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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Hulk está 90% acertado com o Chelsea, segundo jornal inglês

Hulk, Brasil x Dinamarca (Foto: Mastrangelo Reino / Agência Estado)Hulk está bem perto de Londres (Agência Estado)
Após o próprio empresário do jogador dizer que ele precisava de voos mais altos, o destino do atacante Hulk parece ser mesmo o Chelsea. Segundo o diário “The Telegraph”, o jogador da Seleção está 90% acertado com o campeão da Liga dos Campeões.
Desde a chegada de André Villas-Boas, no início da última temporada, o brasileiro já estava nos planos do clube londrino. Agora, com a saída de Drogba, os Blues parecem dispostos a pagarem cerca de € 50 milhões por Hulk (R$ 124,4 milhões).
Na última temporada, Hulk balançou a rede 21 vezes em 38 jogos, ajudando o Porto a ser bicampeão do Campeonato Português. Outro jogador bem perto de acertar com o Chelsea é a revelação Eden Hazard, do Lille.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Real Madrid tem interesse na contratação de Drogba


Recém-dispensado do Chelsea após ter sido decisivo na conquista do título da Liga dos Campeões da Europa, o atacante marfinense Didier Drogba, de 34 anos, pode permanecer na Europa. Apesar da milionária proposta do Shanghai Shenhua, da China, o jogador é admirado pelo técnico português José Mourinho, que deseja contar com seus serviços no Real Madrid.

A informação é do jornal inglês 'Daily Mail'. Drogba chegou ao Chelsea em 2004, oriundo do Olympique de Marselha, por indicação de Mourinho, técnico do clube inglês à época. Juntos, eles conquistaram um bicampeonato inglês nas temporadas 2004-05 e 2005-06.

Drogba esteve próximo de acertar sua transferência para o Real Madrid na última temporada, mas não houve acerto financeiro para que o marfinense concretizasse sua ida para o Santiago Bernabéu. Agora, porém, Drogba está sem contrato e livre para definir em qual clube atuará na próxima temporada, tendo atraído o interesse de clubes na Espanha, Itália, Alemanha e Rússia.

Caso opte pela transferência para o futebol chinês, Drogba reencontrará o francês Nicolas Anelka, reeditando uma parceria de quatro anos no Chelsea. O 'Daily Mail', porém, afirma que o marfinense já não parece tão inclinado a acertar a oferta do Shanghai Shenhua.



Fonte: FUTNET

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Chelsea celebra Liga dos Campeões com estrela dourada em uniforme

PIAZON NOVA CAMISA DO CHELSEA (Foto: Tomires Ribeiro / Divulgação)Piazon curte férias no Brasil (Foto: Tomires Ribeiro)
Após anos tendo que gastar milhões para ter astros em seu elenco, o Chelsea ostentará no peito a partir da próxima temporada a mais importante de suas estrelas: a comemorativa pelo título da Liga dos Campeões da Europa. A nova camisa que o clube estreou diante do Blackburn na ultima rodada do Campeonato Inglês, já ganhou a marca dourada em cima do distintivo.
A ação, comum em muitos países, pode ser considerada novidade na Inglaterra. Dos outros quatro clubes ingleses já campeões da Champions, apenas o Nottingham Forrest exibe estrelas pelo bicampeonato da competição, enquanto Manchester United, Liverpool e Aston mantêm as camisas limpas. De férias no Brasil, Lucas Piazon já recebeu sua nova versão do modelo 2012/2013 dos Blues.

Hazard ignora rivais City e United para acertar com o Chelsea

Eden Hazard, do Lille, recebe prêmio (Foto: AFP)Eden Hazard, do Lille, recebe prêmio de melhor
jogador do Campeonato Francês (Foto: AFP)
Uma das novelas do mercado europeu de transferências parece ter chegado ao fim nesta segunda-feira. A revelação belga Eden Hazard, de 21 anos, confirmou através de seu perfil no Twitter que irá defender o Chelsea a partir da temporada 2012/2013. Desta forma, o meia do Lille desistiu da ideia inicial de ir para Manchester, cidade na qual chegou até a anunciar como destino - os rivais City e United brigavam pelo jogador, eleito o melhor das duas últimas edições do Campeonato Francês.
- Estou assinando com o campeão da Champions League - disse Hazard, que adota o perfil @hazardeden10 na ferramenta social.
Nem Lille nem o Chelsea, no entanto, se pronunciaram sobre o negócio. De acordo com informações da imprensa inglesa, Hazard receberá um valor próximo de £ 170 mil (R$ 527 mil) por semana, no que seria um dos maiores salários do mundo. Ele está avaliado entre £ 25 milhões (R$ 77,5 milhões) e £ 32 milhões (R$ 99,2 milhões).
Campeão francês há um ano, Hazard foi dono de uma das cinco melhores temporadas individuais das principais ligas europeias com participação em 36 dos 72 gols do Lille em 2011/2012. Ao todo, ele acumulou 20 gols e 16 assistências.

Torres revela papo com Abramovich e diz que fica no Chelsea. Cech renova

fernando torres chelsea gol barcelona (Foto: Agência Getty Images)Fernando Torres comemora gol contra o Barcelona,
na semifinal da Champions (Foto: Getty Images)
O Chelsea parece ter posto um fim às especulações de dois importantes nomes de seu elenco para a temporada 2012/13. O atacante Fernando Torres revelou uma conversa com o dono do clube, o magnata russo Roman Abramovich, e afirmou que seguirá nos Blues para defender o título da Liga dos Campeões. A outra novidade foi a renovação de contrato do goleiro Petr Cech, um dos destaques da conquista inédita diante do Bayern de Munique.
O novo vínculo de Cech irá até junho de 2016. Aos 30 anos, ele vive uma de suas melhores fases da carreira e será titular da República Tcheca na Eurocopa, disputada entre os dias 8 de junho e 1º de julho, na Polônia e Ucrânia. Vendido em 2004 pelo Rennes, da França, o arqueiro soma 369 atuações com os Blues e ganhou, além da Champions, três Campeonatos Inglês, quatro Copas da Inglaterra e duas Copas da Liga.
- Estou muito feliz por fazer parte desse grande clube por mais quatro anos. Espero que eles sejam de sucesso como foram os meus outros oito anos aqui no Chelsea - disse o goleiro, em entrevista ao site oficial.
Uma conversa com Abramovich, no entanto, parece ter solucionado o problema. O marfinense Didier Drogba já anunciou que não seguirá no time, o que deverá abrir espaço para o espanhol, enfim, brilhar com a camisa do Chelsea.O caso de Fernando Torres é um pouco diferente. Ele foi adquirido junto ao Liverpool em janeiro de 2011 por valor recorde de £ 50 milhões (à época R$ 133 milhões) e tem contrato até junho de 2016. Mas, como não se mostrou útil em boa parte da temporada, inclusive amargando a reserva em jogos decisivos, desabafou logo após o título da Liga dos Campeões.
- Eu tive um papo com o dono do Chelsea e ele confia em mim. Sua confiança é total e é o que eu preciso para seguir lutando e continuar sendo essencial para o clube - afirmou.
Petr Cech do Chelsea comemora o título da Liga dos Campeões (Foto: Reuters)Petr Cech do Chelsea comemora o título da Liga dos Campeões: contrato até junho de 2016 (Foto: Reuters)

sábado, 19 de maio de 2012

Chelsea segura o Bayern, vira nos pênaltis e leva Champions pela 1ª vez

Jogadores do Chelsea erguem a taça (Foto: Reuters)
Veja como foi o tempo real do jogo



O Chelsea, enfim, conquistou a Europa. Foi sofrido, como toda a campanha, na base do sufoco, contrariando prognósticos, mas os ingleses bateram o Bayern de Munique, em plena Allianz Arena, neste sábado, e se sagraram campeões da Liga dos Campeões. A vitória veio nos pênaltis, pelo placar de 4 a 3, após 1 a 1 nos 120 minutos de bola rolando. Robben, que desperdiçou uma cobrança da marca da cal na prorrogação, Olic e Schweinsteiger foram os vilões alemães, enquanto Didier Drogba e Petr Cech, é claro, consagraram o inédito troféu.

Desfalques dos dois lados
Terry e Raul Meireles Chelsea Bayern (Foto: EFE)Suspenso, capitão Terry viu final das tribunas (EFE)
A avalanche vermelha que tomou conta de Munique durante todo o dia se estendeu nas arquibancadas da Allianz Arena e foi capaz até mesmo de ofuscar a festa preparada pela Uefa, com direito a cantor e violinista no gramado. Enquanto a cerimônia de abertura da decisão era realizada, os bávaros, que representavam cerca de 70% do estádio, chamaram a atenção para si com o um gigantesco mosaico atrás de um dos gols, com as cores do time e a “orelhuda”, como é chamado o troféu da competição.
Com os times em campo, ficou clara a preocupação de Roberto Di Matteo com a marcação, como já acontecera nos jogos diante do Barcelona. Sem Ramires, o italiano promoveu a estreia de Ryan Bertrand, 22 anos, reserva natural de Ashley Cole. O jovem se posicionou como um autêntico ponta esquerda para as saída de contra-ataque, mas tinha função defensiva importante auxiliando na contenção aos avanços de Robben.

David Luiz e Mario Gomez na final da Liga dos Campeões entre Bayern e Chelsea (Foto: AP)

O problema para os Blues é que não apenas Ramires era desfalque. Suspensos, o lateral-zagueiro Ivanovic, o zagueiro John Terry e o meio-campista Raul Meireles vestiram camisa social, gravata e acompanharam a final das tribunas. O mesmo aconteceu com o zagueiro Badstuber, o lateral Alaba e o volante brasileiro Luiz Gustavo do lado do Bayern. O trio teve ainda a companhia de Breno, que não vem sendo aproveitado por Jupp Heynckes após se envolver em polêmicas extra-campo, tem se recuperado de lesão e deverá jogar no Lazio na próxima temporada.
Avalanche vermelha também em campo
Com a bola rolando, o Bayern começou mostrando que o discurso de cautela e de que o fator campo não faria a diferença usado durante a semana era da boca para fora. Desde os minutos iniciais, uma “blitz” foi armada no campo ofensivo, com Ribéry e Robben abertos nas pontas, Mario Gómez centralizado e Thomas Müller bem próximo da área. Ao Chelsea coube repetir a estratégia usada contra o Barcelona e deixar apenas Drogba a frente da linha da bola.
Mario Gómez na final da Liga dos Campeões entre Bayern x Chelsea (Foto: AFP)Mario Gómez tenta puxeta na cara de Cech (AFP)
A missão de defender desta vez, no entanto, contou com alguns milhares de ingleses no primeiro tempo. Localizados atrás do gol de Cech, os torcedores faziam pressão a cada toque dos donos da casa na bola e provocavam até em atitudes simples, como quando jogaram para longe uma bola que Robben esparava nas mãos para cobrança de escanteio.
A barreira em frente à área fazia com que o Bayern repetisse a estratégia mal-sucedida do Barcelona com chutes da entrada da área. Artilheiro da equipe na competição, com 12 gols, dois a menos que Messi, Gómez era acompanhado de perto por David Luiz, que fazia marcação individual.
Bastian Schweinsteiger na final da Liga dos Campeões entre Bayern e Chelsea (Foto: Reuters)Bastian Schweinsteiger entre Mikel e Drogba: jogo foi pegado (Foto: Reuters)
Desfalcado e acuado, o Chelsea ainda era ousado nas saídas de contra-ataque, mas nem Bertrand nem Kalou conseguiram auxiliar Drogba como Ramires vinha fazendo. Sendo assim, a opção dos Blues nas poucas vezes em que tinha posse de bola era trocar passes no campo de defesa à espera de espaços para lançamentos. Mas o Bayern não os cedeu. Tanto que a primeira finalização inglesa aconteceu aos 34, em cobrança de falta de Juan Mata, por cima do gol.
Lance sem perigo, mas que foi respondido de imediato com Thomas Müller, em chute perigoso da marca do pênalti. A pressão do Bayern, entretanto, esbarrava em um fator que acompanhou o Chelsea nos últimos meses: a sorte. Como contra o Barcelona, na semifinal, e o Liverpool, na decisão da Copa da Inglaterra, tudo dava certo para os Blues, como no chute de Robben que Cech defendeu com os pés e a bola explodiu na trave, aos 20, ou nas finalizações sem direção de Góméz e Ribéry de um lado para o outro dentro da área.
O "Super Mario", por sinal, foi o responsável pela última boa jogada do primeiro tempo, em raro momento em que não foi acompanhado por David Luiz. O camisa 33 aproveitou bote do brasileiro em Müller para aplicar bonito drible de corpo em Cahill e isolar de frente para Petr Cech. O primeiro tempo foi vermelho, mas o placar permaneceu sem cor.
Robben na final da Liga dos Campeões entre Bayern e Chelsea (Foto: AFP)Robben tenta levar o Bayern ao ataque: holandês parou em Cech e na trave aos 20 minutos (Foto: AFP)
Chelsea tenta mudar, mas Bayern segue melhor
O Chelsea pareceu mais disposto ao ataque e Frank Lampard se aproximou de Juan Mata para auxiliar na armação das jogadas. O avanço fez com que o espanhol enfim participasse do jogo após um primeiro tempo apagado, mas por pouco não resultou em castigo logo no primeiro minuto. Ribéry passou como um foguete por Bosingwa e cruzou rasteiro. Cech ficou no meio do caminho e David Luiz se antecipou a Mario Gómez para afastar o perigo.
Thomas Mueller do Bayern de Munique e David Luiz do Chelsea (Foto: Reuters)Müller cai em dividida com David Luiz (Reuters)
Até então mais participativo na defesa do que no ataque, Drogba tentou resolver sozinho e assustou quatro minutos depois, em chute da intermediária. Àquela altura, porém, a torcida do Chelsea tinha mais motivos para se preocupar do que para comemorar. Tanto que a primeira explosão do lado azul aconteceu quando Roman Abramovich surgiu no telão do estádio.
Apesar da disposição mais ofensiva, o Chelsea sentia bastante a falta de Ramires e a atuação tímida de Mata. Enquanto isso, o Bayern seguia impondo seu ritmo, com Robben e Ribéry endiabrados. A dupla, por sinal, por pouco não abriu o placar aos oito. Mas pouco mesmo, questão de centímetros que deixaram o francês impedido quando escorou para os fundos das redes após chutes do holandês que desviou na zaga. Sinal de alerta que serviu para que o Chelsea voltasse novamente a se defender apostando em escapadas no contra-ataque.
E fui justamente em saída rápidas pelas pontas que o time inglês colocou os zagueiros do Bayern para trabalhar. Bosingwa e Drogba descolaram bons cruzamentos, que foram afastados pela linha de fundo. Em uma das cobranças de escanteio, o marfinense teve boa oportunidade após titubeada de Neuer. O chute de canhota, no entanto, não saiu firme e o goleiro fez a defesa sem problemas.
Franck Ribery na partida do Bayern de Munique contra o Chelsea final Liga dos Campeões (Foto: AFP)Enquanto esteve campo, Ribéry deu muito trabalho a Bosingwa (Foto: AFP)
Gol e emoção para os dois lados
Infernal, Ribéry abandonou a ponta esquerda e passou a flutuar pelo campo causando problemas. A defesa inglesa, por sua vez, era eficiente sempre no último corte. Nem mesmo a proximidade do fim da partida, porém, fez o Bayern tirar o pé do acelerador. E a recompensa veio a oito minutos do fim do tempo regulamentar.
Thomas Mueller gol Bayern de Munique (Foto: Reuters)Müller explode com o gol aos 38 minutos (Reuters)
Aos 38, Kroos cortou para o meio e cruzou no segundo pau. A zaga do Chelsea ficou olhando a viagem alta da bola até chegar a Thomas Müller, que cabeceou esquisito para o chão e superou Cech. Gol e comemoração enlouquecida do artilheiro e revelação da última Copa, que só entrou em campo por conta da suspensão do brasileiro Luiz Gustavo.
A Allianz Arena entrou em erupção e começo a contagem regressiva para o título sonhado. No banco de reservas, atitudes imediatas: Di Matteo, finalmente, mandou o Chelsea para o ataque e chamou Fernando Torres. Jupp Heynckes tratou de segurar o resultado e trocou o “herói” Müller por Van Buyten. Ponto para o italiano dos Blues.
Em jogada enrolada na linha de fundo, Torres conseguiu escanteio para Mata cobrar. O espanhol colocou a bola na medida no bico da pequena área. Drogba saltou mais do que Boateng e testou com uma força impressionante: 1 a 1, em falha de Neuer. E mais 30 minutos de futebol seriam disputados em Munique.


Drogba David Luiz gol Chelsea (Foto: AFP)
Cech pega pênalti de Robben
Na prorrogação, a previsão natural era de um Chelsea mais ofensivo do que nos 90 minutos anteriores, por conta das entrada de Torres e Malouda. E foi o que aconteceu, mas somente por dois minutos. Bastou os Blues tentarem sair para o ataque para Ribéry aproveitar brecha na defesa, invadir a área e ser derrubado por Drogba. Isso mesmo, o marfinense, mais uma vez, ajudava a defesa, e de forma estabanada, como quando derrubou Fàbregas em pênalti perdido por Messi na semifinal.
Para sorte do atacante, a história da cobrança também se repetiu. Ex-Chelsea, Robben pegou a bola de frente paro o mar azul atrás do gol de Cech, correu, encheu o pé e... perdeu. Dessa vez, não foi preciso travessão, o próprio goleiro assumiu o papel de herói. O telão imediatamente mostrou a celebração de John Terry, pulando como legítimo torcedor, ao lado do goleiro Hilário na arquibancada. A penalidade foi um lance isolado em um primeiro tempo com poucos lances de perigo. 
Recuperado do baque do gol sofrido no fim e do pênalti perdido, o Bayern voltou com tudo para a segunda etapa, disposto a evitar novas penalidades, como na semifinal contra o Madrid. Marcando pressão, ocupou o canto de ataque e criou boas chances. Em uma delas, Lahm cruzou no segundo pau, a zaga do Chelsea parou pedindo impedimento e viu Olic receber livre, em posição legal, no bico da pequena área. O croata escorou, o mundo dos Blues parou por alguns segundo, mas, para sorte inglesa, Mario Goméz também, que só viu a bola sair lentamente pela linha de fundo.
Robben perde penalt (Foto: AFP)Cech defende pênalti de Robben no primeiro tempo da prorrogação: candidato a herói (Foto: AFP)
Como nos 87 minutos iniciais, o Chelsea voltou a estar acuado, e mais uma vez teve provas de que a sorte estava ao seu lado quando Lahm dividiu de carrinho com Cech e, após dividida entre Kross e Cahill, a bola sobrou nos pés de David Luiz com o gol já vazio. O título ainda estava em aberto, mas a seis minutos do fim da competição, os Deuses do Futebol davam mostras de que estavam do lado azul, como já havia acontecido em momentos anteriores. Napoli e Barcelona que o digam.
E se o Chelsea não conseguia mais atacar e a bola teimava em não entrar em seu gol, o título só poderia ser decidido de uma forma: a disputa por pênaltis. Tensão no lado vermelho, exposta em imagens de torcedores de cabeças baixas no telão, e otimismo do lado azul, com músicas sendo cantadas em alto e bom som.
Drogba e Cech dão título ao Chelsea nos pênaltis


Drogba gol Chelsea (Foto: Reuters)
Campeão da Liga dos Campeões de 2001 ao bater o Valencia nos pênaltis, o Bayern de Munique iniciou a série neste sábado. O capitão Lahm, com força, bateu no canto esquerdo de Cech e fez 1 a 0 para os bávaros. O espanhol Juan Mata foi para a primeira cobrança do Chelsea e... Acabou batendo mal para tranquila defesa de Neuer.
Na sequencia, Mario Gómez arrematou com força e aumentou a vantagem para os “donos da casa”. David Luiz, na segunda penalidade dos Blues, tomou muita distância e colocou no fundo das redes.
Para surpresa de todos, na terceira cobrança do Bayern, o goleirão Neuer se apresentou e não vacilou: 3 a 1. Lampard, depois, descontou com uma bomba no meio do gol. Olic, que dias atrás revelou que não continuará no Bayern (acertou com Wolfsburg), foi para o quarto pênalti do Bayern e parou nas mãos de Cech. Na sequencia, Ashley Cole igualou a série: 3 a 3.
Schweinsteiger foi para a última cobrança do Bayern e acabou carimbando a trave. Com isso, Drogba teve a missão de finalizar a série e, frio, colocou no canto, garantiu o título e enterrou de vez o fantasma da derrota nos pênaltis para o Manchester United em 2008 na final da própria Champions. Festa do Chelsea e tristeza bávara.
BAYERN DE MUNIQUE 1 (3) X (4) 1 CHELSEA
Neuer, Lahm, Boateng, Tymoschuk e Contento; Schweinsteiger e Kroos; Robben, Müller (Van Buyten) e Ribéry (Olic); Mario GómezPetr Cech; Bosingwa, David Luiz, Cahill e Ashley Cole; Mikel, Lampard e Bertrand (Malouda); Kalou (Torres), Drogba e Juan Mata.
Técnico: Jupp Heynckes.Técnico: Roberto Di Matteo.
Gols: Müller, aos 37, Drogba, aos 43 minutos do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Schweinsteiger (Bayern); Ashley Cole, David Luiz, Drogba, Torres (Chelsea).
Estádio: Allianz Arena, Munique (Alemanha). Data: 19/05/2012. Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

TEMPO REAL: Chelsea x Bayern de Munique - Uefa Champions League Final




sexta-feira, 18 de maio de 2012

[PRÉ-JOGO] Bayern de Munique x Chelsea - Uefa Champions League Final

Amanhã o mundo do futebol irá parar para acompanhar a inesperada final da Uefa Champions League, entre Bayern de Munique e Chelsea.
O Bayern de Munique chega como favorito para a final o que é claro, pelo time mais técnico que tem e pelos vários desfalques do Chelsea, mas um time que eliminou o Barcelona tem que ser respeitado e muito


O Foi Foi Esportes transmite o jogo em Tempo Real a partir das 15h30 da tarde


Como o Bayern Jogou contra o Real Madrid

Na Allianz Arena, Jupp Heynckes foi feliz nas duas mudanças que promoveu. A inicial deu consistência ao meio-campo com Schweinsteiger e Toni Kroos, este mais avançado, empurrando Khedira e Xabi Alonso para o campo do Real e isolando Ozil, bem vigiado por Luiz Gustavo.

O 4-2-3-1 inicial do Bayern de Munique, com Kroos à frente de Luiz Gustavo e Schweinsteiger no meio-campo
 (imagem: reprodução ESPN).
A inversão de Ozil e Di María pouco ou nada acrescentou. O meio-campo seguiu marcando mal e perdeu criação. O setor direito ficou ainda mais exposto. Depois dos dez minutos de marcação avançada que surpreendeu o time mandante e obrigou Neuer a grande defesa em conclusão de Benzema, o time merengue recuou.

Flagrante da troca de posicionamento de Ozil e Di María, que produziu pouco pelo centro
 (imagem: reprodução ESPN).
Forçando pela esquerda com Ribéry e Alaba para cima de Arbeloa, os bávaros pressionaram até Sergio Ramos falhar e Ribéry dar a vantagem que o time alemão precisava para dominar de vez o meio-campo, isolar Cristiano Ronaldo pela esquerda e tentar colocar Robben no jogo.
O holandês, porém, só encontrou espaços com a segunda alteração de Heynckes, ou a volta à formação habitual: Muller na vaga de Schweinsteiger. O quarteto ofensivo do 4-2-3-1 ganhou movimentação e o Bayern recuperou o domínio após o empate do Real no único contragolpe bem engendrado e concluído por Ozil.
Perseverante, com volume de jogo crescente e insistindo pela direita com Robben, Ribéry e Lahm no setor de Coentrão, que não tinha o auxílio de Cristiano Ronaldo e continuou perdido, mesmo após a entrada de Marcelo, o time alemão chegou à virada com o 12º gol de Gomez.
Já Mourinho acertou pouco em Munique. Coentrão provou mais uma vez que não marca melhor que Marcelo. O brasileiro, porém, mostrou novamente sua instabilidade emocional na entrada criminosa em Muller nos últimos minutos.
Taticamente, o resultado foi nenhum, já que Cristiano Ronaldo parece “viciado” no setor esquerdo e perdeu todas para Alaba quando trocou de lado. No final, Marcelo foi jogar à direita e, sozinho, Coentrão foi envolvido com facilidade no gol do justo triunfo bávaro.

Com Muller, o trio de meias do time bávaro ganhou movimentação; no Real, Coentrão ficou isolado na marcação com o retorno de Cristiano Ronaldo ao lado esquerdo, deixando Marcelo praticamente sem função pela direita
Como o Chelsea jogou contra o Barcelona
No Stamford Bridge, o Chelsea teve a humildade e o pragmatismo para reconhecer a superioridade técnica do adversário e fazer o simples bem feito: plantou duas linhas de quatro com um volante (Obi Mikel) entre elas e deixou Drogba isolado à frente.
Abnegação, mas lealdade, no trabalho defensivo e praticidade para aproveitar com contragolpe bem planejado os 28% de posse de bola que o Barcelona concedeu. Ramires, deslocado para a esquerda, voltava marcando Daniel Alves e disparava aproveitando os espaços deixados pelo compatriota.
Bola roubada de Messi e lançamento de Lampard. Ramires foi rápido e fez o óbvio: procurou Drogba dentro da área. O marfinense foi o personagem do jogo em Londres, não só pelo gol da vitória, mas também por ajudar na marcação e ganhar tempo com quedas a cada trombada ou falta sofrida. Postura legítima, sem anti-jogo, em busca do resultado.
Cahill, o substituto de David Luiz, também teve atuação heróica, muitas vezes cobrindo o capitão Terry. Ashley Cole salvou gol certo de Fábregas, cumpriu suas tarefas defensivas e ainda tentou ajudar Ramires no apoio. Mata foi sacrificado jogando aberto pela direita acompanhando Adriano até cansar.
Os Blues se multiplicaram sem a bola e cumpriram à risca a arriscada estratégia de Di Matteo, mesmo com os erros de Obi Mikel, que saía para combater Busquets, alinhava com Lampard e Meireles e abria as costas para Messi e Fábregas.

Flagrante de Mikel avançando no bote em Messi, alinhando com os meias e deixando espaços às costas para Fábregas
 (reprodução: TV Globo).
O Barça fez mais do mesmo. No 4-3-3, controlou o jogo, ocupou o campo adversário, roubou bolas no ataque, tocou e girou com a qualidade habitual. Já é um time histórico pela forma com que faz equipes quase tão milionárias e tradicionais atuarem entrincheiradas com naturalidade, mesmo em seus domínios.
Os comandados de Guardiola, porém, repetiram deficiência recorrente na temporada: a falta de contundência, considerando o volume de jogo que acua o oponente. O Barcelona envolveu e, mesmo sem as infiltrações em diagonal dos ponteiros, concluiu 24 vezes contra cinco do Chelsea e criou pelo menos seis oportunidades claras, duas nas traves e outras nas mãos de um inspirado Peter Cech. Não era a noite do (ainda) melhor time do mundo.

O 4-3-3 do Barcelona com intensa movimentação e posse de bola, mas poucas jogadas pelos flancos; Chelsea no 4-1-4-1 forte pela esquerda, mas penando com os erros de posicionamento de Obi Mikel.
Os confrontos seguem abertos, mas com os espanhois ainda favoritos pela forma como dominam os adversários em seus estádios. Mesmo com um superclássico no caminho. Para Chelsea e Bayern, o melhor é repetir as propostas, mesmo fora de casa: entrega na marcação à espera do contragolpe para os ingleses; coragem e perseverança aos alemães, que sofreram gol na Allianz Arena e levam vantagem menor para o Santiago Bernabéu.
Quem pode decidir o jogo:



Os artilheiros Mario Gomez e Drogba. "Super Mário" vem fazendo gols durante toda a temporada,

parece imparável, marcando sempre em momentos decisivos e sendo um dos protagonistas do Bayern.

Pelo lado do Chelsea, Drogba tem feitos gols importantes durante toda a temporada, ele vem 
jogando demais nos momentos decisivos como contra o Barcelona e na final da Copa do Inglaterra.


Opinião Foi Foi Esportes:

Paulo Felipe @pfglr

Surpreendente murro inglês deve parar o competitivo futebol alemão



Ao comparar time por time e o futebol jogado na temporada, todos entendem que o Bayern de Munique é melhor que o Chelsea, mas os comandados de Roberto di Matteo contam com um ótimo final de temporada ao contrário do time alemão que perdeu o Campeonato Nacional e foi goleado pelo Borussia Dortmund na final da Copa do Alemanha;

A ausência de Ramires pode ser um fator determinante contra o Chelsea? Sim, pode, mas Drogba está jogando demais, decidindo, chamando a responsabilidade para si e por isso confio no título Inglês.

Maurício Simões @MauricioCola

A força da torcida bávara contra a força da defesa inglesa na Final

Essa final que se deflagrou no dia de hoje terá os ingredientes que ninguém imaginava que fosse ter. Um time que joga em casa, o Bayern de Munique. E um time que se mostra uma fortaleza na defesa e mortal no contra-ataque, o Chelsea. Aliás, a última vez que um time decidiu a Champions no seu estádio foi a Internazionale, em 1964-65.

O Bayern é o favorito pra levar o caneco. Dois motivos: primeiro, joga em casa, com torcida a favor. Segundo é que terá menos desfalques importantes na final. Tem como principal ponto forte o ataque mortal com Robben, Ribéry e Mario Gomez.

O Chelsea vai ter que superar a perda de Ramires, Terry, Raul Meireles e Ivanovic, jogadores vitais para o time. Ao menos terá David Luiz. Mas tem a seu favor um time muito organizado e competente lá na frente. Fernando Torres e Drogba podem decidir de novo.

Pra mim, quem vence a final é o Bayern. Pois é um time mais completo e que pode dominar o jogo muito bem.



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Di Matteo acha que não continuará no Chelsea mesmo se for campeão

Roberto Di Matteo comemora título do Chelsea (Foto: AP)Di Matteo no título da FA Cup. Técnico não vê
problema em sair do Chelsea (Foto: AP)
Roberto Di Matteo está tranquilo. Segundo o atual treinador do Chelsea, não haverá problema algum se Roman Abramovich decidir que ele não deve continuar no cargo, mesmo que a equipe seja campeã da Liga dos Campeões. A final será contra o Bayern de Munique, no próximo sábado, às 15h45m (de Brasília).
A vitória por 2 a 1 neste sábado sobre o Blackburn no Stamford Bridge, pela rodada final da Premier League, pode ter sido o último jogo do técnico em casa pelos Blues.
- Eu não acredito (que continuarei), mas não tenho problema algum com isso. Tivemos nove semanas trabalhando aqui e está sendo fantástico. Estamos todos esperando ansiosamente por sábado. É uma sensação diferente, pois eu já joguei pelo Chelsea e me sinto parte deste clube – disse em coletiva de imprensa no último domingo. Além da final da Champions, Di Matteo levou o Chelsea ao título da FA Cup, batendo o Liverpool na final.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Agentes de Drogba se reunem com dono do Shangai Shenhua, diz jornal

Os dias de Didier Drogba no Chelsea podem estar contados. Segundo o jornal “Sina Sports”, os agentes do atacante vão se encontrar com o dono do Shangai Shenhua, Zhu Jun, nesta terça para discutir uma possível transferência.
Drogba e Anelka comemoram gol do Chelsea (Foto: Reuters)Drogba e Anelka juntos de novo? Só na China... (Foto: Reuters)
O contrato do marfinense termina no final desta temporada e o atacante ainda não foi procurado para renovar. Um “reforço” para a mudança de time é que Nicolas Anelka, ex-companheiro de Chelsea, também atua no Shangai.
- Se Drogba escolher ficar no Chelsea, isso só vai provar a Drogba que o Chelsea realmente queria ficar com ele. Se ele não vier para o Shangai, não há problema. Existem outros bons jogadores – disse Anelka, ao Daily Mail.

Liverpool goleia o Chelsea

O jogo desta terça-feira não tinha nem de longe a importância da finalíssima da Copa da Inglaterra do último sábado, mas o Liverpool se agarrou no pingo de honra que lhe restava para devolver o vice-campeonato com uma goleada sobre o Chelsea. Com um time recheado de reservas, os Blues não foram páreo para os Reds e acabaram atropelados por 4 a 1, em Anfield, pelo encerramento da 37ª rodada do Campeonato Inglês.
Luis Suarez, Chelsea x Liverpool (Foto: Reuters)Jogadores do Liverpool comemoram o primeiro gol, após grande jogada de Suárez (Foto: Reuters)
O alento para o finalista da Liga dos Campeões é a grande fase que vive o brasileiro Ramires. Autor de um dos gols da vitória por 2 a 1 em Wembley, ele voltou a marcar e soma quatro tentos nas últimas sete partidas - suspenso, o meio-campista não enfrentará o Bayern de Munique no próximo dia 19. Dessa vez, no entanto, não foi suficiente diante do "bombardeiro" do time da casa, que contou com os gols de Essien (contra) - em lindo lance de Suárez -, Henderson, Agger e Shelvey. O Liverpool ainda desperdiçou uma penalidade, com Downing.
Fernando Torres, Chelsea x Liverpool (Foto: Reuters)Fernando Torres foi um dos muitos reservas do
Chelsea em campo nesta terça-feira (Reuters)
O resultado em nada muda a situação da equipe vermelha, que assumiu a oitava colocação, com 52 pontos, 14 a menos do que o Tottenham, atual último classificado à próxima edição da Champions. Vale ressaltar que, por conquistar o título da Copa da Liga Inglesa, o Liverpool irá disputar a Liga Europa em 2012/13.
O Chelsea, por sua vez, vai à última rodada já sem chances de se classificar para a Liga dos Campeões através da Premier League, já que está em sexto, com 61. Além dos Spurs, que somam 66, Newcastle, com 65, e Arsenal, com 67, são os postulantes às outras duas vagas. O quarto colocado, porém, corre o risco de ficar com as mãos abanando caso o próprio Chelsea seja o campeão da Champions e receba o direito de defender o título.
Ramires- Liverpool x Chelsea (Foto: A.g AFP)Ramires marcou o único gol do Chelsea na partida (Foto: A.g AFP)

sábado, 5 de maio de 2012

Com novo gol de Ramires e polêmica, Chelsea bate Liverpool e leva FA Cup

Gol brasileiro, estádio lotado, polêmica e clima tenso. Chelsea e Liverpool fizeram valer a tradição de Wembley e protagonizaram um jogaço neste sábado, na final da Copa da Inglaterra. No fim, melhor para os Blues, que a duas semanas da decisão da Liga dos Campeões, tiveram um aperitivo saboroso com o título conquistado na vitória por 2 a 1, gols de Ramires e Drogba. Andy Carroll descontou.
A partida, no entanto, fatalmente ainda dará muito o que falar nos próximos dias. Como se tornou recorrente na temporada do futebol inglês, a dúvida sobre a marcação ou não de um gol será responsável por muita polêmica. Aos 35 minutos do segundo tempo, Andy Carroll cabeceou firme na pequena área e saiu para comemorar. Petr Cech fez a defesa praticamente em cima da linha, a bola explodiu no travessão, e o auxiliar não correu para o meio-campo. A decisão pesou a favor do time azul, que conquistou seu sétimo título da competição.
Chelsea campeão da Copa da Inglaterra (Foto: Getty Images)Chelsea é campeão da Copa da Inglaterra: jogadores fazem festa com a taça
Lance similar aconteceu em outras duas oportunidades em 2012 envolvendo times ingleses: primeiro, em gol não validado do Queens Park Rangers diante do Bolton, depois na semifinal da própria Copa da Inglaterra, quando Mata marcou para o Chelsea contra o Tottenham em lance duvidoso.
Sem terem culpa do erro, os Blues fazem a festa em Wembley para concentrarem todo o foco na partida contra o Bayern, no dia 19, em Munique. Uma temporada que se pintava como fracassada pode se tornar histórica para o time comandado por Roberto di Matteo e também para Ramires, que já havia marcado gol decisivo no confronto contra o Barcelona, pela semifinal. A decepção, por outro lado, é vermelha: fora da briga pela vaga na Champions, o Liverpool volta para casa com um gosto amargo, mesmo que tenha levantado a Copa da Liga Inglesa meses atrás.
Show à parte
No ano em que a milionária Premier League comemora 20 anos de existência, coube a centenária The FA (Federação Inglesa de Futebol) dar um espetáculo na tarde mais importante de seu principal produto: a Copa da Inglaterra. Com organização digna de final da Copa do Mundo, shows musicais, pirotécnicos e de dança precederam a entrada de Chelsea e Liverpool no gramado de Wembley. Antes da entrada dos times em campo, aplausos para Fabrice Muamba. O congolês do Bolton, que esteve perto da morte ao sofrer parada cardíaca diante do Tottenham, nas quartas de final da competição, foi convidado de honra e ovacionado por todos os presentes.
Show no gramado de Wembley precedeu a final da Copa da Inglaerra entre Chelsea e Liverpool (Foto: Getty Images)Show no gramado de Wembley precedeu final da Copa da Inglaerra entre Chelsea e Liverpool
Nas arquibancadas, os torcedores não aceitaram ficar para trás. Dividido de forma clara a impressionante metade azul e metade vermelho, o principal palco do futebol inglês emoldurou uma disputa vencida com ampla margem pelos Reds. Fosse nas vaias ao nome de Fernando Torres no telão ou ao hino “You will never walk alone” (você nunca andará sozinho), o Liverpool saiu na frente e entrou em campo como se fosse abraçado por um mar de cachecóis vermelhos. Gesto tradicional, mas que não existe no Brasil e, talvez por isso, nem de longe afetou Ramires.
Em temporada espetacular e de protagonismo absoluto com a camisa azul, o brasileiro trouxe para si os holofotes assim que a bola rolou. Com Kalou na vaga de Raul Meireles, o Chelsea dava mostras que seria mais ousado do que foi nos confrontos contra o Barcelona e começou o jogo a mil. Com Mata centralizado e Ramires e Kalou abertos pelas pontas para auxiliar Drogba, os Blues se mostraram soberanos desde o minuto inicial, com toque de bola seguro e “espetadas” objetivas no ataque.
Fabrice Muamba na final da Copa da Inglaterra (Foto: Getty Images)
Fabrice Muamba foi presença ilustre nas tribunas
do lendário Wembley
Ramires ataca novamente
Na primeira delas, Drogba tentou manter a incrível média de sete gols em sete jogos em Wembley (três deles nas três finais anteriores vencidas pelo Chelsea) e arriscou de fora da área sem muito perigo. O Liverpool, por outro lado, se via acuado e tentava avançar a marcação para dificultar o toque de bola azul. Estratégia até inteligente, mas que soou como isca do time de Roberto Di Matteo aos 11 minutos.
Já nos confrontos contra o Barcelona, o Chelsea tinha deixado claro que desperdiçar contra-ataques não é algo que faz parte do seu repertório. Ao avançar a marcação, o Liverpool deu o que o time de Londres queria: espaço nas costas da defesa para tramas velozes. Foi o que aconteceu. Ainda na intermediária defensiva, Mata recebeu com liberdade, girou o corpo e ligou Ramires no lado direito. O brasileiro passou como quis por José Enrique, invadiu a área e chutou seco: 1 a 0, 11º gol do camisa 7 na temporada e dancinha na comemoração.
Em vantagem, o Chelsea mostrou o quanto a confiança em alta pode ser benéfico para um time de futebol. Com jogadores experientes em campo e vivendo momento de sonho, a equipe demonstrava uma maturidade impressionante e, mesmo que o Liverpool tivesse maior posse de bola, era senhor absoluto do jogo.
Ramires comemora gol do Chelsea contra o Liverpool (Foto: Getty Images)Ramires comemora gol do Chelsea contra o Liverpool ao lado de Mata, que lhe deu o passe
Se os Reds tinham um Gerrard pouco participativo em campo e se mostrava refém de chutões para que Suárez se virasse no ataque, os Blues eram mais perigosos em investidas de Kalou e Ramires pelas bandas do campo. E essa foi a tônica de um primeiro tempo que teve para valer apenas mais uma boa oportunidade: quando Bellamy chutou, aos 13, para Ivanovic salvar em cima da linha.
Drogba, artilheiro em Wembley
Drogba na partida do Chelsea contra o Liverpool na final da Copa da Inglaterra (Foto: Reuters)
Oito em oito: Drogba manteve ótima média de um
gol por jogo em Wembley
Em desvantagem, o Liverpool voltou para o segundo tempo mais corajoso e tornou o jogo mais movimentado. O problema é que, no momento atual, quanto mais é atacado o Chelsea se torna perigoso. E, mais uma vez, a prática traduziu a teoria em gol, aos sete minutos. Com liberdade, Lampard conduziu pelo meio e serviu Drogba na entrada da área. O marfinense dominou diante de estáticos Skrtel e Johnson, preparou a canhota e acertou o canto de reina: 2 a 0, e a manutenção da média de um gol por jogo em Wembley estava garantida - oito gols em oito jogos.
Cansado de ver Suárez lutar sozinho no ataque, Kenny Dalglish enfim mudou a estrutura tática do Liverpool e mandou Andy Carroll para campo. Mesmo meio atabalhoado, o camisa 9 deu vida ao time da terra dos Beatles e colocou fogo no jogo. Seguro de si, o Chelsea ainda conseguiu controlar a partida, mas foi surpreendido com uma mistura de azar e bobeada de Bosingwa, aos 19.
Gol do Liverpool...
O português perdeu dividida com Downing pela direita e viu a bola chegar limpa para Carroll, no bico da pequena área. O atacante se enrolou um pouco, gingou para cá e para lá na frente de Terry, e fuzilou de canhota para diminuir o placar. Êxtase na parte vermelha de Wembley, que passou a jogar junto. A pressão da torcida e gol fizeram estragos e o Chelsea passou a jogar acuado.
 Andy Carroll comemora lance polêmico do Chelsea contra o Liverpool (Foto: Reuters)
Carroll comemora gol em lance polêmico, mas não
convenceu o árbitro: só um dele valeu
A barreira na frente da área, no entanto, seguia funcionando, como contra o Barcelona, e lances de perigos se restringiam a chutes de fora da área. Dessa maneira, Henderson, Gerrard e Johnson arriscaram em lances seguidos, mas não assustaram Petr Cech. E quando assustou, o tcheco foi fenomenal.
... E não-gol do Liverpool
Aos 35, Gerrard e Suaréz fizeram boa trama pela esquerda, até cruzamento do uruguaio encontrar Carroll no segundo pau. O grandalhão cabeceou firme e saiu ensandecido para comemorar, seria o empate. A torcida levantou, gritou, se abraçou, mas Cech fez o milagre e espalmou no travessão, antes que Ivanovic afastasse o perigo. Duvida no ar: entrou ou não? Suaréz discutiu com o auxiliar, mas as imagens validaram a grande defesa de Cech.
Com o dedo indicador, o goleiro tcheco fez sinal para Carroll: “Não, não”. A negativa foi para o gol, mas pode valer também para o título da Copa da Inglaterra. O Chelsea é o campeão. O título é sétimo da história e o quarto da geração Abramovich.
Momento polêmico: a cabeçada de Carroll e a defesa espetacular de Cech (Foto: Reprodução Youtube)Momento polêmico: a cabeçada de Carroll e a defesa espetacular de Cech

 
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