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domingo, 3 de junho de 2012

Troca de farpas, acusações, e-mail: relação Flamengo x Palmeiras azeda

arnaldo Tirone palmeiras (Foto: Anderson Rodrigues/Globoesporte.com)Arnaldo Tirone arma o contra-ataque do Palmeiras
(Foto: Anderson Rodrigues/Globoesporte.com)
Flamengo e Palmeiras vivem período tenso depois do rompimento de Ronaldinho Gaúcho com o clube carioca. A acusação de que o Verdão teria aliciado o meia-atacante para romper com o Fla é apenas o último de uma série de capítulos de desentendimentos entre as duas diretorias. A relação, que já não era das melhores, azedou de vez. Na segunda-feira, o Palmeiras promete divulgar um comunicado contundente para responder ao clube carioca, que enviou uma notificação ao corpo jurídico da equipe paulista e vai acionar o rival na Justiça caso Ronaldinho Gaúcho desembarque no Palestra Itália. O valor da indenização seria de R$ 325 milhões.
Na manhã de sábado, o presidente Arnaldo Tirone enviou um e-mail a Patrícia Amorim para dar sua versão dos fatos. Ele disse na mensagem que o Palmeiras não tem qualquer interesse em contar com Ronaldinho, e que o clube jamais procura jogadores com contrato vigente. No mesmo e-mail, Tirone lembrou o assédio do Flamengo sobre o atacante Kleber, no Campeonato Brasileiro do ano passado.
Eles (Fla) não se lembram do que fizeram no caso do Kleber? Eles erraram. Nós não erramos agora porque não fizemos nada"
Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras
– Eles não se lembram do que fizeram no caso do Kleber? Eles erraram. Nós não erramos agora porque não fizemos nada. Agora se fazem de vítimas, é engraçado... O Palmeiras sempre teve boa relação com o Flamengo, só que agora a coisa ficou insustentável – disse Arnaldo Tirone.
Na ocasião, o Flamengo conversou com o empresário Giuseppe Dioguardi e demonstrou interesse por Kleber, que vinha fazendo boa temporada pelo Palmeiras. O assédio do clube carioca desestabilizou o ambiente no Palestra Itália, e atacante e equipe caíram de rendimento. O Fla pretendia contratar o Gladiador por 3 milhões de euros (R$ 7 milhões), mas o Verdão rebateu ao dizer que a multa rescisória era de R$ 143 milhões.
Tirone e seus pares não engoliram a história, guardaram o desentendimento e o reviveram neste momento. Quando a rescisão com o Flamengo foi confirmada, o presidente do Palmeiras mostrou certa satisfação – o jogador cobra salários atrasados do clube. No início de 2011, Ronaldinho estava quase acertado com o Verdão, mas acabou escolhendo a equipe carioca.
– Achou que ia receber, mas não foi bem assim – disse o presidente a amigos.
– O que acontece no Flamengo é problema do Flamengo, eu cuido do Palmeiras. Já conversei com ela várias vezes, hoje temos menos contato. Acho que agora será zero. Ela sabe que não está sendo correta. Se preciso, vamos resolver na Justiça – avisou o presidente.Questionado, Tirone baixou o tom das críticas, mas mostrou que será contundente na “guerra” anunciada com Patrícia Amorim.
O e-mail enviado a Patrícia Amorim será o último contato direto entre presidentes. Arnaldo Tirone deve se pronunciar de forma oficial na segunda-feira, depois que o departamento jurídico analisar a melhor maneira de responder à notificação do Flamengo. Uma relação que era boa até o ano passado ficará restrita aos tribunais.

domingo, 20 de maio de 2012

Palmeiras está próximo de fechar a contratação de Thiago Ribeiro

thiago ribeiro cagliari gol navara (Foto: Agência Getty Images)Thiago Ribeiro está na mira do Palmeiras
(Foto: Agência Getty Images)
O processo de triagem e busca de informações sobre jogadores que interessam ao Palmeiras está perto do fim. Há 15 dias, o gerente de futebol César Sampaio tem colhido todos os dados possíveis sobre os nomes pretendidos pelo técnico Luiz Felipe Scolari, a maioria para o setor do ataque – prioridade no momento. Dos atletas que constam na lista elaborada por Felipão, o que está em situação mais avançada é Thiago Ribeiro, do Cagliari, que pertence ao Rentistas-URU, clube controlado pelo empresário Juan Figer.
Outros nomes também interessam, casos de Eder Luis, Obina e até mesmo Jô, oferecido pelo Internacional depois de um caso de indisciplina no clube gaúcho. César Sampaio e a diretoria do Palmeiras devem anunciar nos próximos dias o resultado de um “funil” promovido pelo clube. Com informações sobre todos os atacantes, o Verdão vai voltar seus esforços para apenas um deles – provavelmente Thiago.
– Ele está dentro das prioridades, o Juan Figer está no Brasil, é um nome importante. Acho que temos 70% das informações que necessitamos sobre os jogadores, agora estamos caminhando para o fechamento. Vamos focar em um nome e finalizar essa operação – afirmou o gerente de futebol do Palmeiras.
Pressa não há, até porque a janela internacional de transferência abre só no dia 20 de junho. Sampaio deve se reunir com o presidente Arnaldo Tirone e os vices Roberto Frizzo e Edvaldo Frasson para definir quem será o nome da vez para o ataque do Verdão. Tirone retorna da Alemanha nesta semana – ele foi convidado para assistir à final da Liga dos Campeões entre Bayern de Munique e Chelsea.
– Não temos prazo para resolver o assunto, tenho feito o meu trabalho, que é o da triagem, de levantar condições econômicas, esportivas e disciplinares, parcerias com possíveis investidores. Caminhamos para o fechamento, com a volta do presidente vamos equacionar melhor tudo isso – informou César Sampaio.
O trabalho do gerente de futebol também inclui a busca por parcerias que possam facilitar uma contratação. Sem dinheiro disponível para trazer jogadores, o Palmeiras busca alternativas para conseguir bons negócios. César Sampaio avisa que três investidores já demonstraram interesse em colaborar. Em contrapartida, o clube daria alguma porcentagem do jogador contratado ou até mesmo participação em atletas das categorias de base.
– Temos pelo menos três mais encaminhados. Se precisarmos, poderemos contar com essas pessoas – concluiu o gerente do Verdão.

Palmeiras sai na frente, mas Lusa reage e empata a partida

O Palmeiras parece não aprender com alguns erros do passado, e isso custou ao time uma boa vitória na estreia no Campeonato Brasileiro. Neste sábado, diante da Portuguesa, no Pacaembu, a equipe começou bem, viu Luan fazer seu primeiro gol no ano, mas sofreu com a reação dos rivais rubro-verdes, que buscaram o empate em 1 a 1 e comemoraram a igualdade conquistada fora de casa. O gol que o Verdão levou, mais uma vez, foi pela bola aérea. O baixinho Rodriguinho cabeceou sem marcação e decretou o resultado final. Um alívio para a Lusa, abalada pelo rebaixamento no Campeonato Paulista.
Já a Portuguesa de Geninho tem muito a comemorar. Fraca tecnicamente e até entregue em alguns momentos do jogo, a Lusa teve méritos ao se lançar para o ataque e reagir. A pequena torcida rubro-verde no Pacaembu celebrou e tirou onda com os palmeirenses, que vaiaram a equipe e o técnico Luiz Felipe Scolari. De forma irônica, o comandante aplaudiu sua própria torcida.Valdivia e Marcos Assunção foram poupados, mas começar bem o campeonato poderia significar um ganho de moral para a decisão de quarta-feira contra o Atlético-PR, que vale vaga nas semifinais da Copa do Brasil - no jogo de ida, empate em 2 a 2. No entanto, o time que mais empatou no Brasileirão do ano passado (17 vezes em 38 jogos) começou a atual edição da mesma forma. E Felipão ainda viu Leandro Amaro, Barcos e Daniel Carvalho saírem machucados.

O Palmeiras joga duas vezes na próxima semana: contra o Atlético-PR, quarta-feira, em Barueri, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, e domingo, contra o Grêmio, às 16h, no Olímpico, pela segunda rodada do Brasileirão. A Lusa volta a campo só no próximo sábado, às 18h30m, quando recebe o Vasco no Canindé.

Desencanta, Luan!

Luan começou a temporada de forma tímida, jogando pouco e tendo de passar por uma cirurgia no pé que o tirou de combate por quase três meses. Neste sábado, ele foi uma das novidades do time alviverde – o atacante entrou na vaga de Mazinho – e correspondeu rapidamente às expectativas. Com disposição e velocidade, o jogador comandou a maioria das ações pelo lado esquerdo do ataque.
Luan gol Palmeiras (Foto: Piervi Fonseca / Ag. Estado)Luan comemora o gol do Palmeiras sobre a Lusa, no Pacaembu (Foto: Piervi Fonseca / Ag. Estado)
O Verdão se mostrou seguro, tocando a bola com paciência e procurando brechas na retraída defesa rubro-verde. Preocupado com o domínio rival, o técnico da Lusa, Geninho, chamou seus defensores em vários momentos para corrigir posicionamento. A perda do artilheiro Ricardo Jesus logo nos primeiros minutos só aumentou a tendência defensiva da equipe rubro-verde. Depois de levar uma batida na cabeça, ele foi levado para um hospital para ser examinado. Apenas precaução: Ricardo deixou o Pacaembu consciente. Rodriguinho entrou em seu lugar e se transformaria num dos personagens principais da partida.

O Palmeiras se lançou tanto ao ataque que fez a Portuguesa acordar. O lado esquerdo do Verdão, com Luan e Juninho, deu brechas na parte defensiva. Por ali, Luis Ricardo fez uma linda jogada e até entraria com a bola no gol, não fosse uma defesa difícil praticada por Bruno. Mesmo assim, as jogadas com o lateral-direito foram pouco para uma equipe que precisa pensar em sua manutenção na Série A.

O Verdão, por sua vez, tem mais qualidade. Um toque de calcanhar de Barcos deu início à jogada que terminaria no pé esquerdo de Luan, aos 37 minutos. O atacante acertou o canto direito de Weverton e mostrou que não perdeu o jeito durante o tempo fora do time. Primeiro gol na temporada para o “operário” de Felipão, justamente no Brasileirão, campeonato que o atacante tanto gosta. No ano passado, ele foi o artilheiro do Palmeiras na competição, com nove gols.

Lusa sufoca e empata
O time que quer ser campeão brasileiro precisa de um elenco qualificado e com opções. No segundo tempo, o Palmeiras mostrou que melhorou muito nesse aspecto em relação ao ano passado. Sem Leandro Amaro, com dores no quadril, Felipão lançou Maurício Ramos – o padrão defensivo foi mantido. E quando Daniel Carvalho sentiu uma fisgada na coxa e pediu para sair, o técnico tinha duas boas opções: Mazinho e Felipe. O primeiro foi o escolhido.
Titular nos últimos três jogos, Mazinho jogou pela primeira vez como meia, sua posição original. Antes ele fazia a função de Luan, quando o atacante estava suspenso pelo STJD. Mais recuado, o meia fez a bola chegar algumas vezes a Hernán Barcos, que na estreia de sua camisa 9 foi pouco acionado e ainda saiu depois de sentir dores na região da virilha. O próprio Mazinho apareceu como elemento surpresa ao invadir a área e quase fazer o segundo gol do Verdão, aos 14 minutos.
Com a Lusa sem reação, o Palmeiras passou a estudar variações táticas. Patrik ficou mais aberto à direita, quase como um ponta, e Luan fez o mesmo do outro lado. Depois foi Cicinho quem fez papel mais ofensivo, com boas jogadas pela direita. A torcida alviverde, passando frio no Pacaembu, só esperava o fim do jogo para comemorar os primeiros três pontos no Brasileirão.
Seria fácil para o Verdão tocar a bola, fazer o tempo passar e se poupar para o duelo contra o Furacão, pela Copa do Brasil. Mas a equipe de Felipão parece “gostar” de sofrer nos minutos finais, mesmo diante de equipes inferiores. E isso quase sempre é sinônimo de castigo. Foi o caso neste sábado.
Com campo para jogar, a Lusa foi para cima e passou a rondar a área palmeirense com bastante perigo. Acuado, o Verdão via o adversário crescer cada vez mais. Até que, aos 41, após cruzamento da direita, Rodriguinho subiu livre - Henrique, que estava em sua marcação, não esboçou nenhuma reação - e empatou a partida. O susto fez o Verdão ir para cima. Aos 46, Maikon Leite, recebeu na direita, já dentro da área, e mandou a bomba, que explodiu no travessão. Foi o último lance de destaque da partida.
A Turma do Amendoim, grupo de corneteiros palmeirenses, passou a xingar o técnico Luiz Felipe Scolari, que retribuiu com sorrisos irônicos. Já a pequena torcida da Lusa respira a aliviada: um ponto conquistado no retorno à Série A.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Atlético-PR e Palmeiras empatam em 2 a 2


O Atlético-PR teve chances de matar o jogo no primeiro tempo, não aproveitou, e o Palmeiras se valeu de sua maior qualidade para buscar duas vezes o resultado e sair de Curitiba com um empate por 2 a 2 nesta quarta-feira, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Na base da vontade e confiando em Guerrón e Liguera, o Furacão ficou à frente no placar em duas oportunidades, não fez o terceiro gol por pouco, e viu a reação alviverde com um golaço de Maikon Leite no segundo tempo.
O resultado se encaixa dentro do que o Palmeiras desejava para o jogo de ida, na Vila Capanema: vitória ou empate com gols. Na próxima quarta-feira, às 19h30m (de Brasília), em Barueri, o time de Luiz Felipe Scolari poderá empatar por 0 a 0 ou 1 a 1 para ficar com a vaga nas semifinais. O Furacão precisa vencer ou empatar por mais de três gols para evitar a eliminação.
Antes, porém, as duas equipes têm compromissos pelo Campeonato Brasileiro. Na Série A, o Palmeiras estreia no sábado contra a Portuguesa, às 18h30m, no Pacaembu, Na Série B, o Atlético visita o Joinville também no sábado, às 16h20m.Para o Palmeiras, a má notícia é a suspensão do atacante Hernán Barcos, que voltou a marcar depois de quatro partidas, mas levou o terceiro cartão amarelo e fica fora do jogo decisivo. Não há um substituto no elenco para o argentino, artilheiro alviverde na temporada com 11 gols.
Cicinho Palmeiras e Edigar Junio do Atlético-PR (Foto: Giulianos Gomes / Ag. Estado)Cicinho, do Palmeiras, e Edigar Junio, do Atlético-PR (Foto: Giulianos Gomes / Ag. Estado)
Gringos dão o tom, e Furacão sai em vantagem
Em campo, dois gringos para cada lado: Valdivia e Barcos no Palmeiras, Liguera e Guerrón no Atlético. No banco, outro gringo, o uruguaio Juan Ramón Carrasco, pedia que o Furacão forçasse as jogadas pelo lado direito do ataque, nas costas do lateral-esquerdo Juninho e explorando a velocidade e força física de Guerrón. Por ali, o equatoriano infernizou a desfalcada defesa palmeirense – Henrique, o pilar da zaga, estava suspenso.
Enquanto isso, o uruguaio Liguera foi o responsável pela organização do meio-campo, ainda que de forma discreta. Mesmo assim, sua qualidade apareceu logo aos 16 minutos. Em falta cobrada com perfeição, Renan desviou e Bruno Mineiro fez 1 a 0 para os donos da casa. Mais uma vez, o Verdão sofreu com as bolas aéreas e levou desvantagem. Não há tempo de bola para os zagueiros, nem confiança para o goleiro Bruno sair do gol. Leandro Amaro, mal demais, não foi nem sombra do que Henrique costuma ser para a defesa alviverde.
A sorte do Palmeiras é que seus gringos resolveram dar uma resposta rápida. Sem cavanhaque e enfrentando uma fase de baixa – um gol nos últimos nove jogos – Barcos cobrava uma aproximação maior dos meio-campistas. E coube a Valdivia fazer o papel de garçom. Graças a um belo passe do Mago, o argentino tirou a “zica”, deixou Manoel no chão e tocou com suavidade na saída do goleiro, relembrando seus primeiros gols com a camisa do Verdão. Um longo abraço em Valdivia mostrou a união estrangeira que deu o empate ao time de Felipão.
Mas o Atlético tinha Guerrón, o melhor jogador em campo na primeira etapa. Em outra de suas escapadas, o equatoriano (em posição de impedimento) quebrou a zaga palmeirense com um drible e deu o gol para Edigar Junio. A torcida, que não lotou a Vila Capanema, se empolgou, empurrando o time.
Ruim para o Furacão, que Liguera prendeu demais a bola, Guerrón perdeu muitos gols, e Bruno fez um milagre em chute de Edigar. Do outro lado, o Verdão, previsível, apostou nas bolas paradas de Marcos Assunção, o imprevisível. Uma bola no travessão e uma defesa de Rodolfo impediram o empate. Igualdade só nas reclamações em relação ao árbitro Paulo Henrique Bezerra: atleticanos reclamaram de uma bola na mão de Maurício Ramos, palmeirenses cobraram um pênalti em Cicinho.
Atletico-PR x Palmeiras (Foto: Daniel Castellano / Agência Estado)Atletico-PR e Palmeiras fizeram bom jogo em Curitiba (Foto: Daniel Castellano / Agência Estado)
Briga estrangeira, gol à brasileira
O Palmeiras buscou bem mais o jogo, já que o Furacão se limitou a segurar a vitória parcial. Uma bola na trave de Barcos indicou que a pressão alviverde seria grande, e nem uma confusão entre gringos foi capaz de parar a reação da equipe de Luiz Felipe Scolari. Valdivia se irritou com Juan Ramón Carrasco antes de uma reposição de bola - o técnico do Furacão deu uma "mãozada" no meia palmeirense -, não economizou nos xingamentos e levou cartão amarelo. O técnico do Atlético-PR foi expulso.
Sem o uruguaio no banco de reservas, o Furacão se desmontou e perdeu a referência. Quando Edigar Junio, Liguera e Guerrón olhavam para a lateral do campo, não havia mais quem passasse uma orientação extra ou uma dica de quem via o jogo de outro ângulo. E aí se fez a diferença. Felipão viu as brechas nas laterais do adversário e lançou Luan e Maikon Leite nas vagas de Mazinho e Cicinho.
A alteração surtiu efeito rapidamente. Aos 14, Maikon acabou com o “domínio” gringo e fez um golaço à brasileira, cortando o adversário na intermediária e acertando um belo chute de pé esquerdo – que normalmente só serve de apoio para o atacante. O placar de 2 a 2 esfriou ainda mais a gelada Vila Capanema, e o Verdão, enfim, passou a jogar do jeito que queria: valorizando a posse de bola e explorando as deficiências dos laterais improvisados Pablo e Zezinho.
A torcida da casa fez pressão, perdeu a paciência e passou a jogar contra o Atlético-PR, que perdeu o título estadual para o Coritiba há poucos dias. “Vamos jogar, vamos suar, senão o bicho vai pegar” era o grito entoado pelos atleticanos. Se faltou suor ao Furacão, sobrou ao Palmeiras, que leva um bom resultado para a decisão da próxima quarta-feira.
Atlético-PR x Palmeiras (Foto: Hedeson Alves/VIPCOMM)Juninho marca Guerrón, observado por Valdivia e Barcos (Foto: Hedeson Alves/VIPCOMM)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Tirone entende Felipão, mas avisa: ‘Se quiser sair, não vou amarrar’

Presidente Tirone minimiza críticas de Felipão
(Foto: Anderson Rodrigues/Globoesporte.com)
Um dia depois de o técnico Luiz Felipe Scolari cobrar hombridade da diretoria para assumir seus atos no Palmeiras, o presidente Arnaldo Tirone resolveu falar e esclarecer a situação do clube. Cobrado pelo comandante por não ter ido a público explicar a falta de dinheiro para contratações, Tirone convocou entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira e avisou que não há garantia para Felipão permanecer no cargo depois das críticas veementes aos cartolas. Vale lembrar que o técnico tem contrato até dezembro de 2012, com multa rescisória em caso de demissão.
– Concordo com boa parte do que ele disse, mas a questão da hombridade foi mal colocada. Todos somos homens. Não costumo amarrar ninguém na cadeira. Se ele disser que quer ir embora, não vou amarrar. A questão da multa é só conversar. Mas espero que ele fique no Palmeiras e seja campeão – disse o presidente.
No início da tarde desta quinta, Tirone já havia dito que nunca escondeu a falta de dinheiro para contratar jogadores de algo nível. Na coletiva, o presidente assegurou que não está preocupado com o desabafo de Felipão.
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O Felipe quis desabafar, talvez tenha exagerado em uma ou outra coisa"
Arnaldo Tirone, sobre as críticas de Felipão
– O Felipe é acostumado a treinar grandes equipes, ele quis desabafar, talvez tenha exagerado em uma ou outra coisa. As contas e salários estão em dia, pegamos esse clube com um passivo muito alto. O Felipe sabe disso, tanto que nos ajudou muito no ano passado, tocamos o time com os jogadores que tínhamos. Estou muito tranquilo, porque entendo que nesse ano tive muito mais acertos do que erros – afirmou Arnaldo Tirone.
A opinião do presidente é simples: o clube acertou porque contratou boa parte dos nomes pedidos pelo técnico – casos de Barcos, Daniel Carvalho e Wesley. Por isso, ficou uma ponta de decepção pelos comentários públicos de Felipão.
– Não estou aqui para julgar ninguém, não sou jurado de concurso. O Wesley veio, mas algum olho gordo fez ele se machucar. Estamos fazendo a nossa parte, mas neste momento me sinto igual a um marido traído. Fiz tudo certinho, mas as coisas aconteceram fora do meu alcance. Não sou o Super Homem, esse você só vê em filmes – avisou Arnaldo Tirone.
Desde o fim da participação alviverde no Campeonato Paulista, o Verdão contratou o meia Mazinho e o lateral-esquerdo Fernandinho. Da lista de seis reforços proposta por Luiz Felipe Scolari, o clube luta para contratar pelo menos dois nomes de bom nível, mesmo com pouco dinheiro.

Tirone rebate críticas de Felipão: 'Clube não é Casa da Moeda'

arnaldo Tirone palmeiras (Foto: Anderson Rodrigues/Globoesporte.com)


O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone respondeu ao técnico Luiz Felipe Scolari, que fez duras críticas à diretoria logo após a goleada sobre o Paraná Clube, por 4 a 0, na última quarta-feira, na Arena Barueri, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Apesar do triunfo e da classificação, o treinador foi duro ao dizer que a diretoria não tem dinheiro para atender a seus pedidos (assista ao vídeo).

Tirone diz que não fica chateado com Felipão. No entanto, lembra que o clube investiu em contratações, todas com o aval do treinador.

- O Palmeiras não é Casa da Moeda e nem Banco Central. Não temos dinheiro assim. Até porque fizemos bons investimentos. Trouxemos Barcos, Wesley, Daniel Carvalho, renovamos com Cicinho, Henrique. A última gestão trouxe Valdívia. Ou seja, não estamos parados.

O presidente explicou que, no início do ano, Felipão entregou uma lista com 11 nomes, um time inteiro. Ele admite que não foi possível atender a todos os pedidos, mas garante que o Verdão vai se reforçar para o Brasileirão.

- Não conseguimos contratar todos, mas os que vieram foram com o consentimento do Felipão. Neste momento, não podemos colocar a mão no bolso. Mas no Brasileiro, vamos nos reforçar.

O vice-presidente de futebol do Palmeiras, Roberto Frizzo, vai pela mesma linha. Diz que, realmente, o clube está com os cofres vazios, mas acha que Felipão poderia ter evitado o assunto.

- O Felipão é bem crescido e não fala nada à toa. Realmente não temos dinheiro, mas isso já é mais do que sabido pelo público, nunca escondemos nossa situação. Vamos trazer pelo menos dois dos nomes que ele pediu. Não sei se era a hora de (Felipão) falar tudo isso. Estamos trabalhando com seriedade, ele sabe disso.

Sem reforços pedidos, Felipão critica ‘omissão’ de diretoria palmeirense

O Palmeiras venceu o Paraná por 4 a 0, classificou-se para as quartas de final da Copa do Brasil sem sustos, mas não foi capaz de abafar o clima quente que predomina no clube desde o ano passado. Após o jogo, o técnico Luiz Felipe Scolari falou menos da boa atuação e mais da falta de dinheiro para contratações de reforços. Depois de apresentar uma lista de seis nomes à diretoria, Felipão foi informado de que não havia dinheiro para esse tipo de negócio. Foi o suficiente para o comandante se irritar e desabafar em público. Para ele, os dirigentes é que têm de se pronunciar sobre o assunto.
– Apresentei uma lista com seis, sete nomes, não contrataram nenhum. Fizemos uma reunião há dois, três dias, com todos os nomes na lista. Foi dito para mim que não havia dinheiro. Mas que depois não venham passar para a torcida que fui eu que contratei Juquinha, Pedrinho, porque isso é muito fácil para os diretores. Eles têm de assumir esta merda – bradou o técnico.
Eu sou mais identificado com o Palmeiras do que alguns dirigentes que aí estão"
Felipão
A bronca de Felipão com a diretoria é pela suposta omissão em momentos como esse. Desde o fim do ano passado, o técnico dizia que não se envolveria mais em contratações de jogadores, mas se irritou ao ter de explicar à torcida os motivos da falta de reforços mais renomados. Nesta segunda leva de jogadores que chegam para a temporada, chegaram Mazinho, Fernandinho e Felipe, este voltando de empréstimo.
– Não estou bravo com a diretoria, só que cada um tem de assumir sua situação. Se não tem dinheiro, não tem dinheiro. E a torcida que fique brava, pois não tem mesmo. Agora tem dirigente por aí que fica falando em redes sociais, que vai em reunião e fala um monte de porcaria... Se não tem dinheiro para comprar nada, quer comprar caviar? Não tem. Eu sou mais identificado com o Palmeiras do que alguns dirigentes que aí estão – disparou o técnico.
O gerente de futebol César Sampaio entendeu as cobranças de Felipão, mas se defendeu. Na semana passada, Sampaio convocou uma entrevista coletiva e explicou todas as situações referentes a contratações. Revelou a lista de seis nomes preparada pelo técnico e prometeu que trabalharia para tentar alguma “engenharia financeira”. O dirigente não aumentou a polêmica, mas avisou que tudo será resolvido dentro do clube.
Apesar do desabafo de Luiz Felipe Scolari, o Palmeiras não tem pressa para trazer “um ou dois” reforços de bom nível para a sequência da temporada. Como as inscrições para a Copa do Brasil terminam na próxima semana, a prioridade é trazer nomes para o Brasileirão. De acordo com César Sampaio, há duas situações bem encaminhadas com jogadores sugeridos pelo comandante.– Eu dei entrevista na semana passada explicando tudo isso, mas aqui tudo vira turbulência, muita gente que vejo todo dia manda recados por aí, por redes sociais... O que o Felipão quer eu quero também, mas temos de trabalhar dentro de nossa realidade. Eu não vou mandar recado para ninguém, eu resolvo tudo internamente. Gosto que falem as coisas na minha cara – rebateu César Sampaio.
– Temos dois mais avançados, mas não acertamos nada ainda. Não é tão fácil assim – alertou o gerente.
Felipão Scolari Palmeiras (Foto: Piervi Fonseca / Ag. Estado)Felipão orienta a equipe na vitória contra o Paraná, nesta quarta-feira (Foto: Piervi Fonseca / Ag. Estado)

Palmeiras, Goiás, Grêmio e Coxa decidem em casa nas quartas de final

Palmeiras, Grêmio, Coritiba e Goiás vão decidir em casa as quatro vagas nas semifinais da Copa do Brasil. A CBF sorteou na tarde desta quinta-feira a ordem dos mandos de campo dos confrontos das quartas de final da Copa do Brasil. Por causa do jogo do Corinthians contra o Vasco na Taça Libertadores, os mandos de campo de São Paulo e Palmeiras foram decididos em um sorteio casado, para que não houvesse acúmulo de jogos em uma mesma cidade. O mesmo aconteceu com a dupla de clubes do Paraná, Atlético-PR e Coritiba. As datas e horários dos jogos só serão divulgados pela CBF nesta sexta-feira.
Veja como ficou a ordem dos confrontos:
Jogos de ida (16 e 17/05/2012):
Atlético-PR x Palmeiras - Durival Britto
Portuguesa/Bahia x Grêmio - Canindé ou Pituaçu
São Paulo/Ponte Preta x Goiás - Morumbi ou Moisés Lucarelli
Vitória x Coritiba - Barradão
Jogos de volta (23 e 24/05/2012):
Palmeiras x Atlético-PR - a confirmar
Grêmio x Portuguesa/Bahia - Olímpico
Goiás x São Paulo/Ponte Preta - Serra Dourada
Coritiba x Vitória - Couto Pereira





Palmeiras atropela o Paraná e está classificado

Teve bom público em Barueri, bom futebol, boas perspectivas e a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. Também teve Messi, ainda que “genérico”. Nesta quarta-feira, o Palmeiras convenceu em uma de suas melhores atuações do ano. Sem dar chances para o Paraná, o time de Luiz Felipe Scolari fez 4 a 0 com tranquilidade, confirmou a vaga na próxima fase do torneio e viu um novo candidato a ídolo aparecer: com dois gols e uma assistência, Mazinho, o “Messi Black”, chamou a atenção.
Depois de duas semanas só de treinos, o Verdão se mostrou renovado e cheio de fôlego. A boa partida de Mazinho deu uma “dor de cabeça” a Felipão, que poderá contar com Luan na próxima fase. E essa briga ainda tem Maikon Leite, que entrou no segundo tempo e também fez seu gol.Na próxima fase, o Palmeiras vai enfrentar o Atlético-PR, que eliminou o Cruzeiro também nesta quarta-feira. Já o Paraná concentra seus esforços na segunda divisão do Campeonato Paranaense e na Série B do Brasileiro.
Palmeiras x Paraná (Foto: Gaspar Nóbrega / Futurapress)Juninho arrisca chute cruzado na primeira etapa da partida (Foto: Gaspar Nóbrega / Futurapress)
Mazinho brilha, Henrique briga
Felipão não quis saber de surpresas e repetiu a escalação do jogo de ida, com Mazinho no ataque ao lado de Barcos. Conhecido pelos amigos como “Messi Black”, o meia mostrou empolgação com a nova chance. Em sua segunda partida com a camisa do Palmeiras, ele arriscou chutes de fora da área, foi para cima da defesa do Paraná e quebrou a marcação rival, caindo ora pelo meio, ora pela esquerda. Foi o melhor que o Verdão mostrou no primeiro tempo.
Mas o Paraná sentiu que havia chance de surpreender. Com um empolgado grupo de tricolores fazendo barulho nas arquibancadas, a equipe de Ricardinho apostou nos lançamentos nas costas dos laterais. Com muito espaço por ali, principalmente no setor de Cicinho, o Paraná criou duas ótimas chances – na melhor delas, o ex-corintiano Douglas Tanque demorou demais para chutar e perdeu a oportunidade de complicar o rival.
A defesa paranista não foi bem, e deixou que Barcos tentasse de todos os jeitos acabar com seu jejum (nos últimos oito jogos, fez apenas um gol, e de pênalti). Ele não conseguiu comemorar, mas pôde ver o predestinado Mazinho deixar o Palmeiras numa boa. Aos 25, o “Messi Black” deu uma de centroavante goleador, aproveitou uma boa falta cobrada por Marcos Assunção e apareceu atrás dos zagueiros para empurrar a bola às redes: 1 a 0 Verdão, e primeiro gol do meia com a camisa alviverde.
A tranquilidade do Palmeiras só aumentou, mas o zagueiro Henrique não deve ter sido avisado sobre a boa vantagem construída para a classificação. Muito tenso, o defensor foi tirar satisfações com Douglas Tanque depois de um empurrão e protagonizou uma discussão quente. O árbitro Péricles Bassols resolveu a situação com cartão vermelho para os dois. A reclamação palmeirense foi grande, e Marcos Assunção passou para a zaga. À beira do campo, Román passou mais de 15 minutos no aquecimento, sem ser chamado por Felipão.
Mazinho, Palmeiras x Paraná (Foto: Cesar Greco / Agência Estado)Mazinho foi o destaque do Verdão com dois gols e uma assistência (Foto: Cesar Greco / Agência Estado)
Espantando fantasmas
Sem dar chances para o Paraná pensar em uma reação, o Palmeiras voltou do intervalo com velocidade máxima, e Mazinho, mais uma vez, conduzindo a equipe. O meia fez 2 a 0 logo em seu primeiro chute a gol do segundo tempo, aos 6 minutos, e evitou que o time sofresse uma pressão e revisse fantasmas de eliminações recentes – principalmente contra o Guarani, no Campeonato Paulista.
A partir daí, com a classificação assegurada, o jogo serviu para diversas finalidades: entre os mais de 10 mil pagantes na Arena Barueri, deu tempo para gritar olé, secar o rival Corinthians – que decidia vaga nas quartas de final da Taça Libertadores – e até pegar no pé de Ricardinho. Dentro de campo, serviu para recuperar a auto-estima de quem andava em baixa.
Valdivia, por exemplo. O Mago já tentou até um visual novo, com bigode mexicano, para tentar espantar a má fase e as lesões. Nesta quarta, de cavanhaque tradicional, o camisa 10 teve a ajuda de Mazinho (de novo ele) para melhorar o ânimo. Aos 17 minutos, Valdivia recebeu passe perfeito do meia, fez 3 a 0 e comemorou muito. Um misto de desabafo, emoção e choro de quem fez seu primeiro gol em 2012.
Maikon Leite, outro exemplo. Diante da atuação quase perfeita de Mazinho, coube ao atacante apenas aplaudir o colega na hora em que ele foi substituído. E enquanto Maikon ainda corria para se posicionar no ataque, uma bola sobrou limpa na intermediária, pronta para ser direcionada ao gol. O atacante dominou, correu até a área e tocou na saída do goleiro Luis Carlos: 4 a 0 Verdão, mais um jogador fazendo as pazes com a torcida e decretando o final feliz de uma noite que a equipe não tinha há algum tempo.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Barcos vira aliado do Emelec


Barcos durante conversa com comissão técnica do Emelec / Cesar Greco/AEO Emelec está em São Paulo para enfrentar o Corinthians na próxima quarta-feira, no Pacaembu, em jogo válido pela volta das oitavas de final da Libertadores. O time, que está treinando na Academia de Futebol, ganhou um aliado para tentar bater os brasileiros. O atacante palmeirense Barcos, que jogou pela LDU, também do Equador, visitou o time do Emelec nesta segunda-feira e teve um longo papo com o técnico Marcelo Fleitas e jogadores.
"Atuei muito tempo no Equador e mesmo tendo jogado em uma agremiação rival, fiz muitos amigos no Emelec. Foi legal revê-los para colocar o papo em dia", disse Barcos.
O jogador até presenteou a comissão técnica com uma camisa do Palmeiras. Além de Barcos, Luiz Felipe Scolari também conversou com o comandante equatoriano na manhã desta segunda-feira.  

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Fernandão fecha com o Atlético-PR, e Chico negocia com o Coritiba


Eliminado do Campeonato Paulista e já se preparando para o resto dos compromissos na temporada, o Palmeiras já está montando o elenco com os jogadores que interessam para o resto do ano, e o atacante Fernandão e o volante Chico não estão nos planos do clube. Os dois jogadores chegaram à equipe alviverde no ano passado e já não participaram do treino desta segunda-feira.

O acerto de Fernandão com o Atlético-PR, que disputará a Série B, já está confirmado. O atacante tinha contrato até o final de maio com o Palmeiras. Já Chico, ex-jogador do próprio Atlético-PR, negocia a ida para o rival Coritiba. 

Sem os dois jogadores, o elenco do Palmeiras se reapresentou ao técnico Luiz Felipe Scolari, na manhã desta segunda-feira, na Academia de Futebol e, por causa da chuva persistente na capital paulista, a comissão técnica desistiu de qualquer trabalho no gramado e utilizou o ginásio para as atividades.

Felipão sequer orientou a movimentação, que ficou sob a responsabilidade do preparador físico Anselmo Sbragia, que comandou os jogadores em um trabalho de condicionamento físico sem bola.

O volante Marcos Assunção fez apenas os trabalhos na sala de musculação, para evitar um esforço maior, já que o atleta se recupera de dores na costela e no joelho. O meia Daniel Carvalho também ficou só nos aparelhos.

O elenco alviverde não trabalhava desde a manhã de sábado, quando fez treino físico e foi liberado para folga no domingo. Nesta segunda, o time faz uma nova atividade no período da tarde.

A comissão técnica alviverde está aproveitando a semana sem jogos para aprimorar o condicionamento do plantel, já que o próximo duelo será apenas no dia 9 de maio, contra o Paraná, pela partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil.

Bruno vibra com chance no Palmeiras e defende goleiros

Novo titular do gol palmeirense, Bruno espera agarrar a chance dada pelo técnico Luiz Felipe Scolari no último jogo, contra o Paraná, para se manter na equipe. Confiante, o goleiro aproveitou para sair em defesa de alguns companheiros de posição, que falharam recentemente.
Nas quartas de final do Campeonato Paulista, Deola e Júlio César falharam em jogos de Palmeiras e Corinthians, respectivamente. E neste domingo foi a vez do são-paulino Denis errar no clássico contra o Santos, válido pelas semifinais do estadual.
"Eu não posso falar muito dos outros pois não sei como são os trabalhos deles, mas aqui eu posso falar que é bastante sério", disse Bruno. "E todo goleiro um dia vai falhar", acrescentou.
Bruno ganhou oportunidade no time na partida contra o Paraná, pela Copa do Brasil e foi um dos destaques do Palmeiras na vitória por 2 a 1, em Curitiba. "Se vou ser titular ou não nos próximos jogos cabe ao Felipão decidir. Se ele me der nova chance, vou agarrá-la com unhas e dentes. Estou esperando isso há anos."

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Palmeiras vence o Paraná por 2 a 1 e encaminha a vaga

Pode não ter sido o melhor jogo do ano para o Palmeiras, mas o duelo contra o Paraná era daqueles em que o resultado importava bem mais do que o futebol mostrado. Nesta quarta-feira, o Verdão enfrentou um estádio lotado e um time organizado, mas se superou, contou com um pênalti infantil do rival e fez 2 a 1 fora de casa, garantindo boa vantagem para a partida da volta das oitavas de final da Copa do Brasil, em Barueri, daqui a duas semanas.
Os quase 13 mil paranistas fizeram uma bela festa na Vila Capanema, e isso deu ânimo para o time de Ricardinho jogar de igual para igual com o Palmeiras em vários momentos da partida. No entanto, a maior experiência dos comandados de Felipão pesou, e um gol de pênalti de Henrique selou o resultado positivo – depois de um pênalti infantil cometido por Henrique Alemão.
Em três dias, o Palmeiras superou a eliminação no Campeonato Paulista para o Guarani, fez mudanças e deu uma trégua no princípio de crise que se instalava no Palestra Itália. Agora, terá mais de dez dias de treinos para se preparar para o segundo jogo contra o Paraná – um empate basta para a classificação, e até a derrota por 1 a 0 serve para o Verdão. Já o time da casa teve sua boa atuação reconhecida e foi aplaudido pelos torcedores depois do apito final.
palmeiras x paraná (Foto: Hedeson Alves/VIPCOMM )
Felipão prometeu mudanças e as fez por atacado. Depois das falhas na eliminação para o Guarani, no Paulistão, Deola foi barrado e deu lugar a Bruno, que entrou tranquilo e fez boas defesas. No meio, um Valdivia diferente, de bigode, foi muito marcado pela defesa paranista. Na frente, a surpresa: o estreante Mazinho, ex-Oeste, responsável por boas jogadas pelo lado esquerdo, sempre em velocidade.
O clima que o Verdão enfrentou foi hostil. A torcida paranista lotou todos os setores da Vila Capanema e fez dela um inferno. Antes do jogo, a festa para recepcionar os jogadores chamou a atenção, e fez com que o time de Ricardinho entrasse muito ligado em campo, mordendo o rival. Mesmo com apenas cinco jogos na temporada, o Paraná conseguiu equilibrar as ações na base da disposição e da velocidade. Em chute de longe, Luisinho exigiu grande defesa de Bruno, e o time da casa cresceu.
O Palmeiras procurou cadenciar o jogo, quase sempre com Cicinho pela direita. As chances foram raras, até que uma falta na intermediária resolveu o problema alviverde. Aos 21 minutos, Marcos Assunção (para variar) cobrou com perfeição, a bola quicou no chão e não deu qualquer chance de defesa a Thiago Rodrigues: o 1 a 0 deu a vantagem, esfriou a pressão da torcida paranista e ainda desestabilizou a jovem equipe de Ricardinho. O capitão palmeirense tem 23 gols de falta desde que chegou ao clube.
O zagueiro Alex Bruno, mais experiente do time da casa, saiu machucado. O Palmeiras passou a mandar no jogo, aproveitando o momento de indefinições do rival. Mas aí foi a vez de Marcos Assunção sentir dores e deixar o gramado. Sem seu capitão, o time baixou a guarda e permitiu o ressurgimento do Paraná. Aos 38, a equipe de Ricardinho buscou o empate com Luisinho – aproveitando a avenida deixada por Juninho no lado direito do ataque. A Vila Capanema acordou.
Marcos Assunção gol Palmeiras (Foto: Giulianos Gomes / Ag. Estado)Marcos Assunção comemora o primeiro gol do Palmeiras (Foto: Giulianos Gomes / Ag. Estado)
O jogo ficou mais nervoso, com o Paraná querendo atacar, mas evitando se abrir demais. Do outro lado, o Palmeiras passou a esperar o adversário, de forma meio preguiçosa, mostrando até certa satisfação com o empate. Empurrado pela torcida e pelos gritos de Ricardinho, o time da casa voltou a se soltar, e incendiou de vez quando Douglas Packer bateu uma falta no travessão. Ali, o Tricolor sentiu que era possível vencer.
Do banco, Ricardinho teve o mesmo sentimento e lançou o rápido Fernandinho na vaga de Wendel, buscando aproveitar ainda mais as brechas deixadas por Juninho e Cicinho nas laterais. Felipão respondeu rapidamente e transferiu Mazinho para o lado esquerdo do ataque, em cima de Paulo Henrique. Por ali, o estreante quase deu a vitória ao Palmeiras, deixando Barcos na cara do gol em duas oportunidades – o centroavante parou no goleiro em ambas.
Barcos saiu, Fernandão entrou, e pouca coisa mudou no setor ofensivo do Verdão. O time mostrou claras dificuldades em armar jogadas, já que Valdivia não viveu uma noite inspirada. Mas, aos 33 minutos, André Vinícius e Henrique Alemão resolveram dar uma ajuda ao rival. A dupla se complicou na saída de bola, e Alemão cometeu pênalti infantil em Patrik.
Sem Barcos, Henrique é o cobrador oficial de pênaltis. Sem Assunção, Henrique é quem ostenta a tarja de capitão. Com tanta moral, só poderia ser ele a dar a vitória ao Palmeiras: o 2 a 1 não garante só a vantagem no jogo de volta, mas também um abafa na crise que já ameaçava voltar ao Palestra Itália. Pelo menos até o dia 9 de maio, o clima será de trégua no clube.

 
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