Mostrando postagens com marcador ATLÉTICO-MG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ATLÉTICO-MG. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fla tenta cassar liminar que libera Ronaldinho para jogar por outro time

Ronaldinho - 7 (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)

No dia em que Ronaldinho Gaúcho se apresentou ao Atlético-MG, o departamento jurídico do Flamengo ingressou na 9ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro com um pedido de reforma da decisão que concedeu tutela antecipada ao jogador. Na quinta-feira passada, o atacante conseguiu uma liminar que o libera para assinar com outra equipe. Os advogados de R10 pedem na Justiça o valor de R$ 40.177.714,00 porque há uma cláusula no contrato de imagem dele que garante a rescisão unilateral e o pagamento dos meses restantes do compromisso – que terminaria no fim de 2014 – em caso de atraso superior ou igual a dois meses.
O corpo jurídico do Flamengo contesta e reconhece apenas a dívida de direitos de imagem, algo em torno de R$ 5 milhões, segundo o vice-presidente jurídico do clube, Rafael de Piro. Também nesta segunda, a CBF publicou em seu Boletim Informativo Diário (BID) a rescisão de contrato entre o jogador e o Rubro-Negro. De Piro espera um imbróglio nos moldes daquele que envolveu o meia Oscar com Inter e São Paulo.
- Entramos com um pedido de reforma, nosso corpo jurídico já apresentou a documentação para derrubar a liminar e estamos em fase de produção de provas. Existe uma equipe grande trabalhando no caso. Pode acontecer um grande imbróglio e não descartamos ir à Fifa. Mas antes temos de aguardar o julgamento do pedido que fizemos – explicou De Piro.
Segundo ele, ainda não há uma previsão para o julgamento do pedido do Flamengo. Em entrevista coletiva em Belo Horizonte, o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, afirmou que, se o clube carioca conseguir cassar a liminar e o jogador ficar impedido de defender outra equipe, o contrato com o Galo será automaticamente suspenso, sem que o clube mineiro precise pagar os salários ou multa rescisória de Ronaldinho.
- O Atlético-MG tem uma cláusula específica no contrato sobre essa liminar, protegendo o clube. A partir do momento que cassar, está suspenso o contrato, não tem jeito. Isso aí eu conversei com o advogado do Ronaldo. O período em que (a liminar) ficar cassada, o contrato está suspenso, então nós não teremos prejuízo financeiro nenhum. Apesar de eu achar muito difícil, porque são cinco meses de Fundo de Garantia não depositados e salários. Eu li a liminar, ela é muito específica, é para isso. Mas eu não quero entrar na história do Flamengo. Aqui a gente diz que em briga de ambu, jacu não entra - disse o presidente do Galo.
 

Ronaldinho Gaúcho é apresentado no Atlético-MG

Quinta-feira, 31 de maio. Após ficar cinco dias sem aparecer no Flamengo, período em que acompanheu a cirurgia de sua mãe, dona Miguelina, em Porto Alegre, Ronaldinho Gaúcho entrou com uma ação na Justiça alegando quebra de contrato por parte do Rubro-Negro. Segunda-feira, 4 de junho. Já de contrato rescindido com o clube carioca, R10 treinou com os jogadores do Atlético-MG e foi apresentado como novo reforço do Galo para o restante da temporada. E sem festa.
O imbróglio judicial com o Flamengo está longe de um ponto final, uma vez que o clube já anunciou que a sua próxima cartada será tentar cassar a liminar que libera Ronaldinho. Mas o meia mostrou-se tranquilo em sua primeira entrevista como jogador alvinegro, que preferiu não entrar em detalhes sobre a conturbada saída da Gávea. Para ele, o que importa agora é fazer sucesso com a camisa atleticana.
- É uma nova etapa na minha vida. O que aconteceu no Flamengo é passado. Agora, é uma nova etapa. Estou planejando minha história no Atlético-MG. Tenho um contrato de seis meses, e minha cabeça só pensa em jogar futebol.
Ronaldinho Gaúcho veste a camisa do Atlético-MG (Foto: Fernando Martins / Globoesporte.com)Ronaldinho Gaúcho veste a camisa do Atlético-MG (Foto: Fernando Martins / Globoesporte.com)

Ronaldinho Gaúcho, de 32 anos, considera a mudança para o futebol mineiro uma oportunidade de voltar aos melhores momentos da carreira. Quando voltou ao Brasil, para jogar no Flamengo, o atacante não conseguiu reviver os grandes momentos que teve no Grêmio, Paris Saint-Germain e, principalmente, Barcelona e seleção brasileira. Agora, faz questão de ressaltar, com otimismo, o pouco tempo que tem para brilhar no Galo.

R10 aproveitou para fazer coro com o presidente atleticano, Alexandre Kalil. Diz que está pronto para atuar já nesta quarta-feira, contra o Bahia, às 20h30m (de Brasília), no Independência, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.
- É maravilhoso chegar com essa idade, com essa experiência, e poder competir no futebol de alto nível. Voltei ao Brasil para conquistar títulos. Tenho seis meses para ajudar o Atlético-MG. Estou focado e só almejando isso - disse R10, que em um ano e cinco meses de Flamengo conquistou o Campeonato Carioca de 2011.
- Estou muito motivado. Se tudo correr bem, e o treinador (Cuca) achar que já posso começar a jogar, minha preocupação é jogar. Estou bem fisicamente. Nenhum problema para jogar.
Sem alarde
Ronaldinho, Atlético-MG (Foto: Fernando Martins / Globoesporte.com)Ronaldinho com a camisa alvinegra
(Foto: Fernando Martins / Globoesporte.com)
Ao contrário de sua apresentação no Flamengo, em janeiro do ano passado, quando aproximadamente 20 mil torcedores lotaram a Gávea, nenhuma festa foi programada para a sua chegada à Cidade do Galo. Ronaldinho explicou por que preferiu algo mais tranquilo.
- Foi uma chegada bem discreta. O campeonato já está rolando. Cheguei para jogar. Vou ter o contato com a torcida durante os jogos. Agora é treinar e conhecer os companheiros.
Apesar de, num primeiro momento, não ter rolado um contato mais próximo com os torcedores atleticanos, R10 enalteceu o clube e seu principal patrimônio. Segundo ele, as razões que o levaram a escolher o Galo.
- Pela história do clube, principalmente pela torcida que tem. Todos os meus amigos que jogaram aqui comentaram. Todo jogador almeja jogar em times com grande torcida, e a forma como o presidente falou comigo foi fundamental para vir para o Atlético-MG.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Forlán nega saída e frustra o Atlético-MG: 'Estou feliz na Inter e não desejo sair'

O Atlético-MG ainda se esforça para contar com o atacante Diego Forlán, melhor jogador da Copa do Mundo de 2010. No entanto, se depender da vontade do uruguaio, seu destino na próxima temporada não será alterado: sua intenção é permanecer na Internazionale de Milão. Já em Montevidéu, onde aproveita as férias do futebol europeu, o artilheiro garantiu que só será negociado se essa for a vontade da diretoria.

“Tem-se especulado muito sobre meu futuro, mas não há nada de verdade. Tenho um ano de contrato com opção de renovação, e pretendo respeitá-lo. Estou feliz na Inter e não tenho desejo de sair”, disse Forlán, em entrevista à Rádio Nuevo Tiempo.

O contrato do atacante com o clube italiano é válido até junho de 2013, mas as seguidas contusões desde a chegada à Inter prejudicaram seu desempenho e iniciaram as especulações sobre sua saída. O pai e empresário do jogador, Pablo Forlán, confirma que as negociações com o Atlético estão em andamento.

Forlán não teve grande destaque na primeira temporada atuando pela Internazionale
Forlán não teve grande destaque na primeira temporada atuando pela Internazionale
Crédito da imagem: Reuters
“Tive um ano azarado. Sofri duas lesões consecutivas no início da temporada, mas não me vejo ‘sem clima’ na Inter, tenho a confiança do presidente Moratti. Não está nos meus planos sair, a menos que os dirigentes tenham essa intenção. Até agora ninguém me disse nada, então não vejo razão para pensar em uma transferência”, completou.

Atlético-MG goleia o América e é campeão Mineiro

Invicto! Foi sem perder um jogo sequer, em 15 disputados, que o Atlético-MG conquistou o título de campeão mineiro de 2012. Foram quatro empates e 11 vitórias nesta campanha que marcou seu 41º campeonato estadual. O feito repetiu o ano de 1976, quando o alvinegro levou o troféu com 26 vitórias e cinco empates. Na final, mesmo jogando por um empate, o time comandado por Cuca não deu chances ao América-MG, dominou durante os 90 minutos e venceu por 3 a 0.

O placar foi quase todo construído no primeiro tempo, com gols de Serginho e Bernard, e com participação fundamental de Guilherme, que enquanto esteve em campo fez jus ao número 10 levado às costas. Na etapa final, após uma blitz, Bernard voltou a marcar e consolidou a vitória.
Se a festa em campo esperou o apito final para começar, a celebração nas arquibancadas do novo Independência já era grande antes mesmo do terceiro gol. O estádio, todo remodelado, recebeu 17.112 mil torcedores, maioria atleticana, que voltou a soltar o grito de campeão em Belo Horizonte, depois de mais de uma temporada na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
Ao Coelho ficou a boa impressão deixada nas semifinais, quando venceu o Cruzeiro duas vezes, e a volta a uma final de estadual, 11 anos depois. Mas o sonho do título no ano do centenário fica adiado para o Brasileirão da Série B, competição que começa nesta semana.
Agora, os dois times se preparam para as competições nacionais. Na Série A, o Galo estreia domingo, às 16h (de Brasília), contra a Ponte Preta, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Dois dias antes, na sexta, às 21h, o Coelho entra em campo contra o Ceará, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, em partida válida pela Série B.
Com a suspensão do atacante André, o técnico Cuca preferiu montar um esquema sem um centroavante de ofício, já que a única opção no elenco era o jovem Paulo Henrique. Desta forma, ele montou o time do meio para frente com Bernard, Mancini, Guilherme e Danilinho. Apesar de ser considerado atacante de área, Guilherme atuava mais como meia, enquanto Mancini aparecia flutuando entre as pontas e o meio, um pouco mais avançado.
Pelo lado americano, Givanildo Oliveira teve que lançar o jovem Patrick na lateral direita, no lugar do lesionado Rodrigo Heffner, além de escalar o também prata da casa China no meio-campo, na vaga do suspenso Dudu.
Em campo, mesmo com a vantagem do empate, o time alvinegro foi mais ao ataque. Apesar de conseguir segurar mais a bola, o América-MG não era contundente na frente. Num lance pelo lado direito da área, China foi puxado por Bernard, mas Leandro Pedro Vuaden não viu irregularidade e mandou seguir.
A partir daí, o domínio foi alvinegro. Primeiro, Mancini acertou o travessão de Neneca numa falta de fora da área. Depois, aos 31, saiu o primeiro gol da decisão. Guilherme recebeu na entrada da área, viu o posicionamento de Neneca e bateu colocado. A bola bateu no travessão e na frente e sobrou para Serginho, que sem goleiro, colocou de cabeça nas redes.
Atletico-MG x América-MG (Foto: Paulo Fonseca / Futura Press)Jogadores do Atlético-MG se reúnem e fazem a festa (Foto: Paulo Fonseca / Futura Press)
O Coelho sentiu o golpe, e a esta altura precisava de dois gols para conquistar o 16º título estadual de sua história. Mas, sete minutos depois, a missão ficou ainda mais complicada: Guilherme, atuando com a 10 e fazendo jus ao número, deu lançamento para Bernard. Ele tentou o domínio, a bola espirrou, mas, mesmo franzino, ele ganhou no corpo de Patrick. Dentro da área, bateu de direita, a bola tocou o pé da trave e entrou.
Sem força ofensiva alguma, já que Rodriguinho era anulado pela forte marcação de Serginho e Pierre, o Coelho não conseguia levar perigo. Fábio Júnior e Alessandro pouco tocavam na bola, e mesmo assim bem longe da meta defendida por Giovanni.
O América-MG voltou do intervalo com duas alterações: entraram Kaio e Bruno Meneghel nas vagas de Patrick e Fábio Júnior, respectivamente. Com isso, China passou a atuar como lateral e o time ficou com dois volantes, dois meias de criação, além de dois atacantes.
As mudanças não surtiram o efeito desejado, já que o Atlético-MG continuava com o controle do jogo, apesar de cadenciá-lo com bom toque de bola. Com o panorama, a festa nas arquibancadas começou mais cedo com os gritos de ‘É campeão’ entoados pelos atleticanos.
Sem força alguma para reagir, o Coelho ainda foi castigado com o terceiro gol. Depois de uma blitz comandada por Marcos Rocha, que acertou uma bomba no travessão, a bola sobrou para Bernard, que pegou de primeira para vencer Neneca: 3 a 0 e festa completa.
Na comemoração, Mancini repetiu o gesto de “acabou”, feito por Alessandro nas semifinais contra o Cruzeiro, que rendeu muita polêmica. O clima esquentou dentro de campo, mas a turma do deixa disso chegou e evitou a confusão. Sem querer que ninguém estragasse a festa, Cuca sacou o meia para a entrada do jovem Paulo Henrique. Daí pra frente foi só esperar o apito final para que a festa começasse também dentro de campo. Atlético-MG campeão mineiro pela 41ª vez em sua história. Parabéns ao alvinegro, campeão invicto!

sábado, 12 de maio de 2012

Atlético-MG ganha concorrência de outros clubes brasileiros por Forlán


Forlán vai deixar a Inter de Milão nesta temporada, e as especulações sobre o futuro do atacante uruguaio que foi eleito melhor jogador da Copa do Mundo de 2010 só crescem.

O Atlético-MG oficializou uma proposta a Inter de Milão por Forlán, parece que a oferta do galo não foi bem bem recebida pelos italianos.

Segundo o site Foot-Ball Italia Grêmio, São Paulo e Corinthians teriam interesse no jogador, além do Atlético-MG é claro. Em entrevista ao site o pai de Forlán disse:

"Vários clubes já procuraram o meu filho, Grêmio, São Paulo, Corinthians e agora o Atlético-MG também"

No ano passado Forlán esteve próximo do Grêmio, onde o salario do jogador foi o entrave então o uruguaio assinou com a Inter de Milão.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Inter de Milão chega a acordo e libera Forlán para o Atlético-MG, diz jornal italiano

Os rumores sobre a transferência de Diego Forlán para o Atlético-MG ganharam ainda mais força nesta quinta-feira, principalmente depois que o jornal italiano II Giorno anunciou que o acordo entre a Internazionale e o time mineiro já estaria fechado. De acordo com o site da publicação, o uruguaio acertou a saída da equipe de Milão e estaria de malas prontas para desembarcar no Brasil e iniciar os trabalhos no Atlético.

Ainda assim, do lado do clube mineiro, não há confirmações sobre a negociação. Na última quarta-feira, o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, que admitiu estar tentando contratar Forlán, mas reconheceu que os altos valores da transação estavam dificultando um acordo com a Inter. 

Na Itália, os principais jornais têm noticiado o interesse do Atlético pelo atacante uruguaio e, segundo a Gazzeta dello Sport, as negociações estariam avançando. O objetivo da Inter de Milão seria lucrar com a venda de Forlán para poder investir na contratação do atacante Lavezzi, do Napoli.

Forlán foi contratado pelo time de Milão logo após ter liderado o Uruguai em uma excelente campanha na Copa do Mundo de 2010, mas não chegou a se firmar na equipe italiana. O jogador já chegou a ser sondado por São Paulo e Corinthians no passado e, agora, o principal clube brasileiro interessado no atacante é o Atlético-MG.

Internazionale deve se desfazer de Forlán no fim da temporada, e Atletico é um dos interessados
Internazionale deve se desfazer de Forlán no fim da temporada, e Atletico é um dos interessados
Crédito da imagem: Reuters

domingo, 6 de maio de 2012

Coelho empata no último minuto com o Atlético-MG e deixa final em aberto

Serginho e Moisés mostram qual foi a tônica do jogo: muita disputa
O primeiro tempo da decisão de 180 minutos do Campeonato Mineiro teve os ingredientes esperados de um jogão do nível do clássico mais antigo de Minas Gerais, disputado entre América-MG e Atlético-MG. Surpresas na escalação, estádio cheio, um trio de arbitragem de outro estado e gols, sendo um deles no último minuto dos acréscimos da etapa final.
A primeira partida entre Coelho e Galo terminou empatada por 1 a 1. O artilheiro alvinegro André abriu o placar e se despediu do estadual na vice-artilharia, com dez gols, um atrás do cruzeirense Wellington Paulista. Domingo que vem ele não joga por estar suspenso. E o gol de empate do alviverde veio nos últimos segundos dos acréscimos, perto dos 49 minutos da etapa final, com Bruno Meneghel, em lance repleto de polêmicas.
Sem mais nada há disputar, os dois times terão toda a semana para se prepararem para o duelo decisivo. O jogo será no próximo domingo, às 16h (de Brasília), novamente no Independência. O Galo joga por novo empate para ficar com o título de forma invicta, enquanto o Coelho precisa vencer por qualquer placar para ser campeão no ano de seu centenário.
Galo mudado e Coelho completo
Com a vantagem de jogar por dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols, o Atlético-MG entrou com um esquema diferente do que vinha adotando nas últimas partidas. Cuca escalou a equipe no 3-5-2, com Réver, Lima e Rafael Marques compondo o sistema defensivo. Outra novidade foi o retorno de Guilherme ao ataque, recuperado de lesão.
É bem verdade que as alterações promovidas por Cuca também tiveram relação com os problemas médicos de alguns jogadores. Os volantes Leandro Donizete e Fillipe Soutto, por exemplo estavam de fora, assim como Neto Berola, titular na última quinta, mas que está fora do estadual por ter uma fratura por estresse na bacia.
Mas em campo, as mudanças pareceram não atrapalhar o alvinegro, que partiu com muita vontade para o ataque, tentando, talvez, dar uma resposta para o torcedor após a decepção da última quinta-feira, quando foi eliminado pelo Goiás da Copa do Brasil.
Por sua vez, o Coelho entrou completo e com o mesmo esquema de jogo que deu certo nas semifinais contra o Cruzeiro. Com toque de bola tranquilo entre seus homens de frente, o time só sentiu falta de mais presença ofensiva de Rodriguinho, que não repetia as grandes atuações das semifinais.
A primeira grande chance do jogo veio de um dos zagueiros do Galo, que apareceu com centroavante na área. Em triangulação com Guilherme, Réver soltou uma bomba para importante defesa de Neneca. Mas Giovanni também foi exigido num rápido contragolpe. Rodriguinho deu bom passe para Moisés na direita e o volante chutou forte, de fora da área, para intervenção do camisa 1 do Galo.
Se no futebol o Galo tinha mais volume de jogo, no quesito disciplina os times se igualavam. O árbitro alagoano Francisco Carlos do Nascimento se mostrou enérigico e tomou as rédeas do jogo logo no início. Só nos primeiros 45 minutos foram três amarelos para cada lado, e um desfalque certo para cada treinador na finalíssima da semana que vem. Givanildo perdeu o volante Dudu, enquanto Cuca não poderá contar com seu artilheiro André, ambos suspensos pelo terceiro cartão.
Sem gols no primeiro dos quatro tempos da decisão, melhor para o Galo, que tem vantagem pela melhor campanha na fase de classificação.
Na etapa final, os dois times voltaram num ritmo parecido com o do primeiro. O Galo tentava chegar com mais velocidade, enquanto o Coelho segurava o jogo no toque de bola. Bem marcado e pouco inspirado, Rodriguinho não funcionava como o motor do meio-campo das partidas anteriores.
Com o equilíbrio, Cuca resolveu mexer na equipe, tirando Marcos Rocha e Bernard para as entradas de Carlos César e Mancini. Os dois entraram e faziam partida apenas burocrática, enquanto Guilherme, atuando mais como um meia do que como um atacante, tentava passes em profundidade, quase sempre com perigo.
Sem poder ofensivo, Givanildo sacou Alessandro para a entrada de Bruno Meneghel, mas o substituto pouco mudou o panorama da partida até então.
Com muita pegada no meio, os times tentavam cruzamentos para a área, mas Neneca e Giovanni trabalhavam bem posicionados e tranquilos. Mas foi num cruzamento, numa jogada trabalhada na Cidade do Galo, que o zero saiu do placar. Réver desviou escanteio na primeira trave, e o atacante André só teve o trabalho de estufar as redes rivais. Foi o décimo gol do vice-artilheiro Mineiro na competição, que está atrás de Wellington Paulista, que tem 11, ma que não terá a chance de ultrapassar o rival, já que não joga a finalíssima suspenso por ter recebido o terceiro amarelo.
E quando parecia que a vantagem do Galo havia sido ampliada, a estrela de Givanildo brilhou e Bruno Meneghel deixou o Coelho vivo na decisão. Após escanteio cobrado por Pará, a bola fechada tocou a trave e pareceu resvalar em Serginho. A defesa atleticana reclamou, mas nova cobrança foi feita e em bate-rebate dentro da área a bola sobrou para o atacante, que em posição discutível, empurrou para as redes. Muita reclamação por parte dos atleticanos e festa dos americanos, que agora precisam vencer no domingo que vem para levar o caneco no ano de seu centenário. Já ao Atlético-MG basta um novo empate para que o troféu vá para Lourdes, bairro onde fica a sede do alvinegro.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Givanildo esboça time titular para pegar o Atlético-MG no domingo

Enquanto o Atlético-MG se preocupa com o jogo contra o Goiás, nesta quinta-feira, pela Copa do Brasil, a prioridade do Coelho já é a partida do fim de semana, na grande final do Campeonato Mineiro. Na tarde desta quinta-feira, o técnico Givanildo Oliveira comandou treinamento no CT Lanna Drumond. Após breve conversa com todo o grupo, o treinador iniciou um treinamento físico com leves toques na bola. Enquanto os jogadores de linha faziam um trabalho físico, os goleiros treinavam defesas. O goleiro Neneca, que havia sofrido uma pancada no rosto, treinou normalmente com os outros jogadores da posição.
Alessando Treino América-MG (Foto: Leonardo Simonini / globoesporte.com)América-MG treina, de olho no Atlético-MG
Após o treino físico, Givanildo comandou um coletivo de titulares contra reservas. Os titulares, inicialmente, foram tiveram a mesma escalação do confronto do último domingo, contra o Cruzeiro: Neneca; Rodrigo Heffner, Everton Luiz, Gabriel e Bryan; Moisés, Dudu, Leandro Ferreira e Rodriguinho; Alessandro e Fábio Júnior.
O zagueiro Everton Luiz sentiu dores no tornozelo esquerdo e abandonou o coletivo por prevenção. Ele foi substituído por Lula. Já o volante China sentiu, ao fim do coletivo, mas deixou o campo normalmente. O lateral Pará continua em fisioterapia e deverá estar disponível para o segundo jogo da final. Já o atacante Adeílson voltou a treinar com bola e já arriscou alguns chutes.
Velhas novidades
Davi Ceará, que estava emprestado ao Ituano, e Gláuber, que estava na Portuguesa, compareceram ao treinamento, mas não participaram do coletivo. Os dois tiveram os contratos com as equipes paulistas encerrados e voltam para o elenco americano.
  

Goiás não se intimida com pressão e mantém escrita sobre o Atlético-MG

Goiás marcou o gol nos últimos minutos do jogo

O roteiro mais uma vez foi de drama para o Atlético-MG, assim como em outros capítulos de sua história. Com dois gols antes dos 30 minutos do primeiro tempo, o time igualou a disputa com o Goiás somando a partida do Serra Dourada e dava a impressão de que iria passar com facilidade pelo Goiás. Mas o esmeraldino colocou a bola no chão, segurou os nervos no lugar e não se intimidou com a pressão da torcida atleticana, que fazia do Independência um verdadeiro caldeirão, já que o alvinegro não atuava em BH há quase dois anos. Com um gol no fim, o time do centro-oeste calou o Independência e levou para Goiânia a vaga na próxima fase da Copa do Brasil.
O placar final foi de 2 a 1, gols de Neto Berola e Mancini, para o Galo, contra o da classificação de Felipe Amorim, já aos 40 do segundo tempo. Com a vaga garantida, o esmeraldino manteve a escrita de nunca ter sido eliminado pelo time mineiro em mata-matas. Agora são quatro triunfos verdes na Copa do Brasil (em 1989, 1990, 2001 e 2012), e mais dois na Copa Sul-Americana (em 2004 e 2009).
Nas quartas de final, o Goiás agora aguarda o vencedor de São Paulo e Ponte Preta. A Macaca venceu na ida, em casa, por 1 a 0. Mas antes da competição nacional, o time do centro-oeste volta suas atenções para o Campeonato Goiano. Domingo, o time faz a primeira decisão do estadual contra o Atlético-GO, às 16h (de Brasília), no Serra Dourada. No mesmo dia e horário, o Atlético-MG também faz a primeira partida da decisão estadual contra o América-MG, novamente no Independência.
Uma atmosfera mágica. Depois de quase dois anos longe dos gramados de Belo Horizonte, a torcida estava em êxtase. Nem tanto pelo futebol apresentado pelo Atlético-MG nos últimos jogos, mas pelo sonho realizado de o time jogar em casa num autêntico caldeirão.
A missão era difícil, mas metade do caminho foi percorrido logo aos seis minutos, com a aposta do técnico Cuca. Neto Berola, que substituiu Guilherme, contundido, recebeu belo lançamento de Marcos Rocha, e em condição duvidosa só teve o trabalho de tocar na saída de Harlei.
Delírio nas arquibancadas do novo Independência. O barulho ensurdecedor da torcida atleticana parecia que havia deixado o time do Goiás atordoado. Com a proposta de se defender e sair nos contra-ataque, o time esmeraldino não conseguia conectar as jogadas na frente.
O Galo seguia perdendo grandes chances com Berola e André. Mas o autor do gol teve que deixar o campo mais cedo. Berola sentiu uma fisgada na coxa direita e deu lugar a Escudero. E foi o argentino o protagonista do lance do pênalti. Ele foi puxado por Peter na área, o meia Mancini cobrou no meio do gol para levar a torcida à loucura e empatar a série.
Depois do segundo gol, o Goiás acertou o posicionamento e passou a levar perigo ao time da casa. O meia Ramon teve duas chances de acabar com a alegria atleticana, mas finalizou mal na primeira e parou nas mãos de Giovanni na segunda.
Com o equilíbrio nas ações ofensivas, coube ao árbitro Márcio Chagas da Silva roubar a cena numa situação inusitada. Réver recuou bola para Giovanni com o peito, mas o árbitro, de forma equivocada, deu toque de mão e amarelou o defensor. Chamado pelo assistente Altemir Hausmann e pelo quarto árbitro Emerson de Almeida Ferreira, Márcio voltou atrás e anulou todo o lance, dando bola ao chão. A decisão foi comemorada como um gol pela torcida do Galo, já que a falta levaria grande perigo.
 Depois do lance inusitado o Goiás ainda teve a chance de diminuir antes do fim da primeira etapa. Thiago Mendes recebeu ótimo passe e na cara de Giovanni tentou tocar por cobertura, a la Messi. Porém, faltou muita categoria ao jogador do esmeraldino que tocou nas mãos do arqueiro.
Gol no fim e escrita mantida
O segundo tempo começou com a substituição de Richarlyson por Triguinho. Apesar de ser um lateral por outro, o substituto tem características mais defensivas. Mas a mudança não mudou o estilo do Atlético-MG, que aos 3 minutos teve outro jogo anulado. André se aproveitou de rebote de Harlei, e também em condição duvidosa mandou para as redes. O auxiliar já havia parado o lance.
Mas diferentemente do primeiro tempo, o Goiás não ficou acuado em seu campo e chegou com perigo duas vezes seguidas. Na primeira, o experiente Iarley invadiu a área, mas bateu cruzado para fora. Em seguida, Felipe Amorim cruza da direita e a bola sobra limpa para o artilheiro Ricardo Goulart. O centroavante tem tempo para ajeitar o corpo, mas consegue mandar por cima do gol chance cristalina.
Os gols perdidos provocaram reação de Enderson Moreira, que aos 15 minutos fez duas substituições de uma vez. Saíram Iarley e Peter para as entradas de Wallison e Vítor. Estranhamente, mesmo com o resultado adverso, o comandante do esmeraldino colocou dois jogadores de defesa. Na saída, o experiente Iarley mostrou descontentamento com a substituição.
Mas ao contrário do que se poderia imaginar, as alterações deram mais poder ofensivo ao Goiás, que passou a incomodar a defesa e o goleiro Giovanni, que até com o rosto evitou um gol certo. Preocupado com o que via, Cuca resolveu fazer sua última alteração e tirou o meia Mancini para colocar o volante Serginho.
Com as alterações, o jogo se equilibrou, mas o Goiás levava mais perigo ao gol de Giovanni. Numa cabeça, Rafael Toloi quase marcou. Mas um minuto depois a bola encontrou as redes de Giovanni. Felipe Amorim se aproveitou de falha de Triguinho, ainda driblou o lateral e bateu rasteiro, no canto de Giovanni, que deixou a bola passar entre ele e a trave, aos 40 do segundo tempo. Com um gol fora, o esmeraldino garantiu a classificação para as quartas de final com o placar agregado.
Completamente atordoado, o Atlético-MG tocou a bola e tentou pressionar, mas nem a torcida ajudava, já que a cada toque na bola a vaia era grande. Fim de jogo e drama atleticano no retorno ao Independência e a Belo Horizonte.

domingo, 29 de abril de 2012

Roger admite que faltou humildade ao Cruzeiro e vê América-MG superior

Experiente Roger afirma que tradição e força do elenco não decidem uma partida
Experiente Roger afirma que tradição e força do elenco não decidem uma partida
Reconhecendo que o Cruzeiro teve atuação abaixo do esperado na derrota para o América-MG por 2 a 1, pelas semifinais do Campeonato Mineiro, o armador Roger disse que o time precisa ser “humilde” e mais “inteligente” nos confrontos de mata-mata, para não repetir os erros cometidos diante do rival alviverde.
“Jogos decisivos são assim. Temos que ser mais inteligentes, não adianta a gente ficar deixando para o final, para o segundo jogo. Não pensar que pela força da camisa, pela força do elenco, vai decidir a partida. A gente tem que ser humilde o suficiente para reconhecer que foi o pior”, afirmou.
No primeiro jogo do confronto, Roger foi um dos protagonistas da polêmica com o americano Alessandro e disse que o atacante adversário teria menosprezado o clube celeste ao comemorar o terceiro gol na vitória por 3 a 2 balançando as mãos, dando a entender que a vaga do América já estava assegurada.
Depois da eliminação, o jogador evitou polemizar sobre o assunto e fez questão de parabenizar o time adversário. “Temos que parabenizar o América, porque foi bem nas duas partidas, foi superior. Hoje a gente novamente pecou nos aspectos coletivos, individuais. São fatalidades que acontecem, mas não adianta brigar, tem que respeitar, eles têm que fazer a festa dele”, defendeu Roger.
O atacante Fábio Júnior, do América, disse que as palavras de Roger são importantes para motivar a equipe na final diante do Atlético. Segundo ele, provocações fazem parte do futebol, mas o “futebol se resolve em campo”.
“É importante, vindo de um jogador experiente, como o Roger. A gente sabe que provocações fazem parte, ainda mais quando se trata de clássicos. Mas mostramos que tínhamos condições e conseguimos superar a equipe do Cruzeiro”, comentou o jogador americano.

sábado, 28 de abril de 2012

Pressionado, Galo joga mal, mas vence o Tupi por 1 a 0 e está na final

Jogadores do Atlético-MG comemoram o gol
Foi do jeito que a torcida do Atlético-MG está acostumado: com muito sofrimento. A classificação para a final do Campeonato Mineiro, após a vitória por 1 a 0 sobre o Tupi, teve requintes de crueldade, e o atleticano colocou o coração à prova. Os alvinegros da capital viram seu time ser pressionado pelo adversário. Foi mais uma fraca atuação do Galo na temporada 2012. Depois de ver o rival mandar uma bola na trave e perder chances claras, o torcedor demorou 70 minutos para comemorar o gol de André, que carimbou o passaporte para mais uma decisão de Estadual.O jogo foi duro, truncado, de ataque contra defesa. O Atlético-MG, pressionado pela derrota para o Goiás, por 2 a 0, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, entrou em campo nervoso. Além disso, encontrou a forte defesa de um adversário disposto a conseguir uma verdadeira façanha em Sete Lagoas.
Com o resultado e a classificação, o Atlético-MG aguarda o resultado da outra partida das semifinais, entre Cruzeiro e América-MG, que se enfrentarão neste domingo, também na Arena do Jacaré, às 16h (de Brasília). O time celeste precisa da vitória, enquanto, para o Coelho, basta o empate.
A primeira partida da decisão será no próximo domingo, às 16h. Antes, porém, o Atlético-MG terá um difícil compromisso diante do Goiás, pela partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Como perdeu o primeiro confronto por 2 a 0, precisa vencer por três gols de diferença para se classificar. Vitória por 2 a 0 leva a decisão para a disputa de pênaltis.
Cobrança da torcida
Por conta dos últimos resultados, já que não vencia há três partidas, além da derrota para o Goiás por 2 a 0, no meio da semana, os torcedores alvinegros não pouparam os jogadores do Atlético-MG. Tão logo a equipe adentrou ao gramado, já receberam cobranças. Com gritos e pedidos de raça, os atleticanos demonstraram toda a desconfiança no time, que vem desde o desastroso clássico pela última rodada do Campeonato Brasileiro, quando foi goleado por 6 a 1 pelo Cruzeiro.
Com todo esse clima, a postura do Galo foi bastante diferente da apresentada no Serra Dourada. Os atleticanos demonstraram vontade a cada disputa de bola, mas tiveram dificuldades em sair da forte retranca armada por Moacir Júnior. A equipe, no entanto, abusava da ligação direta, o que facilitava o trabalho da defesa do Tupi. André, sozinho na frente, não conseguia o domínio, já que recebia de costas para os zagueiros e era facilmente anulado.
Após o fim do primeiro tempo, a pressão sobre o Atlético-MG ficou ainda maior. Vaias ensurdecedoras deram o tom na descida dos jogadores para os vestiários. Aos gritos de “timinho, timinho”, os atleticanos se reuniram no meio do gramado para combinar que não falariam com a imprensa no intervalo. Unidos e em silêncio, liderados pelo capitão Réver, os jogadores não conversaram com os jornalistas. Apenas o meia Bernard falou rapidamente, após ter sido cercado pelos repórteres.
Gol salvador

O Atlético-MG voltou para a segunda etapa bastante vaiado. E, a cada minuto, a pressão e o nervosismo dos jogadores do time da capital aumentavam. Erros de marcação básicos eram cometidos, e o Tupi passou a se aproveitar.
Léo Salino teve duas chances de marcar, que gelaram a espinha de todo torcedor do Galo presente no estádio. Em uma delas, Léo acertou o travessão de Giovanni, que saltou e nada encontrou. Confiante, a pequena torcida do Galo Carijó, de Juiz de Fora, na Zona da Mata, passou a ser a única que fazia a festa na Arena do Jacaré.
Porém, o sofrimento do Atlético-MG terminou, aos 25 minutos. Danilinho aproveitou um rebote de um escanteio e, com liberdade, cruzou da esquerda, ainda da intermediária. A bola foi na cabeça de André, que, com oportunismo, cabeceou, sem chances para o bom goleiro Rodrigo. O atacante alvinegro encostou em Wellington Paulista, que tem dez gols, contra nove do jogador atleticano.
A partir daí, o Galo melhorou e se tranquilizou em campo. O time passou a tocar mais a bola, de maneira correta. O desespero passou a ser do Tupi, que se mandou para cima em busca de uma virada milagrosa, que não aconteceu.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Goiás quebra invencibilidade do Galo no ano e garante boa vantagem

O Goiás mostrou que é um adversário indigesto do Atlético-MG na Copa do Brasil. Depois de já ter eliminado o time alvinegro em três oportunidades na competição, o time esmeraldino encaminhou bem a classificação ao vencer por 2 a 0, no Serra Dourada, no jogo de ida das oitavas de final.
Depois de 14 partidas de invencibilidade na temporada, o time mineiro conheceu a primeira derrota em 2012. Os gols do Goiás foram Rafael Tolói e Ricardo Goulart, um em cada tempo. Na quinta-feira do próximo dia 3, o Galo terá que vencer por três gols de diferença para se classificar. O Goiás passa às quartas mesmo com uma derrota por dois gols de diferença, desde que marque pelo menos um gol no Independência. Vitória mineira por 2 a 0 levará a decisão para os pênaltis.
Mas antes, os dois times dão um tempo na Copa do Brasil e voltam suas atenções para os respectivos campeonatos estaduais. O Galo mineiro joga no sábado, às 18h30m (de Brasília), na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, contra o Tupi. O alvinegro precisa apenas de um empate para chegar à grande final. Já o Esmeraldino joga no domingo contra o Vila Nova, às 16h, novamente no Serra Dourada. O time pode até perder por um gol de diferença que se classifica para a finalíssima.
O técnico Cuca teve que poupar o meia Bernard no início do jogo. Com fadiga muscular, o jogador ficou no banco de reservas como opção, e Escudero foi o escolhido para atuar ao lado de Danilinho na armação. Fillipe Soutto ganhou uma chance na equipe na vaga de Guilherme e atuou com a camisa 10, apesar de ser volante de origem.
Com os problemas do adversário, o Goiás chegou ao gol logo aos 11 minutos, depois de falta marcada pelo árbitro sergipano Cláudio Francisco Lima, de Luiz Eduardo sobre Iarley. Na cobrança, Egídio mandou na trave e a bola sobrou para Rafael Tolói empurrar para as redes.
O Atlético-MG não se intimidou e teve chance de empatar com André, em cabeçada após escanteio, mas o veterano Harlei mostrou porque segue como ídolo da torcida esmeraldina e fez brilhante defesa. E no reflexo, tirou com o pé bola que sobrava na pequena área.
Goiás x Atlético-MG (Foto: Weimer Carvalho / VIPCOMM )Iarley incomodou a defesa do Galo enquanto esteve em campo (Foto: Weimer Carvalho / VIPCOMM )
Mas aos poucos, o Galo foi demonstrando um problema que dificultava as ações ofensivas: a falta de articulação no meio-campo. O Goiás tocava a bola, e com o placar a seu favor, apostava nos contra-ataques. Só que os excessivos erros de passes das duas equipes fizeram com que os primeiros 45 minutos terminassem com a vantagem mínima para os donos da casa.
O Galo voltou para o segundo tempo com Bernard no lugar de Fillipe Soutto. O técnico Cuca viu que a equipe necessitava de velocidade, já que agrediu pouco o Goiás na primeira etapa.
Já Enderson Moreira não mudou o esquema inicial, com os três meias e Iarley na frente. E foi novamente o Goiás que marcou. Após falha grotesca de Richarlyson que ao tentar sair jogando perdeu a bola para Peter, Ricardo Goulart só completou o cruzamento vindo da direita, logo aos cinco minutos.
Com o gol, Cuca foi para o tudo ou nada. Colocou Neto Berola no lugar de Marcos Rocha. O Galo melhorou com as mudanças e passou a agredir mais o gol de Harlei, e chegou a marcar duas vezes, porém a arbitragem assinalou corretamente impedimento de André e toque de mão de Escudero.
Com a melhora alvinegra, Enderson tirou Iarley, cansado, e colocou Felipe Amorim. Cuca, na sua última alteração, colocou Mancini no lugar de Escudero. Mas a reação alvinegra foi interrompida com a expulsão do jovem Bernard. Em menos de cinco minutos, ele fez duas faltas e foi para o vestiário mais cedo. Com a desvantagem numérica e no placar, o Galo seguia errando muitos passes e o Goiás na espreita, pronto para marcar o terceiro em contra-golpe.
Apesar dos pedidos da torcida por mais um gol, o Esmeraldino preferiu cadenciar o jogo sem sofrer grandes perigos na defesa, mas também sem agredir o adversário, que acabou reconhecendo a primeira derrota do ano no Serra Dourada.

domingo, 22 de abril de 2012

Tupi e Atlético-MG ficam no empate e deixam decisão para Sete Lagoas

Atlético ficou só no empate

Num jogo de nível técnico discutível, Tupi e Atlético-MG ficaram no empate em Juiz de Fora, na partida de ida das semifinais do Campeonato Mineiro. Se o futebol apresentado pelos dois times não foi de encher os olhos, pelo menos no quesito gol os jogadores capricharam. Danilinho abriu o placar para os visitantes no início do segundo tempo, ao receber ótimo passe de Wesley, driblar Rodrigo e mandar para a rede. Já o Galo Carijó conseguiu o empate em belíssima cobrança de falta de Michel Cury, que saiu do banco e colocou a bola na gaveta, sem chances para Giovanni, que foi vazado pela primeira vez desde que assumiu a titularidade da equipeAgora, o Atlético-MG volta suas atenções para a Copa do Brasil, já que nesta quarta-feira vai até Goiânia, onde enfrenta o Goiás, às 21h50m (de Brasília), no primeiro jogo das duas equipes válido pelas oitavas de final da competição. No estadual, os dois times voltam a se enfrentar no sábado, às 18h30m, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
O técnico Cuca surpreendeu a todos ao escalar o meia Wesley como segundo atacante, na vaga de Guilherme, vetado por conta de estiramento na panturrilha esquerda. Wesley ganhou a vaga na disputa com Escudero e Mancini, e até com Fillipe Soutto, que estava cotado para fazer o terceiro jogo como titular.
E foi com Wesley a primeira chance clara de gol, e, por sua vez, desperdiçada. André, de calcanhar deixou o meia na cara do gol, mas ele chutou em cima do goleiro Rodrigo e perdeu ótima oportunidade de abrir o placar.
Mas foi a única presença mais incisiva da novidade atleticana, já que no decorrer da primeira etapa, Wesley deixou a desejar na continuidade das jogadas e estava visivelmente sem ritmo e entrosamento com os companheiros.
Como na partida anterior entre as duas equipes, o atacante Allan resolveu deixar a bola de lado e partir para provocação, o que ocasionou um princípio de confusão entre ele e o volante Pierre. Mas Allan só foi ser advertido com cartão amarelo após discussão forte com o volante Jaílton, da própria equipe, que também foi amarelado.
Em campo, o goleiro Giovanni era um mero espectador. O Tupi se limitava a marcar e tinha dificuldades perante a marcação do Atlético-MG, reforçado com a volta de Leandro Donizete ao time. Henrique chegou a cabecear nas mãos do camisa 1 atleticano na melhor chance do time da casa.
A zaga alvinegra, formada pelos reservas Luiz Eduardo e Lima, já que Rafael Marques, com dores musculares, e Réver, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, não poderiam jogar, não comprometeu nos primeiros 45 minutos.
As duas equipes não mudaram para a segunda etapa. Apenas a postura do Atlético-MG mudou, com Wesley mais ligado e André privilegiando a tabela. E foi num belo toque de Wesley, que Danilinho invadiu a área, driblou Rodrigo e abriu o placar para delírio da torcida atleticana no Estádio Mário Helênio.
Com o gol, o técnico Moacir Júnior resolveu arriscar. Tirou o volante Jaílton para a entrada do meia Michel Cury. E cinco minutos depois, ele cobrou falta com muita categoria, no ângulo do imóvel Giovanni, que nada pôde fazer. A bola ainda bateu na trave antes de entrar e deixar a torcida carijó em polvorosa.
Após a igualdade, o técnico Cuca trocou Bernard por Neto Berola e Wesley por Escudero. Já Moacir Júnior tirou Allan, que já estava amarelado, e colocou Ulysses. Mas as mudanças surtiram pouco efeito, já que os ataques esbarravam nas defesas bem armadas. O Galo da capital era mais perigoso, mas pecava no passe final e na finalização.
O empate acabou sendo bom para os dois lados. Os donos da casa mantiveram as esperanças na conquista de uma vaga na final, enquanto os visitantes jogam por outro empate para se classificarem. Mas o Atlético-MG lamenta o fato de não conseguir vencer pelo terceiro jogo consecutivo, uma vem que contabilizou o terceiro empate seguido na competição.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Corinthians e Atlético-MG estão de olho no uruguaio Diego Forlán

forlan Catania x internazionale (Foto: Getty Images)
O Corinthians tem interesse em contratar o uruguaio Diego Forlán, do Internazionale de Milão - o clube paulista já fez uma sondagem aos italianos. O Atlético-MG também estaria na disputa, de acordo com o jornal argentino Olé. A diretoria mineira não comenta o assunto.

Na sondagem feita há algumas semanas ao Inter de Milão, o Corinthians se assustou com o valor pedido: € 5 milhões, cerca de R$ 12,3 milhões. Os corintianos pediram um tempo para responder. A avaliação é de que se trata de uma quantia alta demais para um jogador prestes a completar 33 anos.
Coincidentemente, o valor é o mesmo que o presidente do Galo, Alexandre Kalil, disse que o clube tem à disposição para negociar a contratação de reforços. O diretor de futebol do Atlético-MG, Eduardo Maluf, não quis se aprofundar no caso.
- O Atlético-MG não faz comentários sobre contratações. Não nego nem posso confirmar. É a política do clube em casos de negociação - disse Maluf.
Forlán não tem tido rendimento satisfatório no time italiano. Em 17 partidas, 13 como titular, marcou apenas dois gols. O uruguaio passou os últimos dez anos no futebol europeu, onde defendeu clubes grandes como Manchester United, da Inglaterra, Villarreal e Atlético de Madri, da Espanha, e Inter, da Itália.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Preparador de goleiros, Chiquinho, ex-Grêmio, chega ao Atlético-MG

Chiquinho (á esquerda com a bola)
A contratação de Chiquinho, novo preparador de goleiros do Atlético-MG foi anunciada no último sábado, mas a apresentação oficial foi realizada nesta terça-feira, também marcada como o primeiro dia de trabalho do profissional.


Quem ficou responsável pela apresentação foi o diretor de futebol, Eduardo Maluf, que explicou como fica a situação no clube.- Ele é o preparador de goleiros da Seleção, já trabalhou no Atlético-MG, e chega dentro da nossa política de fazer uma comissão permanente. Estamos fazendo com o Chiquinho um contrato de três anos e ele vem fazer parte dessa comissão. Já temos o Carlinhos Neves e agora trazemos o Chiquinho.

Com relação a Willian, até então o responsável pela preparação de goleiros, Maluf informou que ele será o assistente de Chiquinho, além de acumular nova função dentro do clube.

- O Willian vai ser o coordenador nas categorias de base nos treinamentos de goleiros e vai ser o assistente do Chiquinho, que tem convocações para a Seleção e precisa de um substituto.

Chiquinho começou a carreira como preparador de goleiros em 1994, no Vitória, onde ficou ate 2002. Passou por São Caetano, Atlético-PR, Atlético-MG e Grêmio, onde ficou de 2005 até agora.

- Estive aqui em 2004 por dois meses. A estrutura mudou muito, para melhor e espero ser a altura do Atlético-MG de agora.

Como trabalhou com Giovanni, Lee, Renan Ribeiro e Paulo Victor pela primeira vez nesta terça, Chiquinho explicou como pretende desenvolver seu trabalho.

- O treinador de goleiros é como um personal, e engloba várias situações. Não é só aspecto técnico e físico, mas também emocional. Tem que fazer isso com conversas antes dos treinos, depois e nos jogos, mostrando as qualidades, elevando a autoestima e mostrando confiança nele. Com o tempo o goleiro começa a melhorar a autoestima porque ninguém desenvolve bem o trabalho com ela baixa. Temos que mostrar que erros ocorrem e que todos goleiros passam por momentos bons e ruins. A diferença de um grande goleiro e de um que fica pelo meio do caminho é saber superar esses momentos ruins.

 
Design by Wordpress Theme | Bloggerized by Free Blogger Templates | coupon codes