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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Atlético-MG goleia o América e é campeão Mineiro

Invicto! Foi sem perder um jogo sequer, em 15 disputados, que o Atlético-MG conquistou o título de campeão mineiro de 2012. Foram quatro empates e 11 vitórias nesta campanha que marcou seu 41º campeonato estadual. O feito repetiu o ano de 1976, quando o alvinegro levou o troféu com 26 vitórias e cinco empates. Na final, mesmo jogando por um empate, o time comandado por Cuca não deu chances ao América-MG, dominou durante os 90 minutos e venceu por 3 a 0.

O placar foi quase todo construído no primeiro tempo, com gols de Serginho e Bernard, e com participação fundamental de Guilherme, que enquanto esteve em campo fez jus ao número 10 levado às costas. Na etapa final, após uma blitz, Bernard voltou a marcar e consolidou a vitória.
Se a festa em campo esperou o apito final para começar, a celebração nas arquibancadas do novo Independência já era grande antes mesmo do terceiro gol. O estádio, todo remodelado, recebeu 17.112 mil torcedores, maioria atleticana, que voltou a soltar o grito de campeão em Belo Horizonte, depois de mais de uma temporada na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
Ao Coelho ficou a boa impressão deixada nas semifinais, quando venceu o Cruzeiro duas vezes, e a volta a uma final de estadual, 11 anos depois. Mas o sonho do título no ano do centenário fica adiado para o Brasileirão da Série B, competição que começa nesta semana.
Agora, os dois times se preparam para as competições nacionais. Na Série A, o Galo estreia domingo, às 16h (de Brasília), contra a Ponte Preta, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Dois dias antes, na sexta, às 21h, o Coelho entra em campo contra o Ceará, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, em partida válida pela Série B.
Com a suspensão do atacante André, o técnico Cuca preferiu montar um esquema sem um centroavante de ofício, já que a única opção no elenco era o jovem Paulo Henrique. Desta forma, ele montou o time do meio para frente com Bernard, Mancini, Guilherme e Danilinho. Apesar de ser considerado atacante de área, Guilherme atuava mais como meia, enquanto Mancini aparecia flutuando entre as pontas e o meio, um pouco mais avançado.
Pelo lado americano, Givanildo Oliveira teve que lançar o jovem Patrick na lateral direita, no lugar do lesionado Rodrigo Heffner, além de escalar o também prata da casa China no meio-campo, na vaga do suspenso Dudu.
Em campo, mesmo com a vantagem do empate, o time alvinegro foi mais ao ataque. Apesar de conseguir segurar mais a bola, o América-MG não era contundente na frente. Num lance pelo lado direito da área, China foi puxado por Bernard, mas Leandro Pedro Vuaden não viu irregularidade e mandou seguir.
A partir daí, o domínio foi alvinegro. Primeiro, Mancini acertou o travessão de Neneca numa falta de fora da área. Depois, aos 31, saiu o primeiro gol da decisão. Guilherme recebeu na entrada da área, viu o posicionamento de Neneca e bateu colocado. A bola bateu no travessão e na frente e sobrou para Serginho, que sem goleiro, colocou de cabeça nas redes.
Atletico-MG x América-MG (Foto: Paulo Fonseca / Futura Press)Jogadores do Atlético-MG se reúnem e fazem a festa (Foto: Paulo Fonseca / Futura Press)
O Coelho sentiu o golpe, e a esta altura precisava de dois gols para conquistar o 16º título estadual de sua história. Mas, sete minutos depois, a missão ficou ainda mais complicada: Guilherme, atuando com a 10 e fazendo jus ao número, deu lançamento para Bernard. Ele tentou o domínio, a bola espirrou, mas, mesmo franzino, ele ganhou no corpo de Patrick. Dentro da área, bateu de direita, a bola tocou o pé da trave e entrou.
Sem força ofensiva alguma, já que Rodriguinho era anulado pela forte marcação de Serginho e Pierre, o Coelho não conseguia levar perigo. Fábio Júnior e Alessandro pouco tocavam na bola, e mesmo assim bem longe da meta defendida por Giovanni.
O América-MG voltou do intervalo com duas alterações: entraram Kaio e Bruno Meneghel nas vagas de Patrick e Fábio Júnior, respectivamente. Com isso, China passou a atuar como lateral e o time ficou com dois volantes, dois meias de criação, além de dois atacantes.
As mudanças não surtiram o efeito desejado, já que o Atlético-MG continuava com o controle do jogo, apesar de cadenciá-lo com bom toque de bola. Com o panorama, a festa nas arquibancadas começou mais cedo com os gritos de ‘É campeão’ entoados pelos atleticanos.
Sem força alguma para reagir, o Coelho ainda foi castigado com o terceiro gol. Depois de uma blitz comandada por Marcos Rocha, que acertou uma bomba no travessão, a bola sobrou para Bernard, que pegou de primeira para vencer Neneca: 3 a 0 e festa completa.
Na comemoração, Mancini repetiu o gesto de “acabou”, feito por Alessandro nas semifinais contra o Cruzeiro, que rendeu muita polêmica. O clima esquentou dentro de campo, mas a turma do deixa disso chegou e evitou a confusão. Sem querer que ninguém estragasse a festa, Cuca sacou o meia para a entrada do jovem Paulo Henrique. Daí pra frente foi só esperar o apito final para que a festa começasse também dentro de campo. Atlético-MG campeão mineiro pela 41ª vez em sua história. Parabéns ao alvinegro, campeão invicto!

domingo, 6 de maio de 2012

Coelho empata no último minuto com o Atlético-MG e deixa final em aberto

Serginho e Moisés mostram qual foi a tônica do jogo: muita disputa
O primeiro tempo da decisão de 180 minutos do Campeonato Mineiro teve os ingredientes esperados de um jogão do nível do clássico mais antigo de Minas Gerais, disputado entre América-MG e Atlético-MG. Surpresas na escalação, estádio cheio, um trio de arbitragem de outro estado e gols, sendo um deles no último minuto dos acréscimos da etapa final.
A primeira partida entre Coelho e Galo terminou empatada por 1 a 1. O artilheiro alvinegro André abriu o placar e se despediu do estadual na vice-artilharia, com dez gols, um atrás do cruzeirense Wellington Paulista. Domingo que vem ele não joga por estar suspenso. E o gol de empate do alviverde veio nos últimos segundos dos acréscimos, perto dos 49 minutos da etapa final, com Bruno Meneghel, em lance repleto de polêmicas.
Sem mais nada há disputar, os dois times terão toda a semana para se prepararem para o duelo decisivo. O jogo será no próximo domingo, às 16h (de Brasília), novamente no Independência. O Galo joga por novo empate para ficar com o título de forma invicta, enquanto o Coelho precisa vencer por qualquer placar para ser campeão no ano de seu centenário.
Galo mudado e Coelho completo
Com a vantagem de jogar por dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols, o Atlético-MG entrou com um esquema diferente do que vinha adotando nas últimas partidas. Cuca escalou a equipe no 3-5-2, com Réver, Lima e Rafael Marques compondo o sistema defensivo. Outra novidade foi o retorno de Guilherme ao ataque, recuperado de lesão.
É bem verdade que as alterações promovidas por Cuca também tiveram relação com os problemas médicos de alguns jogadores. Os volantes Leandro Donizete e Fillipe Soutto, por exemplo estavam de fora, assim como Neto Berola, titular na última quinta, mas que está fora do estadual por ter uma fratura por estresse na bacia.
Mas em campo, as mudanças pareceram não atrapalhar o alvinegro, que partiu com muita vontade para o ataque, tentando, talvez, dar uma resposta para o torcedor após a decepção da última quinta-feira, quando foi eliminado pelo Goiás da Copa do Brasil.
Por sua vez, o Coelho entrou completo e com o mesmo esquema de jogo que deu certo nas semifinais contra o Cruzeiro. Com toque de bola tranquilo entre seus homens de frente, o time só sentiu falta de mais presença ofensiva de Rodriguinho, que não repetia as grandes atuações das semifinais.
A primeira grande chance do jogo veio de um dos zagueiros do Galo, que apareceu com centroavante na área. Em triangulação com Guilherme, Réver soltou uma bomba para importante defesa de Neneca. Mas Giovanni também foi exigido num rápido contragolpe. Rodriguinho deu bom passe para Moisés na direita e o volante chutou forte, de fora da área, para intervenção do camisa 1 do Galo.
Se no futebol o Galo tinha mais volume de jogo, no quesito disciplina os times se igualavam. O árbitro alagoano Francisco Carlos do Nascimento se mostrou enérigico e tomou as rédeas do jogo logo no início. Só nos primeiros 45 minutos foram três amarelos para cada lado, e um desfalque certo para cada treinador na finalíssima da semana que vem. Givanildo perdeu o volante Dudu, enquanto Cuca não poderá contar com seu artilheiro André, ambos suspensos pelo terceiro cartão.
Sem gols no primeiro dos quatro tempos da decisão, melhor para o Galo, que tem vantagem pela melhor campanha na fase de classificação.
Na etapa final, os dois times voltaram num ritmo parecido com o do primeiro. O Galo tentava chegar com mais velocidade, enquanto o Coelho segurava o jogo no toque de bola. Bem marcado e pouco inspirado, Rodriguinho não funcionava como o motor do meio-campo das partidas anteriores.
Com o equilíbrio, Cuca resolveu mexer na equipe, tirando Marcos Rocha e Bernard para as entradas de Carlos César e Mancini. Os dois entraram e faziam partida apenas burocrática, enquanto Guilherme, atuando mais como um meia do que como um atacante, tentava passes em profundidade, quase sempre com perigo.
Sem poder ofensivo, Givanildo sacou Alessandro para a entrada de Bruno Meneghel, mas o substituto pouco mudou o panorama da partida até então.
Com muita pegada no meio, os times tentavam cruzamentos para a área, mas Neneca e Giovanni trabalhavam bem posicionados e tranquilos. Mas foi num cruzamento, numa jogada trabalhada na Cidade do Galo, que o zero saiu do placar. Réver desviou escanteio na primeira trave, e o atacante André só teve o trabalho de estufar as redes rivais. Foi o décimo gol do vice-artilheiro Mineiro na competição, que está atrás de Wellington Paulista, que tem 11, ma que não terá a chance de ultrapassar o rival, já que não joga a finalíssima suspenso por ter recebido o terceiro amarelo.
E quando parecia que a vantagem do Galo havia sido ampliada, a estrela de Givanildo brilhou e Bruno Meneghel deixou o Coelho vivo na decisão. Após escanteio cobrado por Pará, a bola fechada tocou a trave e pareceu resvalar em Serginho. A defesa atleticana reclamou, mas nova cobrança foi feita e em bate-rebate dentro da área a bola sobrou para o atacante, que em posição discutível, empurrou para as redes. Muita reclamação por parte dos atleticanos e festa dos americanos, que agora precisam vencer no domingo que vem para levar o caneco no ano de seu centenário. Já ao Atlético-MG basta um novo empate para que o troféu vá para Lourdes, bairro onde fica a sede do alvinegro.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Givanildo esboça time titular para pegar o Atlético-MG no domingo

Enquanto o Atlético-MG se preocupa com o jogo contra o Goiás, nesta quinta-feira, pela Copa do Brasil, a prioridade do Coelho já é a partida do fim de semana, na grande final do Campeonato Mineiro. Na tarde desta quinta-feira, o técnico Givanildo Oliveira comandou treinamento no CT Lanna Drumond. Após breve conversa com todo o grupo, o treinador iniciou um treinamento físico com leves toques na bola. Enquanto os jogadores de linha faziam um trabalho físico, os goleiros treinavam defesas. O goleiro Neneca, que havia sofrido uma pancada no rosto, treinou normalmente com os outros jogadores da posição.
Alessando Treino América-MG (Foto: Leonardo Simonini / globoesporte.com)América-MG treina, de olho no Atlético-MG
Após o treino físico, Givanildo comandou um coletivo de titulares contra reservas. Os titulares, inicialmente, foram tiveram a mesma escalação do confronto do último domingo, contra o Cruzeiro: Neneca; Rodrigo Heffner, Everton Luiz, Gabriel e Bryan; Moisés, Dudu, Leandro Ferreira e Rodriguinho; Alessandro e Fábio Júnior.
O zagueiro Everton Luiz sentiu dores no tornozelo esquerdo e abandonou o coletivo por prevenção. Ele foi substituído por Lula. Já o volante China sentiu, ao fim do coletivo, mas deixou o campo normalmente. O lateral Pará continua em fisioterapia e deverá estar disponível para o segundo jogo da final. Já o atacante Adeílson voltou a treinar com bola e já arriscou alguns chutes.
Velhas novidades
Davi Ceará, que estava emprestado ao Ituano, e Gláuber, que estava na Portuguesa, compareceram ao treinamento, mas não participaram do coletivo. Os dois tiveram os contratos com as equipes paulistas encerrados e voltam para o elenco americano.
  

segunda-feira, 30 de abril de 2012

América-MG celebra 100 anos de vida nesta segunda

Mascote do Coelho (Foto: Mário Alberto)
O América-MG celebra nesta segunda-feira, dia 30 de abril de 2012, 100 anos de vida. Fundado por jovens da elite mineira, o Coelho deixou de ser alviverde, se tornou tricolor, dominou o futebol mineiro, lutou contra a profissionalização do futebol em Minas Gerais, revelou e revela craques em série e, quando muitos acreditavam que poderia acabar, ressurgiu praticamente das cinzas e agora tem como objetivo se tornar, dentro de um prazo de cinco anos, um dos quinze maiores do futebol brasileiro.
Seria tal meta um sonho? Um devaneio? Algo inviável para um clube que está na final do Estadual e disputará a Série B do Brasileiro?
América-MG vence o Cruzeiro e está na final

Olímpio Naves, integrante do Conselho Administrativo do América e responsável pelo marketing americano, faz questão de deixar claro que o maior desejo americano do momento é possível e será concretizado com o patrimônio imobiliário que o clube possui atualmente.
– Estamos realizando uma reestruturação profunda no América e um dos nosso grandes objetivos é fazer com que o patrimônio imobiliário do clube gere receitas ao clube. Os nossos primeiros esforços foram direcionados para o Independência e o Boulevard Shopping (o América recebe mensalmente pelas propriedades que possui no local, que abrigará a sua sede administrativa) – disse Naves, que ainda completou:
– Ainda temos terrenos em Três Barras e diversas construtoras interessadas em desenvolver projetos conosco. Obter essa independência é o nosso grande desejo.
Uma união de forças
Ver o América cada vez mais forte é algo comum no clube, gerido por um Conselho Administrativo composto por nove integrantes.
– Criou-se uma energia fantástica no clube e os resultados dessa união só estão começando. Isso tem sido um dos nossos grandes diferenciais com certeza – destacou Olímpio Naves ao LANCENET!
– Temos de aproveitar esse momento. Essa é uma chance única para fazermos o América crescer – apontou Marcus Salum, integrante do Conselho Administrativo.
É a hora de o América entrar para a história definitivamente.
COM A PALAVRA
Jair Bala
Eleito o atleta do século do América
Eu é que preciso agradecer ao América
Não é o América que precisa me agradecer. Eu é que preciso fazer isso. Tenho de agradecer e parabenizar o clube por esses 100 anos. Ser homenageado, ouvir a torcida cantando o seu nome, como aconteceu na reinauguração do Independência, foi muito emocionante. Ainda tiveram outras homenagens, como a feijoada do centenário. Tudo isso foi maravilhoso. Ser um ídolo de um clube como o América é muito gratificante.
O América foi rebaixado e terá de disputar a Série B novamente. Mas tenho certeza: logo logo o clube estará entre os maiores do futebol brasileiro. Com o novo Independência, com todos unidos pelo clube e com os pés no chão, nós vamos fazer o América voltar a ser o América que já encantou muitos.
BATE BOLA
Afonso Celso Raso
Presidente do Conselho Administrativo e de honra do América
Qual é o tamanho da sua satisfação em ver o América celebrando 100 anos de vida?
Não tenho nem palavras para descrever tamanha emoção. É muito gratificante ver o América atravessando um momento de transformações. Espero que o clube continue crescendo cada vez mais agora com a volta do Independência, que será um dos nossos grandes trunfos.
Ter sido atleta do clube e passado por diversas funções no América torna esse sentimento maior?
Com certeza. Já fui jogador de futebol de campo, de salão e basquete do América, chegando às seleções juvenis de Minas Gerais. Depois, tive a oportunidade de ser presidente do clube e agora ser o presidente de honra. São muitos anos de dedicação a esse clube. Por isso, que tenho de exaltar poder presenciar esse momento. É tudo muito especial.
História de glórias
Saiba os principais detalhes que cercam os 100 anos de vida do América, o Decacampeão!. Veja como foi a fundação do América, quais foram os títulos conquistados e os vários personagens que marcaram o seu nome no clube.
1912
O América foi fundado por garotos da elite mineira, no dia 30 de abril de 1912, exatamente um ano após um time de futebol ter sido criado pelos mesmos, que não deram sequência ao projeto.
No sorteio
O nome do clube foi escolhido em um sorteio. Entre as opções estava o "América Foot-ball Club", que homenageava aos Estados Unidos, país de origem dos seus professores.
É Alviverde!
As primeiras cores do Coelho (verde e branca) também foram escolhidos por sorteio. O América viria a ter novas cores ainda no mesmo ano.
Doação
Em setembro de 1913, o Minas Geraes é extinto e o presidente dos dois clubes, que era prefeito de Belo Horizonte, cedeu o patrimônio do Minas Geraes ao América: um campo de futebol e duas traves.
Time adulto
O América, como time de jovens, só enfrentava equipes da sua faixa etária. Após um desentendimento no Atlético, todos os presidentes do Galo, três dos seus fundadores e seis jogadores se inscreveram no América.
Jair Bala
O atacante Jair Bala atuou com destaque por Flamengo, Botafogo, Palmeiras e Santos e se tornou ídolo maior do América, clube pelo qual conquistou o Campeonato Mineiro invicto de 1971.
Tricolor!
Com o ingresso dos seus novos integrantes do Atlético e do extinto Minas Geras, o América substituiu os seus calções brancos pelos negros, tornando-se tricolor a partir de 1913.
1916-1925
Já como time de adultos, o América domina o futebol mineiro e conquista o Decacampeonato Mineiro entre os anos de 1916 e 1925.
1933
O profissionalismo é oficializado no América. O clube protesta, já que toda a prática esportiva era amadora, e muda as suas cores para vermelho e branco.
1943
O América aceita o profissionalismo, volta a ser tricolor, começa a investir em patrimônio e, cinco anos depois, conclui as obras do seu primeiro estádio, o Otacílio Negrão de Lima.
1948
Ano marcado por conquistas importantes: o Campeonato Mineiro e o Torneio Quadrangular de Belo Horizonte, que reuniu Vasco, São Paulo e Atlético.
1957
O América conquista o seu 12° título do Campeonato Mineiro e ainda se sagra campeão mineiro juvenil e de aspirantes. Era a concretização da tríplice coroa americana.
1971
O Coelho de Pedro Omar, Cláudio Mineiro, Dirceu Alves, Amaury Horta, Zé Carlos Generoso, Jair Bala & Cia conquista o Campeonato Mineiro de forma invicta. Jair Bala ainda conquista a artilharia do torneio.
1980
Década de pouco destaque para o América, que continua em jejum no Estadual e faz campanhas ruins nos Campeonatos Brasileiros das Séries A B.
1992
Renascimento. Dois anos antes, o América havia sido vice-campeão da Série C. Já em 1992, o Coelho de Estevam, Ronaldo Luiz, Euller & Cia é vice-campeão mineiro.
1993
O América encerra longo jejum (22 anos) e conquista o Campeonato Mineiro capitaneado pelo atacante Euller, a grande revelação americana da época, que termina como o artilheiro do Estadual.
1996
O América conquista a Copa São Paulo de Futebol Júnior ao superar o Cruzeiro na final. Aquele time, que contava com Gilberto Silva & Cia seria a base da equipe que faria história e venceria a Série B do ano seguinte.
1997
Comandado por Givanildo Oliveira, o América é campeão da Série B do Campeonato Brasileiro e volta à Série A. Gilberto, Estevam, Ricardo, Gilberto Silva, Pintado, Tupãzinho e Celso fizeram parte daquele time.
2000
América conquista a Copa Sul-Minas ao derrotar o Cruzeiro na grande final. Milagres, Denis, Wellington Paulo, Ruy, Pintado, Palhinha e Rinaldo fizeram parte daquele importante título para a história do clube do Horto.
2001
Após novo jejum, América se sagra campeão mineira pela última vez, ao superar o Atlético na grande final. Alessandro, que faz parte do elenco atual do Coelho, marcou o gol do 15 título Estadual do América.
2003
América tem ano sofrível. Chega a fazer boa campanha no Estadual (termina em 3), mas só não é rebaixado à Série C por detalhe. Foi o 22 entre 24 times. Gama e União São João de Araras caíram.
2004
O América é derrotado pelo Caxias e acaba rebaixado à Série C do Campeonato Brasileiro sendo comando pelo ídolo Pintado.
2005
No Campeonato Mineiro, o América luta contra o descenso. A única felicidade do ano é o título da Taça Minas Gerais.
2007
Um dos piores anos do agora centenário América. O Coelho é rebaixado pela primeira vez no Campeonato Mineiro e sequer disputa a Série C do Brasileirão.
2008
Novo renascimento para o América. O Coelho, comandado por Euller, que inicia a sua terceira passagem pelo clube, conquista o Módulo II do Campeonato Mineiro.
2009
Novamente sob o comando de Givanildo, o América conquista a Série C. Flávio, Evanílson, Wellington Paulo, Irênio e Euller foram os líderes do Coelho no título.
2010
Ano especial para o América, que chega ao terceiro acesso consecutivo. Quarto colocado na Série B, o Coelho garante o retorno à elite do futebol brasileiro após nove anos nas divisões inferiores do futebol.
2011
América ensaia reação no Campeonato Brasileiro – sob o comando de Givanildo –, mas acaba rebaixado. De bom, o título do Campeonato Brasileiro Sub-20 diante do Fluminense.
Títulos
Campeonato Brasileiro da Série B (1997); Campeonato Brasileiro Série C (2009); Copa Sul-Minas (2000); Torneio Quadrangular de Belo Horizonte (1948); Campeonato Mineiro (1916, 1917, 1918, 1919, 1920 ,1921, 1922, 1923, 1924, 1925, 1948, 1957, 1971, 1993 e 2001); Campeonato Mineiro – Módulo II (2008); Taça Minas Gerais (2005) e Torneio Início (1917, 1918, 1919, 1920, 1921, 1924, 1925, 1927, 1933, 1936, 1945, 1955 e 1957)
Quem mais jogou
1-Milagres (goleiro) - 372 jogos; 2-Gaia (zagueiro) 356 jogos; 3-Tonho (goleiro) - 325 jogos; 4-Wellington Paulo (zagueiro) - 307 jogos; 5-Estevam (lateral-direito) - 302 jogos; 6-Taú (volante) - 293 jogos; 7-Colatina (lateral) - 289 jogos; 8-Luiz Carlos Marins (zagueiro) e Irênio (apoiador) - 273 jogos; 10-Ricardo (zagueiro) - 271 jogos.
Artilheiros
1-Satyro Taboada (1923-34) - 165 gols; 2-Gunga (1955-60) - 109 gols; 3-Petrônio (1948-54) - 106 gols; 4-Harvey (1951-58) - 89 gols; 5-Euller (1989-93; 2006-07 e 2008-2011) - 79 gols; 6-Jair Bala (1964-65 e 1971-73) - 78 gols; 7-Palhinha (1988-90; 2000 e 2002) - 77 gols; 8-H.Charuto (1954-59) - 75 gols; 9-Murilinho (1947-51) - 75 gols e 10-Zuca (1958-61) - 73 gols.

domingo, 29 de abril de 2012

Roger admite que faltou humildade ao Cruzeiro e vê América-MG superior

Experiente Roger afirma que tradição e força do elenco não decidem uma partida
Experiente Roger afirma que tradição e força do elenco não decidem uma partida
Reconhecendo que o Cruzeiro teve atuação abaixo do esperado na derrota para o América-MG por 2 a 1, pelas semifinais do Campeonato Mineiro, o armador Roger disse que o time precisa ser “humilde” e mais “inteligente” nos confrontos de mata-mata, para não repetir os erros cometidos diante do rival alviverde.
“Jogos decisivos são assim. Temos que ser mais inteligentes, não adianta a gente ficar deixando para o final, para o segundo jogo. Não pensar que pela força da camisa, pela força do elenco, vai decidir a partida. A gente tem que ser humilde o suficiente para reconhecer que foi o pior”, afirmou.
No primeiro jogo do confronto, Roger foi um dos protagonistas da polêmica com o americano Alessandro e disse que o atacante adversário teria menosprezado o clube celeste ao comemorar o terceiro gol na vitória por 3 a 2 balançando as mãos, dando a entender que a vaga do América já estava assegurada.
Depois da eliminação, o jogador evitou polemizar sobre o assunto e fez questão de parabenizar o time adversário. “Temos que parabenizar o América, porque foi bem nas duas partidas, foi superior. Hoje a gente novamente pecou nos aspectos coletivos, individuais. São fatalidades que acontecem, mas não adianta brigar, tem que respeitar, eles têm que fazer a festa dele”, defendeu Roger.
O atacante Fábio Júnior, do América, disse que as palavras de Roger são importantes para motivar a equipe na final diante do Atlético. Segundo ele, provocações fazem parte do futebol, mas o “futebol se resolve em campo”.
“É importante, vindo de um jogador experiente, como o Roger. A gente sabe que provocações fazem parte, ainda mais quando se trata de clássicos. Mas mostramos que tínhamos condições e conseguimos superar a equipe do Cruzeiro”, comentou o jogador americano.

Coelho faz 2 a 1 no Cruzeiro e, no ano do centenário, joga finais com Galo



Num jogo dramático, repleto de emoção e lances de perigo, o América-MG fez 2 a 1 no América-MG e garantiu sua vaga na grande final do Campeonato Mineiro de 2012. O público de 17.780 pessoas, que proporcionou uma renda de R$ 301.056 viu o América-MG abrir o placar com um gol contra de Victorino. O Cruzeiro empatou com Wellington Paulista, que também havia perdido um pênalti.
As finais do Campeonato Mineiro começam no próximo domingo, às 16h (de Brasília). O primeiro jogo entre América-MG e Atlético-MG será na Arena do Jacaré. O Galo joga por dois empates ou derrota e vitória pela mesma diferença de gols. A Raposa tem compromisso pela Copa do Brasil. Quarta-feira, às 12h50m, enfrenta o Atlético-PR, no Estádio Durival de Brito, em Curitiba.
Assim como foi no jogo da semana passada, a decisão entre Cruzeiro e América-MG começou a todo vapor. Antes que os times fizessem o costumeiro estudo de terreno, o Coelho abriu o placar, com apenas dois minutos de bola rolando. Rodriguinho passou com facilidade por Diego Renan e cruzou na área. Victorino se afobou com a presença de Alessandro e marcou contra. Esta foi a sexta partida consecutiva que a Raposa saiu atrás no placar.
O Cruzeiro não se abalou com o gol-relâmpago sofrido e continuou atacando o América-MG, correndo atrás da virada, já que só a vitória lhe interessava para avançar à final. Tanto que teve um pênalti a seu favor, aos nove minutos. Wellington Paulista, porém, bateu mal e Neneca defendeu. No rebote, o atacante cruzeirense mandou a bola nas arquibancadas da Arena do Jacaré.
Depois do pênalti perdido, o Cruzeiro teve uma ligeira queda na partida, e o América-MG equilibrou as ações. Como tinha o contragolpe a seu favor, o Coelho entregou totalmente a criação de suas jogadas ao habilidoso Rodriguinho, e assim, levava muito perigo ao gol de Fábio.
A persistência era a melhor qualidade do Cruzeiro na partida. E, por ser tão insistente, foi premiado com o gol de empate. O autor foi Wellington Paulista, que até então não vivia uma tarde feliz, porque, além do pênalti, já havia perdido outras chances. Dessa vez, no entanto, WP9 não perdoou. O atacante cruzeirense aproveitou falha do zagueiro americano Gabriel e mandou para o fundo das redes de Neneca, aos 27 minutos.
Com o placar empatado, os dois times diminuíram um pouco ritmo, que foi acelerado durante todo o primeiro tempo. Como o calor também era forte, Cruzeiro e América-MG se deram por satisfeitos com o empate nos primeiros 45 minutos e deixaram a decisão para a etapa final.
Vaga na raça
Os dois times voltaram para o segundo tempo com o mesmo ímpeto do primeiro. A velocidade continuou alta, assim como a disposição dos jogadores, o que fez com que a qualidade da partida continuasse muito boa.
Como era de se esperar, o Cruzeiro partiu pra cima do América-MG, tentando várias jogadas, comandado pela dupla de meias, Roger e Montillo. O Coelho, por sua vez, usava e abusava dos contra-ataques, no embalo de Rodriguinho, um dos destaques da partida. O armador americano aproveitava a boa movimentação de Fábio Júnior e Alessandro, e assim, seu time chegava com perigo várias vezes.
Na metade do segundo tempo, Vágner Mancini foi para o tudo ou nada. Mandou o atacante Wallyson a campo no lugar do volante Marcelo Oliveira. Com isso, o Cruzeiro foi com tudo para cima do América-MG.
O problema cruzeirense foi o buraco criado no meio-campo, setor que passou a ser dominado pelo Coelho, que ficou melhor em campo e passou a criar mais jogadas incisivas.
Já nos acréscimos, aos 47 minutos, Bruno Meneghel deu excelente passe para Fábio Júnior, que, na cara do goleiro Fábio, só empurrou para o fundo das redes.
Por mais que tentasse e pressionasse nos minutos finais, o Cruzeiro não teve forças para conseguir o gol da virada, e a vaga nas finais do Campeonato Mineiro ficou mesmo com o América-MG, que comemora seu centenário nesta segunda-feira com muita festa.

sábado, 28 de abril de 2012

Pressionado, Galo joga mal, mas vence o Tupi por 1 a 0 e está na final

Jogadores do Atlético-MG comemoram o gol
Foi do jeito que a torcida do Atlético-MG está acostumado: com muito sofrimento. A classificação para a final do Campeonato Mineiro, após a vitória por 1 a 0 sobre o Tupi, teve requintes de crueldade, e o atleticano colocou o coração à prova. Os alvinegros da capital viram seu time ser pressionado pelo adversário. Foi mais uma fraca atuação do Galo na temporada 2012. Depois de ver o rival mandar uma bola na trave e perder chances claras, o torcedor demorou 70 minutos para comemorar o gol de André, que carimbou o passaporte para mais uma decisão de Estadual.O jogo foi duro, truncado, de ataque contra defesa. O Atlético-MG, pressionado pela derrota para o Goiás, por 2 a 0, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, entrou em campo nervoso. Além disso, encontrou a forte defesa de um adversário disposto a conseguir uma verdadeira façanha em Sete Lagoas.
Com o resultado e a classificação, o Atlético-MG aguarda o resultado da outra partida das semifinais, entre Cruzeiro e América-MG, que se enfrentarão neste domingo, também na Arena do Jacaré, às 16h (de Brasília). O time celeste precisa da vitória, enquanto, para o Coelho, basta o empate.
A primeira partida da decisão será no próximo domingo, às 16h. Antes, porém, o Atlético-MG terá um difícil compromisso diante do Goiás, pela partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Como perdeu o primeiro confronto por 2 a 0, precisa vencer por três gols de diferença para se classificar. Vitória por 2 a 0 leva a decisão para a disputa de pênaltis.
Cobrança da torcida
Por conta dos últimos resultados, já que não vencia há três partidas, além da derrota para o Goiás por 2 a 0, no meio da semana, os torcedores alvinegros não pouparam os jogadores do Atlético-MG. Tão logo a equipe adentrou ao gramado, já receberam cobranças. Com gritos e pedidos de raça, os atleticanos demonstraram toda a desconfiança no time, que vem desde o desastroso clássico pela última rodada do Campeonato Brasileiro, quando foi goleado por 6 a 1 pelo Cruzeiro.
Com todo esse clima, a postura do Galo foi bastante diferente da apresentada no Serra Dourada. Os atleticanos demonstraram vontade a cada disputa de bola, mas tiveram dificuldades em sair da forte retranca armada por Moacir Júnior. A equipe, no entanto, abusava da ligação direta, o que facilitava o trabalho da defesa do Tupi. André, sozinho na frente, não conseguia o domínio, já que recebia de costas para os zagueiros e era facilmente anulado.
Após o fim do primeiro tempo, a pressão sobre o Atlético-MG ficou ainda maior. Vaias ensurdecedoras deram o tom na descida dos jogadores para os vestiários. Aos gritos de “timinho, timinho”, os atleticanos se reuniram no meio do gramado para combinar que não falariam com a imprensa no intervalo. Unidos e em silêncio, liderados pelo capitão Réver, os jogadores não conversaram com os jornalistas. Apenas o meia Bernard falou rapidamente, após ter sido cercado pelos repórteres.
Gol salvador

O Atlético-MG voltou para a segunda etapa bastante vaiado. E, a cada minuto, a pressão e o nervosismo dos jogadores do time da capital aumentavam. Erros de marcação básicos eram cometidos, e o Tupi passou a se aproveitar.
Léo Salino teve duas chances de marcar, que gelaram a espinha de todo torcedor do Galo presente no estádio. Em uma delas, Léo acertou o travessão de Giovanni, que saltou e nada encontrou. Confiante, a pequena torcida do Galo Carijó, de Juiz de Fora, na Zona da Mata, passou a ser a única que fazia a festa na Arena do Jacaré.
Porém, o sofrimento do Atlético-MG terminou, aos 25 minutos. Danilinho aproveitou um rebote de um escanteio e, com liberdade, cruzou da esquerda, ainda da intermediária. A bola foi na cabeça de André, que, com oportunismo, cabeceou, sem chances para o bom goleiro Rodrigo. O atacante alvinegro encostou em Wellington Paulista, que tem dez gols, contra nove do jogador atleticano.
A partir daí, o Galo melhorou e se tranquilizou em campo. O time passou a tocar mais a bola, de maneira correta. O desespero passou a ser do Tupi, que se mandou para cima em busca de uma virada milagrosa, que não aconteceu.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Resumo dos Estaduais: Confira os jogos decisivos

O melhor dos estaduais é aqui no Foi Foi Esportes!
As competições estaduais estão dando o que falar em todo Brasil, no Campeonato Gaúcho teremos um clássico Gre-Nal, em São Paulo teremos o clássico San-São e o Dérbi Campineiro valendo vaga na grande final, no Paraná teremos a final Atletiba valendo o título, no Paulista A2 o favorito Red Bull Brasil já está praticamente eliminado, Atlético Sorocaba e Penapolense perto do acesso, no Rio, Botafogo e Vasco disputam a final da Taça Rio buscando uma vaga contra o Fluminense na final, 
Na divisão de acesso do Gauchão as duas equipes de Rio Grande estão perto da série C, Milan, Juventus e Sapucaiense só escapam por milagre do Descenso, no Carioca B o América do Rio está mais tranquilo em relação á rebaixamente, já o Goytacaz perdeu no fim de semana e se complicou em relação á classificação.



O Figueirense conseguiu um bom resultado fora de casa ao empatar com o Joinville, por 1 a 1, neste domingo, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Catarinense.

Com isso, o Figueira, que tem a vantagem por ter conquistado os dois turnos do Estadual, jogará por nova igualdade na partida de volta, em Florianópolis, para avançar à final.

No duelo deste domingo, Ricardinho abriu o placar para o Joinville aos 12 minutos do primeiro tempo, mas Guilherme empatou para os visitantes, aos 3 minutos da segunda etapa.




O Atlético-MG empatou fora de casa em 1 a 1 com o Tupi, neste domingo, no jogo de ida das semifinais do Campeonato Mineiro. Líder da primeira fase, a equipe de Belo Horizonte precisa apenas de outra igualdade na partida de volta para garantir a vaga na decisão; já o time de Juiz de Fora precisa vencer.
Os dois gols foram marcados no segundo tempo. O Atlético abriu o placar com Danilinho, aos sete minutos. Michel Cury empatou para o Tupi aos 15.
Apesar do resultado decepcionante, o Galo manteve a invencibilidade na competição: o time, que venceu nove vezes na fase de classificação, chegou ao terceiro empate em 12 jogos. O jogo de volta acontece no próximo sábado, às 18h30, na Arena do Jacaré.



Poucos acreditavam em um tropeço do Bahia no jogo de ida da semifinal do Baiano. Tinha o ataque mais positivo do Brasil e foi dono da melhor campanha na fase de classificação. Mas o Vitória da Conquista ‘ignorou’ esses atributos do time de Falcão e venceu por 1 a 0, em casa. Enquanto isso, o Vitória caiu diante do Feirense pelo mesmo placar.
O Bahia não perdia pela competição estadual desde o dia 18 de março. De lá para cá, somava seis vitórias e um empate. Apesar da derrota, joga por um simples resultado positivo para ir à final. O Vitória também avança com um triunfo por 1 a 0, no Barradão.




Jogando fora de casa neste domingo, Ceará e Fortaleza venceram os seus compromissos pela fase semifinal do Campeonato Cearense. O Ceará visitou o Tiradentes e conseguiu um triunfo por 2 a 0, com gols de Régis e Felipe Azevedo. Já o Fortaleza goleou o Horizonte por 4 a 1. Jaílson, Geraldo, Marielson e Cleo marcaram para os visitantes, enquanto Elanardo descontou.
O Fortaleza pode perder por até três gols no confronto de volta. Já o Ceará irá se classificar mesmo com um revés de dois gols de diferença.



Um clássico tenso, com arbitragem polêmica e com direito a 14 cartões distribuídos (13 amarelos e um vermelho). Foi neste cenário que o Sport, fora de casa, conseguiu vencer o Náutico por 2 a 1 na primeira partida da semifinal do Campeonato Pernambucano. A vantagem dos visitantes só não foi maior pois Marcelinho Paraíba, autor dos dois gols da equipe, ainda perdeu um pênalti no primeiro tempo. Em outra cobrança, na segunda etapa, ele marcou e deu a vitória ao Leão da Ilha do Retiro. 

Com o resultado positivo, o Sport jogará por um empate em sua casa, na semana que vem, para garantir-se na decisão do campeonato. O rival sairá do duelo entre Salgueiro e Santa Cruz.
Jogando fora de casa, o Santa Cruz ia conseguindo um excelente resultado, vencendo por 1 a 0, até os 34 minutos do segundo tempo no jogo de ida da semifinal do Campeonato Pernambucano, neste domingo, contra o Salgueiro. No entanto, o time sofreu a virada em sete minutos e acabou sendo derrotado por 2 a 1.
Com os gols sofridos no final da partida, o Santa Cruz vai precisar vencer em casa no jogo de volta. Uma vitória por 1 a 0 garante o o time tricolor na final do Estadual, enquanto o Salgueiro pode até mesmo perder por um gol de diferença, desde que marque dois gols ou mais. O segundo jogo será no dia 29 de abril, domingo, às 16 horas (de Brasília).




Donos das melhores campanhas da primeira fase do Campeonato Goiano, Goiás e Atlético Goianiense confirmaram o favoritismo na abertura das semifinais do estadual. No Serra Dourada, o Goiás venceu o clássico com o Vila Nova por 1 a 0; em Catalão, o Atlético bateu o Crac – único time do interior nas semifinais – por 4 a 1.


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domingo, 22 de abril de 2012

Tupi e Atlético-MG ficam no empate e deixam decisão para Sete Lagoas

Atlético ficou só no empate

Num jogo de nível técnico discutível, Tupi e Atlético-MG ficaram no empate em Juiz de Fora, na partida de ida das semifinais do Campeonato Mineiro. Se o futebol apresentado pelos dois times não foi de encher os olhos, pelo menos no quesito gol os jogadores capricharam. Danilinho abriu o placar para os visitantes no início do segundo tempo, ao receber ótimo passe de Wesley, driblar Rodrigo e mandar para a rede. Já o Galo Carijó conseguiu o empate em belíssima cobrança de falta de Michel Cury, que saiu do banco e colocou a bola na gaveta, sem chances para Giovanni, que foi vazado pela primeira vez desde que assumiu a titularidade da equipeAgora, o Atlético-MG volta suas atenções para a Copa do Brasil, já que nesta quarta-feira vai até Goiânia, onde enfrenta o Goiás, às 21h50m (de Brasília), no primeiro jogo das duas equipes válido pelas oitavas de final da competição. No estadual, os dois times voltam a se enfrentar no sábado, às 18h30m, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
O técnico Cuca surpreendeu a todos ao escalar o meia Wesley como segundo atacante, na vaga de Guilherme, vetado por conta de estiramento na panturrilha esquerda. Wesley ganhou a vaga na disputa com Escudero e Mancini, e até com Fillipe Soutto, que estava cotado para fazer o terceiro jogo como titular.
E foi com Wesley a primeira chance clara de gol, e, por sua vez, desperdiçada. André, de calcanhar deixou o meia na cara do gol, mas ele chutou em cima do goleiro Rodrigo e perdeu ótima oportunidade de abrir o placar.
Mas foi a única presença mais incisiva da novidade atleticana, já que no decorrer da primeira etapa, Wesley deixou a desejar na continuidade das jogadas e estava visivelmente sem ritmo e entrosamento com os companheiros.
Como na partida anterior entre as duas equipes, o atacante Allan resolveu deixar a bola de lado e partir para provocação, o que ocasionou um princípio de confusão entre ele e o volante Pierre. Mas Allan só foi ser advertido com cartão amarelo após discussão forte com o volante Jaílton, da própria equipe, que também foi amarelado.
Em campo, o goleiro Giovanni era um mero espectador. O Tupi se limitava a marcar e tinha dificuldades perante a marcação do Atlético-MG, reforçado com a volta de Leandro Donizete ao time. Henrique chegou a cabecear nas mãos do camisa 1 atleticano na melhor chance do time da casa.
A zaga alvinegra, formada pelos reservas Luiz Eduardo e Lima, já que Rafael Marques, com dores musculares, e Réver, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, não poderiam jogar, não comprometeu nos primeiros 45 minutos.
As duas equipes não mudaram para a segunda etapa. Apenas a postura do Atlético-MG mudou, com Wesley mais ligado e André privilegiando a tabela. E foi num belo toque de Wesley, que Danilinho invadiu a área, driblou Rodrigo e abriu o placar para delírio da torcida atleticana no Estádio Mário Helênio.
Com o gol, o técnico Moacir Júnior resolveu arriscar. Tirou o volante Jaílton para a entrada do meia Michel Cury. E cinco minutos depois, ele cobrou falta com muita categoria, no ângulo do imóvel Giovanni, que nada pôde fazer. A bola ainda bateu na trave antes de entrar e deixar a torcida carijó em polvorosa.
Após a igualdade, o técnico Cuca trocou Bernard por Neto Berola e Wesley por Escudero. Já Moacir Júnior tirou Allan, que já estava amarelado, e colocou Ulysses. Mas as mudanças surtiram pouco efeito, já que os ataques esbarravam nas defesas bem armadas. O Galo da capital era mais perigoso, mas pecava no passe final e na finalização.
O empate acabou sendo bom para os dois lados. Os donos da casa mantiveram as esperanças na conquista de uma vaga na final, enquanto os visitantes jogam por outro empate para se classificarem. Mas o Atlético-MG lamenta o fato de não conseguir vencer pelo terceiro jogo consecutivo, uma vem que contabilizou o terceiro empate seguido na competição.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Gilberto chega ao América-MG com o peso de ser a referência em campo


Gilberto com a camisa do coelho
Lateral da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 2006 e 2010 e marcado por grandes atuações em clubes ao redor do mundo, o experiente Gilberto chegou ao América-MG para dar início a um novo desafio na sua vida profissional. Perto de completar 36 anos, o jogador comemorou o projeto apresentado pela diretoria nesta etapa de sua carreira e destacou pontos importantes que o levaram a concluir o acerto.
O fator determinante para a assinatura do contrato com o Coelho foi o desejo do atleta em permanecer na cidade de Belo Horizonte. O lateral afirmou que o planejamento formulado para sua recuperação no futebol nacional agradou muito e o levou a já projetar a sua estreia no dia 25 deste mês, data que marcará o seu aniversário e a reinauguração do estádio Independência.
Gilberto chega para ser o "maestro"
'Estou feliz demais pelo acerto com o América-MG, e juntou algumas coisas que são podem ser apenas coincidências: cem anos do clube, meu projeto pessoal de permanecer em Belo Horizonte, meu aniversário no dia 25, dia da inauguração do Independência. Estou feliz e esta é uma parceria que tem tendência de dar certo', disse Gilberto, em sua primeira coletiva pelo clube.
Apontado agora como o principal jogador do elenco mineiro, o lateral também comentou sobre a responsabilidade que carregará nesta temporada. Ciente de que boa parte das jogadas ofensivas passaram por seus pés, o atleta afirmou que está preparado para arcar com o peso de ser a referência do Coelho dentro de campo e prometeu total empenho na disputa do Campeonato Brasileiro da Série B.
'Tenho consciência da responsabilidade que terei, pois já disputei duas Copas do Mundo e passei por grandes clubes no Brasil e na Europa. O América-MG será mais um dos grandes que vestirei a camisa. A tendência é que eu seja referência dentro de campo. Vou fazer o melhor para ajudar os companheiros', completou o jogador.
Sem jogar desde janeiro, Gilberto precisará de um tempo com os preparadores físicos da equipe para readquirir sua forma física. Embora sua estreia possa acontecer no amistoso do dia 25, contra o Argentino Juniors, a aguardada sequência de jogos no profissional levará um certo tempo e deve acontecer depois do início da disputa da Segunda Divisão do Nacional.
Campeonato Mineiro é aqui no Foi Foi Esportes!

domingo, 15 de abril de 2012

Cruzeiro vence o Uberaba por 3 a 2

O Cruzeiro jogou com um time bastante mesclado, teve muitas dificuldades, mas superou, com garra e disposição, principalmente no segundo tempo, o Uberaba, neste domingo, na Arena do Calçado, em Nova Serrana, por 3 a 2. O time do Triângulo Mineiro saiu na frente, fez 2 a 0, mas não teve competência nem categoria para manter o marcador. O Cruzeiro, com as modificações promovidas pelo técnico Vágner Mancini, virou o placar. Araújo e Marcos, contra, fizeram para o Zebu. Wellington Paulista (2) e Victorino fizeram o resultado para a Raposa.
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Torcedores lotam a Arena do Calçado para assistir ao treino do Cruzeiro, em Nova Serrana (Foto: Cleber Corrêa)Cruzeiro bateu o Uberaba, por 3 a 0, em Nova Serrana (Foto: Cleber Corrêa)
Porém, mesmo com a vitória, o Cruzeiro não conseguiu alcançar a primeira posição na tabela de classificação do Campeonato Mineiro. O time chegou aos 28 pontos, um a menos que o Atlético-MG, que empatou em 0 a 0 com o Tupi, em Juiz de Fora. Assim, a Raposa levará vantagem no confronto semifinal, diante do América-MG.
Antes de pegar o América-MG, o Cruzeiro terá compromisso pela Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), receberá a Chapecoense, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela segunda partida da segunda fase da competição nacional.
O jogo colocou frente à frente o desespero do Uberaba e o desinteresse do Cruzeiro, que jogou a partida com seis reservas. Nitidamente desentrosado, o time azul não conseguia se acertar em campo, errava muitos passes e se movimentava pouco.

Por outro lado, o Uberaba entrou com tudo, já que somente uma vitória poderia evitar o rebaixamento para o Módulo II. O time do Triângulo pode não ser considerado um primor de técnica, mas compensava as deficiências com muita garra e disposição. Foi neste ritmo que o Zebu abriu o placar, ao se aproveitar da apatia cruzeirense. Gabriel Davis cruzou da esquerda, Gustavinho cabeceou para defesa de Fábio. No rebote, Araújo empurrou para as redes, aos 15 minutos.
Mas nem como gol o panorama do jogo se alterou. O Cruzeiro continuou lento e desmotivado, enquanto o Uberaba atacava e criava novas chances. O Zebu esteve perto de ampliar o placar, com Elvinho e Gustavo Davis.
Porém, com o anúncio da vitória parcial do América TO sobre o Democrata, no sistema de som do estádio, resultado que rebaixaria o Uberaba, o time do Triângulo também diminuiu o ritmo, e os minutos finais do primeiro tempo foram terríveis.
O segundo tempo começou com o Cruzeiro em cima do Uberaba, com uma postura bem diferente da mostrada na primeira etapa. Mas ainda que tivesse mais presença no campo de ataque, o time azul não conseguia criar chances reais de gol.
O Uberaba, que não tinha nenhuma relação com os problemas ofensivos do Cruzeiro, foi para frente e conseguiu o segundo gol, aos 11 minutos. O lateral Éder fez boa jogada pela direita e cruzou na área. Marcos deu um toque bisonho pra trás e traiu Fábio, marcando contra.
O técnico Vágner Mancini mexeu no time, que rendia muito pouco em campo. Tirou Marcos e Bobô e colocou Wallyson e Fábio Lopes, que fez sua estreia com a camisa do Cruzeiro. O time ganhou novo ânimo e conseguiu diminuir o placar. Wallyson cruzou na medida para Wellington Paulista subir e marcar e cabeça, aos 22 minutos.
O Cruzeiro continuou em cima do Uberaba, em busca do empate. E ele saiu, aos 40 minutos, com o zagueiro Victorino, após boa jogada de Wallyson e WP9. A virada chegou aos 46 minutos, novamente com Wellington Paulista. O resultado, mesmo sem ter servido para colocar a Raposa na liderança, valeu para dar moral ao time de Mancini.

 
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