de Carlos Alberto, que testou por cima do gol.
O Vasco não jogou bem os minutos finais. Aos 41, Gutiérrez teve boa chance para empatar o jogo, mas bateu por cima do gol de Fernando Prass. Depois, aos 42, Velázquez bateu falta que o goleiro vascaíno rebateu de forma esquisita. Mas o time da Colina soube se segurar e garantiu a vitória pelo placar de 2 a 1.

domingo, 29 de abril de 2012

Botafogo vence o Vasco e está na final do Campeonato Carioca

É coisa de louco chegar a maio invicto, ganhar a Taça Rio com um atropelo sobre o Vasco, ir à decisão do Campeonato Carioca com sobras. É coisa de Loco. De Loco Abreu. Com dois gols do uruguaio, o Botafogo venceu o Vasco por 3 a 1 neste domingo, no Engenhão, e conquistou o segundo turno do Estadual - primeira taça erguida pelo clube no estádio. Maicosuel fez o outro. Carlos Alberto descontou.
O Alvinegro agora encara o Fluminense, campeão da Taça Guanabara, na finalíssima do Rio de Janeiro. Ao Vasco, resta remoer o jejum. Os cruz-maltinos não vencem o Estadual desde 2003. Desde então, só ganharam um turno, na temporada seguinte.
Botafogo e Fluminense reeditam a semifinal do primeiro turno, único momento de derrota do Alvinegro em 2012. Após empate por 1 a 1 no tempo normal, os tricolores ganharam nos pênaltis, por 4 a 3. Os dois jogos da final são nos próximos domingos, no Engenhão. As equipes não decidem o Estadual desde 1975 – quando a final teve um triangular, também com a presença do Vasco.
loco abreu botafogo gol vasco (Foto: Fernando Soutello / Agif)Coisa de Loco: Botafogo ganha com dois gols do goleador (Foto: Fernando Soutello / Agif)
Enlouquecido
Loco Abreu acorda antes dos zagueiros do Vasco. E também vai dormir depois deles. Quando o primeiro tempo mal despertava, lá estava o uruguaio deixando sua primeira marca; quando o primeiro tempo se espreguiçava rumo ao final, lá estava o uruguaio fazendo mais um. A vitória parcial do Botafogo foi responsabilidade, em grande parte, do centroavante cabeludo. E culpa, em outra fatia gorda, dos bocejos da zaga do Vasco.
A diferença em relação ao clássico com o Flamengo é que, desta vez, o Vasco não soube reagir ao gol levado precocemente. E isso por causa da competência do Botafogo. O quinteto de meio, teoricamente ofensivo, com apenas um volante daqueles de carteirinha, soube congestionar as saídas do adversário para o ataque. Felipe foi a única válvula de escape, buscando Eder Luis para tabelamentos, enquanto Alecsandro aguardava bolas que não chegavam nunca.A ausência de Dedé voltou a ser um golpe duro para o Vasco. É uma zaga com ele e outra radicalmente diferente, para pior, sem ele. A exemplo do que aconteceu no domingo passado, na vitória de 3 a 2 sobre o Flamengo, a equipe cruz-maltina foi vazada muito cedo. Com três minutos, a bola saiu pela lateral e foi rapidamente reposta por uma gandula. Maicosuel logo cobrou para Márcio Azevedo, que prontamente acionou Loco Abreu. Era moleza. Ele deu um toque leve na bola para colocar o Botafogo na frente, completando uma corrida de 90 metros, de uma área até a outra, e dando sucesso a uma jogada muito treinada por Oswaldo.
Até a metade do primeiro tempo, o Botafogo esteve mais inclinado a ampliar do que o Vasco esteve de empatar. A zaga cruz-maltina falhou muito. Aos 20 minutos, houve um lance emblemático. Após cruzamento para a área, Fábio Ferreira desviou de cabeça e Loco Abreu completou, acossado apenas pelo goleiro Fernando Prass, que conseguiu defender. A situação seria repetida mais tarde. Com um final bem diferente.
O Vasco deu sinais de vida depois da parada técnica. Tentou com Alecsandro – muito mal, de canela. Arriscou com Eder Luis, duas vezes, ambas para fora. Ameaçou em cobranças de falta, com Fellipe Bastos e Diego Souza. E nada...
Do outro lado, Loco Abreu estava de olhos bem abertos. Era o último giro dos ponteiros no primeiro tempo. Elkeson alçou a bola na área, Fábio Ferreira desviou de cabeça e o uruguaio completou, em um repeteco daquele lance ocorrido 25 minutos antes. O Botafogo, enlouquecido com seu camisa 13, fechava o primeiro tempo com 2 a 0.

Confirmação
A largada do segundo tempo deu o aviso de que o Vasco buscaria a reação. Aviso falso. Com Juninho Pernambucano no lugar de Alecsandro e Allan na vaga de Felipe, o time comandado por Cristóvão Borges ameaçou. Fellipe Bastos acertou pancada no travessão. Eder Luis chutou com perigo. A pressão era prenúncio de gol. Do Botafogo...
Aos nove minutos, o zagueiro Antônio Carlos, do campo de defesa, se posicionou para cobrar uma falta ofensiva do Vasco. Parecia mais um daqueles chutões despretensiosos. Não era. A bola sobrevoou o campo e foi na direção de Maicosuel. Fagner, na marcação, ficou a ver navios. Foi encoberto pela bola, que caiu nos pés do meia alvinegro, disposta a encontrar a rede. O Mago avançou na direção da área e desviou de Prass. Era o terceiro gol do Glorioso. Era o fim até para o Vasco, tão acostumado a viradas.
A entrada de Carlos Alberto foi a última cartada do Vasco. E uma das poucas ações de sucesso da equipe da Colina no clássico. O jogador entrou bem, tabelou com Rodolfo e fez, aos 35 minutos, o único gol vascaíno.
Naquele momento, o Botafogo já cozinhava o relógio em água morna. O Glorioso foi com tranquilidade para a final. E invicto. E com um centroavante enlouquecido.
 

sábado, 28 de abril de 2012

Oito meses depois de AVC, Ricardo Gomes visita Vasco em São Januário

O Vasco ganhou uma motivação extra para o clássico contra o Botafogo, que acontece neste domingo, em jogo válido pela semifinal da Taça Rio, às 16h (de Brasília), no Engenhão: o técnico Ricardo Gomes esteve rapidamente em São Januário neste sábado. Foi a primeira vez em que ele voltou à casa do time da Colina após ter sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral), em um partida contra o Flamengo, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro do ano passado.

O curioso é que a visita acontece exatamente oito meses após o ocorrido. Desta vez, ele chegou ao estádio, encontrou com os atletas, conversou com alguns e foi embora de São Januário sem ser visto pelos jornalistas e torcedores que estiveram no clube.

Após iniciar a recuperação gradual ainda em 2011, Ricardo Gomes manteve o hábito de visitar os jogadores vascaínos na véspera de jogos importantes, mas nunca em São Januário. O comandante jantava com os atletas no hotel em que costumam ficar concentrados.
O volante Fellipe Bastos, um dos comandados por Ricardo Gomes no Vasco, revelou que o grupo foi surpreendido com a presença do treinador no vestiário neste sábado e afirmou que a visita deixou o ambiente de São Januário ainda mais animado.
- Ninguém esperava que ele viesse. Há o costume de o Ricardo ir à nossa concentração, mas em São Januário foi a primeira vez. Foi uma surpresa. Acho que para ele é um recomeço voltar ao clube e a viver esse clima de vestiário. Tenho certeza de que será importante para a recuperação dele - afirmou Fellipe Bastos.
Treino Vasco torcida São Januário (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)Torida marca presença na véspera da decisão (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)
A presença do técnico já era suficiente para deixar o ambiente mais leve, mas cerca de 300 torcedores compareceram ao treinamento e transmitiram otimismo aos jogadores na véspera do clássico decisivo.
Com a leve chuva que caiu em alguns momentos, a torcida se concentrou nas cadeiras sociais em busca de fotos e autógrafos. Enquanto isso, os jogadores fizeram um treino recreativo, do qual Juninho Pernambucano não participou. Poupado, ele esteve em campo apenas durante o aquecimento – uma atividade de futevôlei –, mas logo depois voltou para o vestiário.
Após o rachão, vencido pela equipe de Felipe, os jogadores treinaram cobranças de pênalti, inclusive o goleiro Fernando Prass. No entanto, o destaque foi o reserva Alessandro, que defendeu quase dez cobranças, duas delas do camisa 1 cruz-maltino.

Estilo ponderado une os diferentes técnicos da final da Taça Rio

Encaixados no grupo dos treinadores que costumam poupar as cordas vocais e que raramente causam atrito, Oswaldo de Oliveira e Cristóvão Borges, à distância, são bem parecidos em seu modo de trabalhar, na própria personalidade e na origem das trajetórias. No entanto, basta um olhar mais apurado para identificar que, à medida que detalham a mudança das características ao longo das respectivas carreiras, os finalistas da Taça Rio também trilharam caminhos inversos.
Ao revisitar suas memórias, o comandante do Botafogo assume que o perfil light nem sempre fez parte de seu dia a dia. Após a saída de Vanderlei Luxemburgo, em 1999, deixou de ser auxiliar, assumiu o Corinthians e se viu diante de um turbilhão de cobranças às quais não estava acostumado. E vez por outra agia com a emoção, se deixando levar com facilidade. Somente com a experiência adquirida é que se acalmou e passou a ser apontado como um sereno e inabalável.
montagem Cristovão Borges Vasco Oswaldo de Oliveira Botafogo (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)Cristóvão e Oswaldo orientam os times com estilos parecidos (Foto: Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM)
- A questão da ansiedade é o ponto principal para mim. Comecei numa situação especial, num timaço, com assédio grande. Aquilo mexeu comigo, foi tudo emocionante demais. Eu tinha mais de vinte anos de futebol, mas como preparador físico. E já dizia que minha vida seria um antes e depois daqueles momentos. Mas com o tempo fui me habituando a ver as coisas com naturalidade, mesmo nas circunstâncias difíceis e importantes - analisou Oswaldo, que não acredita mais em preconceito e acusações de falta de pulso por ser diferente da maioria.
Meu trabalho tem um pouco o meu retrato, é da minha natureza. Não posso entrar em qualquer jogo ou em qualquer dificuldade e ficar transtornado. Tem que passar isso (tranquilidade). Mas a equipe ser aguerrida tem a ver com aquilo que conversamos na intimidade"
Cristóvão Borges
- Existem outras maneiras de se comportar, é difícil falar sobre isso, porque há quem pense de outra forma e tem que existir respeito por todos. Meu caminho é o da ponderação, do papo, do trabalho ao longo da semana para não precisar mudar tudo durante o jogo, me desesperando. Mas não abro mão de erguer a voz quando necessário - reforça o alvinegro, invicto nas 21 partidas que esteve no banco de reservas, na temporada, contra quatro derrotas do rival.
Há quase oito meses como técnico do Vasco – desde que Ricardo Gomes sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) –, Cristóvão Borges mostrou mudanças em sua atitude durante as partidas. Inicialmente contido e preocupado apenas em transmitir suas instruções, recentemente passou a gesticular muito, falar mais alto e até mesmo contestar a arbitragem, indicando um toque contrário ao do amadurecimento progressivo do colega. Ainda assim, segue discreto e sem grandes exaltações, até mesmo nos lances mais emocionantes de jogos decisivos.
No dia a dia dos treinamentos, mostra-se tranquilo. Mesmo enfático em suas instruções, não costuma levantar a voz, a não ser para elogiar um movimento ou uma boa jogada. Tanto no gramado quanto no vestiário e na concentração, Cristóvão é adepto da conversa ao pé do ouvido. Gosta de unir o auxílio técnico ao emocional e tem em jogadores como o meia Felipe um confidente. O papo particular também é arma de Oswaldo, muito próximo de Fellype Gabriel, por exemplo. Mas nas atividades a participação é intensa e à base de gritos de incentivo.
Oswaldo de Oliveira no treino do Botafogo com os jogadores (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)Oswaldo deu broncas no grupo no campo, algo
que o colega evita (Foto: Ivo Gonzalez / O Globo)
- Realmente tenho percebido que mudei o comportamento desde que comecei a ficar à beira do campo. Mas muito disso é também pelo fato de o Vasco ter disputado muitos jogos decisivos, que têm uma carga de emoção maior e exigem mais atenção. Algumas pessoas aqui no Vasco dizem que eu me transformo - brinca Cristóvão, que não pretende mudar sua linha geral.
- Meu trabalho tem um pouco o meu retrato, é da minha natureza. Não posso entrar em qualquer jogo ou dificuldade e ficar transtornado. Tem que passar tranquilidade. Mas a equipe ser aguerrida tem a ver com aquilo que conversamos na intimidade - argumenta.
Por fim, Oswaldo - acostumado a liderar as equipes amadoras nas quais era meia-direita - traçou outra diferença que considera primordial entre ele e o colega cruz-maltino - capitão dos times pelos quais passou e integrante da Seleção Brasileira na Copa América de 1989.
- Somos mesmo bastante parecidos. Mas tem um detalhe bem diferente: o Cristóvão jogava muito! - brincou, arrancando gargalhadas na sala de imprensa com sua sinceridade.
Ambos medem forças a partir das 16h deste domingo, no Engenhão, pela final da Taça Rio.
Cristóvão Borges e Felipe treino Vasco (Foto: Iivo Gonzalez / O Globo)Cristóvão e Felipe em particular: mesmo às vezes fora, meia admira o técnico (Foto: Iivo Gonzalez / O Globo
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